quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Sangria da Zeza

Ter amigos é uma riqueza. E para mim é um enorme prazer recebe-los em minha casa, sentar-mo-nos em volta da mesa à conversa sobre tudo e mais alguma coisa, é certo que o assunto mais abordado em minha casa é a musica, essa linguagem universal que une povos e que nos une em conversas que se alongam horas a fio sem dar-mos por isso.
Acabamos sempre a tocar e a cantar; é necessário regar as gargantas e os espíritos, e para isso os meus amigos estão habituados ao nosso tradicional “balde de sangria”, e quando digo balde não é exagero, pelo contrário, é mesmo muito grande o recipiente do precioso elixir, não se iludam pela foto!

Para todos vocês, amigos reais e virtuais, aqui vai a fórmula:

Usei:

2 L vinho tinto maduro de boa qualidade
1 L de refrigerante tipo 7UP
2 Laranjas
1 Limão
1Lima
1 Maçã
2 Pêssegos ou nectarinas
400 g de açúcar amarelo
2 Paus de canela
1 Folha de louro
4 Cravos-da-índia ou sementes de 1 vagem de cardamomo
2 Estrelas de anis
1 copo (shot) de kirsh ou outra aguardente de frutos
3 Hastes de hortelã-pimenta ou poejo
1 Bloco de gelo

Fiz assim:

Com antecedência de 1 hora e meia, corte as frutas e deixe a macerar com o açúcar e as especiarias.
Junte o vinho (que deve estar muito fresco), e as ervas.
Mexa bem para dissolver o açúcar.
Na hora de servir, junta-se o refrigerante com cuidado para não perder o gás, e o gelo.
Acompanhe com amigos, conversas animadas e petiscos!

Notas:

O gelo deverá ser em blocos grandes e não em cubos para não aguar demasiado a bebida.
Uma boa técnica, é aproveitar os pacotes de sumos de fruta, ou utilizar sacos de plástico para gelar a água.
A aguardente de frutos pode ser substituída por licor a gosto, ou rum.
Com a devida antecedência, o vinho pode ser aquecido (sem ferver), com as especiarias, e assim tomar melhor o aroma das mesmas. Deixar depois arrefecer e colocar no frigorífico de maneira a estar bem frio ao ser utilizado.
Divirtam-se!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Massa fresca com as cores da minha bandeira

Lembram-se do meu entusiasmo com este meu novo "gadget"?
Passado pouco tempo, verifiquei com muita alegria que a
Andreia do Dia de Domingas, também tinha adquirido a sua máquina de massa, ela no entanto foi mais generosa que eu, pois publicou a receita básica.
Hoje ao reunir-me com vocês no
cozinhas do mundo, vi que a Fer do: Chucrute com salsicha, também tinha colocado as mãos na massa.
Assim decidi partilhar convosco mais este ensaio, desta vez com as cores da minha
bandeira.

Usei:

Massa base:
1 Ovo para cada 100g de farinha sem fermento e sêmola para polvilhar

Massa verde:
Substituir 1 ovo da massa base por o equivalente (+- 1 chávena de chá), em espinafres apenas cozidos em água, escorridos e reduzidos a puré.

Massa vermelha:
Substituir 1 ovo da massa base por uma beterraba cozida e reduzida a puré.

Fiz assim:

Abre-se uma cova na farinha, junta-se os ovos, e vai-se incorporando na farinha, com movimentos circulares de dentro para fora.
Não é necessário amassar muito, só o suficiente para moldar uma bola, que se polvilha com sêmola e se envolve em película aderente para se deixar a repousar no frigorífico, pelo menos 30 minutos.

No caso da massa colorida, procede-se da mesma maneira, incorporando o puré depois dos ovos.
Depois da massa descansar, corta-se um pedaço, espalma-se e enfarinha-se antes de começar a passar nos cilindros, passa-se duas ou três vezes na mesma espessura antes de passar à mais fina, enfarinhando bem entre cada passagem e dobrando as pontas para adquirir uma forma regular.


Notas:

À massa base pode ser adicionada pimenta acabada de moer, ou ervas picadas finamente.
A sêmola não é indispensável, farinha serve perfeitamente.
Para esparguete ou talharim, não é conveniente ultrapassar a posição 4 do cilindro.
A massa fresca demora menos tempo a cozer, entre 2 e 4 minutos.
Se não for usar logo, guarde no frigorifico.
Depois de seca pode ser guardada em frascos.

Não é linda a minha bandeira?

Fonte: "Na cozinha com Jamie Oliver"

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Caril de frango

Já vos tinha aqui falado da minha curiosidade desde a infância, em experimentar outros sabores.
Este é um prato comum, que hoje em dia está presente em muitas cozinhas, mas mesmo assim decidi partilhar convosco, pois, antes de esta receita ser aprovada como saborosa, fácil e rápida, outras foram testadas com menos sucesso.
Desta vez queria fazer a minha própria mistura de especiarias, tendo por base a receita de
Garam massala da Andreia, mas quis o destino que o meu moinho desse um trambolhão e ficasse para sempre incapacitado de desempenhar a sua tarefa de moer, por isso utilizei uma mistura de boa qualidade. Espero que gostem!

Usei:

1 Frango
1 Cebola
Óleo de amendoim q.b.
3 c sopa de pó de caril
vinagre de vinho branco q.b.
3 c sopa de polpa de tomate
2,5 dl de leite de coco
sal q.b.

Fiz assim:

Mistura-se o pó de caril com o vinagre de modo a ficar com a textura de uma papa, mexe-se e incorpora-se a polpa de tomate. Reserva-se.
Parte-se o frango em pedaços.
Numa caçarola ou wok anti aderente (de preferência), coloca-se o óleo e refoga-se ligeiramente a cebola picada.
Junta-se o frango e salteia-se até perder a cor de cru. Tempera-se de sal., e adiciona-se o preparado de caril, envolve-se bem, e deixa-se aquecer a mistura, rega-se com o leite de coco, mexe-se para evitar pegar, baixa-se o lume e deixa-se estufar até o frango estar macio.

Acompanhe com arroz jasmim cozido no leite de coco, aromatizado com cravinho e uma estrela de anis.

Notas:
Indiquei o óleo de amendoim, mas poderá ser usado outro desde que tenha sabor neutro.

Esta receita fica muito boa preparada com sobre coxas de frango, no entanto, é mais económico comprar o frango inteiro, partir e aproveitar a carcaça para preparar um caldo que pode ser congelado e usado posteriormente.Para alem da economia que representa, o sabor de um caldo caseiro não se compara aos pré confeccionados.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Pá no forno com bagas de zimbro

Com esta receita vou revelar-vos um dos primeiros truques e dos mais úteis que a minha mãe me ensinou.
Um dia a minha mãe disse-me: “Filha, se não souberes como cozinhar uma peça de carne ou peixe, fazes uma boa cebolada, deitas por cima e levas ao forno”.
E não é que resulta com quase tudo, até com bacalhau.
Dispensa a preparação com muita antecedência como deixar a marinar, e a peça fica macia e muito saborosa.
Com a experiência fui rectificando os temperos caso fosse para carne ou peixe, embora a base seja sempre a mesma. No caso deste prato adicionei o zimbro, bagas de sabor muito forte por isso não se pode exagerar.

Usei:

1 Pá de porco com osso
6 Tiras finas de bacon
3 Cebolas
1 Dente de alho
2 c sopa de massa de pimentão
2 Tomates maduros, ou polpa
1 Folha de louro
1 c sopa de molho inglês
Sal qb
Pimenta qb
Cominhos qb
2 cravinhos
5 bagas de zimbro
Azeite
Salsa
1 Copo de vinho branco

Fiz assim:

Coloca-se a peça num tabuleiro (usei tabuleiro de barro), por cima dispõem-se as tiras de bacon.
Numa frigideira funda, leva-se ao lume o azeite, junta-se as cebolas ás rodelas ou meias luas e o alho, deixa-se amolecer sem fritar, adiciona-se o tomate e a massa de pimentão (se não tiver pode ser um pouco de colorau ou paprica), quando começa a querer secar junta-se o vinho e os restantes temperos com excepção da salsa e do zimbro.
Deita-se a cebolada por cima da carne, polvilha-se com a salsa e com as bagas de zimbro. E vai ao forno forte até assar.


Notas:

Ter atenção ao sal do bacon e da massa de pimentão, costumo colocar o sal na cebolada e não na carne, pois assim dissolve-se e actua de maneira mais uniforme.
Tenho por hábito colocar uma folha de alumínio por baixo e outra por cima, e depois fechar tipo papelote. Assim os sucos mantêm-se e a carne fica muito macia. Retirar a folha de cima um pouco antes de estar pronto se quiser um efeito mais dourado.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Bolachas de gengibre

O meu gengibre estava a ficar quase passado, ou então pronto para ser plantado, e eu decidi que me apeteciam umas bolachinhas crocantes para acompanhar um cházinho ou mesmo só um copo de leite fresquinho ao lanche.
Iniciei então numa busca pelos meus livros de receitas, cadernos, recortes, revistas, enfim… tudo o que estava ao meu alcance. Encontrei várias receitas, mas cheguei à conclusão que a minha biblioteca deve estar a ficar ultrapassada, pois todas as receitas pediam gengibre em pó. Então, e como faz parte da minha personalidade de ensaísta culinária, deitei mãos à obra e decidi fazer uma das receitas com gengibre fresco e com mais alguns retoques.
O primeiro tabuleiro, foi para o forno com as bolachinhas “nuas”, o segundo com cristais de açúcar, o terceiro com sementes de papoila e finalmente com sementes de linhaça. Resultado: Todos bons!

Usei:

70g de manteiga com sal
100g de açúcar mascavado
100g de açúcar amarelo areado
2 Ovos
1 Pitada de sal
1 Pedaço de gengibre fresco (+- 5cm) ralado
Ou 2 colheres de café de gengibre em pó
400g de farinha
1 Colher de café de fermento

Fiz assim:

Bate-se primeiro a manteiga até ficar macia.
Junta-se o açúcar e bate-se bem até ficar cremoso.
Juntam-se os ovos ligeiramente batidos com o sal.
Junta-se o gengibre e bate-se até incorporar tudo.
Por fim adiciona-se a farinha peneirada com o fermento.
Molda-se uma bola, podendo ser preciso ou não adicionar mais farinha, envolve-se em película aderente, e deixa-se repousar no frigorífico pelo menos durante 1 hora.
Preparam-se 2 tabuleiros forrando-os com papel vegetal, untado com margarina e polvilhados com farinha.
Estende-se a massa numa superfície ligeiramente enfarinhada com o rolo igualmente enfarinhado, de maneira a ficar fininha, e cortam-se as bolachas com forma própria ou com um copo de boca fina, (não convêm ser muito grande máximo 3 ou 4 cm de diâmetro).
Levam-se as bolachas ao forno no tabuleiro até estarem douradinhas.
Deixe arrefecer antes de guardar.

Notas:
Considero instrumentos indispensáveis nesta receita: uma espátula para levantar as bolachas da bancada de trabalho e do tabuleiro; os corta-bolachas e uma rede ou peneira virada ao contrário para as arrefecer.
As bolachas conservam-se estaladiças se guardadas em recipiente fechado.
A recompensa:
Muitas bolachinhas deliciosas que acompanharam um chá de limão e canela. A minha cozinha ficou cheia de aromas exótico, e eu fiquei reconfortada.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Rizotto de couve lombarda e salsichas frescas


Este foi o meu primeiro ensaio de rizotto!!

Ao tempo que andava tentada a aventurar-me por este sabor. Li muitas receitas, dei atenção ás notas pessoais nos blogs que visitei, comprei os ingredientes, li as instruções da embalagem do arroz arbóreo, e finalmente deitei mãos à obra.

Não segui nenhuma receita de rizotto das que pesquisei, ou das que tenho em livros, decidi fazer uma receita simples de arroz que normalmente faço, mas com arroz arbóreo e juntando alguns ingredientes que são quase sempre constantes no rizotto, tal como o vinho e o queijo.

Acho que tomei a decisão certa, pois já conhecendo o resultado final da receita, em textura e sabor, foi mais fácil e muito emocionante fazer depois a comparação.

Afinal, a nossa gastronomia tradicional tem muitas receitas de arroz que podem ser confeccionadas desta maneira, todas as receitas que conhecemos e que chamamos de arroz “malandrinho” são adequadas ao arroz arbóreo. Por exemplo: o arroz de pato ou outra ave, (dês de que não vá ao forno), o arroz de polvo de marisco de bacalhau ou outro peixe, no fundo o nosso tão português arroz carolino deve ser “parente” do italiano arbóreo.
(Qualquer dia ainda me arrisco a fazer arroz doce.)


Usei:

4 salsichas frescas
½ embalagem de bacon em cubos
2 cenouras raladas
½ couve lombarda em Juliana
1 fio de azeite
1 chávena de chá de arroz arbóreo
1 copo de vinho branco
1 pedaço de queijo parmesão ralado
1 noz de margarina vegetal
1 pitada de noz-moscada
1 litro de caldo de carne
1 chalota picada

Fiz assim:

Cortei as salsichas em pedaços e salteei-as no azeite juntamente com o bacon.
Adicionei a chalota e deixei alourar um pouco.
Juntei a cenoura e a couve, e tapei para deixar suar os legumes durante mais ou menos 5 minutos.

Temperei com uma pitada de noz-moscada e quando voltou a estar bem quente adicionei o arroz, envolvi e deixei o arroz absorver os sucos dos legumes.
Reguei com o vinho e deixei evaporar.
Fui então deitando conchas de caldo à medida que o mesmo ia evaporando, passados mais ou menos 20 minutos o arroz estava na consistência ideal.
Rectifiquei os temperos.
Retirei do lume, juntei a margarina e o queijo, envolvi cuidadosamente e servi de imediato.

Notas:

Não menciono o sal, porque o caldo estava temperado e o bacon fica salgado depois de salteado.
Uma técnica excelente para cortar as salsichas frescas de maneira que elas não se desmanchem é usar uma tesoura.
O queijo parmesão que se vende já ralado, não é o ideal para o rizotto, deve ralar-se o queijo na hora.
Uso sempre caldos caseiros que preparo quando surge a oportunidade, congelo e depois vou usando.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Estufado de legumes


Eu poderia dizer que o nome deste prato é Ratatouille, mas não posso porque não está conforme o original prato típico francês.
A intenção era de facto ser, mas acabei por aldrabar um pouco e dar-lhe um cunho pessoal conforme o meu paladar e também conforme os legumes que estavam no frigorífico.
È uma opção de refeição muito saudável, de fácil execução e muito saborosa.
Pode por si ser o prato principal, mas também é um óptimo acompanhamento.


Usei:

2 beringelas pequenas
2 courgetes
1 alho francês
3 cenouras
1 pimento verde
1 pimento vermelho
3 dentes de alho
1 cebola roxa
2 tomates maduros
azeite
sal
pimenta
bouquê garni
ervas da província
sal de aipo

Fiz assim:

Comecei por cortar as beringelas em cubos, e deixá-las a repousar com um pouco de sal, durante alguns minutos. (O tempo de preparar os outros legumes).
No wok com tampa, refoguei muito ligeiramente a cebola e o alho no azeite.
Juntei o alho francês fatiado, as cenouras ás rodelas grossas, os pimentos em tiras, o tomate sem peles e sem sementes e as courgetes em cubos assim como as beringelas.
Envolve-se, e tempera-se com sal, pimenta, o sal de aipo e as ervas.
Tapa-se e deixa-se suar em lume brando durante mais ou menos 5 minutos.
Entretanto pré aquece-se o forno.
Junta-se o bouquet garni aos legumes e coloca-se o wok tapado no forno até os legumes estarem macios.

Nota: O molho que resulta da combinação dos sucos dos vários legumes, é delicioso.
Há que ter em consideração, que nenhum liquido (com excepção do azeite), entra na confecção deste prato.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Massa de peixe

Embora de raízes Alentejanas, a massa de peixe não fez parte das comidas da minha infância.
Quando me comecei a interessar pela gastronomia, decidi pesquisar, provar e testar, gostei tanto que a partir daí esta massada é presença frequente na nossa mesa.
Este prato de peixe é muito saboroso e não é de difícil confecção. È do agrado de todos, e uma boa maneira de dar peixe aos mais novos que torcem o nariz ao tradicional peixe cozido com legumes.

Eu faço assim:

Usei:

Peixe
Miolo de amêijoa
Massa cotovelos grandes
Pimento vermelho
Tomate
Coentros
Cebola
Alho
Azeite
Piripiri
Vinho branco
Pimenta preta moída

Fiz assim:

Refoga-se ligeiramente a cebola e o alho no azeite, junta-se o pimento ás tiras e o tomate picado sem peles nem sementes.
Junta-se o peixe, rega-se com um copo de vinho branco, polvilha-se com sal e pimenta e deixa-se estufar em lume brando.

Depois do peixe estar macio, retira-se do tacho, limpa-se de pele e espinhas e reserva-se.
Entretanto, coloca-se no tacho o miolo de amêijoa e se preferir mais alguns mariscos, adiciona-se o caldo suficiente para a massa e tempera-se de piripiri.

Nesta fase, e antes de colocar o marisco, pode retirar o pimento, ou pica-lo mais finamente, ou ainda triturar o caldo.

Quando o caldo levantar fervura deixa-se apurar um pouco e junta-se a massa, (a massa deve ficar caldosa), a alguns minutos do final, adiciona-se o peixe, assim que a massa estiver Al-dente, polvilha-se com coentros picados e serve-se de imediato.

Notas:

Podem adicionar-se ovos escalfados.
È muito importante que a massa não fique seca.