segunda-feira, 17 de março de 2008

Pãezinhos de polvilho com queijo


O que é que se espera, quando a receita é da Neide, e já foi feita por metade da blogosfera? Sucesso garantido!
Deliciosos os pãezinhos quentinhos, e tão fácil e rápido de fazer.
Não alterei em nada de nada o original, mas fiquei com vontade de experimentar com fécula de batata, mozarela e orégãos.


Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Usei:

½ chávena de leite
¼ de azeite extra virgem
1 ovo
1 chávena de polvilho doce
2 c sopa de parmesão ralado na hora
1 pitada de sal
Alecrim e flor de sal para polvilhar

Fiz assim:


Coloquei todos os ingredientes com excepção do alecrim e flor de sal, no copo liquidificador, bati até ficar homogéneo, (fica uma massa liquida), deitei em forminhas de queques não untadas.
Polvilhei com folhas de alecrim ligeiramente picadas e flor de sal.
Foram ao forno pré aquecido a 180º durante 20m.

Notas:
Coloque a massa a 1/3 da capacidade das forminhas pois os pãezinhos crescem bastante.
Receita original da
Neide.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Bolo encharcado de laranja

Confesso que as únicas frutas que me encantam em receitas doces são, maçãs, bananas, e laranjas. Como ainda estamos em época destas ultimas, eis um bolo fácil e delicioso.
Quando o faço, dobro a receita, pois para além de não crescer muito, cá em casa o que doce, cedo “voa”!

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Usei:

100g de açúcar
100g de manteiga
100g de farinha
2 Ovos
2 Laranjas, raspa e sumo
1 c chá de fermento
2 c sopa de açúcar e sumo de 1 laranja para encharcar

Fiz assim:

Bate-se o açúcar com as gemas em velocidade alta na batedeira, até ficarem fofas e esbranquiçadas.
Junta-se a manteiga amolecida no microondas, e bate-se mais um pouco.
Junta-se a raspa (fina) da casca, e o sumo das laranjas, e bate-se mais um pouco.
Fora da batedeira, adiciona-se a farinha peneirada com o fermento, e mistura-se bem com uma espátula, finalmente envolvem-se as claras batidas em castelo firme com uma pitada de sal.
Vai a forno moderado (180º), até estar firme mas não completamente seco, +/- 40m.
Desenforma-se para o prato de servir, pica-se com um garfo, polvilha-se com o açúcar e rega-se com o sumo de laranja.

Notas:

Tente não usar laranjas envernizadas, se não tiver outra alternativa, lave-as muito bem com água quente, esfregando com uma escova macia.
Se colocar as laranjas durante uns segundos no microondas, conseguirá extrair mais sumo.

Se preferir, substitua o açúcar e sumo para encharcar o bolo por uma cobertura de glacé de laranja. Bata uma clara de ovo com açúcar em pó até ter consistência, e faça escorrer sobre o topo do bolo, faça-o com o bolo completamente arrefecido.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Risoto de pato à Bernardino

A receita era apenas pato à Bernardino e consta no livro de Pantagruel.
A meio da sua preparação resolvi dar-lhe uma volta de 180º, e transforma-la num delicioso risoto.
Qual é o português que resiste a um arroz de pato? Eu não!
Fiz o estufado na panela eléctrica de cozedura lenta, mas dou-vos as duas versões de preparação para que possa ser acessível a todos.

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Usei:
Para estufado

1 pato do campo
3 cebolas roxas em rodelas
2 cravinhos da índia
2 dl de vinho tinto
3 dl de água
1 c chá de farinha
½ ramo de salsa picada
1 folha de louro
3 bagas de pimenta da Jamaica
1 c sopa de manteiga
sal

Para o risoto

2 c sopa de azeite
1 chalota picada
1 chávena de arroz arbóreo
1 copo de vinho tinto
½ chávena de parmesão ralado na hora

Fiz assim:

Cozi as cebolas na manteiga até ficarem macias.
Polvilhei com a farinha e envolvi muito bem até ganhar cor, dilui-se com a água, junta-se o cravinho esmagado, o louro, a salsa e o vinho.
Deixa-se fervilhar lentamente em lume brando durante 5 minutos.
Esfrega-se o pato com sal e sela-se muito bem num tacho largo e de fundo pesado. Vai-se picando o pato para ir largando gordura, se for muita retire-a com uma colher.
Rega-se o pato com o molho de cebolas, e coloca-se tapado em forno brando para estufar lentamente.
Ou transfere-se para a panela de cozedura lenta, e deixa-se no modo baixo durante 4 a 6 horas.
De ambas as maneiras, não há evaporação de líquidos, o que produz o caldo necessário para confeccionar o risoto.

Depois do pato estar macio e de a carne se soltar facilmente dos ossos, retire do forno ou panela, e coe o caldo reservando-o.
Retire a pele e os ossos ao pato e reserve a carne.

Refogue a chalota no azeite, e quando começar a alourar junte o arroz, envolva bem com um garfo de madeira e depois do arroz ter absorvido o azeite, refresque com o vinho tinto.
Vá adicionando conchas do caldo do estufado até o arroz ficar al dente, uma depois da anterior ter sido absorvida.
Se o caldo não for suficiente, acrescente água.
Misture a carne do pato e o queijo, envolva bem e sirva de imediato.

Notas:

Para eliminar o excessivo sabor a gordura do pato, e antes de o temperar, esfregue-o com um limão e deixe repousar por uns minutos.
Sirva o risoto com uma boa salada de legumes crus.
Tenha em consideração que o queijo é salgado.

O tempo normal de cozedura do arroz arbóreo é de 20 minutos.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Massa de pimentão

Bastante vulgar por aqui, sei que para alguns leitores deste blog este ingrediente / tempero não é tão banal assim. Por isso, e para que todos tenham igual oportunidade de provar a cozinha tradicional portuguesa, seguem-se as duas formas de preparar a massa de pimentão, sendo que a crua é a mais tradicional.

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Usa-se:

Pimentos vermelhos
Sal
Azeite

Faz-se assim:

Crua:

Lavam-se os pimentos, enxugam-se em panos e cortam-se em tiras retirando as sementes.
Dentro de uma peneira, cesto ou escorredor de plástico, colocam-se camadas de pimento e bastante sal, os pimentos vão deitar liquido que não se aproveita.
Após duas semanas, picam-se no processador de alimentos.
Guarda-se em frascos esterilizados de boca larga, colocando por cima uma fina película de azeite.

Cozida:

Cozem-se os pimentos em água simples, escorrem-se, passam-se pelo passe-vite e misturam-se com peso igual de sal e um pouco de azeite para evitar o bolor.
Guarda-se no frigorifico em boião tapado.

Notas:

Escolha pimentos maduros mas de apresentação impecável.
Os melhores são os mais doces.
È preferível usar vários boiões mais pequenos ao invés de um grande, para prevenir a oxidação, cada vez que é usado repõe-se a camada de azeite se necessário.


Ameixas D’Elvas

Quando publiquei a receita de Sericá ou Sericaia, ou ainda: Cericá ou Cericaia, (é o que faz ser uma receita antiga passada de boca em boca), muitos foram o que perguntaram o que eram ameixas de Elvas, ora aí está uma foto e segue-se a descrição do produto:

Ameixas D’Elvas são os frutos confitados da ameixeira “Rainha Cláudia Verde”, são um dos doces mais antigos e típicos da região do Alto Alentejo.
Inicialmente apenas confeccionadas nos conventos da região de Elvas, foram durante muito tempo apenas um privilégio das mesas mais abastadas, onde faziam parte obrigatória dos mais requintados banquetes.
Só a partir de 1834, as “Ameixas D’Elvas” começaram a ser produzidas em pequenas unidades industriais, sendo então possível a expansão do seu consumo, inclusivamente além fronteiras onde foram reconhecidas como um produto de excepcional qualidade.
Ainda no séc. XIX as “Ameixas D’Elvas” com mais de 200 prémios e medalhas de ouro nas exposições em que participaram.

Para saber mais: Aqui.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Ingredientes:

2 Kg de ameixas rainha-Cláudia
2 Kg de açucar
10 dl de água

Modo de fazer:

Num tacho grande leva-se ao lume 2 litros água. Quando começar a ferver, deitam-se dentro as ameixas e deixam-se cozer. Retiram-se da água quente e introduzem-se em água fria, deixando-as assim por 12 horas, renovando-se a égua por quatro vezes, ou seja, de 3 em 3 horas.
Dissolve-se o açúcar na água mencionada nos ingredientes e leva-se ao lume até formar ponto de pasta. Mergunlham-se na calda as ameixas e retiram-se quando a calda levantar de novo fervura.
Deitam-se as ameixas numa vasilha de loiça, e leva-se a calda de açucar ao lume até ganhar agora Ponto de espadana.
Deita-se esta calda sobre as ameixas.
No dia seguinte, escorre-se a calda de novo para o tacho e leva-se ao lume para ganhar ponto assoprado. Com este novo ponto regam-se mais uma vez as ameixas.
Passados tres dias repete-se a operação e leva-se a calda ao lume para ganhar ponto de fio. Mantên-se as ameixas na nova calda durante oito dias, findos os quais se escorrem, se lavam, e se deixam secar. Ou então se deixam ficar na calda guardadas em frascos esterilizados e tapados.

Fonte: "Coisas de açúcar"

sexta-feira, 7 de março de 2008

Doce degradée

Inspirado em alguma coisa que vi em algum lado, mas me perdoem não me consigo lembrar nem o quê nem onde.
O visual é bonito e original e o sabor, bem como eu sou a puxar para o guloso, diria que é: bom +, como aqueles que se dão na escola quando o professor sabe que é bom mas não quer “estragar” o aluno.


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Usei:

Creme branco

200 ml de natas
½ lata de leite condensado
2 c sopa de gelatina em pó neutra

Demolhar a gelatina em 3 c sopa de água fria, juntar mais um pouquinho de água e levar ao microondas para dissolver. Reservar.
Bater bem as natas, que deverão estar bem frescas, juntar o leite condensado, e bater mais um pouco.
Juntar depois a gelatina e misturar bem.
Deitar este preparado numa forma de bolo inglês passada por água fria, e reservar no congelador.

Creme caramelo

1 lata de leite condensado cozido
3 ovos
2 c sopa de gelatina em pó neutra

Proceder com a gelatina, como se descreve acima.
Bater as claras em castelo firme com uma pitada de sal. Reservar.
Juntar o leite condensado com as gemas e misturar bem.
Junte ao creme 1 c sopa das claras e envolva cuidadosamente, juntar depois as restantes misturando sempre de baixo para cima.
Junte por fim a gelatina e envolva bem.
Deite este creme por cima do creme branco, que já deverá estar firme, e reserve no congelador.

Creme castanho

75g de chocolate para culinária (60% cacau min.)
2 ovos
2 c sopa de manteiga
2 c sopa de açúcar
2 c sopa de gelatina em pó neutra.

Proceder com a gelatina como se descreve no primeiro creme.
Derreter o chocolate em banho-maria juntamente com a manteiga.
Bater as gemas com o açúcar e juntar o creme de chocolate.
Bater as claras em castelo firme com uma pitada de sal e juntar cuidadosamente ao preparado anterior, tal como para o creme caramelo, juntar primeiro 1 c sopa de claras e depois o restante.
Finalmente junte a gelatina e mistura bem.
Deite este preparado sobre o creme caramelo, que já deverá estar firme.
Reserve no frigorífico até à hora de servir.

Para desenformar, mergulhe rapidamente a forma em água quente.
Decore a gosto.

Notas:

A forma pode ser forrada com película aderente para mais fácil desenformar o doce.
Decore com enfeites feitos com chocolate de culinária derretido e/ou caramelo.
Faça desenhos sobre papel vegetal, espere que endureça, descole e use.
Este doce fica visualmente bonito se servido em copos, e assim não há necessidade de desenformar.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Pão de forma de Grant

Esta receita rápida e fácil, foi criada por Doris Grant que a incluiu no seu livro publicado nos anos 40.
A massa não necessita ser amassada e leva apenas uns minutos a ser misturada.
Os pães resultam muito fofos e mantém-se assim durante alguns dias.

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Para a versão Máquina do pão, scroll down

Receita para 3 pães em formas de: 21X11X6cm

Usei:

500g de farinha
1 c sopa de sal
25g de fermento fresco
350ml de água morna (35º a 38º)
1 c sopa de açúcar mascavado
Ervas ou sementes para polvilhar (opcional)

Fiz assim:

1. Peneira-se a farinha com o sal para uma tigela grande.
2. Dissolve-se o fermento em 1 dl de água aguarda-se uns minutos e em seguida junta-se o açúcar. Deixa-se repousar durante 10 minutos.
3. Faz-se uma cova ao centro da farinha e deita-se aí a mistura de fermento e mais um pouco de água, ou toda se necessário. Mistura-se com movimentos da periferia para o centro.
A massa fica pegajosa e não seca. Misture com colher de pau.
4. Divida a massa pelas formas previamente untadas, tape e deixe repousar ao abrigo de correntes de ar durante 30m ou até a massa ter aumentado 1/3.
5. Polvilhe com as ervas ou sementes e coloque no forno previamente aquecido a 200º.
Coloque no forno um recipiente com água, e deixe o pão cozer durante 40m, ou até ganhar consistência e apresentar um som oco ao bater na base.

Versão para Máquina do pão:

Substitua o fermento fresco por uma saqueta (+/- 11g) de fermento seco instantâneo.

Coloque na cuba da máquina, a água, seguida da farinha e depois os restantes ingredientes com a excepção das ervas ou sementes.
Se quiser os pães na sua forma original, escolha o programa amassar, e passe em seguida para o passo 4 da receita.
Se preferir que a máquina faça todo o trabalho, escolha o programa adequado à quantidade de farinha e ao grau de cozedura preferido, em caso de dúvida, escolha o médio.

Notas:

Conforme o nome indica este é um pão de origem Britânica.
O açúcar mascavado é um açúcar de cana escuro e húmido não refinado, e confere ao pão um sabor e textura muito agradável.
Pão indicado para sanduíches.


segunda-feira, 3 de março de 2008

Feijoada terra e mar

Quando eu era criança, estava convencida que não gostava de feijão.
Um dia, e com feijão para o almoço, a minha mãe decidiu aplicar-me uma “terapia de choque!
Nunca até então se tinha registado um sucesso tão grande de um tratamento de puro amor de mãe, disfarçado de malvadez.
Não conto aqui qual foi porque pode ferir sentimentos dos leitores mais sensíveis, mas para os amigos posso contar de uma maneira mais privada.
Resultado: depois disso, e até hoje: adoro feijão!

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Usei:

750g de rodelas de potas (tipo de lula grande mas menor que o polvo)
500g de feijão manteiga
½ Chouriço de carne
1 Cebola
3 Tomates maduros e pelados (ou 1 lata)
3 Cenouras
2 Folhas de louro
4 c sopa de azeite
sal
vinho branco

Fiz assim:

Depois de demolhado, cozi o feijão com bastante água. Escorri reservando um pouco da água da cozedura.
Coza também as potas até ficarem macias.
Faz-se um refogado com o azeite, as cebolas e o chouriço em rodelas. Quando a cebola murchar, junta-se o tomate cortado em pedaços, a cenoura e o louro, deixa-se refogar.
Junte depois as potas, refresque com um pouco de vinho branco, e deixe estufar durante 15 ou 20 minutos. Vá acrescentando golos de água da cozedura do feijão sempre que for preciso.
Junte o feijão e rectifique o sal.
Polvilhe de salsa picada ou coentros, e sirva com arroz branco.

Notas:

Pode substituir as potas por chocos ou polvo, e o feijão manteiga por feijão branco.
Se usar feijão enlatado, use para estufar um pouco de água da cozedura das potas.
Para amaciar as potas, use um método de cozedura lenta.