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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Broa de milho e centeio

De algum tempo para cá tenho vindo a realizar ensaios na tentativa de conseguir recrear a deliciosa e tradicional broa de milho.
A primeira experiência correu muito bem em termos de sabor mas não se aproximou do resultado pretendido, pois graças a uma desatenção usei farinha de milho pré cozida e a massa não levedou.
A receita que abaixo apresento é uma das versões tradicionais, ainda não é a broa amarelinha que procuro, mas é muito boa, cá em casa já ganhou adeptos o que quer dizer que vai ser feita mais vezes.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Usei:

3 Chávenas de farinha de milho integral
2 Chávenas de farinha de trigo para pão
1 Chávena de farinha de centeio
25 g de fermento fresco
sal & água q.b.
mais um pouco de farinha de trigo para juntar ao fermento
sêmola de milho para polvilhar

Fiz assim:

Dissolvi o fermento num pouco de água morna, juntei um pouco de farinha e misturei até ficar com consistência de massa mole.
Deixei a repousar até formar bolhas.
Coloquei água a aquecer com o sal, para este dissolver e deixei amornar.
Num alguidar deitei as farinhas, abri cova ao meio e deitei o fermento, fui misturando a farinha no fermento alternando com água temperada de sal até obter uma massa moldável.
Amassa-se muito bem e quando estiver macia, forma-se uma bola, traça-se uma cruz na massa e deixa-se repousar em lugar aquecido com o alguidar coberto até a cruz desaparecer.
Volta-se a amassar mais um pouco, tendem-se as broas do tamanho pretendido, achatam-se um pouco e com uma faca faz-se uns cortes, pincela-se o topo com água e polvilham-se com sêmola.
Colocam-se as broas em tabuleiro polvilhado e deixam-se repousar mais um pouco.
Pré aquece-se o forno ao máximo. Quando estiver quente borrifa-se com água e coloca-se o pão.
Passados 10 minutos, reduz-se a temperatura do forno para 180º, o pão está cozido quando ao bater na base provoca um som oco.

Notas:

Não é aconselhável fazer este pão na máquina, pois as farinhas resultam numa massa muito pesada.
O fermento fresco pode ser substituído por fermento seco, neste caso é adicionado à farinha sem necessidade de ser dissolvido.
Esta receita rende 2 broas.
Por curiosidade: A minha avó ao fazer a cruz no pão, (para saber quando é que a massa estava finta), dizia a seguinte oração:
“Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Deus te acrescente no forno e a graça de Deus cresça pelo mundo fora.”


quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Caldeirada de bacalhau


Bacalhau é sinónimo de Portugal, (isto parece um spot publicitário), é dos ingredientes mais versáteis na nossa cozinha. por isso livros inteiros são dedicados a receitas apenas de bacalhau.
Por motivos de gosto pessoal, os sabores que acompanham o bacalhau devem ser básicos, e foi por isso que me lembrei desta caldeirada.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui


Usei:

4 postas de bacalhau demolhado
2 cebolas
3 dentes de alho
1 pimento vermelho
1 lata de tomate pelado
1 folha de louro
1 copo de vinho branco
6 ou 8 batatas
Sal & pimenta
Azeite
½ ramo de salsa

Fiz assim:

Corte cada uma das postas de bacalhau em 2 ou 3 pedaços.
Descasque as batatas e corte em rodelas grossas, corte o pimento em tiras, a cebola em rodelas e o alho em fatias.
Num tacho de fundo largo, deite um pouco de azeite e em camadas disponha: as cebolas, os alhos, o pimento, o bacalhau, as batatas e o tomate. Tempere com a folha de louro, o sal (atenção ao sal do bacalhau) e a pimenta. Regue com o vinho e tape o tacho.
Deixe cozinhar lentamente em lume brando, abanando o tacho de vez em quando para não pegar ao fundo.
Antes de servir, polvilhe com a salsa picada, ou coentros se preferir.

Notas:

È preferível confeccionar este prato em tacho anti aderente.
Pode também usar a cataplana ou um wok largo com tampa.
Substitua as tiras de pimentão por uma colher de sopa de massa de pimentão desfeita no vinho.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Farófias

Esta é uma especialidade da minha mãe, a piolha volta e meia pede-me para fazer, pessoalmente não é dos doces que mais gosto, mas eu sou fiel ao chocolate e especiarias por isso desconfiem sempre da minha opinião.
È um doce tradicional, muitas vezes usado para aproveitamento de claras.

Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Usei:

8 Ovos
1 l leite
1 tira de casca de limão
açúcar a gosto
canela q.b.

Fiz assim:

Bati as claras em castelo firme com uma pitada de sal.
Num tacho largo, levei ao lume o leite com o açúcar e a casca de limão.
Quando começa a querer ferver, vão-se colocando colheradas de claras que se voltam só uma vez e se retiram com espumadeira para o prato de servir.
Quando se esgotarem as claras, coe leite e volte a colocar ao lume, junte as gemas batidas em fio e vá mexendo até engrossar um pouco.
Deite sobre as farófias e polvilhe com canela.
Sirva frio.

Notas:

Não deixe cozer demasiado as claras para não ficarem “borrachudas”.
Em vez de colocar a casca de limão no leite, junte as raspas ás claras em castelo.
Se fizer este doce como aproveitamento de claras use um molho de caramelo ou baunilha, ou outro a gosto.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Peixinhos da horta

Esta é uma receita tipicamente portuguesa e muito do meu agrado.
O polme pode ter várias versões, mas optei por colocar a receita tradicional, deixo à vossa imaginação as variações.
Serve tradicionalmente como entrada mas pode muito bem ser uma refeição completa com o devido acompanhamento.

Usei:

500g feijão verde
1 Ovo
100g farinha
1 Cebola picada
Sal q.b.
Pimenta q.b
Água gelada q.b.

Fiz assim:

Retirei o fio ao feijão, cortei ao meio e cozi em água temperada de sal.
Numa tigela, coloquei a farinha e a água suficiente para fazer o polme, juntei depois a cebola picada muito miudinha e temperei de sal e pimenta preta moída na hora.
Deixa-se repousar um pouco.
Escorre-se o feijão e juntam-se dois a dois com um palito de madeira.
Passam-se pelo polme e fritam-se em óleo.
Escorre-se bem sobre papel absorvente, e serve-se quente ou frio.

Notas:

O polme deve repousar pelo menos 30 minutos no frigorífico.
Use água com gás ou cerveja para dissolver a farinha.
A consistência do polme depende do gosto pessoal.
Acompanhe com arroz de feijão ou de tomate.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Cozido à portuguesa


Na minha opinião, este é dos mais ricos, saborosos e saudáveis pratos da nossa gastronomia, gosto de o confeccionar de Inverno, usando um púcaro de barro junto ao lume da lareira, e com todo o vagar, deixar borbulhar o caldo onde vão cozendo primeiro as carnes e depois os legumes.

A maneira de confeccionar é igual, mas mostro-vos fotos do meu e do cozido na cozinha da minha mãe, um pouco mais rústica como convêm a este prato.

Usei:

500g Carne de vaca de cozer
1\2 chispe de porco
1\2 orelheira
1 chouriço de carne
1 chouriço de sangue
1 farinheira
100g toucinho entremeado
1 morcela de arroz
1 couve portuguesa
1 couve lombarda
1 nabo
2 cenouras
4 batatas
1 chávena de arroz
sal
hortelã


Fiz assim:

Com alguma antecedência salgam-se as carnes.

Colocam-se a cozer em panela grande com água, vão-se retirando as carnes á medida que vão ficando cozidas, quando as ultimas estiverem quase cozidas juntam-se os enchidos picados com um palito de madeira para não rebentarem.

Depois de tudo cozido, retiram-se e regam-se com um pouco de caldo.

Retira-se o caldo necessário para cozer o arroz, de maneira que fique soltinho.

Entretanto tem-se já os legumes preparados, e vão-se introduzindo na panela, primeiro o nabo e a cenoura e depois as couves, finalmente as batatas.

Depois de cozidas as hortaliças, retiram-se da panela e por cima colocam-se raminhos de hortelã.

Dispõem-se as carnes na travessa á volta do arroz, e serve-se juntamente com os legumes.

Vá rectificando o sal ao longo da cozedura dos legumes e do arroz.

Notas:
Aproveite o caldo do cozido para hidratar cuscus, tempere com cominhos e hortelã.

Pode também fazer uma sopa, use aletria ou outra massa fina.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Feijocas com arroz

Este é um acompanhamento tipicamente Ribatejano.
Feijoca é aquele feijão raiado com veios vermelhos que depois de cozido fica castanho.
Por mim, um prato de feijocas com arroz serve de refeição, mas para os meus conterrâneos é usado como acompanhamento de peixe frito, pataniscas ou carne de alguidar (carne temperada para enchidos e depois frita).


Usei:

1 Chávena de feijão
1 Chávena de arroz carolino
½ Chouriço de carne
1 Cebola
Azeite
1 Folha de louro
Sal
Salsa picada para servir


Fiz assim:

Coloque o feijão de molho com a antecedência necessária.
Coza em água abundante com um fio de azeite, um pouco de sal e uma folha de louro.
O feijão deve ficar macio mas inteiro.
Escorra e reserve a água da cozedura.
Num tacho deite o chouriço ás rodelas e deixe suar um pouco, junta-se depois a cebola picada e deixa-se alourar. Junte o arroz, e refogue.
Quando o arroz tiver absorvido os sabores adicione caldo do feijão necessário para o cozer, (a quantidade de caldo vai depender se gosta do arroz mais ou menos seco, este arroz costuma servir-se caldoso e não seco).
Pouco antes de terminar, junte o feijão e corrija o tempero de sal.

Notas:

Pode substituir a feijoca por feijão manteiga.
Se usar feijão enlatado, use um caldo de legumes para cozer o arroz e coloque a folha de louro no refogado depois da cebola.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Caldo verde

Em jeito de homenagem a essa grande interprete e embaixadora do fado que foi Amália Rodrigues; um caldo genuinamente português, pobre em ingredientes mas rico em sabores genuínos da terra.

“…
Basta pouco, poucochinho

p'ra alegrar uma existência singela...

É só amor, pão e vinho e um caldo verde, verdinho

a fumegar na tigela.”


“Uma casa portuguesa”
Música:
V. M. Sequeira; Artur Fonseca

Letra: Reinaldo Ferreira


Usei:

150g de couve galega cortada em juliana fina
250g de batatas farinhentas
1 Cebola
2 Dentes de alho
1 Chouriço de carne
1 Fio de azeite e mais um pouco
1 folha de louro
Sal q.b.
Agua q.b.

Fiz assim:

Cozem-se as batatas descascadas com a cebola, o alho, o louro e o chouriço, em água temperada se sal e um pouco de azeite.
Retira-se a folha de louro e o chouriço, e esmaga-se os legumes cozidos.
Vai novamente ao lume, e assim que retomar fervura, junta-se a couve.
Deixa-se cozer com a panela destapada, só o tempo suficiente para a couve murchar e deixar de saber a cru.
Rectifique de sal, junte mais um fio de azeite e o chouriço cortado em rodelas.


Notas:

Se a couve for muito dura, escalde-a e em seguida passe por água fria.
Substitua o chouriço por salpicão ou paio.
Sirva em tigelas de barro e acompanhe com fatias de broa de milho.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Pataniscas

Típicas da Estremadura, as pataniscas conhecem e evoluem em muitas versões.
Há até quem as confeccione para aproveitar sobras de bacalhau cozinhado, fugindo assim um pouco da forma tradicional de serem confeccionadas. Há também quem confunda pataniscas e pastéis de bacalhau. Para que não restem duvidas, segue a receita que consta no livro de recolha da nossa gastronomia: “cozinha tradicional portuguesa” da Ed. Verbo.

Usei:

2 Postas de bacalhau
1 c sopa de azeite
1 cebola pequena
1 chávena de farinha
1 ovo
leite q.b.
limão q.b.
salsa q.b
sal q.b
pimenta q.b.
água q.b.
óleo para fritar

Fiz assim:

Põe-se o bacalhau de molho de um dia para o outro.
Escalda-se com água a ferver e tiram-se-lhe as peles e espinhas, faz-se em lascas ou cortam-se em filetes pequenos.
Põem-se as lascas a marinar durante 2 horas em leite e limão.
À parte prepara-se um polme espesso com a farinha, o ovo inteiro, sal, pimenta, a cebola e a salsa picadas, o azeite e a água necessária.
Se o bacalhau tiver sido feito em lascas, deitam-se estas no polme e fritam-se em óleo quente colheradas do preparado.
Tratando-se de filetes, cada filete será passado pelo polme e frito depois.
Depois de fritas e muito bem escorridas sobre papel absorvente, polvilham-se as pataniscas com sal fino.

Notas

Para uma refeição completa acompanhe com salada de feijão-frade.
Serve 4 pessoas
As pataniscas são igualmente saborosas se forem consumidas frias.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Ovos verdes

Este prato faz parte da gastronomia tradicional portuguesa.
È normalmente usado como entrada, mas com o devido acompanhamento serve muito bem de prato principal, é também uma boa merenda para um pic-nic.
A receita que se segue serve 4 pessoas.

Usei:

8 Ovos cozidos
1 c sopa de margarina
2 c sopa de salsa picada
sal q.b.
pimenta q.b.
1 ovo inteiro
farinha
óleo

Fiz assim:

Cozem-se os ovos durante 10 minutos.
Passam-se por água fria e descascam-se.
Depois de frios cortam-se ao meio no sentido do comprimento, e com a ajuda de uma colher de chá tiram-se as gemas com cuidado para não partir as claras.
Deitam-se as gemas numa tigela e com um garfo, desfazem-se e misturam-se com a salsa e a margarina. Tempera-se de sal e pimenta e enchem-se as claras com este preparado.
Passam-se os ovos depois primeiro por farinha e depois pelo ovo batido temperado de sal, e fritam-se em óleo quente.

Notas:

Para uma refeição completa, acompanhe com arroz de grelos ou de feijão.
Os ovos verdes são igualmente saborosos se forem consumidos frios.
Fonte: “Cozinha tradicional portuguesa” Ed. Verbo

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Sopa da pedra de Almeirim

Pelo menos em Portugal toda a gente já ouviu falar da sopa da pedra, vivendo eu em Almeirim, seria até estranho não publicar aqui a receita, que será também a minha primeira participação no colher de tacho.
Há quem diga que esta sopa está ligada a uma
lenda de um frade que andava a pedir de porta em porta, outros defendem que a sopa é da autoria da família proprietária de um dos restaurantes típicos de Almeirim, que ao Domingo são lugar de romaria, (e com razão, pois come-se e bebe-se muito bem). De uma maneira ou de outra a sopa da pedra será sempre associada aos lindos campos de Almeirim onde eu tenho o prazer de morar.




Usei:

½ Litro de feijão encarnado
200g de chispe de porco
½ Orelha de porco
100g de toucinho entremeado
½ Chouriço negro (típico)
½ Chouriço de carne
1 Farinheira
1 Cebola
1 Folha de louro
250g de batatas
½ Molho de coentros
1 Pedra

Fiz assim:

De véspera, colocar o feijão de molho, escaldar e raspar a orelha e salgar as carnes.
Colocar o feijão a cozer em bastante água com a cebola e a folha de louro, depois de ferver um pouco colocar os enchidos, (com a excepção da farinheira), e as carnes.
Descascar as batatas e cortar em cubos muito pequeninos, reservar.
Ir retirando da panela as carnes à medida que vão ficando cozidas, umas cozem primeiro que outras, deixar arrefecer e cortar em pedaços e os enchidos ás rodelas.
Quando o feijão estiver cozido, juntar as batatas e a farinheira, deixar cozer a batata, retirar a farinheira que se corta também.
Quase no final juntar os coentros picadinhos e as carnes, mexer, rectificar os temperos, deixar levantar fervura e servir com a pedra no fundo da sopeira.

Notas:

Costumo fazer esta sopa de Inverno numa púcara de barro no lume de lareira.
Se o feijão for do próprio ano, não necessita ser demolhado.
Também pode ser usado feijão manteiga, eu até prefiro por ser mais cremoso.
O chouriço negro é conhecido em algumas regiões por morcela ou chouriço de sangue.
Não indiquei quantidade de sal na receita pelo facto das carnes e os enchidos serem salgados, prove e rectifique a gosto.
Na minha foto não aparecem as carnes, porque gostamos de as servir à parte, por isso me esqueci de as incluir no prato para fotografar.
Esta receita não dispensa uma visita a Almeirim, nem umas boas fatias de pão caseiro e vinho tinto Ribatejano.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Amêijoas à Bulhão Pato

Para comemorar uma série de acontecimentos felizes, um deles as melhoras da Brida Francisca, apeteceu-me um petisco, um daqueles “finger food” regado com umas cervejolas e acompanhado de pão caseiro.
Não sou especialista a cozinhar marisco, optei por esta receita típica do Norte de Portugal, e gostei do resultado, para além de ser muito simples e sem muitos ingredientes.

Usei:

1.200Kg de amêijoas
1 Molho de centros
4 Dentes de alho
2 Limões (sumo)
Pimenta preta moída q.b.
1 Punhado de sal
Azeite q.b.

Fiz assim:

Colocam-se as amêijoas em água e sal durante umas horas, se forem frescas coloque 1c sopa de farinha de milho para largarem a areia, lave muito bem em várias águas.
Dê uma pancada nos alhos, descasque-os e pique os coentros.
Leve ao lume num tacho largo o azeite, coloque os alhos e deixe fritar sem queimar, coloque os coentros e quando começarem a estalar, deite as amêijoas.
Sacuda o tacho e tape, vá sacudindo de vez em quando até as amêijoas abrirem.
Depois de todas abertas, polvilhe com a pimenta acabada de moer e regue com o sumo de limão e polvilhe com coentros picados.

Nota:

Para colocar as amêijoas de molho pode usar água do mar.
Guarde-a num garrafão num lugar fresco e escuro.


Aproveite o caldo das amêijoas para preparar arroz.



Com o Outono "adiado" continua a apetecer petiscar!!!!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Creme de coentros

Este creme suave e aromático não foi feito por mim, (ainda), foi-me dado a provar por um casal amoroso que planeia inclui-lo na ementa do banquete do seu casamento.
Especialmente para eles aqui fica a receita, para que a possam repetir e assim recordar com uma refeição romântica o dia do casamento.
Provei, gostei imenso e brevemente vou confecciona-lo pelas próprias mãos, por agora continuo sem inspiração para ensaios culinários pois a minha “bichinha” continua incapacitada e sem animo.


Ingredientes:

1 kg. Batata
2 dl. Azeite
2 Dente de Alho
2 Alho Francês
1 Cebola
1 Molho de Coentros
Q.B. Sal
Q.B. Água

Confecção:

Leve o tacho ao lume como o azeite, quando este estiver quente, adicione-lhe o alho, a cebola e o alho francês picados e deixe a refogar algum tempo.
Adicione as batatas um pouco de sal, água e os coentros picados, deixe cozer em lume brando.
Triture tudo, leve a ferver novamente e verifique os temperos;
Sirva bem quente.

Notas

Para uma melhor apresentação do respectivo Creme, este deve ser acompanhado com quadrados de pão alentejano, torrado.

Autoria do Chef António Nobre
Hotel Cartuxa de Évora - Alentejo

Fonte

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Cataplana de peixe

Gosto muito de cozinhar na cataplana, dispensa a ronda constante de volta do fogão, e os alimentos ficam muito saborosos cozinhados assim nos seus próprios sucos.
A cataplana é típica das regiões a sul de Portugal, e embora quase tudo possa ser confeccionado na cataplana, o mais tradicional é o peixe.


Usei:

750g de mistura de peixe para caldeirada
500g de batatas
2 Cebolas
1 Pimento verde
1 Pimento vermelho
4 Tomates maduros
1 Folha de louro
½ Copo de vinho branco
Sal
Pimenta
Piripiri
Azeite
Coentros ou salsa para decorar

Fiz assim:

No fundo da cataplana regada com um pouco de azeite, colocam-se as cebolas cortadas em rodelas, os pimentos cortados em tiras, as batatas também em rodelas grossas, as postas de peixe, o tomate sem pele e sem sementes cortado em pedaços e a folha de louro, rega-se com o vinho branco, e tempera-se de sal, pimenta preta moída na hora e o piripiri.
Deixa-se estufar em lume brando com a cataplana tapada, tendo o cuidado de vez em quando ir abanando a cataplana.
O tempo de cozedura é de mais ou menos 20 minutos, dependendo do peixe usado.
Retire a tampa da cataplana, polvilhe com as ervas picadas e sirva na própria cataplana,

Notas:

Prefiro usar peixes de carnes firmes, no entanto o peixe pode ser combinado a gosto, ou então usar só uma espécie.

Este prato ficará valorizado se dispuser como última camada um punhado generoso de amêijoas.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Bacalhau com broa

Quase todas as famílias têm uma receita de bacalhau com broa, pelo menos em Portugal, onde o bacalhau é rei e é cozinhado de 1001 maneiras. Mesmo assim decidi partilhar a minha maneira de o confeccionar, por ser rápido, saboroso e com muito poucos ingredientes.
Para acompanhar, um clássico: batatas a “murro”.


Usei:

4 Postas de bacalhau demolhado
½ Pão de milho (broa)
3 Cebolas
4 Dentes de alho
Azeite q.b

Fiz assim:

Pré aqueça o forno.
Corta-se e esfarela-se a broa. Reserve.
Use uma frigideira funda ou wok.
Cortam-se as cebolas ás rodelas, e levam-se ao lume no azeite quente até amaciar, (não deixar fritar), retiram-se as cebolas do azeite com uma escumadeira, e colocam-se no fundo de um tabuleiro de barro, ou outro que vá ao forno e à mesa.
Por cima da “cama” de cebola, dispõem-se as postas de bacalhau.
Dá-se uma pancada nos alhos, tirasse-lhes a casca e levam-se ao lume no mesmo azeite da cebola até alourarem. Retiram-se os alhos e coloca-se 1 dente de alho em cima de cada uma das postas de bacalhau.
Ao azeite que restou, junta-se a broa esfarelada, e envolve-se, (esta operação faz-se com a frigideira ao lume), junte mais azeite se necessário, até ficar com consistência a que os brasileiros chamam: farofa.
Disponha por cima do bacalhau, aconchegando e calcando bem com uma colher de pau. Tape com folha de alumínio, ou papel vegetal untado em azeite, e leve ao forno até o bacalhau estar no ponto, um pouco antes, retire o papel para tostar a broa.

Notas:

Para acompanhar:
Batatas a murro.
Lave a porção necessária de batatas, novas e pequeninas, salpique de sal grosso e leve ao forno num tabuleiro.
Quando estiverem macias, dê uma pancada sem esborrachar demasiado a batata, e deixe acabar de assar.




Receita também aqui : 100% açúcar

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Massa de peixe

Embora de raízes Alentejanas, a massa de peixe não fez parte das comidas da minha infância.
Quando me comecei a interessar pela gastronomia, decidi pesquisar, provar e testar, gostei tanto que a partir daí esta massada é presença frequente na nossa mesa.
Este prato de peixe é muito saboroso e não é de difícil confecção. È do agrado de todos, e uma boa maneira de dar peixe aos mais novos que torcem o nariz ao tradicional peixe cozido com legumes.

Eu faço assim:

Usei:

Peixe
Miolo de amêijoa
Massa cotovelos grandes
Pimento vermelho
Tomate
Coentros
Cebola
Alho
Azeite
Piripiri
Vinho branco
Pimenta preta moída

Fiz assim:

Refoga-se ligeiramente a cebola e o alho no azeite, junta-se o pimento ás tiras e o tomate picado sem peles nem sementes.
Junta-se o peixe, rega-se com um copo de vinho branco, polvilha-se com sal e pimenta e deixa-se estufar em lume brando.

Depois do peixe estar macio, retira-se do tacho, limpa-se de pele e espinhas e reserva-se.
Entretanto, coloca-se no tacho o miolo de amêijoa e se preferir mais alguns mariscos, adiciona-se o caldo suficiente para a massa e tempera-se de piripiri.

Nesta fase, e antes de colocar o marisco, pode retirar o pimento, ou pica-lo mais finamente, ou ainda triturar o caldo.

Quando o caldo levantar fervura deixa-se apurar um pouco e junta-se a massa, (a massa deve ficar caldosa), a alguns minutos do final, adiciona-se o peixe, assim que a massa estiver Al-dente, polvilha-se com coentros picados e serve-se de imediato.

Notas:

Podem adicionar-se ovos escalfados.
È muito importante que a massa não fique seca.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Sopa de peixe à moda de Almeirim

De mão dada com a sopa de pedra esta sopa ganhou estatuto junto dos restaurante típicos da cidade de Almeirim.
A receita foi transmitida á minha mãe por uma cozinheira de um desses restaurantes, por isso a sua autenticidade é garantida.
Sei que com o tempo quente não apetece sopa, mas esta é tão nutritiva que dispensa segundo prato.

Então é assim:


Usei:


Peixe (a gosto)
Batatas
Cenouras
1 Pimentão vermelho
1 Cebola
1 Dente de alho
1 Copo de vinho branco
Algumas gotas de vinagre de vinho branco
Tomate
Coentros
Azeite

Fiz assim:


Refoga-se ligeiramente as cebolas no azeite, junta-se o pimento vermelho, (que em Almeirim se chama catalão), o tomate, o alho, o vinho branco e o vinagre. Quando ferver junta-se o peixe, baixa-se o lume e deixa-se estufar.

À parte prepara-se uma base de batata e cenoura, (em puré como se fosse para sopa vulgar), e reserva-se.

Depois do peixe estar cozinhado, retira-se do tacho, livra-se de pele e espinhas e reserva-se.
Passa-se o caldo da cozedura do peixe pela varinha mágica, e depois pelo passador. Adiciona-se o puré de batata e cenoura, tempera-se de sal e rectifica-se a consistência do caldo. (aqui, aconselho a reservar alguma água da cozedura das batatas para acrescentar à sopa no caso desta estar muito espessa).
Deixa-se apurar um pouco, junta-se o peixe.

Polvilha-se de coentros frescos picados e serve-se com cubos de pão torrado.



Notas:

Pode acrescentar-se marisco a gosto, neste caso, chamaria-se sopa rica de peixe.Pode ainda ser servido, para além do pão torrado, com ovo cozido picado.

Bom apetite!!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Leite Creme

Mais um doce tradicional português, recolhido pela Dª Maria de Lourdes Modesto.

Usei:


5 Dl de leite
5 Colheres sopa de açúcar
5 Gemas
1 Colher sopa de farinha de trigo
Raspa de 1 limão
Açúcar para queimar


Fiz assim:

Bate-se as gemas com o açúcar e a farinha.

Quando a mistura estiver fofa e homogénea, rega-se com o leite fervido com a casca de limão, e leva-se a cozer em lume brando até espessar um pouco.

Coloca-se no prato de servir ou em taças. E deixa-se arrefecer até ganhar pele.

Polvilha-se com açúcar e queima-se com ferro em brasa, ou com o maçarico.

Sugestão:

Pode polvilhar-se com canela.

Receita retirada do livro: "Cozinha Tradicional Portuguesa"

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Talassas

Talassas é o nome português para esta delicia normalmente conhecida por Gaufres, Waffles ou Bolacha americana. Há inclusive uma região de Portugal, a Covilhã, onde é tradicional.

Esta receita, foi retirada do livro: “Receitas escolhidas” de Maria de Lourdes Modesto


Ingredientes


  • 125g Açúcar
    250g Farinha
    5dl Leite
    3 Ovos
    60g Margarina
    q.b. Sal


    Instruções

    Misture muito bem numa tigela, os ovos inteiros com a farinha.
    Quando a mistura estiver lisa, junta-se o leite frio pouco a pouco mexendo sempre.
    Adicione o açúcar, a margarina derretida e uma pitada de sal.
    A massa descansa 30 minutos, antes de ir ao aparelho bem quente e untado.

    Sirva com mel, xaropes, açúcar e canela ou com geleia de fruta.

(As nossas foram acompanhadas com gelado de nata e molho de chocolate quente)