quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Souflé de peixe á Alemã


Receita retirada de uma revista de culinária, daquelas dos anos 80 já esfarrapada, que a minha mãe teve a feliz ideia de testar, foi aprovada por toda a família, e eu já fiz várias vezes. Este prato pode ser muito económico se preparado com pescada e com sobras de pão, sendo assim um prato requintado, de óptimo sabor, saudável e económico.


Usei:

750 g de peixe
2 ou 3 pãezinhos (+- 200g)
3 dl de leite
4 ovos
1 c sopa de salsa picada
1 c sopa margarina
sal
pimenta
noz-moscada
queijo ralado para polvilhar
margarina para untar


Fiz assim:

Coze-se o peixe, (pode aproveitar e fazer um caldo para posteriores utilizações), limpa-se de pele e espinhas e desfaz-se com um garfo.
Numa tigela, desfaça o pão e deite o leite morno por cima, continue a desfazer até embeber todo o leite, (pode ser necessário juntar mais um pouco), pode também usar a varinha mágica para uma consistência mais uniforme.
Separa as gemas das claras, e junte as gemas ao puré de pão, assim como o peixe, a margarina derretida e a salsa, envolva tudo muito bem e tempere de sal, pimenta e noz-moscada.
Bata as claras em castelo com uma pitada de sal, e envolva delicadamente na massa.
Unte uma forma com margarina, polvilhe com queijo ralado, e deite dentro o preparado, alise a superfície e polvilhe com queijo.
Vai ao forno quente durante 20 ou 25 minutos.

Notas:

Em alternativa ao queijo, poderá polvilhar com farinha ou sementes. Neste caso polvilhei com parmesão ralado e sementes de sésamo.
Se utilizar filetes ou lombos, reduz em muito o tempo de preparação.
Acompanhei com puré de batata e legumes cozidos no vapor.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Tarte de noz (pecan)

Um dia destes numa das minhas rondas semanais pelo supermercado, encontrei uma prateleira promocional de produtos dos E.U.A. entre eles havia: manteiga de amendoim, cramberries, nozes pecan, muitos cereais de pequeno-almoço, diversos molhos pré feitos para saladas hamburgers grelhados e massas, etc.
Eu confesso que até pouco tempo atrás achava que os Americanos não tinham grandes tradições culinárias, mas mudei de opinião graças também à blogosfera.
Resultado, comprei nozes pecan e cramberries, e fui a correr ter com a
Cinara para me aconselhar, e que me enviou muitas receitas que espero testar, algumas delas da Fer., todas tão boas que não me conseguia decidir, assim e para ter a certeza do sabor, fiz uma tarte de noz que costumo fazer com nozes normais para poder comparar o sabor, gostei muito, a seguir vou testar receitas mais tradicionais dos E.U.A.

Usei:

Para a massa areada:
250g de farinha
100g de açúcar
125g de margarina
1 Ovo

Para o recheio:
200g de miolo de noz
200ml de natas
3 Ovos
100g de açúcar amarelo
1 c chá de canela
açúcar em pó e canela para polvilhar

Fiz assim:

Preparei a massa (vá andando para baixo, pois o post é compridinho), conforme o método tradicional, forrei uma tarteira de fundo amovível, e levei ao forno, até alourar.
Enquanto isso preparei o recheio.
Piquei grosseiramente as nozes e reservei.
Bati os ovos com o açúcar, juntei as natas e a canela e bati mais um pouco, adicionei o miolo de noz e envolvi.
Despeja-se este preparado na base, e volta ao forno durante mais ou menos 15 minutos.
Deixa-se arrefecer um pouco para firmar, desenforma-se e polvilha-se com açúcar em pó e canela.

Notas:

Ao levar a massa ao frigorífico antes de esta ir ao forno, evita que a mesma encolha ao cozer.
Para melhores resultados, deve-se picar o fundo com um garfo, e colocar algo a fazer peso, pode colocar-se feijão seco ou grão mas ficam inutilizados, eu costumo usar pedrinhas da praia, pequenos seixos como os de aquário, têm a vantagem de nunca se estragar e como aquecem bastante ajudam a cozer a massa.
Cuidado ao retirar porque aquecem mesmo muito.
Esqueci de ficar com algumas metades de pecan nuts para decorar por isso as nozes que aparecem na foto são nozes normais, portuguesas.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Biscoitos de especiarias

Se eu tivesse de escolher entre, chocolate e especiarias, hesitaria bastante, talvez as especiarias levem vantagem por serem mais versáteis, ou seja: apimentam tanto o salgado como o doce.
Estes bolinhos são do livro Le Cordon Bleu e são, para quem gosta dos aromas e sabores quentes das especiarias, um enorme prazer!

Na foto, dois prazeres: as comidinhas e a musica!

Usei:

70g de manteiga sem sal
200g de açúcar amarelo
1 Ovo
70g melaço de cana
2 c chá vinagre de vinho branco
240g farinha sem fermento
1 c chá de bicarbonato
½ c chá gengibre ralado
1 pitada de canela em pó
1 pitada de cravinho da Índia em pó
1 pitada de noz-moscada ralada
1 pitada de cardamomo moído
açúcar branco para revestir

Fiz assim:

Bati a manteiga com o açúcar até obter um creme, fui adicionando o ovo batido aos poucos, juntei depois o melaço, o vinagre e o gengibre e voltei a bater.
Para uma tigela peneirei a farinha com o bicarbonato e as especiarias, e adicionei ao creme de manteiga.
Formei uma bola, (adicionar mais um pouco de farinha se for necessário), envolvi em película e deixei no frigorífico a refrigerar durante mais ou menos ½ hora.
Forrei dois tabuleiros com papel vegetal, coloquei o açúcar branco num prato e pré aqueci o forno.
Sobre a bancada, dividi a massa em 3 pedaços, formei um cordão grosso e depois bolinhas que passei pelo açúcar e coloquei no tabuleiro achatando um pouco e deixando um pouco de espaço entre cada uma.
Rende mais ou menos 40 biscoitos.
Vai ao forno durante 10 ou 15 minutos.
Deixar arrefecer um pouco antes de tirar do tabuleiro.


Notas:

Não deixar os biscoitos tempo demais no forno, se não ficam pretos e amargos.
O tempo de refrigeração da massa é importante, aproveite esse tempo para lavar a loiça e assim desimpedir a área de trabalho, prepare ainda os tabuleiros, o forno e restantes utensílios.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

A minha Tomatina

Um amigo que tem uma plantação de tomate, ofereceu-me uma quantidade considerável deste delicioso ingrediente, com a única condição de eu os ir colher.
A minha cozinha ficou inundada de vermelho, e eu passei o fim-de-semana a cuidar de armazenar para o Inverno, tipo formiguinha!
Dos tomates fresquinhos, acabados de colher e sem nunca terem sentido frigorífico, surgiu:

Doce de tomate
Molho de Tomate
Tomate seco
Polpa de tomate
Tomate ao natural
Sumo de tomate


Ver Tomatina aqui.


DOCE DE TOMATE

O doce de tomate faz parte das tradições gastronómicas de Portugal.
O seu sabor, textura e simplicidade de confecção, faz com que seja apreciado por muitos.

Usei:

Tomate sem pele e sem sementes
A mesma quantidade de açúcar
Canela em pau
Casca de limão (opcional)

Fiz assim:

Levar a lume brando num tacho largo, todos os ingredientes até estar em ponto de geleia. Para saber se atingiu o ponto, colocar um pouquinho de doce num prato, e verificar se passados poucos minutos, atinge a consistência desejada.
Retirar do lume, deixar amornar um pouco, retirar o pau de canela e a casca de limão, e guardar em frascos esterilizados.




MOLHO DE TOMATE

Já vos tinha dado uma receita de molho de tomate aqui, mas desta vez decidi simplificar, e resultou.

Usei:

Tomate sem pele e sem sementes
Cebola
Azeite
Manjericão
Sal
Pimenta

Fiz assim:

Levei a cebola cortada grosseiramente ao lume com o azeite, quando ficou macia, juntei o tomate, temperei de sal e pimenta, e mantive em lume brando até apurar, quase no final adicionei o manjericão.
Deixei amornar, reduzi a puré e dividi por sacos de congelação.



TOMATE SECO

Devo confessar-lhes que o tomate seco, não fazia parte dos meus ingredientes até há pouco tempo atrás, é no entanto um ingrediente versátil e muito saboroso.
Segui a receita da
Elvira.

Usei:

Tomates
Alho
Sal
Pimenta
Açúcar
Ervas frescas
Azeite para conservar

Fiz assim:

Cortei os tomates ao meio, e coloquei sobre a grelha do forno forrada com papel vegetal.
Coloquei meio dente de alho sobre cada meio tomate, salpiquei com açúcar, (para retirar a acidez), sal, pimenta, e ervas frescas picadas, (manjericão, alecrim, estragão, salsa).
Deixei ficar no forno a 130º durante mais ou menos 3 horas. A meio virei os tomates.
Coloquei em frasco de boca larga e tampa hermética e cobri com azeite virgem extra.



POLPA DE TOMATE

A polpa de tomate tem uma utilização infinita na culinária e pode ser muito facilmente preparada, deve ser guardada no congelador, pois não vai ter conservantes.
Para a preparar basta reduzir a puré o tomate sem pele e sem sementes.
Congele em cuvetes de gelo, ou aproveite embalagens tetra pack, ou ainda tabuleiros plásticos ou outros e depois de congelado, parta em pedaços.




TOMATE AO NATURAL

Corte em pedaços o tomate sem pele e sem sementes, e congele na quantidade pretendida, pode ou não juntar um pouco do sumo.
Use em assados no forno, caldeiradas, sopas, etc.




SUMO DE TOMATE

O sumo resultante de todas estas operações, pode ser aproveitado se congelado em sacos para cubos de gelo.
Ou então, tempere com sal, pimenta e umas gotas de tabasco e delicie-se.




NOTAS:

O tomate é facilmente pelado se fizer um corte na pele e depois o escaldar em água quase a ferver durante uns minutos.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Carne enrolada


Quando era criança e a minha mãe fazia este prato, eu dava saltos de alegria. Eu achava que a minha mãe devia ser uma fada para conseguir que a carne (uma coisa que eu até nem gostava muito), ficasse assim tão bonita. Mais tarde, e já comigo no papel principal, tive a fantástica sensação de ser eu a presenciar a alegria da minha filha, que por sinal também “torce o nariz” à carne.


Usei:

4 Bifes de novilho
2 Ovos
2 Cenouras
4 Cogumelos
2 Linguiças
4 Folhas de couve
Sal e pimenta q.b.

Para a base do estufado:

Azeite
Cebola
Polpa de tomate
½ Pimentão ou colorau
Noz-moscada q.b.
1 Copo vinho tinto
1 Folha de louro
1 Pingo de picante


Fiz assim:

Cozi os ovos, descasquei e reservei.
Espalmei os bifes, se for necessário, batê-los com o martelo de carne, temperei com sal e pimenta, e por cima dispus uma folha de couve, ½ linguiça e ½ cenoura cortadas a meio no sentido do comprimento, 1 cogumelo e um ovo cortados a meio.
Enrolei os bifes e prendi com palitos, ou enrolar com fio de culinária.
Levei ao lume o azeite, e refoguei muito ligeiramente a cebola, juntar o tomate e os outros ingredientes, com excepção do vinho, deixar apurar um pouco e juntar a carne, ir voltando de vez em quando para uniformizar a cozedura, passar para lume brando, regar com o vinho e deixar estufar tapado. (Se necessário juntar um pouco de água).
Depois de pronto, retirar os palitos ou o fio, cortar em rodelas grossas, e servir.
O molho, se ficar demasiado liquido, pode ser engrossado com um pouco de amido de milho (maisena).
Servir com acompanhamento do seu agrado, neste caso um básico:

Puré de batata

Cozer as batatas cortadas aos cubos em água temperada de sal.
Depois de cozidas, escorrer e passar com o passe-vite.
Levar a lume brando, juntar margarina a gosto, e leite até atingir a consistência desejada. Temperar de pimenta moída na hora e noz moscada.

Notas:

O recheio da carne pode variar consoante o gosto pessoal e a disponibilidade de ingredientes.Para dar um toque de requinte ao puré de batata, pode adicionar-lhe queijo parmesão ralado na hora, e ervas frescas picadinhas.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Taj Mahal


Esta sobremesa, está classificada de afrodisíaca no livro: “Afrodite” de Isabel Allende, não provoca nenhum sintoma, podem acreditar, mas para além de ser deliciosa, é tão fácil de preparar e tão rapidamente, que assim não deixa a(o) cozinheira(o) esgotada, e talvez pelo sucesso da sobremesa, ou pelo ar radiante que quem a confeccionou, no final da refeição…… tudo pode acontecer!!!
Segue-se receita para dois.



Usei:

2 Maçãs vermelhas
½ Chávena de água
1 Chávena de açúcar
2 c sopa de sumo de laranja
4 fios de açafrão
2 c sopa de Grand Marnier
4 colheres de sopa de chantilly para decorar


Fiz assim:

Levei o açúcar ao lume com a água, o sumo de laranja e o açafrão, até ponto de rebuçado.
Juntei as maçãs descascadas e cortadas em quartos, e deixei ferver durante 10 minutos em lume brando, voltando-as de vez em quando para uniformizar a cor.
As maçãs devem ficar macias, mas não desfeitas.
Retirei o tacho do lume, e deixei amornar.
Enquanto isso, preparei o chantilly, batendo 100ml de natas geladas com uma colher de sopa de açúcar em pó, e aromatizei com uma colher de café bem cheia de canela.
Distribui as maçãs por duas taças altas, reguei com a calda, borrifei com o licor e por cima decorei com o chantilly aromatizado.
No final da sobremesa, beije os lábios da pessoa amada, para reforçar os sabores!


Notas:

Devido ao elevado preço do açafrão, este pode ser opcional, pois faz parte da receita mais pela cor que confere à sobremesa do que o sabor em si.
O licor poderá ser outro qualquer a gosto, desde que ligue bem com a fruta.
O chantilly também pode ser aromatizado com baunilha, cardamomo ou outra especiaria.


Bons apetites!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

A "Porquinha" côr de rosa e o seu dia a dia


Olá, amigo(a)s!
Esta sou eu a “porquinha” Marizé.
Fui desafiada pela Goretti do Mal cozinhado, para partilhar convosco sete momentos da minha vida.
Aproveito este desafio para vos mostrar o meu rosto, a nossa intimidade já me permitiu ter ousadia para tal. Espero não as decepcionar, mas os meus momentos, são coisas simples, de uma vida que se vive em harmonia comigo mesma e com o mundo.
A todo(a)s que por aqui passam, um abraço amigo!

Os sete momentos da minha vida que escolhi, são:

Beijar a minha filha
Estar com a minha família
Dizer: Amo-te! ao meu companheiro
Voltar a casa no fim do dia
Falar com os meus amigos
Subir ao palco
Escrever, e ler os comentários no Tachos de Ensaio

Lanço agora o desafio a….. (rufos), Natércia do Fiel ao Tacho e a, Migas do Migas com Gindungo.
Queridas amigas, sintam-se desafiadas só se estiverem à vontade para tal. Beijos!!!!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Requeijão assado


Quando a refeição é mais leve, do tipo só uma sopinha para confortar, sabe bem uma coisinha mais para ir "picando".
O requeijão é um dos meus ingredientes favoritos, simples, salgado ou doce, cai sempre bem.
Esta receita foi inspirada numa que vi na revista Blue Cooking do passado mês de Agosto. No entanto vou descrevê-la tal como fiz, pois isto são ensaios, não é verdade?

Usei:

1 requeijão

Os restantes ingredientes são a gosto:

Malaguetas secas
Azeite
Flor de sal
Mistura de pimentas
Oregãos secos
Malagueta vermelha fresca
Cebolinho

Fiz assim:

Pincelei ligeiramente com azeite um prato que vá ao forno e á mesa.
Coloquei o requeijão, temperei com as malaguetas secas picadas, oregãos, sal, pimenta moída na hora e um fio de azeite.
Coloquei em forno quente, (ver temperaturas de forno na barra lateral), até ficar dourado e firme, mais ou menos 15 ou 20 minutos.

Enquanto estava no forno, abri ao meio a malagueta, retirei as sementes e piquei. Piquei também o cebolinho, coloquei numa tigela pequena e juntei mais um pouquinho de azeite.
Quando retirei o requeijão do forno, voltei a salpicar com mais um pouco de flor de sal e pimenta, e reguei com o molho.

Servi com fatias de pão de centeio e sementes.

È uma delicia!!!!

Notas:


Fui apanhada a alindar o prato, pois é que os olhos são os primeiros a saborear.
Embora não tenha ficado muito douradinho, estava mesmo muito bom.