sexta-feira, 18 de abril de 2008

Bolo crocante de baunilha

Um dos meus primeiros bolos bem sucedidos foi o bolo de iogurte, eu devia ter uns 8 anos, e a receita está escrita num livrinho forrado a tecido amarelecido pelo tempo.
Depois de tanto tempo apeteceu-me “reciclar” o bolo de iogurte.
No frigorifico: 2 iogurtes no termo da validade. Como a receita original leva apenas 1 tive de adaptar, mas correu muito bem.
Nas notas finais explico a receita original que pode ser aromatizada ao gosto de cada um.

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Usei:

2 iogurtes cremosos naturais (125g cada um)
3 chávenas* de açúcar
3 chávenas de farinha
4 ou 5 ovos
1 c sopa de extracto puro de baunilha
4 c sopa de sementes de papoila
1 c chá de fermento em pó químico
1 chávena (mal cheia) de óleo de girassol ou colza
* copo do iogurte como medida

Fiz assim:

Mistura-se o iogurte com a baunilha e as sementes de papoila. Reserva-se.
Batem-se as gemas com 2 chávenas de açúcar até ficar uma mistura cremosa.
Junta-se o óleo e a mistura de iogurte, e envolve-se bem.
Batem-se as claras em castelo, quando começar a formar picos, deita-se o restante açúcar em chuva e bate-se mais um pouco.
Envolva as claras pouco a pouco na massa, alternando com a farinha peneirada juntamente com o fermento.
Vai ao forno pré aquecido a 180º em forma untada de manteiga e polvilhada de farinha, (ou spray desmoldante), durante mais ou menos 40 minutos. Verifique a cozedura com um palito de madeira espetado no centro do bolo, antes de retirar.
Deixe amornar em cima de uma grade e desenforme.

Notas:

A receita original:
1 iogurte de aroma; 6 ovos; 3 copos açúcar e farinha; 1 de óleo.
O método de preparação é igual.
Se usar farinha com fermento, não junte mais fermento à receita.

Este bolo sofreu influências daqui.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Frango assado com mel de paprica

Dizem vocês: “muito frango e peru aparece neste blog!”
È verdade, confesso que é a carne que mais gosto e que mais cozinho, e sendo assim, já que não há inovação no ingrediente principal, têm que inovar no tempero, porque a forma de eleição para o cozinhar é sem duvida o forno.
E depois também têm o agravamento de a “piolha” ter declarado guerra ás carnes vermelhas.


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Usei:

1 Frango
1 limão
3 dentes de alho
sal & pimenta
2 c sopa de manteiga
2 c sopa de mel
1 c chá de paprica

Fiz assim:

Parte-se o frango em pedaços e limpa-se de gorduras supérfluas.
Coloca-se num recipiente e tempera-se com o alho picado, o sal, a pimenta e rega-se com o sumo de limão. Reserve em local fresco para a carne tomar gosto.
Num tacho pequeno ou frigideira, derrete-se a manteiga sem deixar ferver, retira-se do lume e junta-se o mel e a paprica, mexe-se para dissolver bem.
Colocam-se os pedaços de frango num recipiente de forno, cobrem-se com o molho de mel, cobre-se com folha de alumínio, e leva-se ao forno pré aquecido a 180º.
Próximo do final, retira-se a folha de alumínio para alourar o frango.

Notas:

Se começar a secar, regue com um pouco do suco da marinada.
Acompanhei com batatas assadas, mas este frango liga muito bem com
salada de couscous e grão de bico.
Fonte: Blue cooking

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Papelotes de salmão

Saudável, prático, rápido, delicioso e agradável à vista.
Estes são os apelativos desta receita.
A técnica dos papelotes é uma técnica que uso bastante, têm a vantagem de preservar o aspecto, sucos e sabor dos alimentos. Se gostar de uma cor mais dourada, é só perto do final, abrir o papelote e deixar o calor actuar sobre a superfície dos alimentos.
Sirva com
forminhas de batata.

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Usei:

4 Lombos de salmão
1 c sobremesa de mostarda à moda antiga (com sementes)
5 c sopa de vinho branco
sumo de ½ limão
3 c sopa de azeite
sal & pimenta
Ervas frescas picadas (endro, manjericão, tomilho, cebolinho, orégãos)
Alcaparras a gosto

Fiz assim:

Temperei o salmão com sal e pimenta.
Coloquei cada um dos lombos num quadrado de papel de alumínio.
Numa tigela, misturei a mostarda, o vinho, o sumo de limão e o azeite.
Reguei cada um dos lombos com este molho.
Polvilhei com a mistura de ervas e com as alcaparras.
De seguida, fechei os papelotes, e levei ao forno aquecido a 180º durante mais ou menos 30 minutos.

Notas:

Acompanhe com manteiga aromatizada com ervas ou com casca ralada de citrinos.
Este prato só tem a ganhar se acompanhado com legumes cozidos no vapor, e / ou puré de batata.

Esta técnica funciona em quese todos os tipos de peixe.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Tarteletes de chocolate com rum e canela

Terceiro “ensaio inter blogs” e desta vez doce e com a contribuição da Dani, que me enviou as há tanto tempo desejadas formas para tarteletes.
Esta é daquelas sobremesas que se fazem em 3 tempos, não precisa de forno e apenas demora o tempo de fixar os cremes.
Assim que as recebi fui a correr para a cozinha fazer este doce que costumava fazer numa forma de tarte, e não há duvida que ficaram muito mais charmosas e à medida de duas dentadas gulosas.

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Usei:

Base

200g de bolacha tipo Maria
150g de manteiga amolecida

Recheio

200g chocolate amargo
2 dl de natas
2 c sopa de rum escuro
3 gemas
40g de açúcar branco fino

Creme

2 dl de natas
1 c sopa de açúcar em pó
1 c chá de canela em pó

Fiz assim:

Picam-se as bolachas até ficar em consistência de farinha grossa.
Mistura-se a manteiga amolecida, e envolve-se bem.
Forram-se as formas calcando bem com as costas de uma colher.
Leve a lume brando ou ao microondas, o chocolate partido em pedaços com as natas até fundir. Junte o rum e misture bem para ficar homogéneo, e reserve.
Bata as gemas com o açúcar em banho-maria, até que dobrem de volume.
Já fora do lume junte a ganache de chocolate e bata até amornar.
Deite este creme sobre a base de bolacha, e deixe arrefecer.
Bata as natas até ao ponto de chantili com o açúcar em pó, aromatize com a canela e envolva.
Decore as tarteletes com este creme usando o saco de pasteleiro, ou simplesmente deite por cima e alise.
Deixe arrefecer no frigorífico até servir.
Decore com raspas de chocolate amargo, ou a gosto.

Notas:

Em vez do creme de chantili e canela, use framboesas frescas sobre o recheio de chocolate.
A quantidade de manteiga poderá ter de ser ajustada à medida da capacidade de absorção da bolacha, não devendo no entanto ficar encharcada, apenas o suficiente para unir.


quarta-feira, 9 de abril de 2008

Pão de centeio com sementes de alcaravia

A segunda receita dos “ensaios inter blogs”, teve a intervenção da Suzana.
Sei que a Suzana gosta de fazer pão, esta receita é para ela, combina o saudável com o exótico e por isso despertou-me atenção.
Devido ao leite e iogurte, este pão fica muito macio. As sementes de alcaravia conferem-lhe um aroma e travo muito agradável e peculiar.
Se não gostar ou encontrar alcaravia, substitua por erva-doce (funcho).

(Versão para a máquina do pão mais abaixo)

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Usei:

11g de fermento fresco
1 c sopa de açúcar mascavado escuro
1 chávena de chá de leite meio gordo
1 iogurte natural (125g)
2 c sopa de manteiga
1 c chá de sal
1 c sopa de sementes de alcaravia (mais um pouco para polvilhar)
2 chávenas de farinha de centeio
1 chávena de farinha de trigo


Fiz assim:

Dissolve-se o fermento com o açúcar no leite morno.
Peneire as farinhas com o sal, e no meio faça uma cova.
Deite aí, a mistura de fermento, a manteiga amolecida, o iogurte e as sementes.
Amasse bem até ligar todos os ingredientes, passe depois a massa para a batedeira e bata durante 5 minutos em velocidade alta com o gancho.
Ou então, exercite o bíceps e dê murros e amassadelas até a massa ficar elástica.
Unte com manteiga uma forma grande de bolo inglês, e coloque dentro a massa.
Polvilhe com mais um pouco de sementes, e deixe levedar durante 1 hora.
Leve ao forno pré aquecido durante 40 minutos.
Deixe arrefecer em cima de uma grade antes de cortar fatias.

Versão máquina do pão:

Substitua o fermento fresco por fermento seco instantâneo.
Coloque na máquina, primeiro os líquidos, depois os sólidos, (excepto as sementes), sendo que o ultimo deve ser o fermento.
Escolha o programa de pão integral com sementes.
Coloque estas quando ouvir o sinal sonoro, deixe completar o programa.
Fonte

Notas:

Alcaravia / Kümmel
Carum Carvi
Especiaria com sementes castanhas em forma de crescente, utilizada para condimentar bolos, biscoitos, pão, queijo e pickles. As sementes de alcaravia também são muito eficazes quando espalhadas sobre legumes cozidos, especialmente raízes, e já são clássicas no repolho quente.
Fonte
Planta herbácea da família das umbelíferas, cujas sementes, que contêm um óleo volátil, têm uso em medicina e culinária, também pode ser denominada de cominho-armênio ou cariz. As suas sementes são muito utilizadas na culinária Nórdica, que aromatiza queijos e vários preparados salgados, como “pretzels”. Utilizado também em aguardente da escandinava, denominada de Aquavit.
Fonte
Muitas vezes confundida com cominhos.
Francês = carvi

Inglês = caraway
Espanhol = carvi
Italiano = carvi

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Forminhas de batata

Esta é a primeira receita dos anunciados: Ensaios Interblogs.
Ensaios interblogs porque as receitas apresentadas esta semana, tiveram a intervenção directa (não só inspiração), de outros food bloguers que são também amigos.
As forminhas de batata tiveram a “mão” da minha “musa inspiradora” dos biscoitos, a
Cinara, que me enviou uma revista brasileira de onde tirei esta receita.
Visitem o
Cinara's Place , o pior que vos pode acontecer é ficarem viciados com as delicias que encontrarem por lá.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Usei:

600g de batatas
1 c sopa de manteiga
sal a gosto, pimenta e noz-moscada
½ chávena de parmesão ralado na hora
1 c sopa de amido de milho
½ chávena de leite
2 ovos
mozarela para rechear
manteiga e pão ralado para as formas

Fiz assim:

Cozem-se as batatas em água temperada de sal.
Escorrem-se e ainda quentes esmagam-se com o esmagador ou passe vite.
Junta-se a manteiga e metade do queijo e envolve-se bem.
Desfaça ao amido de milho no leite morno e junte as gemas.
Adicione este preparado ao puré de batata e misture.
Bata as claras em castelo firme e reserve.
Tempere com pimenta e noz-moscada, e envolva as claras batidas em castelo.
Unte com manteiga 12 formas de empada e polvilhe com pão ralado.
Coloque uma colher de puré no fundo das formas e por cima coloque queijo mozarela em cubos, acabe de encher as formas com colheradas de puré, ou se preferir um efeito mais requintado, use o saco de pasteleiro.
No final polvilhe com o restante queijo parmesão e leve ao forno pré aquecido a 180º, até a superfície ficar dourada.

Notas:

Acompanha peixe no forno, carne assada ou grelhados.
O queijo para rechear é facultativo.
O puré pode ser enriquecido com ervas frescas picadas, junte-as quase no final da preparação.
Em vez do queijo para polvilhar pode também usar sementes de sésamo.
Fonte: Receita minuto.
Descobri depois e ao “vasculhar” os meus arquivos no bloglines que a
Luna já publicou estas forminhas.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Sorvete de laranja

Com a Primavera a começar a dar ares da sua graça, e com muitas laranjas ainda nas árvores, apetece usufruir de toda essa vitamina C de uma forma fresca e doce.
Este sorbet pode servir de sobremesa familiar ou com a devida apresentação transformar-se num verdadeiro requinte.
Aproveite a dica e faça-o também com outras frutas.
A receita não contem leite ou derivados o que pode ser uma mais valia para os intolerantes.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Usei:

2 Chávenas de água
1 Chávena de açúcar
Casca do vidrado de 1 laranja
1 + 1/3 de chávena de sumo de laranja
2 c sopa de sumo de limão

Fiz assim:

Num tacho mistura-se a água com o açúcar e deixa-se ferver.
Quando levantar fervura, junta-se a casca de laranja cortada em juliana, reduz-se o calor e deixa-se ferver até fazer um xarope leve. Mais ou menos 5 minutos.
Côa-se, reservando a casca de laranja, e deixa-se arrefecer totalmente.
Adiciona-se ao xarope frio, o sumo de laranja e limão.
Mistura-se e leva-se ao congelador em recipiente tapado.
Deixe ficar até solidificar.
Mergulhe o recipiente em água quente e verta o conteúdo para uma taça.
Com uma faca corte em pedaços e transfira para o copo liquidificador ou processador de alimentos, processe até ficar cremoso.
Volte a colocar na taça, cubra com película, e guarde no congelador até à hora de servir.
Faça bolas com uma colher, e sirva com as cascas de laranja reservadas.

Notas:

Aproveite as cascas de laranja para fazer esta receita.
O sorvete não fica solidificado como um bloco de gelo, devido ao açúcar.
Mais uma vez chamo a atenção para as laranjas enceradas dos supermercados, não use a casca!
Dê largas à imaginação e faça esta receita com a sua fruta preferida.
Fonte:
aqui.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Ervilhas estufadas com ovos escalfados

È curioso a maneira como atribuímos marcadores ás nossas memórias de infância, sejam sabores, cheiros, imagens…
Este prato é uma dessas memórias, leva-me de volta à infância e ao tempo em que a minha mãe ou a minha avó me pediam ajuda para descascar as ervilhas para o almoço, e lá ficava-mos nós sentadas num “mocho”* do lado de fora do “monte”* com um pano no regaço e um alguidar à nossa frente.
Para mim era um privilégio contribuir para o resultado final: o almoço da família.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Usei:

1,5 kg de ervilhas
1 c sopa de banha
100g de bacon
100g de chouriço de carne
1 cebola
2 tomates ou
½ chávena de polpa
4 ovos
sal, pimenta e açúcar
salsa, louro e segurelha

Fiz assim:

Num tacho largo, (panela, para os meus leitores do Brasil), alourei o bacon na banha, (se o bacon for muito gordo dispense a banha), junta-se a cebola picada e deixa-se refogar um pouco.
Adiciona-se o tomate sem pele e sem sementes, cortado em pedacinhos, junta-se também as ervilhas.
Dá-se uma volta, tapa-se e deixa-se suar um pouco, mais ou menos 5 minutos.
Junta-se o chouriço, rega-se com 1,5 dl de água, tempera-se de sal, (atenção ao sal do bacon e do chouriço), pimenta e 1 c chá de açúcar.
Faz-se um ramo de cheiros com a salsa, a segurelha e o louro e coloca-se no tacho.
Tapa-se, e deixa-se estufar em lume muito brando.
15 minutos antes de servir, faz-se uma cova nas ervilhas e deita-se os ovos, volte a tapar e deixe escalfar a gosto.
Sirva enfeitado com o chouriço.

Notas:

Num estufado que se quer lento e com poucos líquidos, como é o caso desta receita. Volte a tampa do tacho ao contrário, e coloque em cima cubos de gelo.
Desta forma, o vapor que se forma dentro do tacho, volta a condensar-se e vai providenciando a humidade necessária para a cozedura dos alimentos.

*“mocho” banco de madeira com o assento em palha e sem costas, no Alentejo são na sua forma tradicional baixos.
“monte” casa típica no Alentejo e Algarve, composta pela habitação, anexos para o gado e alfaias, um tanque e ás vezes um forno. O monte está rodeado dos campos de cultivo.
Fonte: A minha veia alentejana!