sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Batatinhas salteadas e Grão guisado



Porque ás vezes sabemos o que fazer para a refeição, mas revelamos pouca imaginação no acompanhamento, caindo na rotina pouco saudável das batatas fritas ou no “vai bem com todos” arroz de manteiga.
Estas duas sugestões de acompanhamento são fáceis de fazer e acredito que vão agradar a todos, complete com uma salada de legumes crus e até uns ovos mexidos se transformarão numa refeição completa.


Para as batatas

1 Embalagem de batatinhas cherrie descascadas
1c sopa de banha corada *
2c sopa de azeite
Sal
Pimenta
1 Folha de louro
1c chá paprica
Salsa picada
Cebolinho picado

Cozer as batatas com água temperada de sal e uma folha de louro.
Colocar no wok quente a banha e o azeite quando derreter juntar as batatas e salteá-las um pouco.
Temperar com pimenta e paprica e continuar a saltear.
Quando começarem a ficar douradas, juntar as ervas picadas finamente e envolver.



Para o grão

1/2l de grão demolhado
50g toucinho salgado
1 Chouriço de carne
2 Cravinhos da índia
Sal
Pimenta
Salsa picada


Cozer o grão apenas com água. Reservar ambos.
Colocar o toucinho fatiado finamente no wok, quando fizer torresmos, retirar e colocar o chouriço cortado ás rodelas, quando fritar retirar e reservar.
Coloque o grão no wok e deixe saltear um pouco, cubra com a água da cozedura, tempere de sal, pimenta, cravinho e salsa picada.
Deixar apurar, ir juntando mais água se necessário, antes de retirar para servir junte as rodelas de chouriço, deixe levantar fervura, retire do lume e sirva de imediato.

Notas:

* Banha corada é, banha temperada com massa de pimentão.
Eu uso só azeite e polvilho as batatas muito ligeiramente com pimentão-doce em pó.
Se usar grão em lata, em vez da água da cozedura, use caldo de legumes.O toucinho salgado pode ser substituído por bacon.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Pão de alho supremo


Este é mais um petisco para completar uma refeição ligeira, uma entrada saborosa, ou simplesmente quando apetece um lanche diferente.
Este pão não têm qualquer segredo, pretende apenas ser uma sugestão.
È daquelas coisas que são sempre um sucesso, e que é impossível comer uma só.
Espero que gostem.

Usei:

1 Baguete grande
3 Dentes de alho
½ Pacote manteiga dos Açores
Queijo mozzarella q.b.
Orégãos q.b.

Fiz assim:

Cortei a baguete em fatias obliquas e da grossura de dois dedos, para que fique com mais área a cobrir pelo recheio.
Descasquei os alhos, e dei-lhe uma pancada com a lâmina da faca.
Numa frigideira levei ao lume brando a manteiga e depois de quente juntei os alhos, deixei fritar sem queimar. Retirei do lume.
Dispus as fatias de pão num tabuleiro de forno coberto com papel vegetal.
Com um pincel, pincelei com a manteiga de alho, por cima coloca-se o queijo ralado grosseiramente e polvilha-se com orégãos.
Vai ao forno até fundir o queijo.
Serve-se imediatamente.

Notas:

Esta receita funciona melhor com pão do dia anterior.
Pode ser recriada com outro tipo de coberturas.

A manteiga de alho também pode ser preparada a frio, batendo a manteiga à temperatura ambiente com o alho picado muito fino.

Na foto pequenina, os oregãos do meu jardim, foto tirada na Primavera.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Creme de coentros

Este creme suave e aromático não foi feito por mim, (ainda), foi-me dado a provar por um casal amoroso que planeia inclui-lo na ementa do banquete do seu casamento.
Especialmente para eles aqui fica a receita, para que a possam repetir e assim recordar com uma refeição romântica o dia do casamento.
Provei, gostei imenso e brevemente vou confecciona-lo pelas próprias mãos, por agora continuo sem inspiração para ensaios culinários pois a minha “bichinha” continua incapacitada e sem animo.


Ingredientes:

1 kg. Batata
2 dl. Azeite
2 Dente de Alho
2 Alho Francês
1 Cebola
1 Molho de Coentros
Q.B. Sal
Q.B. Água

Confecção:

Leve o tacho ao lume como o azeite, quando este estiver quente, adicione-lhe o alho, a cebola e o alho francês picados e deixe a refogar algum tempo.
Adicione as batatas um pouco de sal, água e os coentros picados, deixe cozer em lume brando.
Triture tudo, leve a ferver novamente e verifique os temperos;
Sirva bem quente.

Notas

Para uma melhor apresentação do respectivo Creme, este deve ser acompanhado com quadrados de pão alentejano, torrado.

Autoria do Chef António Nobre
Hotel Cartuxa de Évora - Alentejo

Fonte

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Pêras no vinho

Esta é a sobremesa favorita do meu pai, é deliciosa, requintada e no entanto muito fácil de fazer.
Foi feita há umas semanas atrás para levar a um almoço em casa de amigos para o qual fomos convidados.
O aroma do vinho com as especiarias é das coisas mais agradáveis de sentir, mas claro eu sou suspeita, pois como sabem, gosto muito de especiarias, a minha despensa parece um laboratório de alquimia.

Usei:

4 Pêras maduras mas firmes, ou
1 Lata de pêras em conserva
1 lt vinho tinto
1 pau de canela
1 vagem cardamomo
2 cravinhos da índia
1 Folha de louro
Açúcar q.b.

Fiz assim:

Descascam-se as pêras, cortam-se em quartos ou metades, e cozem-se numa calda de água e açúcar, sem as deixar desfazer.
Se usar pêras em conserva, salta-se este passo.
Leva-se a lume brando, o vinho, o açúcar e as especiarias, mexendo até desfazer o açúcar. Juntam-se as pêras e um pouco da calda da fruta, mantêm-se sempre em lume brando tentando evitar que o vinho ferva de maneira forte, ou seja deve apenas ir fumegando como se vê na foto em baixo.
Retira-se do lume, deixa-se arrefecer e coloca-se no frigorífico durante umas horas. Se puderem façam de um dia para o outro, para as pêras adquirirem uma bonita cor de vinho.


Notas:

È importante que o vinho seja de boa qualidade e que as pêras não se desfaçam.
Esta sobremesa resulta muito bem se confeccionada em tacho de barro.A quantidade de açúcar deve estar de acordo com o gosto pessoal, tendo em consideração que a calda da cozedura das pêras ou da conserva já é doce, eu costumo usar mais ou menos 75g.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Estrelas de canela

Já vos revelei a minha paixão por especiarias, e também já vos contei aqui, que não compro bolachas no supermercado, por isso tento variar na produção caseira.
Cá em casa há quem se estenda noite dentro a trabalhar, e a certas horas um biscoito caseiro é muito reconfortante.
Desta vez tinha também uma amiga que fez anos e decidi fazer umas estrelinhas para lhe oferecer.


Usei:

350g farinha de trigo
160g manteiga gelada
2 Ovos
225g açúcar amarelo
2c sopa de canela em pó

Para pincelar:

1 Gema
1c sopa de rum

Fiz assim:

Deita-se a farinha sobre uma superfície de trabalho, abre-se uma cova no meio e coloca-se aí a manteiga picada rapidamente para não amolecer, (técnica da massa quebrada), os ovos e o açúcar misturado com a canela. Mistura-se tudo rapidamente, envolvendo a farinha com os outros ingredientes usando as pontas dos dedos, sem amassar demasiado.
Tende-se uma bola, envolve-se em película aderente e deixa-se repousar no frigorífico durante 1 hora.
Prepara-se dois tabuleiros de forno forrados com papel vegetal, uma rede para arrefecer os biscoitos, e outros utensílios necessários.
Numa tigela, misture a gema de ovo com o rum, e reserve.
Pré aqueça o forno a 180º.
Sobre uma superfície lisa e polvilhada, estende-se a massa e corte as estrelas com um cortador de bolachas. Colocam-se as bolachas no tabuleiro e pincelam-se com a mistura de gema e rum, e leve ao forno durante mais ou menos 10 minutos. Verifique a cozedura.
Retira-se do tabuleiro com uma espátula e deixam-se arrefecer sobre a grelha antes de guardar em recipiente hermético.

Notas:

O rendimento depende da espessura da massa, eu estendi a massa fina, por isso rendeu 4 tabuleiros.
O tempo de repouso da massa no frio é importante, senão a massa torna-se demasiado mole para conseguir trabalhar. Aproveite esse período para desimpedir a bancada, para cuidar da loiça suja e preparar os utensílios necessários posteriormente.
As bolachas podem ser polvilhadas com sementes ou cristais de açúcar antes de ir ao forno.

Inspiração: Biblioteca Activa - "biscoitos e bolinhos"

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Frango com molho de iogurte


Quando o tempo é escasso, o ânimo para cozinhar teima em não dar um ar da sua graça, e a família está esfomeada, o que fazer?
Esta é uma pergunta que qualquer dona de casa faz pelo menos uma vez na vida.
Para as emergências convêm ter reservas “quase” prontas do tipo: salgadinhos congelados ou então uma lista de receitas testadas como esta que é tão fácil, tão rápida, que parece impossível que resulte, mas resulta, e muito bem!

Usei:

1 Frango
2 Iogurtes naturais
200ml natas
1 Embalagem sopa de cebola

Fiz assim:

Corte o frango em pedaços, se for muito grande faça uns golpes nas coxas e sobre coxas, e disponha no fundo de um tabuleiro que possa ir ao forno e à mesa.
Bata os iogurtes e as natas com um garfo e incorpore a sopa de cebola de maneira a formar um molho.
Regue o frango com este preparado, e leve ao forno pré aquecido até o frango estar cozinhado.

Notas:

A meio da cozedura pode haver a necessidade de voltar os pedaços do frango.
Se achar que começa a alourar demasiado cedo, cubra com uma folha de papel de alumínio.
Aproveite o facto de estar a usar o forno, e prepare para acompanhar uns legumes nos papelotes *.
* Receita
aqui.
Pode fazer papelotes com folha de alumínio, ou usar sacos para assados no forno.
Neste caso, acompanhei com arroz cozido no vapor, que também dispensa vigilância.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Sardinhas de tomatada no forno

No fim-de-semana passado muito cedo fui comprar sardinhas com a intenção de as grelhar para despedida do Verão, mas o Outono entrou de “mau humor” e choveu!
Sardinhas é um peixe com sabor a tradição, então pesquisei a minha biblioteca culinária, e no livro: “Receitas básicas de peixe” do instituto Vaqueiro encontrei esta receita e assim lancei mãos à obra.

Usei:

1Kg de sardinhas
500g tomate
1 Cebola
1 Copo vinho branco
Sal
Pimenta
Azeite
1c sopa de sementes de coentros
1 Malagueta seca
3c sopa de pão ralado

Fiz assim:

Limpei, tirei a tripa e cortei a cabeça das sardinhas.
Descasquei e cortei a cebola em pedaços.
Escaldei os tomates, tirei-lhes pele e sementes e cortei em pedaços.
Levei ao lume o azeite, depois de quente refoguei ligeiramente a cebola, juntei o tomate, deixei refogar e reguei com o vinho, temperei de sal e pimenta e deixei apurar.
Coloquei este molho no fundo de um tabuleiro de barro, por cima dispõem-se as sardinhas temperadas com um pouco de sal e pimenta.
No Almofariz, pisam-se as sementes de coentro e a malagueta e juntam-se ao pão ralado.
Com esta mistura polvilham-se as sardinhas, que se regam com um fio de azeite no final.
Vai ao forno pré aquecido, durante mais ou menos 30 minutos.

Notas:

Amanhe as sardinhas debaixo de água corrente para que saíam as escamas.
Pode substituir as sementes de coentro por sementes de funcho.
Acompanhe com batatinhas novas cozidas em água temperada de sal azeite e um folha de louro.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Cataplana de peixe

Gosto muito de cozinhar na cataplana, dispensa a ronda constante de volta do fogão, e os alimentos ficam muito saborosos cozinhados assim nos seus próprios sucos.
A cataplana é típica das regiões a sul de Portugal, e embora quase tudo possa ser confeccionado na cataplana, o mais tradicional é o peixe.


Usei:

750g de mistura de peixe para caldeirada
500g de batatas
2 Cebolas
1 Pimento verde
1 Pimento vermelho
4 Tomates maduros
1 Folha de louro
½ Copo de vinho branco
Sal
Pimenta
Piripiri
Azeite
Coentros ou salsa para decorar

Fiz assim:

No fundo da cataplana regada com um pouco de azeite, colocam-se as cebolas cortadas em rodelas, os pimentos cortados em tiras, as batatas também em rodelas grossas, as postas de peixe, o tomate sem pele e sem sementes cortado em pedaços e a folha de louro, rega-se com o vinho branco, e tempera-se de sal, pimenta preta moída na hora e o piripiri.
Deixa-se estufar em lume brando com a cataplana tapada, tendo o cuidado de vez em quando ir abanando a cataplana.
O tempo de cozedura é de mais ou menos 20 minutos, dependendo do peixe usado.
Retire a tampa da cataplana, polvilhe com as ervas picadas e sirva na própria cataplana,

Notas:

Prefiro usar peixes de carnes firmes, no entanto o peixe pode ser combinado a gosto, ou então usar só uma espécie.

Este prato ficará valorizado se dispuser como última camada um punhado generoso de amêijoas.