segunda-feira, 31 de março de 2008

Molho picante

A paixão pelas ervas aromáticas é de família! O meu tio I, a quem eu carinhosamente chamava de tio Lala em criança, tal como eu, gosta muito de ervas e temperos, e melhor ainda cultiva-as no seu lindo jardim e todos os anos me manda um vaso com um pé de piripiri, este que podem ver na foto. Esta é uma das utilizações que dou aos frutos pequeninos e picantes dessa linda planta, outros são, simplesmente secos e outros conservados em azeite.

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Usei:

1 Chávena de malaguetas
1 Cabeça de alhos
2 dl de óleo de girassol
2 dl de whisky
1 c sopa de sal


Fiz assim:

Nada mais fácil!
Retirei o pé ás malaguetas, se não quiser um molho muito picante retire as sementes.
Descasquei os alhos e retirei o veio central.
Depois é só colocar tudo junto na picadora ou processador e picar até incorporar bem.
Coloca-se depois em frasco de boca larga, devidamente esterilizado, e guarda-se no frigorífico.
Agita-se antes de usar.

Notas:

Muito importante!!!!

Depois de manusear malaguetas não leve as mãos aos olhos sem antes as lavar muito bem em água fria corrente.

Para maior precaução, e se conseguir, use luvas.

O picante mais agressivo, encontra-se nas sementes e membranas da malagueta / pimenta ou chilli.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Pedaços de magma

Já não é segredo para ninguém de que eu sou uma choco dependente assumida, daquelas que padecem de síndrome de abstinência.
Estas bolachas são a cura para esses sintomas, são tão ricas em chocolate puro que basta uma para tonificar o meu cérebro guloso.
Chamei-lhe pedaços de magma porque parecem-se com rochas vulcânicas e digo-vos, são tão “quentes” que até deixam um formigueiro na língua.

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Usei:

¼ chávena de farinha s/ fermento
1 c chá de fermento em pó
1 Pitada de sal fino
225g de chocolate amargo (min. 70% cacau)
2 c sopa de manteiga sem sal
2 ovos grandes
½ chávena de açúcar fino
1 c chá de essência de baunilha
175g de chocolate amargo picado grosseiramente

Fiz assim:

Peneira-se a farinha com o fermento e o sal. Reserva-se
Derrete-se os 225g de chocolate e a manteiga em banho-maria. Retira-se do lume e reserva-se.
Mantenha a água do banho-maria morna.
Numa tigela resistente ao calor, (usei a batedeira, pois a minha tem tigela de alumínio), bata os ovos com o açúcar e a baunilha. Quando tiver uma mistura esbranquiçada e cremosa, pare de bater e introduza a tigela na água do banho-maria para amornar. Retire.
Junte o chocolate derretido e a seguir incorpore a mistura de farinha.
Aqueça o forno a 180º.
Prepare dois tabuleiros forrando-os com papel vegetal.
Junte à massa o chocolate partido em pedaços e envolva delicadamente.
Coloque colheradas de massa no tabuleiro com algum espaço entre si, e leve ao forno durante 12 a 14 minutos, ou até a parte exterior se apresentar seca e brilhante mas o interior macio.
Deixe arrefecer um pouco ainda no tabuleiro antes de transferir para uma grade com a ajuda de uma espátula

Notas:

Em vez do fermento poderá usar uma mistura de bicarbonato de sódio e cremor tártaro.
O chocolate picado deve ser adicionado mesmo antes dos biscoitos irem para o forno para que não derreta antes da cozedura, o chocolate pode ser substituído por nozes picadas grosseiramente.
Pode colocar no forno dois tabuleiros de cada vez, e a meio do tempo trocar as posições dos mesmos.


quarta-feira, 26 de março de 2008

Rodelas de lombinho à moda da Dª Maria

O paladar português está bem presente nesta maneira de confeccionar a carne de porco.
Mais uma vez a minha eleição vai para a maciez do lombinho.
Esqueça a dieta por um dia e acompanhe esta carne com batatas fritas aos cubos, quartos de limão e uma salada gigante.

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Usei:

750g de lombinho cortado em rodelas
banha q.b.
Limão para servir

Para a marinada

8 c sopa de azeite
4 c sopa de vinagre de vinho branco
2 c chá de colorau
4 dentes de alho espremidos
2 folhas de louro em pedaços
2 c chá de sal

Fiz assim:

Juntei todos os ingredientes da marinada numa tigela grande, e mexi muito bem para incorporar.
Coloque a carne dentro da tigela e mexa muito bem para envolver.
Tape com película aderente, e deixe no frigorífico em repouso de um dia para o outro.
Deite numa frigideira um pouquinho de banha, (pouca, pois a marinada já tem azeite), e vá colocando a carne, depois de bem passada, retire e deite na frigideira o liquido da marinada, deixe retomar fervura e volte a colocar a carne para aquecer.
Regue com sumo de limão e sirva de imediato.

Notas:

A carne de porco deverá ser sempre consumida bem passada.
Use febras ou tiras de lombo para confeccionar esta receita, em vez dos lombinhos.
Fonte: “O livro de Pantagruel”


segunda-feira, 24 de março de 2008

Pão milionário

Pura tentação! È o que me ocorre para descrever estes doces.
Não é daquelas coisas que ficam prontas em três tempos, nem que se saboreiem assim que saiam do forno, pelo contrário, no dia seguinte é que estão no ponto.
Se os fizerem para servir com o café no final de uma refeição, essa até poderia ter sido uns ovos estrelados, e passará a ter o estatuto de memorável.
Mais uma receita do livro de biscoitos “le cordon blue”.

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Usei:

Base

120g de manteiga sem sal
180g de farinha
60g de açúcar mascavado claro

Caramelo

120g de açúcar mascavado claro
120g de manteiga
2 c de sopa de mel
1 lata de leite condensado

Cobertura

1 c de chá de manteiga com sal
250 g chocolate amargo

Fiz assim:

Base:

Mistura-se bem o açúcar com a manteiga derretida, junta-se a farinha e trabalha-se um pouco. Reserve enquanto prepara a forma.
Unte um tabuleiro quadrado ou rectangular e forre com papel vegetal.
Espalme um pouco a massa, transfira para a forma, e com a ajuda das mãos ou com as costas de uma colher, “forre” o fundo com a massa. A massa é muito quebradiça do tipo, massa areada pastosa, se partir vá fazendo remendos que com a cozedura não se notarão e a massa fica perfeitamente ligada.
Pique o fundo com um garfo, e leve ao forno pré aquecido a 180º durante mais ou menos ½ hora.
Retire do forno, e deixe arrefecer completamente dentro da forma.

Caramelo:

Juntam-se todos os ingredientes dentro de um tacho de fundo espesso, misture e leve ao lume até fazer ponto de estrada.
Verta sobre a base de bolacha, e deixe arrefecer completamente.

Cobertura:

Derrete-se o chocolate e a manteiga em banho-maria até ficar liso e brilhante.
Verte-se sobre o caramelo, e mais uma vez se deixa arrefecer completamente.
Depois de solidificado, (melhor será no dia seguinte), desenforme puxando pelo papel vegetal com as duas mãos, e com uma faca aquecida em água quente, corte quadrados pequenos.

Notas:

O ideal é usar uma forma quadrada de mola.
Se deixar a arrefecer no frigorífico, faça-o apenas até solidificar a cobertura de chocolate, conforme já disse anteriormente, o chocolate ficando no frio muito tempo, perde qualidade.
Sugestão: corte em quadradinhos pequenos e coloque em formas de papel frisado.
O talentoso
virtual chef já nos deu também a conhecer estes doces.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Cenourinhas especiais


Especiais, porque são: diferentes, deliciosas e têm especiarias.
Assim que bati com os olhos nesta receita do livro: “cozinhar com vegetais” de Maria de Lurdes Modesto, fiquei “vidrada”, (e nem sequer tem foto), podem imaginar porquê, não é? Pois, as especiarias.
Fiz com cenouras redondinhas, as chamadas parisienses, mas pode muito bem ser feito com cenouras normais cortadas em rodelas grossas.
Fiquem então com este acompanhamento delicioso e fora do vulgar.

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Usei:

400g de cenouras
1 Ramo de salsa
1 Folha de louro
2 c sopa de azeite
1 c chá de sementes de cominho
1 pau de canela
1 cm de raiz de gengibre ralada
2 dentes de alho
sumo de ½ limão
sal
água

Fiz assim:

Lavei as cenouras e escovei a casca muito bem.
Coloquei em água a ferver com sal. ½ ramo de salsa e o louro, deixei ferver até as cenouras cozerem mas ficarem firmes.
Escorri as cenouras, e reservei a água da cozedura.
No almofariz esmaguei grosseiramente as sementes de cominho e o pau de canela.
Numa frigideira larga ou wok, aqueci o azeite e deitei a mistura de cominho e canela, deixei aquecer bem para libertar os aromas, juntei depois o gengibre ralado e os alhos picados, deixei fritar sem escurecer o alho.
Reguei com cerca de 2,5 dl de água da cozedura das cenouras e quando retomou fervura juntei as cenouras. Tapei o wok e deixei ferver em lume brando até evaporar toda a água.
Reguei com o sumo de limão, polvilhei com a restante salsa picada, e servi.

Notas:

As cenourinhas redondas encontram-se facilmente em supermercados, na secção dos legumes congelados.
Tenha cuidado ao deitar a água no wok quente, provocará salpicos que podem resultar em queimaduras.

Acompanha carnes assadas, estufados ou arroz.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Pãezinhos de polvilho com queijo


O que é que se espera, quando a receita é da Neide, e já foi feita por metade da blogosfera? Sucesso garantido!
Deliciosos os pãezinhos quentinhos, e tão fácil e rápido de fazer.
Não alterei em nada de nada o original, mas fiquei com vontade de experimentar com fécula de batata, mozarela e orégãos.


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Usei:

½ chávena de leite
¼ de azeite extra virgem
1 ovo
1 chávena de polvilho doce
2 c sopa de parmesão ralado na hora
1 pitada de sal
Alecrim e flor de sal para polvilhar

Fiz assim:


Coloquei todos os ingredientes com excepção do alecrim e flor de sal, no copo liquidificador, bati até ficar homogéneo, (fica uma massa liquida), deitei em forminhas de queques não untadas.
Polvilhei com folhas de alecrim ligeiramente picadas e flor de sal.
Foram ao forno pré aquecido a 180º durante 20m.

Notas:
Coloque a massa a 1/3 da capacidade das forminhas pois os pãezinhos crescem bastante.
Receita original da
Neide.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Bolo encharcado de laranja

Confesso que as únicas frutas que me encantam em receitas doces são, maçãs, bananas, e laranjas. Como ainda estamos em época destas ultimas, eis um bolo fácil e delicioso.
Quando o faço, dobro a receita, pois para além de não crescer muito, cá em casa o que doce, cedo “voa”!

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Usei:

100g de açúcar
100g de manteiga
100g de farinha
2 Ovos
2 Laranjas, raspa e sumo
1 c chá de fermento
2 c sopa de açúcar e sumo de 1 laranja para encharcar

Fiz assim:

Bate-se o açúcar com as gemas em velocidade alta na batedeira, até ficarem fofas e esbranquiçadas.
Junta-se a manteiga amolecida no microondas, e bate-se mais um pouco.
Junta-se a raspa (fina) da casca, e o sumo das laranjas, e bate-se mais um pouco.
Fora da batedeira, adiciona-se a farinha peneirada com o fermento, e mistura-se bem com uma espátula, finalmente envolvem-se as claras batidas em castelo firme com uma pitada de sal.
Vai a forno moderado (180º), até estar firme mas não completamente seco, +/- 40m.
Desenforma-se para o prato de servir, pica-se com um garfo, polvilha-se com o açúcar e rega-se com o sumo de laranja.

Notas:

Tente não usar laranjas envernizadas, se não tiver outra alternativa, lave-as muito bem com água quente, esfregando com uma escova macia.
Se colocar as laranjas durante uns segundos no microondas, conseguirá extrair mais sumo.

Se preferir, substitua o açúcar e sumo para encharcar o bolo por uma cobertura de glacé de laranja. Bata uma clara de ovo com açúcar em pó até ter consistência, e faça escorrer sobre o topo do bolo, faça-o com o bolo completamente arrefecido.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Risoto de pato à Bernardino

A receita era apenas pato à Bernardino e consta no livro de Pantagruel.
A meio da sua preparação resolvi dar-lhe uma volta de 180º, e transforma-la num delicioso risoto.
Qual é o português que resiste a um arroz de pato? Eu não!
Fiz o estufado na panela eléctrica de cozedura lenta, mas dou-vos as duas versões de preparação para que possa ser acessível a todos.

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Usei:
Para estufado

1 pato do campo
3 cebolas roxas em rodelas
2 cravinhos da índia
2 dl de vinho tinto
3 dl de água
1 c chá de farinha
½ ramo de salsa picada
1 folha de louro
3 bagas de pimenta da Jamaica
1 c sopa de manteiga
sal

Para o risoto

2 c sopa de azeite
1 chalota picada
1 chávena de arroz arbóreo
1 copo de vinho tinto
½ chávena de parmesão ralado na hora

Fiz assim:

Cozi as cebolas na manteiga até ficarem macias.
Polvilhei com a farinha e envolvi muito bem até ganhar cor, dilui-se com a água, junta-se o cravinho esmagado, o louro, a salsa e o vinho.
Deixa-se fervilhar lentamente em lume brando durante 5 minutos.
Esfrega-se o pato com sal e sela-se muito bem num tacho largo e de fundo pesado. Vai-se picando o pato para ir largando gordura, se for muita retire-a com uma colher.
Rega-se o pato com o molho de cebolas, e coloca-se tapado em forno brando para estufar lentamente.
Ou transfere-se para a panela de cozedura lenta, e deixa-se no modo baixo durante 4 a 6 horas.
De ambas as maneiras, não há evaporação de líquidos, o que produz o caldo necessário para confeccionar o risoto.

Depois do pato estar macio e de a carne se soltar facilmente dos ossos, retire do forno ou panela, e coe o caldo reservando-o.
Retire a pele e os ossos ao pato e reserve a carne.

Refogue a chalota no azeite, e quando começar a alourar junte o arroz, envolva bem com um garfo de madeira e depois do arroz ter absorvido o azeite, refresque com o vinho tinto.
Vá adicionando conchas do caldo do estufado até o arroz ficar al dente, uma depois da anterior ter sido absorvida.
Se o caldo não for suficiente, acrescente água.
Misture a carne do pato e o queijo, envolva bem e sirva de imediato.

Notas:

Para eliminar o excessivo sabor a gordura do pato, e antes de o temperar, esfregue-o com um limão e deixe repousar por uns minutos.
Sirva o risoto com uma boa salada de legumes crus.
Tenha em consideração que o queijo é salgado.

O tempo normal de cozedura do arroz arbóreo é de 20 minutos.