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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Salada de bulgur com arandos secos

Depois de ter feito os queques de arando e laranja, sobrou uma mão cheia de arandos secos, (dry cramberries), depois do ensaio doce, queria agora provar os arandos numa receita salgada.
Decidi-me por uma salada, pois nesta altura do ano elas são presença constante à mesa.
Ainda bem, gostei muito, ao ponto de não vos ser capaz de dizer se a minha preferência vai para o doce ou para o salgado.
Não coloquei nenhum molho, pois para mim ficou perfeito assim, apenas o sabor do azeite com as cebolinhas e o sumo de limão a temperar os frutos secos e bulgur que esteve quase a ser trocado pelo trigo-sarraceno.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui.

Usei:

1 Chávena de café de bulgur
½ Chávena de chá de arandos secos
2 c sopa de pinhões
2 c sopa de nozes
1 Cebolinha nova
Sal & pimenta
Sumo de ½ limão
Azeite

Fiz assim:

Hidratar o bulgur juntamente com os arandos em caldo quente da sua preferência, ou apenas em água, durante pelo menos 4 horas, (se for mais não faz mal).
Escorrer e reservar.
Numa frigideira de fundo espesso e de preferência anti-aderente, torrar ligeiramente os pinhões e as nozes picadas de forma grosseira. Retire do lume e reserve.
Na mesma frigideira, deitar um fio de azeite, quando estiver bem quente, deitar a cebolinha picada e deixar murchar.
Junte o bulgur e os arandos e salteie durante uns minutos, até os sabores incorporarem.
Tempere com um pouco de sal e pimenta preta acabada de moer, e incorpore os frutos secos.
Regue com o sumo de limão, envolva e sirva morno.

Notas:

Se não encontrar arando seco, substitua por passas de uva, não é que seja parecido em sabor mas tem quase a mesma consistência e combina muito bem com o bulgur, as nozes e os pinhões.
Caldos caseiros,
aqui.
Outras saladas com sêmolas:
Couscous com grão de bico, bulgur com sementes e legumes, quinoa com especiarias.
Adaptado daqui.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Nós de alho amanteigados

Ao tempo que eu não fazia pão!
Fazer pão é algo que me relaxa e fascina. Relaxa-me o trabalhar a massa e fascina-me o processo de fermentação e o aroma do pão.
O alho é adorado ou odiado, eu faço parte dos que gostam muito, um dos meus petiscos preferidos é uma fatia de pão caseiro tostada e morna onde se esfrega um dente de alho, ou quem não conhece as famosas fatias de
pão de alho?! Ou a açorda alentejana?!
Pois é, alho e pão sabem bem juntos, por isso aqui fica esta sugestão para uma entrada ou petisco ou até como acompanhamento de uma sopa.
O formato de nó é apenas uma sugestão, podem muito bem ser moldados de outra forma.


Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui

(Versão máquina do pão mais abaixo)
Receita para 18 pãezinhos pequenos

Usei:

Massa:

½ chávena de leite meio gordo
90g (6 c sopa) de manteiga sem sal
¼ cávena de água morna
½ c chá de açúcar + 1 c sopa (separadas)
1 c sopa de fermento em pó instantâneo ou 25g de fermento de padeiro fresco
1 ovo grande à temperatura ambiente
1 c chá de alho seco moído
3 chávenas de farinha de trigo s/ fermento (pode ser necessário mais um pouco)
1 c chá de sal

Para guarnecer:

Manteiga amolecida q.b.
3 ou 4 dentes de alho picados finamente

Fiz assim:

1. Leve ao lume o leite com a manteiga em pedaços, e deixe a manteiga fundir sem o leite ferver. Retire do lume e deixe amornar. Reserve.
2. Misture a água morna com o fermento e ½ c chá açúcar, (se usar fermento fresco desfaça-o na água), e deixe repousar por 5 minutos.
3. Bata o ovo com a c sopa de açúcar.
4. Peneire a farinha com o sal e o alho em pó para cima da bancada e faça uma cova no meio, deite o ovo batido e a mistura de fermento, vá envolvendo na farinha a pouco e pouco até incorporar. Amasse até obter uma massa fofa e elástica não muito seca. Se a massa estiver demasiado húmida, vá juntando colheres de farinha até atingir a consistência desejada.
Se tiver uma batedeira de gancho, use-a para amassar.
5. Com as mãos e a bancada enfarinhada, molde uma bola.
6.Unte uma tigela com manteiga, e dentro, coloque a massa fazendo-a rodar até ficar completamente untada na manteiga.
Cubra com película aderente e deixe repousar em locar abrigado até a massa dobrar de volume.
7. Passado esse tempo, espalme a massa e pincele-a com manteiga derretida, dobre a massa ao meio e pincele novamente e mais uma vez volte a dobrar.
Tape a massa com um pano e deixe repousar mais um pouco. (mais ou menos 45m).

Versão máquina do pão

Coloque na máquina os ingredientes seguindo a ordem:

- Leite
- Manteiga
- Ovo
- Farinha
- Açúcar
- Sal
- Alho moído
- Fermento

Programe a máquina no ciclo amassar e levedar.
Passe para o passo 7, e prossiga.

Moldar os nós

Vá retirando pequenas porções de massa e depois de formar um cordão, dê-lhe um nó. Ou então, estenda a massa com o rolo e com um cortador de pizza ou uma faca afiada corte tiras de massa, e molde os nós a partir daí.
Disponha os pãezinhos num tabuleiro forrado com papel vegetal separados entre si, cubra com um pano e deixe repousar enquanto o forno aquece a 200º.
Enquanto isso, derreta um pouco de manteiga, e pique o alho.
Pincele os pães com a manteiga e polvilhe com o alho picado.
Leve ao forno durante 15 a 20 minutos ou até que fiquem corados.

Notas:

Substitua a manteiga da receita por 2 c sopa de azeite.
Para além do alho, polvilhe com parmesão ou outro queijo a gosto e / ou ervas finas picadas.

Adaptado de: Bon appetit
Receita:
aqui.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Gratinado de batata e cenoura

A imaginação nos acompanhamentos é muita das vezes um problema maior do que o que fazer. Por exemplo. Batatas: cozidas ou fritas. Arroz: branco ou com legumes, e aí por diante.
Este acompanhamento usa dois ingredientes que temos sempre em casa, as batatas e as cenouras, no entanto é muito diferente e delicioso.
Pode também servir como acompanhamento de leguminosas para uma dieta ovo-lacto-vegetariana.
Nós por cá gostamos muito, e fica uma delícia mesmo no dia seguinte.

Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita

Usei:

6 Ovos
2 dl de natas ou iogurte natural
2 dl de leite
sal
pimenta moída na hora
noz-moscada ralada
600g de batatas
2 cenouras
manteiga para untar
Mozarella em fios para polvilhar

Fiz assim:

Bater os ovos com as natas / iogurte e o leite.
Temperar de sal, pimenta e noz-moscada.
Descascar as batatas e as cenouras, e ralar no ralador grosso.
Juntar os legumes com o creme de ovos.
Untar um recipiente de louça ou pirex com a manteiga, e deitar dentro o preparado.
Alisar a superfície e polvilhar com o queijo.
Levar ao forno pré aquecido a 180º durante mais ou menos 45 minutos.

Notas:

Este gratinado pode ser feito em formato individual nos ramequins ou cocotes, neste caso reduza o tempo de cozedura.
Também pode ser feito com outros legumes de raiz.
Substitua a noz-moscada por mace (macis ou flor de noz moscada) e junte 1 c chá de canela.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Quinoa com especiarias

A minha curiosidade ás vezes irrita-me!
Se me aparece algum ingrediente desconhecido não descanso enquanto não fico a saber mais, como usar, quais os benefícios e principalmente ao que é que sabe. Enfim, quero saber tudo, depois sim posso dizer com toda a convicção se gosto muito ou gosto pouco.

Desta vez gostei muito.
Hoje apresento-vos a quinoa. A receita é da Saberes & sabores que lhe chama o grão de ouro.
Repararam? Quinoa com especiarias!

Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita

Usei:

½ Cebola
2 Dentes de alho
1 Alho francês
1 Malagueta vermelha grande
¼ de pimento vermelho
1 chávena de ervilhas
1 chávena de quinoa
350 ml de água
1 c café gengibre moído
1 c café de cominhos moídos
1 c café de coentros moídos
1 c café de curcuma ralada (açafrão das índias)
1 c chá de canela em pó
1 fio de azeite
sal
coentros picados

Fiz assim:

Piquei os alhos, a cebola, o alho francês e a malagueta.
No wok aqueci o azeite e juntei os legumes até amolecerem.
Juntei as especiarias e deixei libertar o aroma, mais ou menos 2 minutos.
Lavei e escorri a quinoa num passador sobre água corrente, e juntei aos legumes. Adicionei também as ervilhas e o pimento cortado em tiras muito finas.
Cobri com a água, tapei o wok e deixei cozinhar em lume brando durante 15 minutos, ou até a quinoa absorver a água.
Perfumei com os coentros picados, envolvi com um garfo de madeira, e depois foi só degustar como acompanhamento de carnes ou simplesmente como refeição ligeira.

Notas:

Proveniente da América central, a quinoa era considerada um alimento sagrado.
Rica em proteínas, equilibrada em aminoácidos essenciais o seu sabor assemelha-se ao da avelã. Quase que se pode considerar uma proteína completa. De digestão fácil, é uma boa fonte de fibras, minerais e vitaminas.
A NASA incluiu a quinoa na dieta dos astronautas.


segunda-feira, 5 de maio de 2008

Batatinhas sauté em gordura de pato

No Ribatejo, as batatas são o acompanhamento de eleição. Tradicionalmente há um prato que se chama batatas de rebolão, por aqui, e na boca do povo chamam-lhe apenas “batatas de rebola”, e tudo vai com as tais.
E porquê falar de um acompanhamento tipicamente ribatejano como introdução a uma receita da culinária francesa? Porque tal como as “batatas de rebola” estas também vão bem com tudo.
Esta receita só foi possível graças à minha amiga
Pipoka, que me presenteou com a gordura de pato.
Embora eu saiba que “cortas” nas gorduras amimais, um dia não são dias, e pode ser que esta delicia te convença.

Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita

Usei:

800g de batatinhas brancas novas
2 hastes de alecrim fresco picado
8 dentes de alho com casca e esborrachados com a lamina da faca
4 c sopa de gordura de pato
2 c sopa de azeite virgem
sal & pimenta

Fiz assim:

Coloque as batatas ao lume brando logo na água ainda fria, e deixe cozer mas de maneira a ficarem firmes.
Escorra e mergulhe em água fria. Volte a escorrer quando arrefecerem, e enxugue com um pano limpo e seco.
Se forem pequeninas deixe inteiras, senão, corte em metades e reserve.
Leve ao lume uma frigideira anti aderente ou wok com o azeite e a gordura de pato.
Quando a gordura fundir, coloque as batatas e salteie até começar a dourar, tempere com pimenta preta acabada de moer, polvilhe com flor de sal e com o alecrim. Deixe dourar, e sirva imediatamente.

Notas:

Pode substituir a gordura de pato por banha de porco ou manteiga.
Gordura de pato
Flor de sal
Vejam esta receita da Elvira também de batatas com gordura de pato.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Ervilhas de quebrar com molho cremoso de balsamico

Embora a Primavera não seja a minha estação do ano favorita, (sou mais a dar para a melancolia e cor do Outono), tenho que me render ás ofertas da terra nesta altura.
Os legumes estão no auge da sua cor, beleza e sabor. Para mim a melhor maneira de desfrutar de legumes tenros e saborosos é numa salada.
Sendo assim, saiu esta deliciosa refeição inspirada numa receita do livro: “cozinhar com vegetais".
No original. O molho é feito com natas, mas na minha opinião o iogurte liga bastante melhor com a frescura dos verdes.

Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita

Usei:

500g de ervilhas de quebrar
Batatinhas novas a gosto (opcional)
1 haste de segurelha
3 c sopa de pinhões
2 c sopa de nozes partidas grosseiramente
Sal

Molho
1 iogurte natural
2 c sopa de vinagre balsâmico
1 c sobremesa de mostarda de Dijon
sal & pimenta

Fiz assim:

Prepare as ervilhas retirando-lhe o fio.
Introduza-as num tacho com água a ferver temperada com sal e com o raminho de segurelha. Deixe cozer apenas 5 minutos. Retire do lume, escorra e passe as ervilhas por água fria.
Coza também as batatinhas (se forem pequeninas e tenras podem cozer junto com as ervilhas), e proceda da mesma forma.
Reserve.
Numa frigideira anti aderente, torre os pinhões até terem uma cor dourada.
Coloque as ervilhas e as batatas numa saladeira, e polvilhe com os pinhões e as nozes.
Prepare o molho numa taça à parte, da seguinte forma:
Misture muito bem o iogurte com o balsâmico, incorpore a mostarda e volte a misturar bem. Tempere com sal e pimenta preta moída na hora.
Sirva à parte, ou envolva nos legumes antes de deitar os frutos secos, polvilhando-os no final.

Notas:

Vinagre balsamico di modena.
Use de preferência iogurte grego, é muito mais cremoso.
Pode também usar natas ou creme fraiche.
Faça com antecedência e sirva bem fria.


segunda-feira, 7 de abril de 2008

Forminhas de batata

Esta é a primeira receita dos anunciados: Ensaios Interblogs.
Ensaios interblogs porque as receitas apresentadas esta semana, tiveram a intervenção directa (não só inspiração), de outros food bloguers que são também amigos.
As forminhas de batata tiveram a “mão” da minha “musa inspiradora” dos biscoitos, a
Cinara, que me enviou uma revista brasileira de onde tirei esta receita.
Visitem o
Cinara's Place , o pior que vos pode acontecer é ficarem viciados com as delicias que encontrarem por lá.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Usei:

600g de batatas
1 c sopa de manteiga
sal a gosto, pimenta e noz-moscada
½ chávena de parmesão ralado na hora
1 c sopa de amido de milho
½ chávena de leite
2 ovos
mozarela para rechear
manteiga e pão ralado para as formas

Fiz assim:

Cozem-se as batatas em água temperada de sal.
Escorrem-se e ainda quentes esmagam-se com o esmagador ou passe vite.
Junta-se a manteiga e metade do queijo e envolve-se bem.
Desfaça ao amido de milho no leite morno e junte as gemas.
Adicione este preparado ao puré de batata e misture.
Bata as claras em castelo firme e reserve.
Tempere com pimenta e noz-moscada, e envolva as claras batidas em castelo.
Unte com manteiga 12 formas de empada e polvilhe com pão ralado.
Coloque uma colher de puré no fundo das formas e por cima coloque queijo mozarela em cubos, acabe de encher as formas com colheradas de puré, ou se preferir um efeito mais requintado, use o saco de pasteleiro.
No final polvilhe com o restante queijo parmesão e leve ao forno pré aquecido a 180º, até a superfície ficar dourada.

Notas:

Acompanha peixe no forno, carne assada ou grelhados.
O queijo para rechear é facultativo.
O puré pode ser enriquecido com ervas frescas picadas, junte-as quase no final da preparação.
Em vez do queijo para polvilhar pode também usar sementes de sésamo.
Fonte: Receita minuto.
Descobri depois e ao “vasculhar” os meus arquivos no bloglines que a
Luna já publicou estas forminhas.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Cenourinhas especiais


Especiais, porque são: diferentes, deliciosas e têm especiarias.
Assim que bati com os olhos nesta receita do livro: “cozinhar com vegetais” de Maria de Lurdes Modesto, fiquei “vidrada”, (e nem sequer tem foto), podem imaginar porquê, não é? Pois, as especiarias.
Fiz com cenouras redondinhas, as chamadas parisienses, mas pode muito bem ser feito com cenouras normais cortadas em rodelas grossas.
Fiquem então com este acompanhamento delicioso e fora do vulgar.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Usei:

400g de cenouras
1 Ramo de salsa
1 Folha de louro
2 c sopa de azeite
1 c chá de sementes de cominho
1 pau de canela
1 cm de raiz de gengibre ralada
2 dentes de alho
sumo de ½ limão
sal
água

Fiz assim:

Lavei as cenouras e escovei a casca muito bem.
Coloquei em água a ferver com sal. ½ ramo de salsa e o louro, deixei ferver até as cenouras cozerem mas ficarem firmes.
Escorri as cenouras, e reservei a água da cozedura.
No almofariz esmaguei grosseiramente as sementes de cominho e o pau de canela.
Numa frigideira larga ou wok, aqueci o azeite e deitei a mistura de cominho e canela, deixei aquecer bem para libertar os aromas, juntei depois o gengibre ralado e os alhos picados, deixei fritar sem escurecer o alho.
Reguei com cerca de 2,5 dl de água da cozedura das cenouras e quando retomou fervura juntei as cenouras. Tapei o wok e deixei ferver em lume brando até evaporar toda a água.
Reguei com o sumo de limão, polvilhei com a restante salsa picada, e servi.

Notas:

As cenourinhas redondas encontram-se facilmente em supermercados, na secção dos legumes congelados.
Tenha cuidado ao deitar a água no wok quente, provocará salpicos que podem resultar em queimaduras.

Acompanha carnes assadas, estufados ou arroz.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Cuscuz com grão e legumes crocantes

Como resistir quando uma tentativa de reciclar sobras se torna num prato versátil, saudável e delicioso?
O cuscuz é assim, versátil, saudável, delicioso e melhor ainda: rápido!
Esta receita pretende ser mais do que uma receita a tomar nota, mas sim uma sugestão pois os ingredientes podem ser tão variados como a sua imaginação ou o conteúdo do frigorífico.
Atrevam-se, e não vão querer outra coisa!

Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

1 Chávena de café de cuscuz
1 Courgete
1 Cenoura
1 Chalota


1/2 Pimento vermerlho
1 Punhado de grão cozido
Azeite
Cominhos
Pimenta
Sal
Sementes de ½ romã

Fiz assim:

Hidratei o cuscuz num pouco de caldo, usei caldo do cozido. Reserve.
Prepare os legumes a seu gosto, neste caso cortei em juliana fina retirando a parte das sementes à courgete para que não ficasse muito húmido.
No wok, coloque um fio de azeite e deixe alourar ligeiramente a chalota picada, coloque os legumes e vá salteando até alourarem. Junte o grão e os cuscuz, e deixe incorporar os sabores.
Tempere com os cominhos, a pimenta e o sal. Envolva bem e abafe um pouco antes de soltar os grãos de cuscuz com um garfo.
Passe para o prato de servir e junte as sementes de romã.

Notas:

Pode hidratar o cuscuz com qualquer caldo a seu gosto, usar a água de cozer o grão ou simplesmente água quente.
Se gostar, tempere o cuscuz com uma colher de sopa de tahine, (pasta de sementes de sésamo).



Confeccione este prato com bulgur, ou arroz selvagem pois fica igualmente saboroso.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Salteado de bulgur sementes e legumes


Nunca gostei muito de acompanhamentos tradicionais, principalmente batatas fritas ou simplesmente cozidas. E ainda por cima de vez em quando entro na fase da falta de apetite, onde só me apetece, sopa, sumos naturais ou saladas, acho que deve ser o “interruptor” que desliga temporariamente, pois tenho outras fases de devorar chocolate à boca cheia, ou pratos enormes de massa com “oceanos” de molho. Enfim… adiante!
Este foi o meu segundo ensaio com bulgur, o primeiro tinha sido apenas hidratado em água quente e incorporado numa salada, pois queria conhecer o verdadeiro sabor. Este delicioso ingrediente foi-me dado a conhecer pela minha querida amiga
Lídia do Cozinha Turca, passem por lá e confiram as deliciosas receitas.


Usei:

1 chávena de café de bulgur
½ couve chinesa
1 Courgete
1 Alho francês
1 Cenoura
1 Chávena de chá de rebentos de soja
2 C sopa de óleo de sésamo
1 Rodela de gengibre
4 C sopa de sementes de sésamo pretas
Q.b. molho de soja para temperar

Fiz assim:

Cobri o bulgur com água muito quente, e deixei hidratar.
Enquanto isso, ralei a cenoura e dei-lhe uma fervura.
Preparei os outros legumes, cortando-os o mais finamente possível, no caso da courgete, antes retirei a parte das sementes que contêm muita água, e não iria permitir a textura crocante desejada.
No wok deitei o óleo, depois de quente juntei as sementes, quando começaram a crepitar, juntei os legumes e salteei, depois de bem incorporados juntei o bulgur e deixei-o tomar o gosto dos legumes, no final temperei com um pouco de molho de soja.

Notas:

Da próxima vez irei temperar com sal pimenta e cominhos, para um sabor mais "quente".
Este prato pode servir como acompanhamento de carne, peixe ou salgadinhos, ou ainda de refeição ligeira morno ou frio.

O bulgur encontra-se à venda nas lojas de produtos naturais e diatéticos, mas também já vi em hipermercados junto ao arroz.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Feijocas com arroz

Este é um acompanhamento tipicamente Ribatejano.
Feijoca é aquele feijão raiado com veios vermelhos que depois de cozido fica castanho.
Por mim, um prato de feijocas com arroz serve de refeição, mas para os meus conterrâneos é usado como acompanhamento de peixe frito, pataniscas ou carne de alguidar (carne temperada para enchidos e depois frita).


Usei:

1 Chávena de feijão
1 Chávena de arroz carolino
½ Chouriço de carne
1 Cebola
Azeite
1 Folha de louro
Sal
Salsa picada para servir


Fiz assim:

Coloque o feijão de molho com a antecedência necessária.
Coza em água abundante com um fio de azeite, um pouco de sal e uma folha de louro.
O feijão deve ficar macio mas inteiro.
Escorra e reserve a água da cozedura.
Num tacho deite o chouriço ás rodelas e deixe suar um pouco, junta-se depois a cebola picada e deixa-se alourar. Junte o arroz, e refogue.
Quando o arroz tiver absorvido os sabores adicione caldo do feijão necessário para o cozer, (a quantidade de caldo vai depender se gosta do arroz mais ou menos seco, este arroz costuma servir-se caldoso e não seco).
Pouco antes de terminar, junte o feijão e corrija o tempero de sal.

Notas:

Pode substituir a feijoca por feijão manteiga.
Se usar feijão enlatado, use um caldo de legumes para cozer o arroz e coloque a folha de louro no refogado depois da cebola.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Batatinhas salteadas e Grão guisado



Porque ás vezes sabemos o que fazer para a refeição, mas revelamos pouca imaginação no acompanhamento, caindo na rotina pouco saudável das batatas fritas ou no “vai bem com todos” arroz de manteiga.
Estas duas sugestões de acompanhamento são fáceis de fazer e acredito que vão agradar a todos, complete com uma salada de legumes crus e até uns ovos mexidos se transformarão numa refeição completa.


Para as batatas

1 Embalagem de batatinhas cherrie descascadas
1c sopa de banha corada *
2c sopa de azeite
Sal
Pimenta
1 Folha de louro
1c chá paprica
Salsa picada
Cebolinho picado

Cozer as batatas com água temperada de sal e uma folha de louro.
Colocar no wok quente a banha e o azeite quando derreter juntar as batatas e salteá-las um pouco.
Temperar com pimenta e paprica e continuar a saltear.
Quando começarem a ficar douradas, juntar as ervas picadas finamente e envolver.



Para o grão

1/2l de grão demolhado
50g toucinho salgado
1 Chouriço de carne
2 Cravinhos da índia
Sal
Pimenta
Salsa picada


Cozer o grão apenas com água. Reservar ambos.
Colocar o toucinho fatiado finamente no wok, quando fizer torresmos, retirar e colocar o chouriço cortado ás rodelas, quando fritar retirar e reservar.
Coloque o grão no wok e deixe saltear um pouco, cubra com a água da cozedura, tempere de sal, pimenta, cravinho e salsa picada.
Deixar apurar, ir juntando mais água se necessário, antes de retirar para servir junte as rodelas de chouriço, deixe levantar fervura, retire do lume e sirva de imediato.

Notas:

* Banha corada é, banha temperada com massa de pimentão.
Eu uso só azeite e polvilho as batatas muito ligeiramente com pimentão-doce em pó.
Se usar grão em lata, em vez da água da cozedura, use caldo de legumes.O toucinho salgado pode ser substituído por bacon.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Crepes vegetarianos com arroz frito

Sempre com a intenção de proporcionar refeições saudáveis e apelativas ao paladar e à vista, lancei mãos à obra na confecção destes crepes, utilizando a minha tão apreciada massa filo e os legumes disponíveis no frigorífico.
Esta receita é inspirada nos crepes chineses, mas preparados no forno.


Usei:

10 Folhas de massa filo
1 Cenoura
¼ Couve repolho
1 Mão cheia de rebentos de soja
1 Alho francês
1 Courgete
1 Talo de aipo
½ Pimento vermelho
1 Chalota
1 Mão cheia de cogumelos
1 Lima, raspa e sumo
1 c sopa fécula de batata
1 c sopa de sementes de sésamo
Molho de soja
Óleo de sésamo
Margarina vegetal

Fiz assim:

Preparei os legumes, cortando-os em Juliana.
Levei o wok a aquecer com um fio de óleo de sésamo e salteei os legumes, começando pelos mais rijos, a meio, juntei a raspa e o sumo da lima e as sementes.
À parte incorporei a fécula de batata num pouco de molho de soja e reguei os legumes, salteando mais um pouco. Retirei do lume e reservei.
Numa tigela, derrete-se um pouco de margarina e mistura-se um pouco de óleo de sésamo.
Pega-se numa folha de massa, coloca-se sobre um pano, pincela-se com a mistura de margarina e dobra-se no sentido do comprimento.
Numa ponta coloca-se um pouco do recheio de legumes e faz-se uma pequena dobra nas extremidades laterais, para evitar que o recheio saia, a seguir enrole a massa sobre o recheio como uma torta, coloca-se com a abertura para baixo num tabuleiro forrado com papel vegetal. Vai ao forno pré aquecido durante mais ou menos 15 minutos ou até ficar estaladiço, sem queimar.
Para o arroz:

Pode usar sobras de arroz, ou então preparar na hora.
Bata ligeiramente 2 ovos, deite no wok quente, e vá rodando até os ovos solidificarem, enrole como uma omeleta, coloque num prato e corte em tiras fininhas.
Leve ao lume no wok, uma mão cheia de tiras fininhas ou quadradinhos de bacon, deixe fritar até desaparecer a gordura, junte 1 lata pequena de ervilhas escorridas, e o arroz, saltei um pouco, depois é só juntar os ovos envolver e servir.

Notas:

Para saber se o wok está quente, coloque a mão perto da base (+- 5 cm) se sentir calor, o wok está na temperatura certa.

Os crepes podem ser fritos em óleo.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Carne enrolada


Quando era criança e a minha mãe fazia este prato, eu dava saltos de alegria. Eu achava que a minha mãe devia ser uma fada para conseguir que a carne (uma coisa que eu até nem gostava muito), ficasse assim tão bonita. Mais tarde, e já comigo no papel principal, tive a fantástica sensação de ser eu a presenciar a alegria da minha filha, que por sinal também “torce o nariz” à carne.


Usei:

4 Bifes de novilho
2 Ovos
2 Cenouras
4 Cogumelos
2 Linguiças
4 Folhas de couve
Sal e pimenta q.b.

Para a base do estufado:

Azeite
Cebola
Polpa de tomate
½ Pimentão ou colorau
Noz-moscada q.b.
1 Copo vinho tinto
1 Folha de louro
1 Pingo de picante


Fiz assim:

Cozi os ovos, descasquei e reservei.
Espalmei os bifes, se for necessário, batê-los com o martelo de carne, temperei com sal e pimenta, e por cima dispus uma folha de couve, ½ linguiça e ½ cenoura cortadas a meio no sentido do comprimento, 1 cogumelo e um ovo cortados a meio.
Enrolei os bifes e prendi com palitos, ou enrolar com fio de culinária.
Levei ao lume o azeite, e refoguei muito ligeiramente a cebola, juntar o tomate e os outros ingredientes, com excepção do vinho, deixar apurar um pouco e juntar a carne, ir voltando de vez em quando para uniformizar a cozedura, passar para lume brando, regar com o vinho e deixar estufar tapado. (Se necessário juntar um pouco de água).
Depois de pronto, retirar os palitos ou o fio, cortar em rodelas grossas, e servir.
O molho, se ficar demasiado liquido, pode ser engrossado com um pouco de amido de milho (maisena).
Servir com acompanhamento do seu agrado, neste caso um básico:

Puré de batata

Cozer as batatas cortadas aos cubos em água temperada de sal.
Depois de cozidas, escorrer e passar com o passe-vite.
Levar a lume brando, juntar margarina a gosto, e leite até atingir a consistência desejada. Temperar de pimenta moída na hora e noz moscada.

Notas:

O recheio da carne pode variar consoante o gosto pessoal e a disponibilidade de ingredientes.Para dar um toque de requinte ao puré de batata, pode adicionar-lhe queijo parmesão ralado na hora, e ervas frescas picadinhas.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Estufado de legumes


Eu poderia dizer que o nome deste prato é Ratatouille, mas não posso porque não está conforme o original prato típico francês.
A intenção era de facto ser, mas acabei por aldrabar um pouco e dar-lhe um cunho pessoal conforme o meu paladar e também conforme os legumes que estavam no frigorífico.
È uma opção de refeição muito saudável, de fácil execução e muito saborosa.
Pode por si ser o prato principal, mas também é um óptimo acompanhamento.


Usei:

2 beringelas pequenas
2 courgetes
1 alho francês
3 cenouras
1 pimento verde
1 pimento vermelho
3 dentes de alho
1 cebola roxa
2 tomates maduros
azeite
sal
pimenta
bouquê garni
ervas da província
sal de aipo

Fiz assim:

Comecei por cortar as beringelas em cubos, e deixá-las a repousar com um pouco de sal, durante alguns minutos. (O tempo de preparar os outros legumes).
No wok com tampa, refoguei muito ligeiramente a cebola e o alho no azeite.
Juntei o alho francês fatiado, as cenouras ás rodelas grossas, os pimentos em tiras, o tomate sem peles e sem sementes e as courgetes em cubos assim como as beringelas.
Envolve-se, e tempera-se com sal, pimenta, o sal de aipo e as ervas.
Tapa-se e deixa-se suar em lume brando durante mais ou menos 5 minutos.
Entretanto pré aquece-se o forno.
Junta-se o bouquet garni aos legumes e coloca-se o wok tapado no forno até os legumes estarem macios.

Nota: O molho que resulta da combinação dos sucos dos vários legumes, é delicioso.
Há que ter em consideração, que nenhum liquido (com excepção do azeite), entra na confecção deste prato.