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quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Bolachas de gengibre

O meu gengibre estava a ficar quase passado, ou então pronto para ser plantado, e eu decidi que me apeteciam umas bolachinhas crocantes para acompanhar um cházinho ou mesmo só um copo de leite fresquinho ao lanche.
Iniciei então numa busca pelos meus livros de receitas, cadernos, recortes, revistas, enfim… tudo o que estava ao meu alcance. Encontrei várias receitas, mas cheguei à conclusão que a minha biblioteca deve estar a ficar ultrapassada, pois todas as receitas pediam gengibre em pó. Então, e como faz parte da minha personalidade de ensaísta culinária, deitei mãos à obra e decidi fazer uma das receitas com gengibre fresco e com mais alguns retoques.
O primeiro tabuleiro, foi para o forno com as bolachinhas “nuas”, o segundo com cristais de açúcar, o terceiro com sementes de papoila e finalmente com sementes de linhaça. Resultado: Todos bons!

Usei:

70g de manteiga com sal
100g de açúcar mascavado
100g de açúcar amarelo areado
2 Ovos
1 Pitada de sal
1 Pedaço de gengibre fresco (+- 5cm) ralado
Ou 2 colheres de café de gengibre em pó
400g de farinha
1 Colher de café de fermento

Fiz assim:

Bate-se primeiro a manteiga até ficar macia.
Junta-se o açúcar e bate-se bem até ficar cremoso.
Juntam-se os ovos ligeiramente batidos com o sal.
Junta-se o gengibre e bate-se até incorporar tudo.
Por fim adiciona-se a farinha peneirada com o fermento.
Molda-se uma bola, podendo ser preciso ou não adicionar mais farinha, envolve-se em película aderente, e deixa-se repousar no frigorífico pelo menos durante 1 hora.
Preparam-se 2 tabuleiros forrando-os com papel vegetal, untado com margarina e polvilhados com farinha.
Estende-se a massa numa superfície ligeiramente enfarinhada com o rolo igualmente enfarinhado, de maneira a ficar fininha, e cortam-se as bolachas com forma própria ou com um copo de boca fina, (não convêm ser muito grande máximo 3 ou 4 cm de diâmetro).
Levam-se as bolachas ao forno no tabuleiro até estarem douradinhas.
Deixe arrefecer antes de guardar.

Notas:
Considero instrumentos indispensáveis nesta receita: uma espátula para levantar as bolachas da bancada de trabalho e do tabuleiro; os corta-bolachas e uma rede ou peneira virada ao contrário para as arrefecer.
As bolachas conservam-se estaladiças se guardadas em recipiente fechado.
A recompensa:
Muitas bolachinhas deliciosas que acompanharam um chá de limão e canela. A minha cozinha ficou cheia de aromas exótico, e eu fiquei reconfortada.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Bolo de banana com sementes papoila e calda de açúcar mascavado escuro

Coincidência ou não, o que é certo é que achei muita piada ao facto desta receita, mais ou menos igual, ter aparecido num dia no programa de televisão: “Na cozinha com Jamie Oliver” e no outro dia num canal diferente em: “Entre Pratos” com Henrique Sá Pessoa.

São ambos bons cozinheiros embora com estilos muito diferentes, eu pessoalmente simpatizo mais com o Jamie pois é melhor entertainer, muito desenrascado e sem complicações, no entanto a energia dele stressa-me um pouco.

Resumindo, achei que o bolo havia de ser bom pois a base da massa era igual nos dois.
Se não fosse o facto do mesmo bolo ter aparecido nos dois programas com menos de 24 horas de intervalo, o mais certo seria eu nem ter ligado à receita, mas assim fiquei muito curiosa; e sem me decidir qual das duas havia de seguir, acabei por as misturar e o resultado foi uma sobremesa deliciosa que acompanhei com gelado.

Fiz assim:

Bati na batedeira, 1 chávena de manteiga sem sal amolecida, com 1 chávena de açúcar mascavado escuro, até ficar cremoso e ligeiramente aclarado.
Reduzi um pouco a velocidade da batedeira e juntei 2 ovos inteiros batendo um pouco entre cada um deles.
Deixei incorporar e juntei uma banana grande e bem madura partida grosseiramente e 1 colher de chá de extracto de baunilha, continuei a bater até desfazer a banana, deixando no entanto perceber alguns pedacinhos aqui e acolá.
Já fora da batedeira, adicionei 2 colheres de sopa de sementes de papoila, e cerca de 180g de farinha peneirada com 1 colher de chá bem cheia de fermento.

Forrei o fundo de uma forma de aro com papel vegetal, untei com margarina e salpiquei com sementes de papoila. Dispus no fundo uma banana cortada ás rodelas e verti a massa.
Foi ao forno forte durante 40 minutos.

Entretanto preparei uma calda levando ao lume um pouco de manteiga sem sal e ½ chávena de açúcar mascavado escuro, quando estava bem homogéneo juntei mais ou menos 150ml de natas e deixei aquecer.

Depois do bolo desenformado reguei com a calda.
Servi ainda morno com uma bola de gelado de nata que também reguei com a calda.

Só vos posso dizer que estava muito bom mesmo, um sabor exótico que foi do agrado de todos os que provaram, pois o açúcar mascavado escuro confere à massa um paladar caramelizado muito agradável com a banana e as sementes de papoila.


Notas:
O jamie Oliver serviu o seu bolo, regado com glace de limão.

O endereço de Entre Pratos encontra-se aqui do meu lado esquerdo em, livros virtuais.




Este é o aspecto do bolo antes de o ter regado com a calda, as sementes de papoila confere-lhe um aspecto peculiar, e na massa fica uma ligeira crocância.
Gostei muito.