quarta-feira, 30 de Abril de 2008

Ervilhas de quebrar com molho cremoso de balsamico

Embora a Primavera não seja a minha estação do ano favorita, (sou mais a dar para a melancolia e cor do Outono), tenho que me render ás ofertas da terra nesta altura.
Os legumes estão no auge da sua cor, beleza e sabor. Para mim a melhor maneira de desfrutar de legumes tenros e saborosos é numa salada.
Sendo assim, saiu esta deliciosa refeição inspirada numa receita do livro: “cozinhar com vegetais".
No original. O molho é feito com natas, mas na minha opinião o iogurte liga bastante melhor com a frescura dos verdes.

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Usei:

500g de ervilhas de quebrar
Batatinhas novas a gosto (opcional)
1 haste de segurelha
3 c sopa de pinhões
2 c sopa de nozes partidas grosseiramente
Sal

Molho
1 iogurte natural
2 c sopa de vinagre balsâmico
1 c sobremesa de mostarda de Dijon
sal & pimenta

Fiz assim:

Prepare as ervilhas retirando-lhe o fio.
Introduza-as num tacho com água a ferver temperada com sal e com o raminho de segurelha. Deixe cozer apenas 5 minutos. Retire do lume, escorra e passe as ervilhas por água fria.
Coza também as batatinhas (se forem pequeninas e tenras podem cozer junto com as ervilhas), e proceda da mesma forma.
Reserve.
Numa frigideira anti aderente, torre os pinhões até terem uma cor dourada.
Coloque as ervilhas e as batatas numa saladeira, e polvilhe com os pinhões e as nozes.
Prepare o molho numa taça à parte, da seguinte forma:
Misture muito bem o iogurte com o balsâmico, incorpore a mostarda e volte a misturar bem. Tempere com sal e pimenta preta moída na hora.
Sirva à parte, ou envolva nos legumes antes de deitar os frutos secos, polvilhando-os no final.

Notas:

Vinagre balsamico di modena.
Use de preferência iogurte grego, é muito mais cremoso.
Pode também usar natas ou creme fraiche.
Faça com antecedência e sirva bem fria.


“Coimbra é uma lição….”

(A frase é o primeiro verso de um conhecido fado de Coimbra).
Com a anunciada visita da Fer a Portugal, estava lançado o mote para um encontro.
Embora geograficamente
Lisboa seja mais perto para mim, optei por me deslocar a Coimbra por ser um Sábado e assim estar 100% disponível e despreocupada com horários. (Tão despreocupada que ia perdendo o comboio).
O Encontro começou no bar do comboio onde me juntei com a
Elvira, começamos a conversar e a viagem foi um agradável encontro de café. Chegadas à estação de Coimbra B, tinha-mos de apanhar o comboio urbano até ao centro da cidade. Saímos do comboio sempre a conversar à medida que distraidamente ia-mos andando, só parámos porque um dos guardas da estação nos perguntou onde ia-mos, pois se não parássemos teríamos ido até ao Porto a pé, tal era a distracção provocada pela conversa.

Na estação de Coimbra A, fomos recebidas com um caloroso abraço pela Fer, sua irmã e cunhado.
Esperamos pela
Mariana, em amena “cavaqueira”, e a partir daí já foi tudo dito aqui:

Elvira's bistrot
Caos na cozinha
Chucrute com salsicha

Na foto: (Da esquerda para a direita)
Mariana, Marizé, Fer e Elvira.

P.S. Quase que me esquecia de dizer que, em Coimbra comprei mais um tacho para os ensaios. E que tacho!

Vejam também o meu encontro com a Migas.

segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Cestinhas de chévre com ameixas em xarope de vinho tinto

A história de vez em quando repete-se.
Uma ida ás compras e um caso de inspiração junto à prateleira dos frescos. Uma embalagem de massa filo e um queijo chévre sorriram para mim.
No final fico sempre a pensar na minha figura, será que as pessoas repararam que eu estava em estado “catatónico” com um queijo na mão?
Saiu isto. Sobremesa, entrada, guloseima? Tanto faz, é bom!

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Usei:

6 folhas de massa filo
1 queijo chévre
8 ameixas secas sem caroço
½ chávena de vinho tinto
¼ chávena de açúcar
1 pau de canela
1 cravinho da Índia
1 vagem de cardamomo
1 folha de louro
manteiga para untar

Fiz assim:

Cortei as folhas de massa até ficar com a forma de quadrados.
Untei cada um dos quadrados com um pouco de manteiga e sobrepus sobre ramequins, para que, cada um deles ficasse com 3 ou 4 folhas sobrepostas.
Levei ao lume o vinho com as ameixas, as especiarias o açúcar e o louro.
Deixei fervilhar em lume brando até atingir a consistência de xarope fraco.
Cortei o chévre em rodelas grossas e distribui pelos ramequins, em cada um deles coloquei 2 ameixas e reguei com um pouco da calda de vinho, não muita para não ensopar em demasia o fundo.
Levei ao forno, até o queijo fundir e a massa atingir uma cor dourada.

Notas:

Em vez de fazer o xarope de vinho com a fruta, pode usar ameixas d'Elvas e regar com um pouco da calda.
Da próxima vez retirarei a casca ao queijo, pois a apresentação fica um pouco comprometida ficando a casca do queijo vazia dentro do cesto.
Veja também:
camembert com figos secos.

quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Vinagre de frutos silvestres

Até há pouco tempo atrás, não era fácil encontrar vinagres aromatizados.
Desde há muito tempo que guardo num canto escuro da minha despensa os vinagres e azeites aromatizados com tudo e mais alguma coisa, são sempre principalmente ervas ou especiarias, mas este vinagre de frutos merece ser aqui partilhado pois para além de ir muito bem em saladas de legumes, fica uma delícia em frutas frescas.
Frutas na foto da esquerda para a direita: Groselhas, amoras, mirtilos e framboesas.
A cabeça amarela entre os frascos é do Tigrão Amarelo.

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Usei:

Framboesas
Amoras
Mirtilos
Groselha
100g de cada um, ou parte deles num total de 400g
450 ml de vinagre de sidra
1 c chá de açúcar

Fiz assim:

Colocam-se as frutas num recipiente não metálico juntamente com um pouco do vinagre. Esmagam-se com um pilão de madeira, e adiciona-se o restante vinagre, mexe-se bem para misturar.
Tapa-se o recipiente de forma hermética, por exemplo, com película aderente, e reserva-se em lugar abrigado da luz durante uma semana. Agitando de vez em quando.
Findo este tempo, côa-se o vinagre, e volta a amassar-se as frutas para aproveitar bem os sucos. Coloque as frutas amassadas dentro de um pano fino, (gaze ou mousseline), e esprema até ficar apenas o bagaço.
Volte a coar o vinagre por um passador com um pano no fundo.
Junte o açúcar, mexa, e leve a lume brando sem ferver, só o suficiente para dissolver o açúcar.
Deixe arrefecer em repouso, e filtre para dentro de frascos esterilizados.
Guarde em lugar fresco e ao abrigo da luz.

Notas:

È muito importante que não entrem na confecção do vinagre objectos metálicos, se não tiver uma panela de vidro resistente ao calor, use uma tigela sobre água a ferver, (banho Maria).
De preferência use frascos de vidro escuro para armazenar vinagres e óleos. Desta forma está a proteger os líquidos da luz.
Recicle frascos de xarope para a tosse ou outros.
Em vez de usar o tecido para filtrar, pode usar filtros de papel para café.

Sexta feira será feriado, (iupiii...), voltarei com novo post na segunda.

segunda-feira, 21 de Abril de 2008

Lasanha de bacalhau

Uma mão cheia de espinafres, um pedaço de broa de milho a ficar dura, e uma embalagem de migas de bacalhau de molho.
"È o que tens para fazer o jantar hoje, Marizé. Agora desenrasca-te!"
Fiz a massa para a lasanha usando os espinafres, mas não desanimem por isso. Usem massa de lasanha normal e coloquem os espinafres no recheio.
Vale a pena, é uma delícia.

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Usei:

1 receita de massa fresca de espinafres.

Recheio
2 postas de bacalhau ou uma embalagem de migas, previamente demolhado
Azeite q.b.
1 cebola
3 dentes de alho
Salsa
1 lata pequena de tomate pelado
1 embalagem de miolo de camarão
Sal & pimenta preta moída na hora
1 malagueta ou molho picante
1 punhado de azeitonas pretas picadas

Molho
Manteiga
Farinha
Pimenta & noz-moscada
Agua da cozedura do bacalhau

Cobertura
Miolo de broa ou pão ralado
Azeitonas descaroçadas
Azeite
1 c sobremesa de paprika

Fiz assim:

Preparei a massa conforme este ensaio, deixando-a em placas finas (posição 5 ou 6 do cilindro).
Se usar massa pré confeccionada, amoleça-a em água temperada de sal, ou coza-a, conforme as instruções da embalagem.
Neste caso, e como fiz a massa fresca, cozi as placas em água temperada de sal durante 4 minutos.

Misture um pouco de azeite com a paprika e reserve. Vai servir para regar a lasanha no final.

Coloquei o bacalhau num tacho com água a ferver, deixei retomar fervura e apaguei o lume abafando o tacho.
Passados 15 ou 20 minutos, retirar o bacalhau reservando a água da cozedura.

Preparei um molho bechamel da seguinte forma:
Num tacho ou frigideira, derreter um pouco de manteiga, polvilhar com farinha e mexer bem com vara de arames até a farinha adquirir um tom dourado claro, ir colocando conchas de água da cozedura do bacalhau mexendo sempre, até atingir a consistência desejada. Neste caso não muito espessa.
Temperar com pimenta preta e noz-moscada.

No wok deita-se azeite, cebola e alho picado. Depois da cebola amolecer, junta-se o bacalhau em lascas e o miolo de camarão. Após o bacalhau tomar o sabor do azeite, acrescenta-se o tomate esmagado, a pimenta e a malagueta, rectifica-se de sal e por ultimo juntam-se as azeitonas e a salsa picada. Deixa-se apurar.

Untar com um pouco de manteiga ou azeite um recipiente de pirex.
Forrar o fundo com as folhas de massa previamente cozidas, por cima colocar um pouco do recheio de bacalhau e regar com um pouco de molho.
Voltar a colocar uma camada de massa e repetir as camadas até ao topo. A última camada deverá ser de molho.
Polvilhe generosamente a superfície com a broa esfarelada, e regue com o azeite de paprika. Decore com algumas azeitonas.
Vai ao forno previamente aquecido a gratinar.

Notas:

Junte espinafres esfarrapados ao recheio de bacalhau.
Pode substituir o miolo de broa por uma mistura de pão ralado e queijo também ralado.
Tenha sempre em atenção o sal do bacalhau, no molho não indico quantidade de sal por este ter sido confeccionado com a água da cozedura do peixe.
Pode optar por molho bechamel de compra se quiser tornar mais prática a receita. O molho também pode ser misturado ao recheio, fazendo-se assim apenas camadas de massa e recheio, no entanto deverá reservar uma parte para a cobertura final.


sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Bolo crocante de baunilha

Um dos meus primeiros bolos bem sucedidos foi o bolo de iogurte, eu devia ter uns 8 anos, e a receita está escrita num livrinho forrado a tecido amarelecido pelo tempo.
Depois de tanto tempo apeteceu-me “reciclar” o bolo de iogurte.
No frigorifico: 2 iogurtes no termo da validade. Como a receita original leva apenas 1 tive de adaptar, mas correu muito bem.
Nas notas finais explico a receita original que pode ser aromatizada ao gosto de cada um.

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Usei:

2 iogurtes cremosos naturais (125g cada um)
3 chávenas* de açúcar
3 chávenas de farinha
4 ou 5 ovos
1 c sopa de extracto puro de baunilha
4 c sopa de sementes de papoila
1 c chá de fermento em pó químico
1 chávena (mal cheia) de óleo de girassol ou colza
* copo do iogurte como medida

Fiz assim:

Mistura-se o iogurte com a baunilha e as sementes de papoila. Reserva-se.
Batem-se as gemas com 2 chávenas de açúcar até ficar uma mistura cremosa.
Junta-se o óleo e a mistura de iogurte, e envolve-se bem.
Batem-se as claras em castelo, quando começar a formar picos, deita-se o restante açúcar em chuva e bate-se mais um pouco.
Envolva as claras pouco a pouco na massa, alternando com a farinha peneirada juntamente com o fermento.
Vai ao forno pré aquecido a 180º em forma untada de manteiga e polvilhada de farinha, (ou spray desmoldante), durante mais ou menos 40 minutos. Verifique a cozedura com um palito de madeira espetado no centro do bolo, antes de retirar.
Deixe amornar em cima de uma grade e desenforme.

Notas:

A receita original:
1 iogurte de aroma; 6 ovos; 3 copos açúcar e farinha; 1 de óleo.
O método de preparação é igual.
Se usar farinha com fermento, não junte mais fermento à receita.

Este bolo sofreu influências daqui.

quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Frango assado com mel de paprica

Dizem vocês: “muito frango e peru aparece neste blog!”
È verdade, confesso que é a carne que mais gosto e que mais cozinho, e sendo assim, já que não há inovação no ingrediente principal, têm que inovar no tempero, porque a forma de eleição para o cozinhar é sem duvida o forno.
E depois também têm o agravamento de a “piolha” ter declarado guerra ás carnes vermelhas.


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Usei:

1 Frango
1 limão
3 dentes de alho
sal & pimenta
2 c sopa de manteiga
2 c sopa de mel
1 c chá de paprica

Fiz assim:

Parte-se o frango em pedaços e limpa-se de gorduras supérfluas.
Coloca-se num recipiente e tempera-se com o alho picado, o sal, a pimenta e rega-se com o sumo de limão. Reserve em local fresco para a carne tomar gosto.
Num tacho pequeno ou frigideira, derrete-se a manteiga sem deixar ferver, retira-se do lume e junta-se o mel e a paprica, mexe-se para dissolver bem.
Colocam-se os pedaços de frango num recipiente de forno, cobrem-se com o molho de mel, cobre-se com folha de alumínio, e leva-se ao forno pré aquecido a 180º.
Próximo do final, retira-se a folha de alumínio para alourar o frango.

Notas:

Se começar a secar, regue com um pouco do suco da marinada.
Acompanhei com batatas assadas, mas este frango liga muito bem com
salada de couscous e grão de bico.
Fonte: Blue cooking

segunda-feira, 14 de Abril de 2008

Papelotes de salmão

Saudável, prático, rápido, delicioso e agradável à vista.
Estes são os apelativos desta receita.
A técnica dos papelotes é uma técnica que uso bastante, têm a vantagem de preservar o aspecto, sucos e sabor dos alimentos. Se gostar de uma cor mais dourada, é só perto do final, abrir o papelote e deixar o calor actuar sobre a superfície dos alimentos.
Sirva com
forminhas de batata.

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Usei:

4 Lombos de salmão
1 c sobremesa de mostarda à moda antiga (com sementes)
5 c sopa de vinho branco
sumo de ½ limão
3 c sopa de azeite
sal & pimenta
Ervas frescas picadas (endro, manjericão, tomilho, cebolinho, orégãos)
Alcaparras a gosto

Fiz assim:

Temperei o salmão com sal e pimenta.
Coloquei cada um dos lombos num quadrado de papel de alumínio.
Numa tigela, misturei a mostarda, o vinho, o sumo de limão e o azeite.
Reguei cada um dos lombos com este molho.
Polvilhei com a mistura de ervas e com as alcaparras.
De seguida, fechei os papelotes, e levei ao forno aquecido a 180º durante mais ou menos 30 minutos.

Notas:

Acompanhe com manteiga aromatizada com ervas ou com casca ralada de citrinos.
Este prato só tem a ganhar se acompanhado com legumes cozidos no vapor, e / ou puré de batata.

Esta técnica funciona em quese todos os tipos de peixe.

sexta-feira, 11 de Abril de 2008

Tarteletes de chocolate com rum e canela

Terceiro “ensaio inter blogs” e desta vez doce e com a contribuição da Dani, que me enviou as há tanto tempo desejadas formas para tarteletes.
Esta é daquelas sobremesas que se fazem em 3 tempos, não precisa de forno e apenas demora o tempo de fixar os cremes.
Assim que as recebi fui a correr para a cozinha fazer este doce que costumava fazer numa forma de tarte, e não há duvida que ficaram muito mais charmosas e à medida de duas dentadas gulosas.

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Usei:

Base

200g de bolacha tipo Maria
150g de manteiga amolecida

Recheio

200g chocolate amargo
2 dl de natas
2 c sopa de rum escuro
3 gemas
40g de açúcar branco fino

Creme

2 dl de natas
1 c sopa de açúcar em pó
1 c chá de canela em pó

Fiz assim:

Picam-se as bolachas até ficar em consistência de farinha grossa.
Mistura-se a manteiga amolecida, e envolve-se bem.
Forram-se as formas calcando bem com as costas de uma colher.
Leve a lume brando ou ao microondas, o chocolate partido em pedaços com as natas até fundir. Junte o rum e misture bem para ficar homogéneo, e reserve.
Bata as gemas com o açúcar em banho-maria, até que dobrem de volume.
Já fora do lume junte a ganache de chocolate e bata até amornar.
Deite este creme sobre a base de bolacha, e deixe arrefecer.
Bata as natas até ao ponto de chantili com o açúcar em pó, aromatize com a canela e envolva.
Decore as tarteletes com este creme usando o saco de pasteleiro, ou simplesmente deite por cima e alise.
Deixe arrefecer no frigorífico até servir.
Decore com raspas de chocolate amargo, ou a gosto.

Notas:

Em vez do creme de chantili e canela, use framboesas frescas sobre o recheio de chocolate.
A quantidade de manteiga poderá ter de ser ajustada à medida da capacidade de absorção da bolacha, não devendo no entanto ficar encharcada, apenas o suficiente para unir.


quarta-feira, 9 de Abril de 2008

Pão de centeio com sementes de alcaravia

A segunda receita dos “ensaios inter blogs”, teve a intervenção da Suzana.
Sei que a Suzana gosta de fazer pão, esta receita é para ela, combina o saudável com o exótico e por isso despertou-me atenção.
Devido ao leite e iogurte, este pão fica muito macio. As sementes de alcaravia conferem-lhe um aroma e travo muito agradável e peculiar.
Se não gostar ou encontrar alcaravia, substitua por erva-doce (funcho).

(Versão para a máquina do pão mais abaixo)

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Usei:

11g de fermento fresco
1 c sopa de açúcar mascavado escuro
1 chávena de chá de leite meio gordo
1 iogurte natural (125g)
2 c sopa de manteiga
1 c chá de sal
1 c sopa de sementes de alcaravia (mais um pouco para polvilhar)
2 chávenas de farinha de centeio
1 chávena de farinha de trigo


Fiz assim:

Dissolve-se o fermento com o açúcar no leite morno.
Peneire as farinhas com o sal, e no meio faça uma cova.
Deite aí, a mistura de fermento, a manteiga amolecida, o iogurte e as sementes.
Amasse bem até ligar todos os ingredientes, passe depois a massa para a batedeira e bata durante 5 minutos em velocidade alta com o gancho.
Ou então, exercite o bíceps e dê murros e amassadelas até a massa ficar elástica.
Unte com manteiga uma forma grande de bolo inglês, e coloque dentro a massa.
Polvilhe com mais um pouco de sementes, e deixe levedar durante 1 hora.
Leve ao forno pré aquecido durante 40 minutos.
Deixe arrefecer em cima de uma grade antes de cortar fatias.

Versão máquina do pão:

Substitua o fermento fresco por fermento seco instantâneo.
Coloque na máquina, primeiro os líquidos, depois os sólidos, (excepto as sementes), sendo que o ultimo deve ser o fermento.
Escolha o programa de pão integral com sementes.
Coloque estas quando ouvir o sinal sonoro, deixe completar o programa.
Fonte

Notas:

Alcaravia / Kümmel
Carum Carvi
Especiaria com sementes castanhas em forma de crescente, utilizada para condimentar bolos, biscoitos, pão, queijo e pickles. As sementes de alcaravia também são muito eficazes quando espalhadas sobre legumes cozidos, especialmente raízes, e já são clássicas no repolho quente.
Fonte
Planta herbácea da família das umbelíferas, cujas sementes, que contêm um óleo volátil, têm uso em medicina e culinária, também pode ser denominada de cominho-armênio ou cariz. As suas sementes são muito utilizadas na culinária Nórdica, que aromatiza queijos e vários preparados salgados, como “pretzels”. Utilizado também em aguardente da escandinava, denominada de Aquavit.
Fonte
Muitas vezes confundida com cominhos.
Francês = carvi

Inglês = caraway
Espanhol = carvi
Italiano = carvi

segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Forminhas de batata

Esta é a primeira receita dos anunciados: Ensaios Interblogs.
Ensaios interblogs porque as receitas apresentadas esta semana, tiveram a intervenção directa (não só inspiração), de outros food bloguers que são também amigos.
As forminhas de batata tiveram a “mão” da minha “musa inspiradora” dos biscoitos, a
Cinara, que me enviou uma revista brasileira de onde tirei esta receita.
Visitem o
Cinara's Place , o pior que vos pode acontecer é ficarem viciados com as delicias que encontrarem por lá.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Usei:

600g de batatas
1 c sopa de manteiga
sal a gosto, pimenta e noz-moscada
½ chávena de parmesão ralado na hora
1 c sopa de amido de milho
½ chávena de leite
2 ovos
mozarela para rechear
manteiga e pão ralado para as formas

Fiz assim:

Cozem-se as batatas em água temperada de sal.
Escorrem-se e ainda quentes esmagam-se com o esmagador ou passe vite.
Junta-se a manteiga e metade do queijo e envolve-se bem.
Desfaça ao amido de milho no leite morno e junte as gemas.
Adicione este preparado ao puré de batata e misture.
Bata as claras em castelo firme e reserve.
Tempere com pimenta e noz-moscada, e envolva as claras batidas em castelo.
Unte com manteiga 12 formas de empada e polvilhe com pão ralado.
Coloque uma colher de puré no fundo das formas e por cima coloque queijo mozarela em cubos, acabe de encher as formas com colheradas de puré, ou se preferir um efeito mais requintado, use o saco de pasteleiro.
No final polvilhe com o restante queijo parmesão e leve ao forno pré aquecido a 180º, até a superfície ficar dourada.

Notas:

Acompanha peixe no forno, carne assada ou grelhados.
O queijo para rechear é facultativo.
O puré pode ser enriquecido com ervas frescas picadas, junte-as quase no final da preparação.
Em vez do queijo para polvilhar pode também usar sementes de sésamo.
Fonte: Receita minuto.
Descobri depois e ao “vasculhar” os meus arquivos no bloglines que a
Luna já publicou estas forminhas.

sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Sorvete de laranja

Com a Primavera a começar a dar ares da sua graça, e com muitas laranjas ainda nas árvores, apetece usufruir de toda essa vitamina C de uma forma fresca e doce.
Este sorbet pode servir de sobremesa familiar ou com a devida apresentação transformar-se num verdadeiro requinte.
Aproveite a dica e faça-o também com outras frutas.
A receita não contem leite ou derivados o que pode ser uma mais valia para os intolerantes.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Usei:

2 Chávenas de água
1 Chávena de açúcar
Casca do vidrado de 1 laranja
1 + 1/3 de chávena de sumo de laranja
2 c sopa de sumo de limão

Fiz assim:

Num tacho mistura-se a água com o açúcar e deixa-se ferver.
Quando levantar fervura, junta-se a casca de laranja cortada em juliana, reduz-se o calor e deixa-se ferver até fazer um xarope leve. Mais ou menos 5 minutos.
Côa-se, reservando a casca de laranja, e deixa-se arrefecer totalmente.
Adiciona-se ao xarope frio, o sumo de laranja e limão.
Mistura-se e leva-se ao congelador em recipiente tapado.
Deixe ficar até solidificar.
Mergulhe o recipiente em água quente e verta o conteúdo para uma taça.
Com uma faca corte em pedaços e transfira para o copo liquidificador ou processador de alimentos, processe até ficar cremoso.
Volte a colocar na taça, cubra com película, e guarde no congelador até à hora de servir.
Faça bolas com uma colher, e sirva com as cascas de laranja reservadas.

Notas:

Aproveite as cascas de laranja para fazer esta receita.
O sorvete não fica solidificado como um bloco de gelo, devido ao açúcar.
Mais uma vez chamo a atenção para as laranjas enceradas dos supermercados, não use a casca!
Dê largas à imaginação e faça esta receita com a sua fruta preferida.
Fonte:
aqui.

quarta-feira, 2 de Abril de 2008

Ervilhas estufadas com ovos escalfados

È curioso a maneira como atribuímos marcadores ás nossas memórias de infância, sejam sabores, cheiros, imagens…
Este prato é uma dessas memórias, leva-me de volta à infância e ao tempo em que a minha mãe ou a minha avó me pediam ajuda para descascar as ervilhas para o almoço, e lá ficava-mos nós sentadas num “mocho”* do lado de fora do “monte”* com um pano no regaço e um alguidar à nossa frente.
Para mim era um privilégio contribuir para o resultado final: o almoço da família.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Usei:

1,5 kg de ervilhas
1 c sopa de banha
100g de bacon
100g de chouriço de carne
1 cebola
2 tomates ou
½ chávena de polpa
4 ovos
sal, pimenta e açúcar
salsa, louro e segurelha

Fiz assim:

Num tacho largo, (panela, para os meus leitores do Brasil), alourei o bacon na banha, (se o bacon for muito gordo dispense a banha), junta-se a cebola picada e deixa-se refogar um pouco.
Adiciona-se o tomate sem pele e sem sementes, cortado em pedacinhos, junta-se também as ervilhas.
Dá-se uma volta, tapa-se e deixa-se suar um pouco, mais ou menos 5 minutos.
Junta-se o chouriço, rega-se com 1,5 dl de água, tempera-se de sal, (atenção ao sal do bacon e do chouriço), pimenta e 1 c chá de açúcar.
Faz-se um ramo de cheiros com a salsa, a segurelha e o louro e coloca-se no tacho.
Tapa-se, e deixa-se estufar em lume muito brando.
15 minutos antes de servir, faz-se uma cova nas ervilhas e deita-se os ovos, volte a tapar e deixe escalfar a gosto.
Sirva enfeitado com o chouriço.

Notas:

Num estufado que se quer lento e com poucos líquidos, como é o caso desta receita. Volte a tampa do tacho ao contrário, e coloque em cima cubos de gelo.
Desta forma, o vapor que se forma dentro do tacho, volta a condensar-se e vai providenciando a humidade necessária para a cozedura dos alimentos.

*“mocho” banco de madeira com o assento em palha e sem costas, no Alentejo são na sua forma tradicional baixos.
“monte” casa típica no Alentejo e Algarve, composta pela habitação, anexos para o gado e alfaias, um tanque e ás vezes um forno. O monte está rodeado dos campos de cultivo.
Fonte: A minha veia alentejana!