sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Pêras no vinho

Esta é a sobremesa favorita do meu pai, é deliciosa, requintada e no entanto muito fácil de fazer.
Foi feita há umas semanas atrás para levar a um almoço em casa de amigos para o qual fomos convidados.
O aroma do vinho com as especiarias é das coisas mais agradáveis de sentir, mas claro eu sou suspeita, pois como sabem, gosto muito de especiarias, a minha despensa parece um laboratório de alquimia.

Usei:

4 Pêras maduras mas firmes, ou
1 Lata de pêras em conserva
1 lt vinho tinto
1 pau de canela
1 vagem cardamomo
2 cravinhos da índia
1 Folha de louro
Açúcar q.b.

Fiz assim:

Descascam-se as pêras, cortam-se em quartos ou metades, e cozem-se numa calda de água e açúcar, sem as deixar desfazer.
Se usar pêras em conserva, salta-se este passo.
Leva-se a lume brando, o vinho, o açúcar e as especiarias, mexendo até desfazer o açúcar. Juntam-se as pêras e um pouco da calda da fruta, mantêm-se sempre em lume brando tentando evitar que o vinho ferva de maneira forte, ou seja deve apenas ir fumegando como se vê na foto em baixo.
Retira-se do lume, deixa-se arrefecer e coloca-se no frigorífico durante umas horas. Se puderem façam de um dia para o outro, para as pêras adquirirem uma bonita cor de vinho.


Notas:

È importante que o vinho seja de boa qualidade e que as pêras não se desfaçam.
Esta sobremesa resulta muito bem se confeccionada em tacho de barro.A quantidade de açúcar deve estar de acordo com o gosto pessoal, tendo em consideração que a calda da cozedura das pêras ou da conserva já é doce, eu costumo usar mais ou menos 75g.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Estrelas de canela

Já vos revelei a minha paixão por especiarias, e também já vos contei aqui, que não compro bolachas no supermercado, por isso tento variar na produção caseira.
Cá em casa há quem se estenda noite dentro a trabalhar, e a certas horas um biscoito caseiro é muito reconfortante.
Desta vez tinha também uma amiga que fez anos e decidi fazer umas estrelinhas para lhe oferecer.


Usei:

350g farinha de trigo
160g manteiga gelada
2 Ovos
225g açúcar amarelo
2c sopa de canela em pó

Para pincelar:

1 Gema
1c sopa de rum

Fiz assim:

Deita-se a farinha sobre uma superfície de trabalho, abre-se uma cova no meio e coloca-se aí a manteiga picada rapidamente para não amolecer, (técnica da massa quebrada), os ovos e o açúcar misturado com a canela. Mistura-se tudo rapidamente, envolvendo a farinha com os outros ingredientes usando as pontas dos dedos, sem amassar demasiado.
Tende-se uma bola, envolve-se em película aderente e deixa-se repousar no frigorífico durante 1 hora.
Prepara-se dois tabuleiros de forno forrados com papel vegetal, uma rede para arrefecer os biscoitos, e outros utensílios necessários.
Numa tigela, misture a gema de ovo com o rum, e reserve.
Pré aqueça o forno a 180º.
Sobre uma superfície lisa e polvilhada, estende-se a massa e corte as estrelas com um cortador de bolachas. Colocam-se as bolachas no tabuleiro e pincelam-se com a mistura de gema e rum, e leve ao forno durante mais ou menos 10 minutos. Verifique a cozedura.
Retira-se do tabuleiro com uma espátula e deixam-se arrefecer sobre a grelha antes de guardar em recipiente hermético.

Notas:

O rendimento depende da espessura da massa, eu estendi a massa fina, por isso rendeu 4 tabuleiros.
O tempo de repouso da massa no frio é importante, senão a massa torna-se demasiado mole para conseguir trabalhar. Aproveite esse período para desimpedir a bancada, para cuidar da loiça suja e preparar os utensílios necessários posteriormente.
As bolachas podem ser polvilhadas com sementes ou cristais de açúcar antes de ir ao forno.

Inspiração: Biblioteca Activa - "biscoitos e bolinhos"

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Frango com molho de iogurte


Quando o tempo é escasso, o ânimo para cozinhar teima em não dar um ar da sua graça, e a família está esfomeada, o que fazer?
Esta é uma pergunta que qualquer dona de casa faz pelo menos uma vez na vida.
Para as emergências convêm ter reservas “quase” prontas do tipo: salgadinhos congelados ou então uma lista de receitas testadas como esta que é tão fácil, tão rápida, que parece impossível que resulte, mas resulta, e muito bem!

Usei:

1 Frango
2 Iogurtes naturais
200ml natas
1 Embalagem sopa de cebola

Fiz assim:

Corte o frango em pedaços, se for muito grande faça uns golpes nas coxas e sobre coxas, e disponha no fundo de um tabuleiro que possa ir ao forno e à mesa.
Bata os iogurtes e as natas com um garfo e incorpore a sopa de cebola de maneira a formar um molho.
Regue o frango com este preparado, e leve ao forno pré aquecido até o frango estar cozinhado.

Notas:

A meio da cozedura pode haver a necessidade de voltar os pedaços do frango.
Se achar que começa a alourar demasiado cedo, cubra com uma folha de papel de alumínio.
Aproveite o facto de estar a usar o forno, e prepare para acompanhar uns legumes nos papelotes *.
* Receita
aqui.
Pode fazer papelotes com folha de alumínio, ou usar sacos para assados no forno.
Neste caso, acompanhei com arroz cozido no vapor, que também dispensa vigilância.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Sardinhas de tomatada no forno

No fim-de-semana passado muito cedo fui comprar sardinhas com a intenção de as grelhar para despedida do Verão, mas o Outono entrou de “mau humor” e choveu!
Sardinhas é um peixe com sabor a tradição, então pesquisei a minha biblioteca culinária, e no livro: “Receitas básicas de peixe” do instituto Vaqueiro encontrei esta receita e assim lancei mãos à obra.

Usei:

1Kg de sardinhas
500g tomate
1 Cebola
1 Copo vinho branco
Sal
Pimenta
Azeite
1c sopa de sementes de coentros
1 Malagueta seca
3c sopa de pão ralado

Fiz assim:

Limpei, tirei a tripa e cortei a cabeça das sardinhas.
Descasquei e cortei a cebola em pedaços.
Escaldei os tomates, tirei-lhes pele e sementes e cortei em pedaços.
Levei ao lume o azeite, depois de quente refoguei ligeiramente a cebola, juntei o tomate, deixei refogar e reguei com o vinho, temperei de sal e pimenta e deixei apurar.
Coloquei este molho no fundo de um tabuleiro de barro, por cima dispõem-se as sardinhas temperadas com um pouco de sal e pimenta.
No Almofariz, pisam-se as sementes de coentro e a malagueta e juntam-se ao pão ralado.
Com esta mistura polvilham-se as sardinhas, que se regam com um fio de azeite no final.
Vai ao forno pré aquecido, durante mais ou menos 30 minutos.

Notas:

Amanhe as sardinhas debaixo de água corrente para que saíam as escamas.
Pode substituir as sementes de coentro por sementes de funcho.
Acompanhe com batatinhas novas cozidas em água temperada de sal azeite e um folha de louro.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Cataplana de peixe

Gosto muito de cozinhar na cataplana, dispensa a ronda constante de volta do fogão, e os alimentos ficam muito saborosos cozinhados assim nos seus próprios sucos.
A cataplana é típica das regiões a sul de Portugal, e embora quase tudo possa ser confeccionado na cataplana, o mais tradicional é o peixe.


Usei:

750g de mistura de peixe para caldeirada
500g de batatas
2 Cebolas
1 Pimento verde
1 Pimento vermelho
4 Tomates maduros
1 Folha de louro
½ Copo de vinho branco
Sal
Pimenta
Piripiri
Azeite
Coentros ou salsa para decorar

Fiz assim:

No fundo da cataplana regada com um pouco de azeite, colocam-se as cebolas cortadas em rodelas, os pimentos cortados em tiras, as batatas também em rodelas grossas, as postas de peixe, o tomate sem pele e sem sementes cortado em pedaços e a folha de louro, rega-se com o vinho branco, e tempera-se de sal, pimenta preta moída na hora e o piripiri.
Deixa-se estufar em lume brando com a cataplana tapada, tendo o cuidado de vez em quando ir abanando a cataplana.
O tempo de cozedura é de mais ou menos 20 minutos, dependendo do peixe usado.
Retire a tampa da cataplana, polvilhe com as ervas picadas e sirva na própria cataplana,

Notas:

Prefiro usar peixes de carnes firmes, no entanto o peixe pode ser combinado a gosto, ou então usar só uma espécie.

Este prato ficará valorizado se dispuser como última camada um punhado generoso de amêijoas.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Bolachas de aveia

Ontem foi o dia mundial da música, por isso mostro-vos outro dos meus instrumentos.
Estas bolachas são da
Cinara, quando vou para os meus compromissos musicais costumo fazê-las para levar, os meus colegas estão sempre a pedir-me a receita, por isso aqui está tal como a faço, podem verificar a receita original e outras, porque o que a Cinara faz é tudo muito bom.


Usei:

1 Chávena de farinha com fermento
½ c chá de bicarbonato
1 c sopa de canela
1c café de sal
½ chávena de manteiga sem sal
½ chávena de açúcar amarelo areado
½ chávena de açúcar mascavado claro
1 ovo
1 c chá extracto de baunilha
1 + ½ chávena de flocos de aveia
200g chocolate amargo em barra

Fiz assim:

Na batedeira, bate-se a manteiga à temperatura ambiente, com os açúcares, quando estiver bem ligado, junta-se o ovo ligeiramente batido e a baunilha continuando a bater até ficar um creme fofo.
Enquanto isso, mistura-se numa tigela, a farinha, o bicarbonato, a canela e o sal.
Peneira-se esta mistura para dentro da tigela com a base de manteiga, e incorpora-se com uma espátula.
Junta-se a aveia e o chocolate picado grosseiramente, envolve-se bem.
Forra-se dois tabuleiros de forno com papel vegetal, e dispõem-se colheradas de massa ligeiramente afastadas. Vai ao forno previamente aquecido, até ficarem lourinhas, mais ou menos 20 minutos.
Retiram-se com espátula, e arrefecem um pouco sobre uma grelha antes de guardar.


Notas:

Rende 2 ou 3 tabuleiros, depende do tamanho das bolachinhas, comigo rendem sempre 3 tabuleiros mais ou menos 40 biscoitos.
A receita original leva passas em vez do chocolate, mas a minha filhota não gosta de passas, e por outro lado somos todos viciados em chocolate.
È importante que a manteiga seja batida à temperatura ambiente, para ficar cremosa, não deve ser aquecida senão deslaça.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Crepes vegetarianos com arroz frito

Sempre com a intenção de proporcionar refeições saudáveis e apelativas ao paladar e à vista, lancei mãos à obra na confecção destes crepes, utilizando a minha tão apreciada massa filo e os legumes disponíveis no frigorífico.
Esta receita é inspirada nos crepes chineses, mas preparados no forno.


Usei:

10 Folhas de massa filo
1 Cenoura
¼ Couve repolho
1 Mão cheia de rebentos de soja
1 Alho francês
1 Courgete
1 Talo de aipo
½ Pimento vermelho
1 Chalota
1 Mão cheia de cogumelos
1 Lima, raspa e sumo
1 c sopa fécula de batata
1 c sopa de sementes de sésamo
Molho de soja
Óleo de sésamo
Margarina vegetal

Fiz assim:

Preparei os legumes, cortando-os em Juliana.
Levei o wok a aquecer com um fio de óleo de sésamo e salteei os legumes, começando pelos mais rijos, a meio, juntei a raspa e o sumo da lima e as sementes.
À parte incorporei a fécula de batata num pouco de molho de soja e reguei os legumes, salteando mais um pouco. Retirei do lume e reservei.
Numa tigela, derrete-se um pouco de margarina e mistura-se um pouco de óleo de sésamo.
Pega-se numa folha de massa, coloca-se sobre um pano, pincela-se com a mistura de margarina e dobra-se no sentido do comprimento.
Numa ponta coloca-se um pouco do recheio de legumes e faz-se uma pequena dobra nas extremidades laterais, para evitar que o recheio saia, a seguir enrole a massa sobre o recheio como uma torta, coloca-se com a abertura para baixo num tabuleiro forrado com papel vegetal. Vai ao forno pré aquecido durante mais ou menos 15 minutos ou até ficar estaladiço, sem queimar.
Para o arroz:

Pode usar sobras de arroz, ou então preparar na hora.
Bata ligeiramente 2 ovos, deite no wok quente, e vá rodando até os ovos solidificarem, enrole como uma omeleta, coloque num prato e corte em tiras fininhas.
Leve ao lume no wok, uma mão cheia de tiras fininhas ou quadradinhos de bacon, deixe fritar até desaparecer a gordura, junte 1 lata pequena de ervilhas escorridas, e o arroz, saltei um pouco, depois é só juntar os ovos envolver e servir.

Notas:

Para saber se o wok está quente, coloque a mão perto da base (+- 5 cm) se sentir calor, o wok está na temperatura certa.

Os crepes podem ser fritos em óleo.

Desafio leitura


A querida Zezinha risonha e a Doce Laurinha, desafiaram-me para pegar num livro, sem escolher, abrir na página 161 e transcrever a frase completa da 5ª linha.
Aqui estou eu a responder ao desafio com um livro que está comigo desde a adolescência, de um autor português (ainda bem).

O livro: “ Os nós e os laços” de 1986

O autor: António Alçada Baptista

A frase: …” Você perdeu já a sua adolescência que é uma coisa que quase toda a gente transporta até à morte.”…

Os desafiados serão os cinco primeiros comentadores deste post.











Ilutro estas palavras com as minhas ultimas aquisições no campo dos livros de culinária, como foto principal, e algumas perspectivas da minha cozinha, onde os livros surgem de todos os cantos.

Beijos grandes, e boas leituras.