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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Charlotte de pessego


A minha amiga Zázá é uma doceira de mão cheia. Nascida e criada em França ficou-lhe gravado nos genes o gosto pela doçaria.
A charlotte é uma das suas especialidades, ela faz charlotte de tudo e mais alguma coisa, um dia prometeu-me uma mega charlotte de chocolate que eu ainda estou à espera de provar, é que entretanto a Zázá mudou-se e os seus doces deixaram de estar ao meu alcance.
Num destes dias a braços com a tarefa de fazer a sobremesa para um almoço de família, e fazendo um sol radiante, lembrei-me da charlotte e da Zázá, fazendo uso da memória pelo que vi e ouvi da minha amiga surgiu esta sobremesa que foi muito elogiada pelos comensais.




Usei:

6 Pêssegos maduros mas firmes
2 c chá de gelatina neutra granulada
200g de mascapone
200ml de natas
300g de palitos la reine
3 c sopa de açúcar em pó

(xarope)
2 Chávenas de água
1 Chávena de açúcar
1 c chá de vagens de cardamomo

Fiz assim:

Comece por preparar o xarope, levando ao lume todos os ingredientes até reduzir e ficar com uma consistência xaroposa. Reserve.
Descasque e retire o caroço aos pêssegos, reduza a puré 4 deles e os restantes corte em lâminas. Reserve.
Molhe os palitos no xarope e forre o interior de um aro sobre um prato de servir, forre também o fundo, (pode usar as pontas dos biscoitos se eventualmente tiver de os cortar à medida da altura do aro).
Hidrate a gelatina em 3 c sopa de água. Reserve.
Bata as natas com o açúcar em pó até levantarem, junte o mascapone e bata mais um pouco. Misture o puré de pêssego.
Leve a gelatina ao microondas durante uns segundos e adicione ao creme misturando muito bem.
Deite metade do creme dentro do aro forrado com os biscoitos, alise e por cima distribua 2/3 do pêssego em lâminas. Cubra com o restante creme e por fim decore o topo com o restante pêssego.
Leve ao frigorífico e deixe fixar durante umas horas.
Sirva bem fresco.

Notas:

Este é um doce onde pode variar na fruta conforme a sua preferência.
Experimente com manga, maracujá, ananás, morango, ou outros sabores como o meu adorado chocolate.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Bolo molhado de maçã e caramelo

As sobremesas com maçã são sempre um sucesso, de facto a maçã é tão versátil que acredito estar sempre presente em qualquer cozinha, o que faz com que salte para a ribalta muitas e muitas vezes.
Este doce deixou-me de “queixo caído”, não se deixem enganar pela aparência feia porque o seu sabor e textura molhada e macia são uma festa para o palato.
Apenas uma chamada de atenção: Protejam o forno de possíveis transbordos de massa usando um recipiente com capacidade de 2 litros, e coloquem-no sobre um tabuleiro.


Usei:

5 Ou 6 maçãs
1 + 2/3 chávenas de farinha
2 c chá de fermento
250g de açúcar
200ml de leite
150g de manteiga sem sal derretida
2 Ovos batidos
1 Chávena de açúcar amarelo
½ Chávena de caramelo (pode ser de compra)
150 ml de água

Fiz assim:

Pincele com manteiga um prato fundo de forno ou um pirex, e polvilhe com açúcar.
Retire o caroço, descasque e corte em fatias as maçãs. Disponha-as no fundo do pirex e reserve.
Peneire a farinha com o fermento para dentro da tigela da batedeira, junte o açúcar, o leite, a manteiga e os ovos. Bata muito bem até obter uma mistura cremosa.
Espalhe esta massa sobre as maçãs.
Leve ao lume a água com o açúcar amarelo e o caramelo e deixe fervilhar um pouco em lume brando até o açúcar dissolver.
Regue cuidadosamente a massa com este xarope, e coloque no forno pré aquecido a 180º durante + ou – 50 minutos. Passados os primeiros 30 minutos tape com folha de alumínio para não queimar.
Deixe arrefecer completamente dentro do forno antes de servir.

Notas:

Esta sobremesa fica muito bem se servida com natas batidas ou gelado de baunilha.
E está no seu auge de sabor no dia seguinte, sugiro por isso que a prepare de véspera.

Ligeiramente adaptado de : “Cozinha para quem não tem tempo” de Mafalda Pinto Leite

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Suspiros

Quando eu era criança era completamente louca por suspiros. Adorava o estaladiço doce e o interior cremoso dessas pequenas pérolas de pastelaria.
Sempre que na cozinha da minha mãe sobravam claras eu pedia: “Mãe podemos fazer suspiros?” E a minha mãe dizia sempre que sim, mas as nossas tentativas eram sempre mal sucedidas graças a um forno antiquíssimo a gás que não mantinha a temperatura certa, claro que eu na altura não sabia disso e julgava que aquela maravilha era boa demais para poder estar ao alcance dos mortais e a minha admiração pelos suspiros aumentava, e a névoa de mistério sobre a sua confecção tornava-os ainda mais apetecíveis.


Usei:

2 dl de claras
(+ ou – 5 claras de ovo)
225g de açúcar granulado fino
1 c sopa de sumo de limão


Fiz assim:


As claras velhas são melhores para preparar merengues. Consideram-se claras velhas as claras com 4 ou 5 dias. Devem estar no frigorífico e retiradas a tempo de adquirirem a temperatura ambiente.
Antes de começar deve aquecer-se o forno a 140º.
Batem-se as claras em castelo, e quando começam a espumar deita-se o açúcar em chuva, continuando a bater até obter um creme.
Deita-se o sumo de limão e pára-se de bater quando ao sentir um pouco de merengue entre os dedos não se sente o granulado do açúcar.
Coloca-se o creme num saco de pasteleiro com um bico canelado grosso, e sobre um tabuleiro forrado com papel vegetal (o silicone não funciona para o merengue) dá-se a forma pretendida.
Podem ser bolinhos, caixinhas e pavlovas.
Deixa-se ficar no forno o tempo necessário para secar o merengue, para as peças pequenas + ou – 15 minutos, para as grandes um pouco mais.
Deixe arrefecer dentro do forno desligado e guarde em recipientes herméticos.

Notas:

Guarde os suspiros em sacos de congelação e deixe ficar no congelador, na verdade o merengue não congela devido à elevada concentração de açúcar, e desta forma estarão sempre estaladiços. Expostos ao ar ficam moles.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

4 por 6 - Ratatouille fácil com ovo e gelado de banana

Mais uma sugestão muito fácil e deveras económica, e pela qual eu me perdi de amores à mesa.
Este estufado de legumes pode ser finalizado no tacho e não no forno como eu fiz, mas como decidi acompanhar com pão torrado aproveitei e foi dois em um.
O molho cremoso dos legumes é delicioso e o ovo fica-lhe a “matar”.
A sobremesa é igualmente fácil e económica e mais económica fica se em vez de usar natas usar iogurte natural.
Pode ser servido com um fio de mel ou polvilhado de canela, mas simples é igualmente delicioso.
Está então na mesa o 4 por 6 desta semana!


Usei:

Azeite q.b.
1 Cebola picada
1 Pimento vermelho em tiras
1 Haste de alecrim
2 Dentes de alho picados
1 Beringela em cubos
2 Courgetes em cubos
2 Cenouras em cubos
390g de tomate pelado e picado
4 Ovos
Uns pingos de vinagre
Sal & pimenta

Fiz assim:

Com alguma antecedência, corte a beringela em cubos, salpique de sal e deixe a escorrer.
Quando iniciar a preparação do prato passe a beringela por água corrente, escorra e seque com um pano.
Aqueça o azeite e junte a cebola, o pimento e o alho, deixe amolecer durante 5 minutos mexendo sempre até a cebola estar translúcida.
Junte a cenoura, a beringela e a courgete e deixe cozinhar até amolecer.
Junte o tomate, o sumo do mesmo que restou na lata e o alecrim. Deixe levantar fervura, tempere de sal e pimenta, reduza o lume, tape o tacho e deixe fervilhar durante 20 minutos. Ao fim deste tempo destape o tacho e deixe o molho reduzir e engrossar durante mais 15 minutos.
Coloque o estufado num recipiente de forno, abra 4 cavidades e em cada uma delas deite 1 ovo, salpique com vinagre, e coloque debaixo do grill do forno até os ovos fixarem.
Aproveite o grelhador e ao mesmo tempo torre as fatias de pão para acompanhar.


Gelado de banana




Versão de impressão e arquivo


Usei:

2 Bananas amassadas
Sumo de limão q.b.
200ml de natas
75g de açúcar amarelo

Fiz assim:

Esmague as bananas com um garfo e regue com um pouco de sumo de limão.
Bata as natas com o açúcar até estarem firmes e fofas.
Misture as bananas e coloque na sorveteira, ou então coloque num tabuleiro de metal com os lados altos, cubra com película e guarde no congelador, ao fim de 2 horas retire e desfaça os cristais de gelo com um garfo. Repita a operação até o gelado estar solidificado.
Se não tiver crianças em casa, junte 1 c sopa de vodka ao gelado, assim o gelado não fica “empedrado” mantendo-se macio. (Dica da Fer).


Quanto custou?

Dica de poupança:

Diga não aos refrigerantes e sumos de pacote.
Às refeições use as suas frutas preferidas para fazer sumos naturais, use-as simples ou combinadas.
Faça chá com as suas ervas favoritas, junte uma casca de limão ou um pau de canela, refrigere e saboreie.
Ao pequeno-almoço use e abuse dos batidos à base de leite ou iogurte, e no Inverno proteja-se com um copo de sumo de laranja.
Com este hábito fica a ganhar em €€€, em vitaminas e só perde em gramas a mais no corpo.

Créditos: Ratatouille – BBC Goodfood, Maio 09 / Gelado – OLIVE Abril de 09

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Tarte de maracujá e lima

A receita estava numa revista de decoração espanhola que por sua vez estava numa empresa de materiais de acabamento. Enquanto esperei para ser atendida reparei na receita de tarteletes de lima e maracujá, prontamente fiz uso de o meu bloco de apontamentos e transcrevi a receita.
È de facto muito boa mas a massa é quase impossível de usar em formas individuais, mesmo assim substitui a gema de ovo pela água gelada na massa se não o fizesse o excesso de gordura teria sido (aposto que) desastroso ao cozer.
È uma tarte deliciosa, a base é estaladiça e o aroma da lima faz a diferença.

Usei:

(massa)
125g de manteiga gelada
4 c sopa de açúcar
¼ Chávena de água gelada
1 c chá de sementes de cardamomo moídas
Casca ralada de 1 lima
80g de semolina de milho (farinha de moagem grosseira)
240g de farinha de trigo
1 Pitada de sal

(recheio)
1 Tira de casca de lima
Polpa de 8 maracujás maduros (reservar 2 c sopa das sementes)
Sumo de 1 lima
125g de manteiga
180g de açúcar
3 Ovos batidos

Fiz assim:

(massa)
Coloque todos os ingredientes da massa no processador de alimentos e usando a função intermitente pulse até obter o aspecto de migalhas.
Ou, trabalhe as farinhas, açúcar, manteiga, cardamomo e raspa de lima com as pontas dos dedos, junte a água e agregue bem.
Forme um disco, e reserve no frio durante 30 minutos.
Forre uma tarteira com a massa, cubra com folha de alumínio, coloque uns pesos em cima e leve ao forno durante + ou – 25 minutos, retire os pesos e o papel e volte a colocar no forno para dourar.

(Recheio)
Leve a polpa de maracujá ao lume com a casca de lima, o sumo, o açúcar e a manteiga, vá mexendo até a manteiga derreter e dissolver o açúcar.
Incorpore os ovos e leve de novo ao lume muito brando até espessar.
Retire do lume, junte as sementes de maracujá e deite sobre a base da tarte.
Deixe arrefecer e reserve no frigorífico até servir.

Notas:

Se preferir o creme mais espesso, retire um pouco do tacho e dissolva 1 c chá de amido de milho, junte ao restante creme e mantenha em lume brando mexendo sempre até engrossar.
Se usar polpa de maracujá enlatada rectifique a quantidade de açúcar.

Adaptado de: Living Deco nº5

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tarte dourada de noz

A noz é o meu fruto seco preferido. Quando era criança havia no recreio da escola uma nogueira enorme que eu adorava trepar. Assim que os frutos começavam a aparecer eu nem esperava que amadurecessem e o resultado era ficar com a língua “encortiçada” pela aspereza dos frutos verdes.
Há tempo estive perto dessa nogueira e não é tão gigantesca como eu a recordava, afinal era eu que era pequenina…






Usei:
(massa)

115g de manteiga amolecida
15g de açúcar branco areado fino
1 Gema de ovo (reserve a clara)
160g de farinha
15g de farinha de milho

(recheio)

250g de miolo de noz picado grosseiro
75g de manteiga amolecida
2 c chá de farinha
75g de mel claro, mais um pouco para regar no final
75g de açúcar amarelo
3 Ovos
2 c chá de vinho do Porto

Fiz assim:

(massa)
Amasse a manteiga com o açúcar até obter uma pasta, junte a gema, as farinhas e uma pitada de sal. Trabalhe a massa com as pontas dos dedos só o suficiente para agregar os ingredientes. Molde uma bola e reserve no frigorífico durante 30 minutos.
Pré aqueça o forno a 180º.
(Se usar o processador de alimentos trabalhe os ingredientes na função intermitente).
Forre o fundo e os lados de uma tarteira, espalmando a massa ou usando um cilindro, se a massa abrir fendas feche-as pressionando com os dedos.
Pique a massa com um garfo, cubra com papel vegetal e coloque os pesos em cima.
Leve ao forno durante 20 minutos.
Retire os pesos e o papel e pincele o fundo da tarte com a clara de ovo desmanchada para impermeabilizar. Volte a colocar no forno até dourar.

(Recheio)
Misture a manteiga, o mel, a farinha e o açúcar até obter uma pasta. Junte os ovos batidos a pouco e pouco e envolva até ficar com uma massa líquida e de aspecto talhado. Por fim junte o miolo de noz e o vinho do Porto.
Distribua o recheio sobre a base e leve ao forno durante 20 minutos.
Retire, regue com um fio de mel e deixe arrefecer.

Notas:

Pode usar pecans mas o recheio ficará mais seco.
A massa pode ser feita em maior quantidade e congelada em doses individuais, para descongelar deixe no frigorífico de um dia para o outro.

Adaptado de: WAITROSE FOOD ILUSTRATED de Novembro de 2008

sexta-feira, 20 de março de 2009

Bolo de limão

Recebi de presente um livro da Rita Lobo.
Alguém que tem um percurso como ela tem é de logo à partida gerar curiosidade, pois não é todos os dias que uma manequim e modelo decide dar uma volta à sua vida e passar a ser chef de cozinha.
O livro é informal e sem complicações, é um livro para todos e de uma leitura muito agradável e super bem disposta, ri à gargalhada ao ler a receita de ovo estrelado, tudo o que a Rita escreve é verdade, estrelar um ovo não é difícil mas também não é uma banalidade como muitos dizem ser.
Este bolo reflecte a alma do livro, é uma receita fácil onde é quase impossível errar e é também susceptível a adaptações de outros aromas conforme o gosto pessoal.
Obridada E. pelo presente fantástico.





Usei:

3 Chávenas de farinha
2 c chá de fermento
½ c chá de sal
200g de manteiga amolecida
2 Chávenas de açúcar
4 Ovos
1 Chávena de leite
Raspa de 1 limão grande
2 c sopa de sementes de papoila (opcional)

(glacê)

Sumo de 1 limão
Açúcar q.b.

Fiz assim:

Prepare uma forma untando-a com manteiga e polvilhando de farinha, ou então use spray desmoldante.
Pré aqueça o forno a 180º.
Peneire a farinha com o fermento e o sal. Reserve.
Com a batedeira, bata a manteiga até ficar fofa, junte o açúcar e bata mais um pouco até misturar bem.
Junte os ovos um a um batendo entre cada adição. (Nesta altura a massa vai ter um aspecto talhado).
Acrescente a raspa de limão e as sementes e incorpore bem.
À mão ou com a batedeira na velocidade baixa, junte a farinha em três adições alternando com duas adições de leite.
Deite a massa na forma, alise e leve ao forno durante, mais ou menos, 45 minutos.
Retire do forno e deixe repousar 5 minutos enquanto prepara o glacê misturando o sumo de limão com o açúcar.
Desenforme o bolo sobre uma grade, pique com um garfo e deite por cima o glacê.
Deixe arrefecer completamente antes de cortar.

Notas:

Pode substituir o leite por iogurte.
Pode juntar sementes de papoila para contraste de texturas.
Decore com
cascas de limão cristalizadas.

Ligeiramente adaptado de: “Cozinha de estar” de Rita Lobo

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Folhados de xarope de plátano e pecans

Os folhados de pecan juntamente com os bagels foram a minha perdição enquanto percorria as ruas de Londres e inevitavelmente a fome atacava. Em qualquer loja de comida lá estavam os folhados a sorrir para mim.
Quando voltei, e depois de restabelecida a rotina, pesquisei por algo que se pudesse parecer com essa guloseima, não tendo encontrado nada deitei mãos à obra e valendo-me da memória gastronómica cheguei a um resultado bem parecido.
Embora o meu creme depois de ir ao forno não tivesse ficado tão cremoso como os da minha memória deu para matar saudades.







Usei:

1 Embalagem de massa folhada (com 2 placas)
100g de nozes pecan picadas grosseiramente
3 Chávenas de xarope de plátano
3 Gemas de ovo
1 c chá de manteiga

Fiz assim:

Leve o xarope ao lume até reduzir o volume para metade.
Deixe amornar.
Coloque uma tigela resistente ao calor sobre uma panela de água a ferver, e dentro coloque as gemas. Vá batendo com uma vara e arames até as gemas duplicarem de volume e ficarem espumosas, mantenha o fogo baixo e deite o xarope de ácer morno e num fio fino nas gemas enquanto continua a bater.
Retire do lume, junte a manteiga e envolva bem até esta fundir e incorporar completamente.

Pré aqueça o forno a 200º.
Estique uma das placas de massa com o rolo, cubra a massa com o creme e por cima polvilhe as nozes.
Estique a outra placa, faça-lhe cortes de maneira a cobrir parcialmente a base com o creme, e coloque por cima.
Com uma faca afiada ou com um cortador de pizza ou carretilha, corte a massa em rectângulos e coloque num tabuleiro forrado com papel vegetal ou tapete de silicone.
Coloque no forno durante 5 minutos, reduza a temperatura para 160º e mantenha no forno até dourar. Desligue o forno e mantenha a porta entreaberta até a massa secar completamente.

Notas:

O xarope de ácer, de bordo ou plátano conhecido como maple sirup, encontra-se à venda nas lojas e produtos naturais e dietéticos. Nos supermercados de maior superfície por vezes aparece junto dos produtos estrangeiros.
Na falta de nozes pecan use nozes vulgares.

Veja também:
Gelado de plátano com nozes.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Delicia do Conde Drácula

Não posso estar muito tempo sem comer chocolate, os sintomas de privação começam a manifestar-se e eu a padecer…
Parece brincadeira mas é a mais pura das verdades. O meu cérebro é guloso, e tendo eu um trabalho que exige muito raciocínio e concentração de vez em quando tenho de tomar a minha dose.
Esta sobremesa podia até ser uma mousse banal não fosse o agradável travo conferido pelo café e licores e, claro, o fundo de fruta, que pela sua cor vermelho sangue dá nome ao doce.



Usei:

150g de chocolate extra amargo (81% cacau)
3 c chá de café expresso instantâneo
25g de manteiga sem sal
1 + ½ c chá de licor de chocolate
3 Ovos
3 c sopa de açúcar amarelo

(para a compota)

150g de arandos (usei em conserva)
75g de açúcar amarelo
2 c chá de cointreau

Fiz assim:

Comece por preparar a compota, colocando os arandos com o açúcar ao lume.
Borrife um pouco de água e deixe ferver até a fruta amolecer mas sem deixar caramelizar.
Junte o cointreau e retire o lume.
Distribua por copos de shot, e deixe arrefecer.

Separe as claras das gemas, e bata as claras em castelo, reserve.
Em banho-maria, derreta o chocolate juntamente com a manteiga e o café.
Mexa apenas ocasionalmente até fundir.
Bata as gemas com o açúcar. Misture o licor.
Quando o creme de chocolate estiver pronto, retire do lume e deixe amornar. Junte o creme com as gemas, começando por incorporar um pouco e depois o restante.
Por fim envolva delicadamente as claras em castelo, distribua pelos copos com a compota e reserve no frigorífico pelo menos 3 horas antes de servir.

Notas:

Se tiver arandos (cramberries) frescos ou congelados, use-os pois são bastante melhores como é óbvio. Se apenas dispor de arandos secos, pois são os mais vulgarmente encontrados por cá, hidrate-os em água morna ou no licor antes de usar.
Pode substituir os arandos por framboesas ou ginjas.

Adaptado da revista: Delicious de Novembro de 2008

Veja também: Doce degradée que fica lindo servido em copos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Tarte de limão com merengue

Esta sobremesa é a preferida do Gaston, e é sempre feita pela piolha. De facto depois dos crepes é a sua especialidade.
Na foto aparecem duas tartes, uma feita no aniversário do meu irmão, e a mais recente para a mesa de fim de ano.
Não sou especialista no que toca a merengue, mas a piolha tem um talento inato para ele, acho que é sensibilidade para saber exactamente quando deve parar de bater as claras.
Prometi-lhe que publicava a foto e receita, por isso cá vai.




Usei:
(massa)

200g de farinha
100g de manteiga gelada em cubos
1 c sopa de açúcar
1 c sopa de vinagre de sidra
1 Gema (reserve a clara)

(recheio)

2 Gemas (reserve as claras)
½ Chávena de açúcar
1 c sopa de amido de milho
2 dl de leite
1 Limão (raspa e sumo)

(merengue)

3 Claras
¼ Chávena de açúcar

Fiz assim:

Misture todos os ingredientes da massa, rapidamente usando as pontas dos dedos, ou o robot de cozinha na função intermitente. Forme uma bola e deixe repousar durante uns minutos no frigorífico.
Pré aqueça o forno a 180º.
Estenda a massa e forre uma tarteira aconchegando a massa delicadamente. Se a massa abrir fendas, pegue num pouco de massa e pressione ligeiramente sobre a fenda.
Pique o fundo e os lados da forma com um garfo, cubra com folha de alumínio, coloque uns pesos por cima, e leve ao forno durante 25 a 30 minutos.
Retire os pesos e o papel e leve novamente ao forno até dourar.

Entretanto prepare o creme.
Coloque num tacho, as gemas, o açúcar, o sumo e a raspa de limão e o leite onde dissolveu o amido de milho. Misture bem e leve a lume brando mexendo sempre até engrossar.
Retire do lume e deite sobre a base de massa.

Bata as claras reservadas em castelo firme com o açúcar.
Quando tiver atingido a consistência de merengue, deite colheradas sobre o creme de limão, ou use o saco de pasteleiro para um visual mais elaborado.
Volte a colocar no forno durante 10 minutos, findo esse tempo se o merengue não estiver dourado, ligue a função gril do forno e deixe ficar até atingir o tom desejado.
Retire do forno, e deixe arrefecer completamente sobre uma grade antes de desenformar.

Notas:

Sempre que a receita pede raspas de citrinos, escolha frutos não encerados.
Depois de usar a raspa, retire o sumo e congele em cuvetes, utilize depois em receitas ou para aromatizar bebidas.

Adaptado de: "Receitas escolhidas" de Maria de Lurdes Modesto.

Veja também: Tarte de maçã.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Mousse de maracujá

Quando fiz a pannacotta de chocolate branco com maracujá, fiquei com uma sobra considerável de polpa por usar.
Vítima da tecnologia lancei-me em pesquisas na Internet para me inspirar sobre que fim havia de ter a polpa de maracujá. Apetecia-me uma sobremesa simples e rápida, e nada mais simples e delicioso que a receita que escolhi, pelas mãos da
Pipoka surgiu esta mousse.
Receita testada, aprovada e a repetir pois permite tantas variações de sabores quantas a nossa imaginação quiser.




Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

400 ml de natas
200 ml de leite condensado
400 ml de polpa de maracujá
3 c chá (bem cheias) de gelatina neutra granulada
Um pouco de água para hidratar a gelatina (+ ou – ¼ chávena)


Fiz assim:


Hidrate a gelatina na água fria.
Numa tigela em separado, bata as natas até estarem fofas e reserve.
(Para atingirem uma consistência ideal convêm que as natas tenham pelo menos 33% de matéria gorda).
Leve a gelatina ao microondas durante uns segundos em potência alta, mexa e misture com a polpa de maracujá, junte depois o leite condensado e misture muito bem com vara de arames.
Por fim incorpore as natas de uma forma suave para manter a sua leveza.
Deite o preparado em copos ou taças e reserve no frigorífico até servir, pelo menos 3 ou 4 horas.

Notas:

Segundo as indicações da autora da receita, esta mousse pode ser feita com polpa triturada de várias frutas; por exemplo: manga, morango, frutos silvestres, enfim, vale a imaginação e uma boa receita de base como esta.

Adaptado do blog: Three fat ladies.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Queques de banana e aveia

Aproveito sempre as férias para colocar os livros e o cinema em dia, e prefiro fazê-lo no Outono ou no Inverno, livros e televisão combinam com aconchego, lareira e pantufas, e combinam também com bolinhos e biscoitos acabadinhos de fazer.
Decidi juntar xarope de ácer ou plátano (maple sirup) com a banana e a aveia, e o resultado foi excelente quase que não deu tempo dos bolinhos arrefecerem.




Usei:

3 Chávenas de farinha
2 Chávenas de açúcar mascavado claro
2 c chá de fermento
1 c chá de bicarbonato
½ c chá de sal
¼ Chávena de manteiga derretida (+ ou – 60g)
2 Ovos grandes
2 Bananas maduras e esmagadas
1 Chávena de flocos de aveia
¾ Chávena de leite
1 c sopa de xarope de plátano


Fiz assim:

Pré aqueça o forno a 180º.
Peneirar a farinha, açúcar, fermento, bicarbonato e sal, juntar a manteiga, misturar bem e reservar.
Em outra tigela misturar os ovos, o leite, o xarope e as bananas.
Juntar as duas misturas e adicionar a aveia, misturar sem bater a massa.
Colocar a massa em formas de empada ou em caixinhas de papel frisado até 2 terços da sua altura.
Levar ao forno durante 25 a 30 minutos.
Retire e deixe arrefecer sobre uma grade.

Notas:

Pode substituir o xarope de plátano por outro aromatizante a gosto, por exemplo baunilha ou canela, (ajuste quantidades).
Antes de levar os bolinhos ao forno pode decorar o topo com uma rodela de banana ou 1 c chá de flocos de aveia.

Receita adaptada daqui.

Veja também: Queques de arando e laranja.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Pannacotta de chocolate negro com fundo de expresso, especiarias e pêra

A sobremesa do menu feminino chegou carregada de sensualidade e aroma, de facto enquanto fazia o xarope de fundo o aroma do café forte e das especiarias invadiu a minha cozinha deixando o ambiente impregnado de exotismo. Uma maravilha!
Da receita original apenas usei o xarope e as peras, a pannacotta em si foi uma adaptação de uma outra que já por aqui passou e cujo o link vos deixo no final.
Cá em casa a sobremesa agradou a todos quantos participaram no jantar, a mim enfeitiçou-me…




Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

(para o xarope de fundo)

1/3 de chávena de expresso (ou café forte e aromático)
2 Cápsulas de cardamomo verde abertas
1 Pau de canela
1/3 de chávena de açúcar branco granulado fino (caster)

1 Pêra pequena, descascada, s/ sementes e cortada em laminas

2 c sopa água para hidratar a gelatina
2 c chá de gelatina neutra em pó
1/2 Chávena de açúcar mascavado escuro
85g de chocolate extra negro (min. 70% cacau)
2 c chá de cacau amargo
2 Chávena de natas

Fiz assim:

Leve a lume brando os ingredientes do xarope, vá mexendo até dissolver o açúcar.
Junte as lâminas de pêra, deixe cozinhar 10 ou 15 minutos até as peras estarem macias e o xarope engrossar um pouco.
Retire as especiarias.

Coloque as lâminas no fundo das formas ou ramequins, e por cima deite um pouco de xarope.
Deixe arrefecer completamente.

Hidrate a gelatina, mexa e reserve.
Num tacho leve ao lume as natas, o açúcar, e o cacau mexa até levantar fervura, reduza o lume e deixe borbulhar uns minutos.
Retire do lume, adicione o chocolate grosseiramente picado e mexa até este se fundir na mistura. Junte a gelatina hidratada e mexa bem para dissolver.
Leve ao lume novamente, e assim que começar a querer ferver, baixe o lume, deixe fervilhar uns minutos sempre a mexer.
Retire do lume, mexa e reserve até amornar.

Deite o creme sobre o fundo de peras, e reserve no frigorífico durante 4 a 6 horas, ou melhor ainda, de um dia para o outro.

Sirva nos ramequins, ou desenforme mergulhando as formas em água quente, e descolando com a ponta de uma faca virando depois sobre o prato de servir.

Notas:

O uso do açúcar mascavado escuro (de cor castanha) faz a diferença nesta receita. O seu sabor caramelizado liga na perfeição com o chocolate não o adoçando em demasia.

Adaptado de: Donna Hay magazine
Veja também:
Pannacotta de chocolate branco e maracujá.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Ameixas frívolas


Quando publiquei o menu do projecto Y - 3º jantar virtual, prometi que este mês as receitas seriam publicadas, assim sendo cá estou eu a cumprir o prometido.
Esta semana e as receitas salgadas da próxima serão as do Y Pink.
Espero que gostem tal como eu gostei, as receitas têm um denominador comum: são todas fáceis e rápidas.
Este aperitivo de sabor agridoce é surpreendentemente delicioso.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.




Usei:

6 Ameixas secas sem caroço
½ Chávena de Xerez
Miolo e noz picado q.b.
Noz-moscada ralada a gosto
6 Fatias de pancheta ou bacon
6 Palitos de madeira
5 Grãos de pimenta sichuan
1 c chá de açúcar mascavado

Fiz assim:

Com algumas horas de antecedência colocam-se as ameixas a macerar no vinho.
Retiram-se e secam-se com papel absorvente.
Tempere o miolo de noz com a noz-moscada e recheie as ameixas.
Enrole cada uma delas numa fatia de pancheta e prenda com um palito.
Leve ao forno quente até alourar bem e a pancheta largar a gordura, (8 a 10 minutos).

Coloque o xerez num tacho pequeno com o açúcar e a pimenta e leve a lume brando até reduzir e ficar xaroposo.
Sirva as ameixas com o xarope a acompanhar.

Notas:

Não sou grande entendida no assunto mas uma das diferenças entre a pancheta e o bacon é que esta não tem courato e cartilagens.

Adaptado do livro: Afrodite” de Isabel Allende

Veja também:
cestinhas de chévre com ameixas.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Blondies de chocolate branco e macadamias

Para uma chocodependente como eu, chocolate branco não é chocolate e devia ter outro nome. Mas isso não quer dizer que não goste, gosto muito embora não tanto como o fabuloso chocolate amargo com pelo menos 70% de cacau.
Fiz estes blondies porque a combinação macadamias e chocolate branco é uma das deliciosas combinações do universo culinário.
Ficaram uma delícia com a sua “casquinha” crocante e interior macio e húmido…




Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

125g de manteiga sem sal
250g de chocolate branco picado grosseiramente
4 Ovos grandes
1 c chá de sal
250g de açúcar granulado
2 c chá de extracto de baunilha
300g de farinha
200g de macadamias picadas grosseiramente
1 “Mão cheia” de pepitas de chocolate branco

Fiz assim:

Pré aqueça o forno a 170º e prepare um tabuleiro com bordas altas e com (+ ou -) 25cm x 20 cm, untando-o com manteiga e forrando-o com papel vegetal também untado.
Em banho-maria derreta o chocolate e a manteiga. Reserve.
Numa tigela grande bata os ovos com o sal até ficarem espumosos, junte o açúcar e a baunilha e continue a bater até obter uma mistura fofa.
Incorpore o chocolate com uma espátula e depois a farinha.
Por fim junte as macadamias e as pepitas delicadamente.
Deite o preparado na forma, levante-a sobre a bancada e deixe-a cair sobre o fundo para eliminar as bolhas de ar.
Leve ao forno durante 35.
Deixe arrefecer completamente e depois coloque no frigorífico durante 1 hora antes o cortar em cubos.

Notas:

Não é muito fácil encontrar em Portugal macadamias sem sal. Para retirar o sal lave as macadamias em água fria corrente e seque-as muito bem em papel absorvente.

Ligeiramente adaptado o livro: “How to be a domestic goddess” de Nigella Lawson

Veja também:
mini bolos de limão com cobertura de chocolate branco.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Biscoitos de tangerina e anis

As ideias para os biscoitos de oferta de Natal, não param de surgir umas atrás das outras na minha cabeça, e o tempo para as concretizar não está de acordo com a quantidade de combinações e formatos que povoam o meu imaginário.
Estes resultaram na perfeição, a combinação laranja (neste caso tangerina) e anis sempre me agradou e a massa é simples e rápida de fazer.
Fica assim mais uma sugestão para presentear amigos e colegas com algo feito por nós com muito carinho.




Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

100g de açúcar amarelo
300g de farinha
150g de manteiga
1 Ovo
1 Casca de tangerina ralada
1 c chá de fermento
1 c chá de bicarbonato
¼ c chá de sal
1 c chá de anis estrelado moido

Fiz assim:

Peneire a farinha com o fermento, o bicarbonato, o sal e o anis. Reserve.
Bata a manteiga com o açúcar até ficar cremoso.
Junte o ovo e a casca de tangerina e bata novamente raspando os lados da tigela.
Incorpore os ingredientes secos e misture bem até obter uma massa facilmente moldável.

Se usar o dispara biscoitos: Unte o tubo e a ponta escolhida, molde a massa num rolo e coloque dentro do aparelho.
Dispare os biscoitos sobre um tabuleiro forrado com papel vegetal ou tapete de silicone.

Se usar corta biscoitos: Envolva a massa em película aderente e reserve no frigorífico pelo menos durante 30 minutos antes de estender com o rolo enfarinhado e cortar.

Se moldar os biscoitos à mão: Retire pedaços de massa com uma colher, molde uma bolinha, coloque no tabuleiro e achate ligeiramente com um garfo.

De qualquer das maneiras escolhidas, leve ao forno pré aquecido a 190º durante 15 ou 20 minutos.
Retire e deixe arrefecer em cima de uma grade antes de guardar em recipiente hermético.

Notas:

Nunca consegui encontrar o anis estrelado moído aqui em Portugal, o que usei veio comigo na bagagem de Londres. Se não conseguir encontrar pode sempre moer as sementes do anis estrelado ou substituir por outra especiaria a gosto, como a canela ou erva-doce.

Receita adaptada da receita básica do manual do dispara biscoitos.

Veja também:
biscoitos de especiarias.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Bolo de milho e amêndoa

Já vos aconteceu terem uma receita em espera para fazer, e o tempo vai passando, passando… e não há meio de surgir a oportunidade?
Este bolo estava nessas circunstâncias, até que um acaso fez a ocasião surgir.
Chegada a casa com o saco dos mantimentos, e enquanto os arrumava, dei com 3 ovos rachados vitimas do não tão adequado transporte: a bicicleta!
Sem querer incluir mais proteínas no jantar o bolo finalmente, e em boa hora, saiu do papel.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Usei:

250g de manteiga amolecida
1 Chávena de açúcar branco fino
3 Ovos
Sumo e raspa de duas laranjas
1 Chávena de farinha de milho
1 c chá de fermento
150g de amêndoas moídas

Para a calda:
(opcional)
125g de açúcar branco granulado
50 ml de água
1 Pau de canela

Fiz assim:

Separe as gemas das claras, bata as claras em castelo firme e reserve.
Bata a manteiga com o açúcar, adicione as gemas, o sumo e raspa de laranja e bata mais um pouco.
Junte a farinha de milho, o fermento e as amêndoas e misture bem.
Por fim incorpore as claras batidas.

Unte bem com manteiga uma forma lisa e polvilhe com farinha de milho.
Deite a massa e leve a cozer em forno pré aquecido a 180º, durante 1 hora.

Prepare a calda, levando ao lume os ingredientes durante 4 minutos.
Depois do bolo estar cozido, volte a aquecer a calda, espete o bolo com um palito e deite a calda.
Espere arrefecer e desenforme.

Outras opções: Espremer uma laranja sobre o bolo morno e polvilhar de açúcar.
Ou, fazer um creme com açúcar em pó e sumo de laranja e deitar sobre o bolo de forma irregular.

Notas:

A farinha que usei foi a semolina, uma farinha de milho integral com uma moagem um pouco mais grossa. Conferiu ao bolo uma textura diferente do habitual e muito agradável.
Conforme poderão verificar, na receita indico uma forma lisa e na foto aparece uma forma canelada, pois é, vão pelo que eu digo e não olhem ao que eu faço, pois a minha escolha não foi a melhor. Aconselho por isso uma forma de anel.
No final, apenas espremi uma laranja sobre o bolo.

Fonte: “Cozinha Grega” da Parragon.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Frango com molho de nozes


Sou uma fã incondicional da dieta mediterrânica, por isso não resisto à tentação de levar para casa todos os livros e revistas de culinária Portuguesa, Espanhola, Italiana, Grega, e aí por diante, que se atravessam no meu caminho.
As nozes são o meu fruto seco preferido, fazem parte de quase todas as saladas de legumes crus que preparo, e por isso este molho saltou-me imediatamente à vista.
Um prato diferente, saudável, de fácil preparação e muito bom.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Usei:

1 Frango sem pele e cortado em pedaços
1 Limão
4 c sopa de azeite
100 ml de vinho branco seco
150 ml de caldo de galinha
1 Folha de louro
Sal & pimenta
100g de nozes
2 Dentes de alho
150 ml de iogurte grego
Salsa picada para servir

Fiz assim:

Esfregue o frango com o limão.
Aqueça o azeite no wok, junte os pedaços de frango e deixe alourar bem.
Regue com o vinho e deixe levantar fervura. Junte o caldo e o louro, tempere de sal e pimenta e deixe apurar em lume muito brando durante mais ou menos 30 minutos, ou até o frango ficar tenro e o caldo estar bastante reduzido. Vá mexendo ocasionalmente e se necessário junte uns pingos adicionais de caldo.

Entretanto, triture as nozes juntamente com o alho até obter uma pasta.
Transfira o frango para um refractário e mantenha-o quente.
Envolva o puré de nozes e o iogurte no pingo que ficou no wok e aqueça em lume brando mexendo durante uns minutos sem deixar ferver. Tempere de sal e pimenta, deite sobre o frango e guarneça com salsa picada.
Sirva bem quente.

Notas:

È importante retirar a pele ao frango para preparar este prato, caso contrário o sabor da gordura ficará muito evidenciado tornando o prato desagradável.
Fonte: “Cozinha grega” da Parragon

Veja também: Frango estufado sing-sing.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mousse de lima

Embora o Inverno se aproxime a passos largos e pareça um pouco descabido uma mousse fresca de sabor cítrico numa altura destas, eu não podia deixar de partilhar convosco esta delícia.
Lembram-se quando vos disse que
eu e o limão nos reconciliamos?! Pois é, agora andamos enamorados e tem sido bom para ambas as partes :-)
Esta sobremesa foi eleita pelo provador oficial cá de casa como a melhor dos últimos tempos, não sei se é a minha opinião pois eu continuo fiel ao meu chocolate, o limão é um flirt, mas que é bom isso eu vos garanto!


Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

2 c chá de gelatina neutra em pó
¼ Chávena (mal medida) de água fria
3 Ovos
80g + 30g e açúcar branco granulado fino (caster)
1,5 dl de sumo de lima (3 limas aproximadamente)
2 dl de natas frescas

Fiz assim:

Coloque a gelatina a hidratar na água e reserve.
Separe as gemas das claras, e bata as gemas com os 80g de açúcar até ficarem fofas e esbranquiçadas.
Leve a gelatina ao microondas durante, (mais ou menos), 20 segundos e na potência máxima.
Junte a gelatina derretida com o sumo de lima e mexa para misturar e amornar.
Adicione a mistura de gelatina e sumo ao creme de gemas e misture bem.
Bata as claras em castelo firme, junte o restante açúcar e bata mais um pouco até ficarem espessas.
Adicione as claras batidas a pouco e pouco ao creme de gemas, comece por adicionar uma colher de claras, envolva delicadamente e repita a operação até esgotar as claras.
Bata as natas até espessarem e adicione-as à mousse.
Coloque em taças ou copos e reserve no frigorífico até servir.

Notas:

A receita original pede 4 folhas de gelatina, no entanto eu prefiro sempre a gelatina granulada, pois não se corre o risco de encontrar vestígios desagradáveis no doce.
O cálculo da quantidade de gelatina tem sido até agora a “olho”, numa proporção de 1 colher de chá de gelatina, para 1 chávena de creme.

Adaptado de: Revista Saberes & Sabores nº 171 de Maio/2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Tartelettes de limão e chocolate

Quando preparei a sobremesa do 2º jantar virtual , sobrou-me uma porção considerável de lemon curd, como o casamento limão chocolate é sobejamente conhecido como sendo um casamento feliz, surgiu esta sobremesa deliciosa aqui sob a forma de tartelettes mas pode muito bem ser feita em tarteira comum.
Única chamada de atenção: mantenha o lemon curd no frigorifico e decore a tarte só na hora de servir.


Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

Para a massa:

235g de farinha
1 c café sal fino
120g de manteiga
90g de açúcar branco granulado fino (caster)
30g de amêndoas moídas
1 Ovo

Preparação da massa:

Misture a manteiga amolecida, o sal fino, o pó de amêndoas, o ovo e cerca de 60g de farinha.
Assim que estiver homogéneo junte a restante farinha e trabalhe a massa só o suficiente para incorporar.
Cubra e reserve no frigorífico pelo menos durante 30 minutos.
Estenda a massa em pequenos pedaços de cada vez, e forre as formas de tartelettes.
Coloque por cima um pouco de papel de alumínio e em cima coloque pesos, (eu uso pedras de aquário, há quem use grão seco ou feijão).
Leve ao forno pré aquecido a 180º durante 15 minutos.
Retire o papel e os pesos e deixe alourar. Retire do forno e deixe arrefecer um pouco.

Lemon curd

Ingredientes:

½ Chávena de sumo de limão
Raspa muito fina de 1 limão
2 Ovos
3 Gemas
1 c sopa de leite
½ Chávena de açúcar
6 c sopa de manteiga com sal

Preparação:

Bata os ovos e as gemas com o leite e o açúcar até ligarem, de seguida junte o sumo e as raspa de limão, mexa, adicione a manteiga e leve a lume médio, mexendo sempre até a mistura engrossar um pouco e cobrir as costas da colher.
Retire do lume, coloque numa tigela ou frasco, deixe arrefecer e guarde tapado no frigorífico.

Creme de chocolate

Ingredientes:

150g de chocolate meio amargo (cerca de 54% de cacau)
150g de manteiga meio sal
1 Ovo
2 Gemas de ovo
20g de açúcar em pó (impalpável)

Preparação:

Derreter a manteiga em banho-maria, retirar do lume e juntar o chocolate picado, mexer até o chocolate fundir.
Bater os ovos com as gemas e açúcar até ter uma mistura espumosa e esbranquiçada.
Envolver o chocolate delicadamente.

Montagem das tartelettes:

Sobre a massa arrefecida deitar 3 c sopa de lemon cur, alise e cubra com o creme de chocolate.
Leve ao forno pré aquecido a 170º durante 10 a 15 minutos.

Depois de frias e na altura de servir decore com o restante lemon curd a gosto.

Créditos:

Lemon curd – Alice Waters “The art of simple food”
Creme de chocolate – Pierre Hermé “Larousse du chocolat”
Massa açucarada de amêndoas –
Neste blog