terça-feira, 31 de julho de 2007

Já cá estou!!!!!

Obrigada a todos pelos votos de boas férias, já estou de volta, não foram umas férias propriamente ditas, visto ter ido com compromissos musicais e a ansiedade atacou ao ponto de me deixar um pouco em baixo de forma.


As experiências gastronómicas não foram muito boas, pois quando se viaja em grupo e com horários apertados e muito rígidos, não é fácil. No entanto, há algumas coisinhas que comprei e que vos vou mostrar.

Melhores momentos: Monte Carlo / Provence / Pirinéus

Piores momentos: Côte D'Azur, mais propriamente: St. Tropez

E claro, o melhor de tudo o estrondoso êxito que foi o nosso concerto.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Ausência temporária


Queridos visitantes:

Vou estar ausente até ao final do mês, não são férias propriamente ditas, vou estar em digressão musical por França, Mónaco, Espanha e Andorra.
Espero ter oportunidade para algumas experiências gastronómicas que depois partilharei com todos.
Beijocas, e até ao meu regresso.

Sopa de peixe à moda de Almeirim

De mão dada com a sopa de pedra esta sopa ganhou estatuto junto dos restaurante típicos da cidade de Almeirim.
A receita foi transmitida á minha mãe por uma cozinheira de um desses restaurantes, por isso a sua autenticidade é garantida.
Sei que com o tempo quente não apetece sopa, mas esta é tão nutritiva que dispensa segundo prato.

Então é assim:


Usei:


Peixe (a gosto)
Batatas
Cenouras
1 Pimentão vermelho
1 Cebola
1 Dente de alho
1 Copo de vinho branco
Algumas gotas de vinagre de vinho branco
Tomate
Coentros
Azeite

Fiz assim:


Refoga-se ligeiramente as cebolas no azeite, junta-se o pimento vermelho, (que em Almeirim se chama catalão), o tomate, o alho, o vinho branco e o vinagre. Quando ferver junta-se o peixe, baixa-se o lume e deixa-se estufar.

À parte prepara-se uma base de batata e cenoura, (em puré como se fosse para sopa vulgar), e reserva-se.

Depois do peixe estar cozinhado, retira-se do tacho, livra-se de pele e espinhas e reserva-se.
Passa-se o caldo da cozedura do peixe pela varinha mágica, e depois pelo passador. Adiciona-se o puré de batata e cenoura, tempera-se de sal e rectifica-se a consistência do caldo. (aqui, aconselho a reservar alguma água da cozedura das batatas para acrescentar à sopa no caso desta estar muito espessa).
Deixa-se apurar um pouco, junta-se o peixe.

Polvilha-se de coentros frescos picados e serve-se com cubos de pão torrado.



Notas:

Pode acrescentar-se marisco a gosto, neste caso, chamaria-se sopa rica de peixe.Pode ainda ser servido, para além do pão torrado, com ovo cozido picado.

Bom apetite!!!!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

O arroz da Zézinha

Este arroz foi inspirado numa receita que a minha querida amiga e colega Zézinha costuma fazer, e como boa pessoa que é partilha com todos os seus segredos de sucesso.

Eu alterei um pouco o caldo da cozedura da peça para ficar mais aromático no original leva caldo de galinha pré feito.

Os frutos secos são ao gosto pessoal, eu gosto muito de pinhões, passas pretas e pistachios. Mas a minha amiga utiliza passas e amêndoas.

Em homenagem à nossa amizade, cá vai:

Usei:

1 Galinha ou frango do campo
1 Cebola
2 Cenouras
1 Ramo de salsa
Pimenta em grão
Sal
1 Chouriço de carne ou pedaço de Bacon ou presunto
1 Folha de louro
Azeite
1 Cabeça de alhos média
Arroz
Frutos secos (passas, pinhões, amêndoas, pistachios)

Fiz assim:

Coloca-se a galinha a cozer, aromatizando o caldo com: chouriço, cebola as cenouras, o louro a salsa a pimenta, um dente de alho e sal q.b. até a carne ficar macia e se desprender dos ossos.
Tira-se os ossos á galinha, desfia-se a carne e reserva-se.
Côa-se o caldo, e reserva-se.
Prepara-se um arroz solto com a parte necessária do caldo.
Salteiam-se os frutos secos para avivar o sabor.
No wok, coloca-se o azeite a aquecer e fritam-se os alhos, (podem ser só esmurrados ou esmagados para soltar o óleo).
Junta-se a carne e vai-se salteando para ganhar sabor, (se secar muito pode juntar-se uma concha do caldo de galinha), adiciona-se os frutos secos e o arroz, envolve-se. Rectificam-se os temperos.
Coloca-se em recipiente que possa ir ao forno e à mesa, e leva-se ao forno só para alourar.


Notas:

Este arroz pode servir-se quente, acompanhado de salada de legumes, mas também funciona como prato frio.

Como demolhar bacalhau

Um ingrediente precioso como o bacalhau, merece a nossa atenção ainda antes de o confeccionar, por isso seguem algumas dicas que poderão ser úteis.


1. Comece por retirar o excesso de sal, passando o bacalhau sob um fio de água corrente.

2. Demolhe o bacalhau seguindo um destes processos:

24 horas - Coloque-o de molho em água fria durante um dia, trocando a água 8 vezes.

48 horas - Coloque-o de molho em água no frigorífico, trocando de água de 6 em 6 horas.

Demolha rápida - Leve-o ao lume até levantar fervura, escorra e passe por água fria.

Repita a operação até estar do seu agrado.

3. Depois poderá congelar o bacalhau.
Enxugue bem as postas com um pano limpo, pincele com azeite e guarde no congelador.

Fonte: Marca Pascoal

Medidas e equivalencias

Em receitas de culinária e doçaria, aparecem frequentemente chávenas e colheres mencionadas com o valor de medidas.
Dado que umas e outras existem de variadíssimas dimensões, o que poderia conduzir aos mais imprevistos e nem sempre favoráveis resultados, estão convencionadas as respectivas medidas para evitar confusões: 1 chávena equivale a 2 ½ dl e 1 colher de sopa á sétima parte de 1 dl.
Existem á venda jogos de colheres graduadas que podem ir de 1 colher de sopa até ¼ de colher de chá. Consideram-se certas as medidas desde que, depois de cheias se nivelem com a faca, de maneira a ficarem perfeitamente rasas.
Seguem-se as equivalências de chávenas e colheres dos ingredientes mais vulgarmente utilizados, tendo em atenção que todos eles se medem sem calcar, exceptuando as gorduras e o açúcar amarelo, que devem ser bem calcados.


1 CHÁVENA DE … / EQUIVALE A …

Açúcar amarelo / 200g
Açúcar branco / 195g
Açúcar pilé / 220g
Arroz / 200g
Banana / 180g
Cacau em pó / 105g
Chocolate em pó / 140g
Claras de ovos / 8 a 10 unidades
Coco ralado / 80g
Farinha de milho / 120g
Amido de milho / 90g
Farinha de trigo / 200g
Gemas de ovos / 12 a 15 unidades
Gordura / 225g
Icing sugar / 140g
Liquido (água, leite) / 2 ½ dl
Maçã / 150g
Amêndoa com pele / 150g
Amêndoa sem pele / 140g
Nozes / 115g
Ovos inteiros / 5 unidades
Pão ralado / 150g
Passas corinto / 135g
Passas Málaga / 150g
Passas sultanas / 200g
Queijo ralado / 50g


1 COLHER DE SOPA … / EQUIVALE A …

Açúcar amarelo / 10g
Açúcar branco / 10g
Açúcar pilé / 15g
Arroz / 12g
Farinha trigo / 10g
Farinha araruta / 10g
Farinha arroz / 11g
Farinha batata / 9g
Farinha milho / 9g
Gordura / 13g
Amido milho / 8g
Pão ralado / 10g
Sal fino / 14g
Sal grosso / 17g
Sêmola / 11g
Tapioca / 9g


Fonte: "O livro de pantagruel"

Beijinhos de sogra

Estes bolinhos são simplesmente deliciosos.

Já nem me lembro quando os fiz pela primeira vez, (por isso não vos posso confirmar a fonte, mas uma coisa é certa: ainda não havia Internet), o aroma da canela, azeite e café conferem-lhe um travo rústico muito agradável.

Não aconselho a substituir o azeite por óleo, ficam melhor confeccionados com açúcar amarelo areado, mas também funciona com açúcar branco. Pode ainda adicionar-se frutos secos.

Espero que experimentem e gostem.

Boa semana.


Usei:

500 g de açúcar amarelo
4 ovos
1,5 dl de café forte
2 dl de azeite
1 colher sopa de canela
400 g de farinha
1 colher chá de fermento


Fiz assim:

Prepara-se o café forte e de preferência aromatizado com um “golpe” de rum, um pau de canela ou uma vagem de cardamomo.

Bate-se as gemas com o açúcar, junta-se o café, o azeite e a canela e continua a bater-se até formar um creme.

Batem-se as claras em castelo firme com uma pitada de sal, e juntam-se ao creme alternando com a farinha onde se juntou o fermento.

Deita-se o preparado num tabuleiro untado com margarina e polvilhado de farinha e vai ao forno.

Depois de pronto, desenforma-se para cima de um pano de cozinha, corta-se em cubos e polvilham-se de açúcar branco e canela.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Strogonoff

Esta receita está no meu caderninho de receitas desde a minha infância, pois desde cedo desenvolvi curiosidade sobre outros sabores.

Demorei tempo, a conseguir confecciona-la com sucesso, para nós agora é fácil, mas na minha infância e no local onde morava, não era fácil reunir alguns ingredientes para nós hoje tão comuns como o Conhac, o tomilho ou até mesmo as natas.

Hoje em dia faz parte da nossa alimentação, e chamamos-lhe, em jeito de brincadeira: “A comida que se liga e desliga”.
Então cá vai:

Ingredientes

Carne de bovino (de preferência lombo)
Cenouras
Cebolas
Cogumelos frescos
Sal
Pimenta
Vinho branco (de boa qualidade)
Polpa tomate
Mostarda
Louro
Tomilho
Natas
Conhac

Confecção

Corta-se a carne ás tirinhas, e coloca-se numa taça.
Tempera-se de sal e pimenta, junta-se as cenouras cortadas ás rodelas finas, a cebola picada, o louro e o tomilho. Rega-se com o vinho branco e deixa-se marinar pelo menos 12 horas. (Costumo deixar a marinar de véspera, a carne fica muito saborosa e tenra).

Laminam-se os cogumelos e salteiam-se. (Como utilizo o wok não uso gordura, mas a receita original fala em margarina, tanto para os cogumelos como para a carne).
Reservam-se.

Reduz-se a marinada a metade. (Ou seja, vai ao lume até reduzir o volume).
Reserva-se.

Salteia-se a carne em lume esperto, (nesta altura costumo tirar as ervas e deixar os restantes sólidos da marinada), durante mais ou menos 5 minutos, aquece-se o conhac numa concha, junta-se à carne e puxa-se fogo, junta-se os cogumelos e a marinada passada por um passador, adiciona-se a polpa de tomate e a mostarda, passa para lume brando e deixa-se estufar.
Na altura de servir, junta-se as natas, deixa-se aquecer rectifica-se os temperos e serve-se com arroz de manteiga, ou outro acompanhamento a gosto.

Espero que gostem!