quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Pataniscas

Típicas da Estremadura, as pataniscas conhecem e evoluem em muitas versões.
Há até quem as confeccione para aproveitar sobras de bacalhau cozinhado, fugindo assim um pouco da forma tradicional de serem confeccionadas. Há também quem confunda pataniscas e pastéis de bacalhau. Para que não restem duvidas, segue a receita que consta no livro de recolha da nossa gastronomia: “cozinha tradicional portuguesa” da Ed. Verbo.

Usei:

2 Postas de bacalhau
1 c sopa de azeite
1 cebola pequena
1 chávena de farinha
1 ovo
leite q.b.
limão q.b.
salsa q.b
sal q.b
pimenta q.b.
água q.b.
óleo para fritar

Fiz assim:

Põe-se o bacalhau de molho de um dia para o outro.
Escalda-se com água a ferver e tiram-se-lhe as peles e espinhas, faz-se em lascas ou cortam-se em filetes pequenos.
Põem-se as lascas a marinar durante 2 horas em leite e limão.
À parte prepara-se um polme espesso com a farinha, o ovo inteiro, sal, pimenta, a cebola e a salsa picadas, o azeite e a água necessária.
Se o bacalhau tiver sido feito em lascas, deitam-se estas no polme e fritam-se em óleo quente colheradas do preparado.
Tratando-se de filetes, cada filete será passado pelo polme e frito depois.
Depois de fritas e muito bem escorridas sobre papel absorvente, polvilham-se as pataniscas com sal fino.

Notas

Para uma refeição completa acompanhe com salada de feijão-frade.
Serve 4 pessoas
As pataniscas são igualmente saborosas se forem consumidas frias.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Ovos verdes

Este prato faz parte da gastronomia tradicional portuguesa.
È normalmente usado como entrada, mas com o devido acompanhamento serve muito bem de prato principal, é também uma boa merenda para um pic-nic.
A receita que se segue serve 4 pessoas.

Usei:

8 Ovos cozidos
1 c sopa de margarina
2 c sopa de salsa picada
sal q.b.
pimenta q.b.
1 ovo inteiro
farinha
óleo

Fiz assim:

Cozem-se os ovos durante 10 minutos.
Passam-se por água fria e descascam-se.
Depois de frios cortam-se ao meio no sentido do comprimento, e com a ajuda de uma colher de chá tiram-se as gemas com cuidado para não partir as claras.
Deitam-se as gemas numa tigela e com um garfo, desfazem-se e misturam-se com a salsa e a margarina. Tempera-se de sal e pimenta e enchem-se as claras com este preparado.
Passam-se os ovos depois primeiro por farinha e depois pelo ovo batido temperado de sal, e fritam-se em óleo quente.

Notas:

Para uma refeição completa, acompanhe com arroz de grelos ou de feijão.
Os ovos verdes são igualmente saborosos se forem consumidos frios.
Fonte: “Cozinha tradicional portuguesa” Ed. Verbo

Tarte de requeijão com nozes

Sobremesa que nasceu da necessidade de usar dois requeijões no limite da validade e um resto de miolo de noz que não convêm deixar estragar.
A minha querida amiga Ana uma soprano com muito talento para o canto e para os doces, deu-me a provar uma tarte de requeijão deliciosa, generosa como ela é deu-me a receita que eu fiz o favor de perder, depois de algumas pesquisas nos meus muitos livros, tentei recriar essa delícia
.


Usei:

2 Requeijões de vaca
300 g açúcar
5 ovos
1c chá canela
200g farinha
2c sopa margarina
100g miolo de noz

Fiz assim:

Numa tigela desfaz-se o requeijão misturando-o muito bem com o açúcar.
Juntam-se os ovos inteiros, misturando bem entre cada um deles, junta-se a margarina derretida, envolve-se, e adiciona-se a farinha misturada com a canela e passada pela peneira.
Partem-se as nozes grosseiramente e juntam-se ao creme.
Unta-se uma forma de tarte com margarina e polvilha-se com uma mistura de farinha e açúcar fino.
Deita-se o preparado e vai ao forno previamente aquecido a 180º, durante mais ou menos 45 minutos.
Retira-se do forno, deixa-se arrefecer um pouco e polvilha-se com açúcar em pó e canela.

Notas:

Convém usar uma forma sem fundo amovível pelo facto da consistência ser um pouco líquida, pode ser usado um pirex comum.
Para partir as nozes grosseiramente, coloque-as num saco e bata com o rolo da massa.
Embora a sugestão de apresentação seja polvilhar com mistura de açúcar em pó e canela, poderá também ser barrada com geleia, doce ou compota de frutos.

Inspiração:

“Receitas escolhidas” de Maria de Lurdes modesto
e
Bolo de requeijão de Viana do Castelo em: gastronomias.com

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Bolachas com pepitas de chocolate


Para fechar a semana de forma doce e melodiosa, mais uma receita de bolachas caseiras que muito nos agradam.
Como tem vindo a ser hábito, estas bolachinhas (gordas), vêm acompanhadas de mais um instrumento musical, mas por ser um instrumento de sopro não convêm comer antes de tocar.
Estas bolachas são inspiradas no livro: “Biscoitos” – Le cordon bleu, que no original leva amêndoas moídas. Se pretende seguir a receita original, substitua 100g de farinha por amêndoa moída, e use chips de chocolate.


Usei

115g manteiga sem sal à temperatura ambiente
100 Açúcar mascavado claro
100 Açúcar granulado fino
1 Ovo
¼ c chá extracto baunilha
200g farinha sem fermento
150g chocolate para culinária

Fiz assim:

Na batedeira, bater a manteiga com os açúcares até formar uma base cremosa, juntar o ovo ligeiramente batido e a baunilha e continuar a bater até ficar tudo bem incorporado e com uma consistência leve.
Retire a taça da batedeira e adicione a farinha peneirada envolvendo bem.
Pique o chocolate grosseiramente com uma faca e envolva os pedaços na massa.
Coloque colheradas da massa em tabuleiro forrado com papel vegetal, e leve ao forno previamente aquecido a 180º durante mais ou menos 20 minutos.
Retire as bolachas para uma grade e deixe arrefecer um pouco antes de guardar.

Notas:

Rendimento: +- 24 bolachas
Pode usar-se chocolat chips em vez de chocolate de culinária.



Estas bolachas ficam crocantes depois de arrefecerem, se pretender um efeito macio, junte à massa 1c café de cremor tártaro, (vende-se em farmácias).

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Massa "stencil"


(for english, please scroll down)

Pensei que não iria participar no evento que a Verena divulgou, não tinha nada programado com massa esta semana, mas depois dei uma vista de olhos no meu arquivo de fotos e encontrei esta massa fresca para lasanha que fiz há algum tempo, não postei porque acabou por ser uma lasanha banal de bolonhesa, eu queria de legumes mas o pessoal reclamou.
No entanto coloquei umas ervinhas no meio da massa, quando se faz a ultima dobragem, e ficou com este aspecto de stencil, ou de fóssil.











A receita para a massa está aqui, e as ervas que usei foram: salsa e sálvia.

Feliz dia mundial da massa para todos!!!!!

Stencil Pasta

I thought that i would not participate in the event that Verena published, I didn’t have nothing with pasta this week, but later I take a view in my file of photos and I found this fresh pasta for lasagne that I did there is some time, I didn’t post because it ended for being a banal lasagne Bolognese, I wanted vegetables but the “people” complained.
However I put some herbs in the middle, when is done the last fold, and it was this stencil or fossil aspect.

The recipe is here, and I used parsley and sage.

Happy world pasta day!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Sopa da pedra de Almeirim

Pelo menos em Portugal toda a gente já ouviu falar da sopa da pedra, vivendo eu em Almeirim, seria até estranho não publicar aqui a receita, que será também a minha primeira participação no colher de tacho.
Há quem diga que esta sopa está ligada a uma
lenda de um frade que andava a pedir de porta em porta, outros defendem que a sopa é da autoria da família proprietária de um dos restaurantes típicos de Almeirim, que ao Domingo são lugar de romaria, (e com razão, pois come-se e bebe-se muito bem). De uma maneira ou de outra a sopa da pedra será sempre associada aos lindos campos de Almeirim onde eu tenho o prazer de morar.




Usei:

½ Litro de feijão encarnado
200g de chispe de porco
½ Orelha de porco
100g de toucinho entremeado
½ Chouriço negro (típico)
½ Chouriço de carne
1 Farinheira
1 Cebola
1 Folha de louro
250g de batatas
½ Molho de coentros
1 Pedra

Fiz assim:

De véspera, colocar o feijão de molho, escaldar e raspar a orelha e salgar as carnes.
Colocar o feijão a cozer em bastante água com a cebola e a folha de louro, depois de ferver um pouco colocar os enchidos, (com a excepção da farinheira), e as carnes.
Descascar as batatas e cortar em cubos muito pequeninos, reservar.
Ir retirando da panela as carnes à medida que vão ficando cozidas, umas cozem primeiro que outras, deixar arrefecer e cortar em pedaços e os enchidos ás rodelas.
Quando o feijão estiver cozido, juntar as batatas e a farinheira, deixar cozer a batata, retirar a farinheira que se corta também.
Quase no final juntar os coentros picadinhos e as carnes, mexer, rectificar os temperos, deixar levantar fervura e servir com a pedra no fundo da sopeira.

Notas:

Costumo fazer esta sopa de Inverno numa púcara de barro no lume de lareira.
Se o feijão for do próprio ano, não necessita ser demolhado.
Também pode ser usado feijão manteiga, eu até prefiro por ser mais cremoso.
O chouriço negro é conhecido em algumas regiões por morcela ou chouriço de sangue.
Não indiquei quantidade de sal na receita pelo facto das carnes e os enchidos serem salgados, prove e rectifique a gosto.
Na minha foto não aparecem as carnes, porque gostamos de as servir à parte, por isso me esqueci de as incluir no prato para fotografar.
Esta receita não dispensa uma visita a Almeirim, nem umas boas fatias de pão caseiro e vinho tinto Ribatejano.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Amêijoas à Bulhão Pato

Para comemorar uma série de acontecimentos felizes, um deles as melhoras da Brida Francisca, apeteceu-me um petisco, um daqueles “finger food” regado com umas cervejolas e acompanhado de pão caseiro.
Não sou especialista a cozinhar marisco, optei por esta receita típica do Norte de Portugal, e gostei do resultado, para além de ser muito simples e sem muitos ingredientes.

Usei:

1.200Kg de amêijoas
1 Molho de centros
4 Dentes de alho
2 Limões (sumo)
Pimenta preta moída q.b.
1 Punhado de sal
Azeite q.b.

Fiz assim:

Colocam-se as amêijoas em água e sal durante umas horas, se forem frescas coloque 1c sopa de farinha de milho para largarem a areia, lave muito bem em várias águas.
Dê uma pancada nos alhos, descasque-os e pique os coentros.
Leve ao lume num tacho largo o azeite, coloque os alhos e deixe fritar sem queimar, coloque os coentros e quando começarem a estalar, deite as amêijoas.
Sacuda o tacho e tape, vá sacudindo de vez em quando até as amêijoas abrirem.
Depois de todas abertas, polvilhe com a pimenta acabada de moer e regue com o sumo de limão e polvilhe com coentros picados.

Nota:

Para colocar as amêijoas de molho pode usar água do mar.
Guarde-a num garrafão num lugar fresco e escuro.


Aproveite o caldo das amêijoas para preparar arroz.



Com o Outono "adiado" continua a apetecer petiscar!!!!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Batatinhas salteadas e Grão guisado



Porque ás vezes sabemos o que fazer para a refeição, mas revelamos pouca imaginação no acompanhamento, caindo na rotina pouco saudável das batatas fritas ou no “vai bem com todos” arroz de manteiga.
Estas duas sugestões de acompanhamento são fáceis de fazer e acredito que vão agradar a todos, complete com uma salada de legumes crus e até uns ovos mexidos se transformarão numa refeição completa.


Para as batatas

1 Embalagem de batatinhas cherrie descascadas
1c sopa de banha corada *
2c sopa de azeite
Sal
Pimenta
1 Folha de louro
1c chá paprica
Salsa picada
Cebolinho picado

Cozer as batatas com água temperada de sal e uma folha de louro.
Colocar no wok quente a banha e o azeite quando derreter juntar as batatas e salteá-las um pouco.
Temperar com pimenta e paprica e continuar a saltear.
Quando começarem a ficar douradas, juntar as ervas picadas finamente e envolver.



Para o grão

1/2l de grão demolhado
50g toucinho salgado
1 Chouriço de carne
2 Cravinhos da índia
Sal
Pimenta
Salsa picada


Cozer o grão apenas com água. Reservar ambos.
Colocar o toucinho fatiado finamente no wok, quando fizer torresmos, retirar e colocar o chouriço cortado ás rodelas, quando fritar retirar e reservar.
Coloque o grão no wok e deixe saltear um pouco, cubra com a água da cozedura, tempere de sal, pimenta, cravinho e salsa picada.
Deixar apurar, ir juntando mais água se necessário, antes de retirar para servir junte as rodelas de chouriço, deixe levantar fervura, retire do lume e sirva de imediato.

Notas:

* Banha corada é, banha temperada com massa de pimentão.
Eu uso só azeite e polvilho as batatas muito ligeiramente com pimentão-doce em pó.
Se usar grão em lata, em vez da água da cozedura, use caldo de legumes.O toucinho salgado pode ser substituído por bacon.