sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Panna cotta com creme de pessego

Esta sobremesa foi inspirada pela Fer e por uns copos novos que comprei para me oferecer no dia de S. Valentim, (as desculpas que eu arranjo para justificar a tralha que carrego para a cozinha).
Um doce fácil, rápido e super delicioso, fiquei fã e vou repetir muitas e muitas vezes com esta e outras frutas.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Usei:

1 Lata de pêssego em calda
1 Pacote de gelatina neutra em pó (+- 10g)
2 Pacotes de natas (400 ml)
1 Chávena de leite
¼ De chávena de açúcar
Raspa de ½ limão
½ Vagem de baunilha
4 c sopa de água fria

Fiz assim:

Depois de escorridos, triturei os pêssegos. Reservei meio para decorar.
Hidratei a gelatina com a água fria, e deixei de parte.
Levei as natas a lume muito brando com as raspas de limão, a baunilha, (depois de aberta e de raspadas as sementes e colocadas também no creme), o leite e o açúcar.
Deixei esta mistura aquecer lentamente sem deixar ferver. Retirei do lume.
Desta mistura, retirei um pouco para dissolver a gelatina, que depois se juntou ao restante creme no tacho, mexe-se bem, deixa-se arrefecer um pouco e depois de retirar a baunilha deita-se em taças sobre o creme de pêssego que entretanto foi colocado no fundo.
Pique a metade do pêssego reservada, e coloque no topo.
Leve ao frigorífico até estar firme.

Notas:

A vagem de baunilha depois de usada, passada por água, e bem seca com um pano, pode ser usada para aromatizar açúcar, ou para fazer extracto.
Para o açúcar baunilhado: deixe a vagem de baunilha dentro de um recipiente com açúcar branco refinado bem tapado.
Para o extracto: Tenha um frasco de rolha e dentro coloque as vagens que vai usando, complete com vodka, agite de vez em quando.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Medalhões de novilho com molho de café e pimenta verde

O café como bebida de hábito difundiu-se na Europa no século XVII por influência dos mercadores e viajantes regressados do Oriente. Adorado pela maioria, chegou a vender-se em farmácias ao mesmo tempo que nasciam centenas de cafés nas cidades mais cosmopolitas.
Felizmente hoje ao alcance de todos, tornou-se indispensável, pelo menos para mim que sem o primeiro do dia não funciono a 100%.

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Usei:

50g de margarina
2 Dentes de alho
4 Medalhões de novilho
Sal
0,5 dl de vinho do porto
1 dl de café forte
1,5 dl de natas espessas
1 c sobremesa de pimenta verde em conserva

Fiz assim:

Descasque os alhos e dê uma pancada com a lâmina da faca em cada um deles.
Aqueça metade da margarina numa frigideira e junte os alhos, quando estiver bem quente, coloque os medalhões e aloure-os de ambos os lados, tempere de sal e retire a carne mantendo-a quente.
Reduza o lume, adicione o vinho do porto e deixe levantar fervura mexendo sempre para incorporar os sucos.
Junte a restante margarina e o café. Adicione as natas e deixe retomar fervura, mexendo de vez em quando.
Introduza a pimenta, os medalhões e o suco que entretanto se libertou da carne, deixe ferver sobre lume brando até a carne atingir a consistência que lhe agrada.

Notas:

Pode também usar lombo, ou outro tipo de carne do seu agrado para bifes, no entanto convêm que sejam um pouco mais altos que o bife vulgar.
Normalmente o bife ao café é acompanhado com batatas fritas, eu no entanto gosto de acompanhar com puré de batata e legumes cozidos no vapor.
Fonte: Saberes & Sabores / Fev. 2008


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Anardana, grenadine, melaço, chá e vinagre de romã

As romãs conservam-se durante semanas num local fresco e o armazenamento melhora tanto o seu sabor como o teor do sumo.
Mas mesmo assim, e como nenhuma resiste no seu estado natural de uma época para a outra, aqui estão algumas maneiras de as saborear ao longo do ano.
Uma vez extraídas, as sementes e o sumo podem ser congelados.
O sumo deve ser extraído com um esmagador de batatas ou um esmagador de citrinos de maneira a descartar a grainha o que iria amargar o sumo.


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As sementes frescas e inteiras são usadas em saladas e em pastas como o húmus ou o tahine, como guarnição de sobremesas ou ainda em guisados de aves.

O sumo para além de conssumido como bebida, pode também ser transformado em xarope e melaço, e as bagas em anardana (bagas secas).

O xarope, conhecido por grenadine, é usado para aromatizar bebidas, sobremesas, gelados ou acompanhar crepes e afins.

O melaço é usado como tempero de saladas, marinadas ou pratos de cozedura lenta.

As anardana, que se assemelham a passas de cor negro-avermelhadas, são pegajosas e difíceis de mastigar com um sabor frutado e forte.
Entram em caris e nos chutneys, nos recheios para pão, nos pastéis salgados e estufados de legumes e leguminosas.
Conferem aos alimentos um sabor agridoce mas subtil.
São demolhadas em água como o tamarindo, ou esmagadas e polvilhadas sobre os alimentos.

O sabor da romã vai bem com: abacate, beterraba, pepino, peixe, cordeiro, pinhões, criação, leguminosas, espinafres e nozes.
Combina bem com: pimenta-da-jamaica, cardamomo, malagueta, canela, cravinho-da-india, sementes de coentro, cominhos, feno-grego, gengibre, botões de rosa e curcuma.

Xarope de romã:

4 Chávenas de sumo
1 Chávena de açúcar
2 c sopa de sumo de limão

Vai a lume brando, até atingir a consistência de xarope.
Guarda-se em frasco com tampa no frigorífico.

Melaço de romã

4 chávenas de sumo
½ chávena de açúcar
1/3 chávena de sumo de limão

Vai a lume muito brando em recipiente de vidro resistente ao calor, até reduzir para 1/3 do volume, e ficar com consistência de melaço.
Guarde em frasco com tampa de enroscar no frigorífico.

Anardana

Depois de retirar as bagas da romã, seque-as no forno a uma temperatura constante de 60º até ficarem desidratadas.
Guarde em frasco hermeticamente fechado e ao abrigo da humidade.

Vinagre de romã

1 Chávena de bagos de romã
2 Chávenas de vinagre de mel ou de sidra

Deita-se os bagos de romã num recipiente de vidro esterilizado.
Com um pilão de madeira, esmagam-se. Junta-se o vinagre e mistura-se.
Cobre-se a abertura do recipiente com película aderente, e deixa-se repousar ao abrigo da luz directa, durante uma semana. Vai-se agitando de vez em quando.Findo esse tempo, volta-se a esmagar os bagos que ainda tenham ficado inteiros, côa-se, e guarda-se em frascos esterilizados e de preferência de vidro escuro.

Chá de casca de romã

Depois de seca, com a casca de romã faz-se um chá de propriedades anti inflamatórias, que alivia dores de garganta.
Adoça-se com mel, e pode juntar-se algumas sementes de erva-doce (funcho).

Notas:

Tal como as laranjas, se colocar as bagas de romã por uns segundos no microondas ou se as escaldar, será mais fácil extrair o sumo.
Aproveite as saquetas de sílica que vêm na roupa nova, sapatos ou malas, e prenda-as do lado de dentro da tampa dos frascos de especiarias, deste modo ficam protegidas da humidade.
Para os liquidos, aproveite os frascos de vidro escuro dos xaropes para a tosse e outros.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Bolo de chocolate ensopado coberto de trufa

Confesso que sou “choco dependente”, e quando sou torturada pelos sintomas de privação não há nada a fazer senão atacar o primeiro chocolate que encontro, ou algo preparado com ele, mas tem que ser chocolate a sério daquele bem negro sem adição de açúcar.
Estava a apetecer-me um bolo de chocolate, mas tinha que ser daqueles que à primeira garfada se fecha os olhos, reclina-se a cabeça para trás e para o lado e se diz: hummm!...
Vi muita coisa, estava decidida a esperar o que fosse preciso para conseguir esse efeito, fui buscar a inspiração aos amigos: o
Bolo, a Calda e a Trufa! Consegui, o bolo provocou o efeito desejado!

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Usei:

Bolo:

250g de chocolate amargo
250g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
200g de açúcar
4 ovos
70g de farinha para bolos

Fiz assim:

Derrete-se em banho-maria o chocolate. Reserva-se até arrefecer.
Bate-se o açúcar com a manteiga em velocidade alta na batedeira, raspando de vez em quando os lados da taça.
Acrescenta-se os ovos um a um, batendo bem entre cada adição.
Com uma espátula incorpora-se o chocolate, e depois a farinha peneirada.
Coloca-se numa forma redonda de mola, untada e polvilhada e com o fundo forrado com papel vegetal também untado.
Vai ao forno pré aquecido a 180º durante 30 minutos.
Findo este tempo, vai parecer que o bolo não está cozido, é mesmo assim.
Deixe arrefecer completamente dentro da forma. Depois de frio, tape a forma com película aderente e leve ao frigorífico durante 1hora.

Calda:

½ chávena de água
½ chávena de açúcar
1 cálice de licor de cacau
1 c chá de cacau amargo

Leve a lume brando todos os ingredientes até fazer xarope fraco, mais ou menos 5 minutos.
Pique o bolo, ainda dentro da forma, com um palito, e derrame sobre ele a calda.
Deixe de novo no frigorífico.

Trufa:

225g de chocolate amargo
220ml de natas frescas
3 gemas
40g de açúcar

Leve ao lume o chocolate partido com as natas até dissolver, não deixe ferver. Retire do lume e deixe arrefecer.
Em banho-maria bata as gemas com o açúcar até espessar, fora do banho-maria, junte a ganache e continue a bater até arrefecer.

Retire o bolo do frigorífico, e desenforme para o prato de servir, retire o papel vegetal.
Volte a colocar o aro em volta do bolo, depois de o ter lavado e passado por água fria, (será mais fácil de tirar depois), e deite a cobertura deixando-a escorrer pelos lados.
Guarde no frigorífico até a hora de servir.
Para retirar o aro, aqueça um pano e enrole à volta, depois com uma faca aquecida em água quente, passe toda a volta para descolar.

Notas.

Este bolo não cresce muito.
Ao cozer encolhe um pouco o que faz com que a cobertura escorra pelos lados.
Ao fazer a trufa, e para que arrefeça mais rapidamente, troque de recipiente e ao bater faça-o sobre uma taça com gelo.
O bolo está no seu máximo de sabor e apresentação no dia seguinte. No entanto mantenha-o no frigorífico só até a trufa fixar, depois disso o chocolate começa a “suar” e perde qualidade.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Peru assado em marinada de melaço de romã

Na passada época das romãs, apaixonei-me perdidamente por este fruto em pratos salgados. Desde criança que a romã me foi dada sempre da mesma maneira, os bagos envolvidos em açúcar como sobremesa. Nunca me agradou.
Teimosa como sou e estando a par dos elevados benefícios deste fruto, lancei-me em pesquisas sobre a sua utilização. E foi assim que o comecei a usar em
saladas e outros pratos, indo um pouco mais além, mostro-vos hoje esta marinada que resultou numa perna de peru deliciosa. Numa próxima publicação trago-vos a receita do melaço de romã, pois infelizmente por aqui não é fácil de encontrar.

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Usei:

1 Perna e coxa de peru
1 Fio de azeite

Para a marinada:

1 Chalota picada
3 Dentes de alho grandes esmagados
½ Chávena de melaço de romã (pogranate molasses)
¼ Chávena de vinho tinto
1 c chá de sementes de coentro moídas
1 c chá de pimenta preta moída
¼ c chá de cravinho da índia moído
1 pitada de pimenta de caena
sal a gosto

Coentros frescos picados para servir

Fiz assim:

Tirei a gordura supérflua e cortei os tendões da perna e sequei muito bem a carne.
Misturei todos os ingredientes da marinada e cobri a carne, envolvendo bem. Coloquei depois num saco de congelação hermético, retirei o ar, e deixei no frigorífico de um dia para o outro, deverá ficar a marinar pelo menos durante 8 horas.
Retirar o peru da marinada e colocar em recipiente de ir ao forno.
Aqui poderá colocar no fundo do recipiente um cama de legumes como, cenouras, cebola, alho francês, ou outros a gosto. Para além de criarem sucos que vão enriquecer o assado, podem também servir de acompanhamento.
Cobrir a carne com o líquido da marinada e regar com um fio de azeite.
Levar ao forno quente até estar tenro, se necessário, ir regando com o molho.

Notas:

O saco de congelação é apenas uma sugestão, a carne pode marinar em qualquer recipiente, no entanto, desta forma a peça fica totalmente envolvida e sem transferir cheiros ao frigorífico.
Em vez de peru, use bifes de frango e grelhe na brasa.
Acompanhe este prato com bulgur, pilaf ou cuscuz e legumes.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Licor de morango


Mais do que preparar uma bebida, fazer licor é quase uma arte, uma arte milenar de mistura de aromas e sabores, enfim… uma arte que eu não domino, pois o único licor que produzi até hoje foi este! Também como em casa não somos muito apreciadores de bebidas não vale a pena aventurar-me por esses caminhos e depois não ter escoamento para o stock.

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Usei:

Morangos
A mesma medida de aguardente
A mesma medida de açúcar amarelo
Canela em pau

Fiz assim:


1.Lavei bem os morangos e retire-lhes o pé.
2.Coloque-os num frasco de boca larga juntamente com a aguardente e o açúcar.
3.Reservei o frasco fechado por mais ou menos 15 dias, ou até os morangos ficarem brancos.
4.Nos primeiros dias agitei o preparado para diluir o açúcar.
5.Após este processo engarrafei coando o líquido.

Notas:

Este processo também serve para framboesas.
Convém guardar o frasco em lugar fresco e ao abrigo da luz durante o período de maceração.
E claro: seja responsável, beba com moderação!!!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Coração de caramelo

Este bolo é uma especialidade dos Açores, mais propriamente do Faial.
O toque do caramelo é sublime!
È daqueles bolos que se fazem e se comem com prazer.
Não usei uma forma redonda como se descreve na receita, como fiz este bolo no dia de Sº Valentim, e porque a minha “cara-metade” adora caramelo, usei uma forma coração e apenas cobri o bolo não o recheei.

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Usei:

Para o caramelo:
100g de açúcar
½ chávena de leite

Para o bolo:
3 ovos
1 chávena de manteiga
2 chávenas de farinha
1 chávena de açúcar
1 c chá de fermento

Para o recheio e cobertura:
250g de açúcar
1 chávena de leite
3 c sopa de manteiga sem sal
1 chávena de nozes picadas

Fiz assim:

Leva-se o açúcar ao lume até ao ponto de caramelo. Retira-se do lume e deixa-se arrefecer.
Rega-se com o leite, (que pode ser previamente aquecido), e leva-se de novo ao lume para o caramelo dissolver completamente no leite.
Deixa-se arrefecer.
Numa tigela bate-se a manteiga com o açúcar até obter creme. Junta-se as gemas batendo sempre. Junta-se depois a farinha peneirada com o fermento e depois o caramelo.
Batem-se as claras em castelo bem firme, e adicionam-se ao preparado anterior.
Deita-se a massa em forma redonda muito bem untada e de preferência com o fundo coberto por papel vegetal.
Vai ao forno pré aquecido a temperatura moderada durante mais ou menos 50 minutos.

Recheio e cobertura:

Leva-se ao lume o açúcar até ao ponto de caramelo. Retira-se do lume e deixa-se arrefecer um pouco.
Junta-se a manteiga e vai de novo ao lume até formar uma pasta. Volta-se a retirar do calor e depois de arrefecer um pouco rega-se com o leite a ferver. Volta ao lume até fazer ponto estrada. Adiciona-se as nozes e usa-se imediatamente.

Depois do bolo cozido, desenforma-se, deixa-se arrefecer um pouco sobre uma grade.
Corta-se ao meio no sentido horizontal, coloca-se um pouco do recheio na parte de baixo e sobrepõe-se novamente as duas metades.
Com o restante recheio, cubra o bolo.

Notas:

È necessário ter muito cuidado ao juntar o leite ao caramelo, pois a temperatura do caramelo é muito elevada o que provoca salpicos de liquido a ferver.
Use um fio de pesca para cortar as duas metades do bolo.
A consistência do recheio endurece ao arrefecer, por isso prepare-o só na hora de o usar.

Decore com metades de noz.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Rochinhas de muesli

Prometi à Laila que fazia esta receita, demorei mais do que queria, e por isso as minhas desculpas. A intenção era ajudar a Chris a dar vencimento aos frutos secos que sobraram das festas, ou ainda aproveitar os preços promocionais dessas delícias logo após a viragem do ano.
Os meus bolinhos não ficaram muito doces, pois a intenção é usar ao pequeno-almoço quando a correria não permite vagares. Por isso aconselho a quem quiser o uso do mel ou do açúcar mascavado.


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Usei:

250g de muesli (mistura de cereais de pequeno almoço)
1dl de cerveja
1 ovo
100g de margarina
150g de farinha (pode ser necessário mais um pouco dependendo da quantidade de mel)
Mel ou açúcar mascavado a gosto

Fiz assim:

Regue o muesli com a cerveja, junte a margarina em pedaços e incorpore tudo com as pontas dos dedos.
Junte o ovo e o mel e amasse.
Por fim Junte a farinha e continue a amassar até obter uma massa ligada.
Faça bolinhas de massa e disponha em tabuleiro forrado de papel vegetal, achate as bolinhas com as costas de um garfo enfarinhado, e leve ao forno pré aquecido a 200º até os bolinhos ficarem dourados.


Notas:


Neste caso não coloquei mel, pois o muesli tinha sido preparado por mim segundo as orientações da Laila, e tinha adicionado mel na preparação.
Ficaram uns bolinhos muito agradáveis para o pequeno-almoço ou lanche, sem serem muito doces.

No Brasil: Muesli = Granola

Bom Apetite!