quarta-feira, 30 de abril de 2008

Ervilhas de quebrar com molho cremoso de balsamico

Embora a Primavera não seja a minha estação do ano favorita, (sou mais a dar para a melancolia e cor do Outono), tenho que me render ás ofertas da terra nesta altura.
Os legumes estão no auge da sua cor, beleza e sabor. Para mim a melhor maneira de desfrutar de legumes tenros e saborosos é numa salada.
Sendo assim, saiu esta deliciosa refeição inspirada numa receita do livro: “cozinhar com vegetais".
No original. O molho é feito com natas, mas na minha opinião o iogurte liga bastante melhor com a frescura dos verdes.

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Usei:

500g de ervilhas de quebrar
Batatinhas novas a gosto (opcional)
1 haste de segurelha
3 c sopa de pinhões
2 c sopa de nozes partidas grosseiramente
Sal

Molho
1 iogurte natural
2 c sopa de vinagre balsâmico
1 c sobremesa de mostarda de Dijon
sal & pimenta

Fiz assim:

Prepare as ervilhas retirando-lhe o fio.
Introduza-as num tacho com água a ferver temperada com sal e com o raminho de segurelha. Deixe cozer apenas 5 minutos. Retire do lume, escorra e passe as ervilhas por água fria.
Coza também as batatinhas (se forem pequeninas e tenras podem cozer junto com as ervilhas), e proceda da mesma forma.
Reserve.
Numa frigideira anti aderente, torre os pinhões até terem uma cor dourada.
Coloque as ervilhas e as batatas numa saladeira, e polvilhe com os pinhões e as nozes.
Prepare o molho numa taça à parte, da seguinte forma:
Misture muito bem o iogurte com o balsâmico, incorpore a mostarda e volte a misturar bem. Tempere com sal e pimenta preta moída na hora.
Sirva à parte, ou envolva nos legumes antes de deitar os frutos secos, polvilhando-os no final.

Notas:

Vinagre balsamico di modena.
Use de preferência iogurte grego, é muito mais cremoso.
Pode também usar natas ou creme fraiche.
Faça com antecedência e sirva bem fria.


“Coimbra é uma lição….”

(A frase é o primeiro verso de um conhecido fado de Coimbra).
Com a anunciada visita da Fer a Portugal, estava lançado o mote para um encontro.
Embora geograficamente
Lisboa seja mais perto para mim, optei por me deslocar a Coimbra por ser um Sábado e assim estar 100% disponível e despreocupada com horários. (Tão despreocupada que ia perdendo o comboio).
O Encontro começou no bar do comboio onde me juntei com a
Elvira, começamos a conversar e a viagem foi um agradável encontro de café. Chegadas à estação de Coimbra B, tinha-mos de apanhar o comboio urbano até ao centro da cidade. Saímos do comboio sempre a conversar à medida que distraidamente ia-mos andando, só parámos porque um dos guardas da estação nos perguntou onde ia-mos, pois se não parássemos teríamos ido até ao Porto a pé, tal era a distracção provocada pela conversa.

Na estação de Coimbra A, fomos recebidas com um caloroso abraço pela Fer, sua irmã e cunhado.
Esperamos pela
Mariana, em amena “cavaqueira”, e a partir daí já foi tudo dito aqui:

Elvira's bistrot
Caos na cozinha
Chucrute com salsicha

Na foto: (Da esquerda para a direita)
Mariana, Marizé, Fer e Elvira.

P.S. Quase que me esquecia de dizer que, em Coimbra comprei mais um tacho para os ensaios. E que tacho!

Vejam também o meu encontro com a Migas.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Cestinhas de chévre com ameixas em xarope de vinho tinto

A história de vez em quando repete-se.
Uma ida ás compras e um caso de inspiração junto à prateleira dos frescos. Uma embalagem de massa filo e um queijo chévre sorriram para mim.
No final fico sempre a pensar na minha figura, será que as pessoas repararam que eu estava em estado “catatónico” com um queijo na mão?
Saiu isto. Sobremesa, entrada, guloseima? Tanto faz, é bom!

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Usei:

6 folhas de massa filo
1 queijo chévre
8 ameixas secas sem caroço
½ chávena de vinho tinto
¼ chávena de açúcar
1 pau de canela
1 cravinho da Índia
1 vagem de cardamomo
1 folha de louro
manteiga para untar

Fiz assim:

Cortei as folhas de massa até ficar com a forma de quadrados.
Untei cada um dos quadrados com um pouco de manteiga e sobrepus sobre ramequins, para que, cada um deles ficasse com 3 ou 4 folhas sobrepostas.
Levei ao lume o vinho com as ameixas, as especiarias o açúcar e o louro.
Deixei fervilhar em lume brando até atingir a consistência de xarope fraco.
Cortei o chévre em rodelas grossas e distribui pelos ramequins, em cada um deles coloquei 2 ameixas e reguei com um pouco da calda de vinho, não muita para não ensopar em demasia o fundo.
Levei ao forno, até o queijo fundir e a massa atingir uma cor dourada.

Notas:

Em vez de fazer o xarope de vinho com a fruta, pode usar ameixas d'Elvas e regar com um pouco da calda.
Da próxima vez retirarei a casca ao queijo, pois a apresentação fica um pouco comprometida ficando a casca do queijo vazia dentro do cesto.
Veja também:
camembert com figos secos.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Vinagre de frutos silvestres

Até há pouco tempo atrás, não era fácil encontrar vinagres aromatizados.
Desde há muito tempo que guardo num canto escuro da minha despensa os vinagres e azeites aromatizados com tudo e mais alguma coisa, são sempre principalmente ervas ou especiarias, mas este vinagre de frutos merece ser aqui partilhado pois para além de ir muito bem em saladas de legumes, fica uma delícia em frutas frescas.
Frutas na foto da esquerda para a direita: Groselhas, amoras, mirtilos e framboesas.
A cabeça amarela entre os frascos é do Tigrão Amarelo.

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Usei:

Framboesas
Amoras
Mirtilos
Groselha
100g de cada um, ou parte deles num total de 400g
450 ml de vinagre de sidra
1 c chá de açúcar

Fiz assim:

Colocam-se as frutas num recipiente não metálico juntamente com um pouco do vinagre. Esmagam-se com um pilão de madeira, e adiciona-se o restante vinagre, mexe-se bem para misturar.
Tapa-se o recipiente de forma hermética, por exemplo, com película aderente, e reserva-se em lugar abrigado da luz durante uma semana. Agitando de vez em quando.
Findo este tempo, côa-se o vinagre, e volta a amassar-se as frutas para aproveitar bem os sucos. Coloque as frutas amassadas dentro de um pano fino, (gaze ou mousseline), e esprema até ficar apenas o bagaço.
Volte a coar o vinagre por um passador com um pano no fundo.
Junte o açúcar, mexa, e leve a lume brando sem ferver, só o suficiente para dissolver o açúcar.
Deixe arrefecer em repouso, e filtre para dentro de frascos esterilizados.
Guarde em lugar fresco e ao abrigo da luz.

Notas:

È muito importante que não entrem na confecção do vinagre objectos metálicos, se não tiver uma panela de vidro resistente ao calor, use uma tigela sobre água a ferver, (banho Maria).
De preferência use frascos de vidro escuro para armazenar vinagres e óleos. Desta forma está a proteger os líquidos da luz.
Recicle frascos de xarope para a tosse ou outros.
Em vez de usar o tecido para filtrar, pode usar filtros de papel para café.

Sexta feira será feriado, (iupiii...), voltarei com novo post na segunda.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Lasanha de bacalhau

Uma mão cheia de espinafres, um pedaço de broa de milho a ficar dura, e uma embalagem de migas de bacalhau de molho.
"È o que tens para fazer o jantar hoje, Marizé. Agora desenrasca-te!"
Fiz a massa para a lasanha usando os espinafres, mas não desanimem por isso. Usem massa de lasanha normal e coloquem os espinafres no recheio.
Vale a pena, é uma delícia.

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Usei:

1 receita de massa fresca de espinafres.

Recheio
2 postas de bacalhau ou uma embalagem de migas, previamente demolhado
Azeite q.b.
1 cebola
3 dentes de alho
Salsa
1 lata pequena de tomate pelado
1 embalagem de miolo de camarão
Sal & pimenta preta moída na hora
1 malagueta ou molho picante
1 punhado de azeitonas pretas picadas

Molho
Manteiga
Farinha
Pimenta & noz-moscada
Agua da cozedura do bacalhau

Cobertura
Miolo de broa ou pão ralado
Azeitonas descaroçadas
Azeite
1 c sobremesa de paprika

Fiz assim:

Preparei a massa conforme este ensaio, deixando-a em placas finas (posição 5 ou 6 do cilindro).
Se usar massa pré confeccionada, amoleça-a em água temperada de sal, ou coza-a, conforme as instruções da embalagem.
Neste caso, e como fiz a massa fresca, cozi as placas em água temperada de sal durante 4 minutos.

Misture um pouco de azeite com a paprika e reserve. Vai servir para regar a lasanha no final.

Coloquei o bacalhau num tacho com água a ferver, deixei retomar fervura e apaguei o lume abafando o tacho.
Passados 15 ou 20 minutos, retirar o bacalhau reservando a água da cozedura.

Preparei um molho bechamel da seguinte forma:
Num tacho ou frigideira, derreter um pouco de manteiga, polvilhar com farinha e mexer bem com vara de arames até a farinha adquirir um tom dourado claro, ir colocando conchas de água da cozedura do bacalhau mexendo sempre, até atingir a consistência desejada. Neste caso não muito espessa.
Temperar com pimenta preta e noz-moscada.

No wok deita-se azeite, cebola e alho picado. Depois da cebola amolecer, junta-se o bacalhau em lascas e o miolo de camarão. Após o bacalhau tomar o sabor do azeite, acrescenta-se o tomate esmagado, a pimenta e a malagueta, rectifica-se de sal e por ultimo juntam-se as azeitonas e a salsa picada. Deixa-se apurar.

Untar com um pouco de manteiga ou azeite um recipiente de pirex.
Forrar o fundo com as folhas de massa previamente cozidas, por cima colocar um pouco do recheio de bacalhau e regar com um pouco de molho.
Voltar a colocar uma camada de massa e repetir as camadas até ao topo. A última camada deverá ser de molho.
Polvilhe generosamente a superfície com a broa esfarelada, e regue com o azeite de paprika. Decore com algumas azeitonas.
Vai ao forno previamente aquecido a gratinar.

Notas:

Junte espinafres esfarrapados ao recheio de bacalhau.
Pode substituir o miolo de broa por uma mistura de pão ralado e queijo também ralado.
Tenha sempre em atenção o sal do bacalhau, no molho não indico quantidade de sal por este ter sido confeccionado com a água da cozedura do peixe.
Pode optar por molho bechamel de compra se quiser tornar mais prática a receita. O molho também pode ser misturado ao recheio, fazendo-se assim apenas camadas de massa e recheio, no entanto deverá reservar uma parte para a cobertura final.


sexta-feira, 18 de abril de 2008

Bolo crocante de baunilha

Um dos meus primeiros bolos bem sucedidos foi o bolo de iogurte, eu devia ter uns 8 anos, e a receita está escrita num livrinho forrado a tecido amarelecido pelo tempo.
Depois de tanto tempo apeteceu-me “reciclar” o bolo de iogurte.
No frigorifico: 2 iogurtes no termo da validade. Como a receita original leva apenas 1 tive de adaptar, mas correu muito bem.
Nas notas finais explico a receita original que pode ser aromatizada ao gosto de cada um.

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Usei:

2 iogurtes cremosos naturais (125g cada um)
3 chávenas* de açúcar
3 chávenas de farinha
4 ou 5 ovos
1 c sopa de extracto puro de baunilha
4 c sopa de sementes de papoila
1 c chá de fermento em pó químico
1 chávena (mal cheia) de óleo de girassol ou colza
* copo do iogurte como medida

Fiz assim:

Mistura-se o iogurte com a baunilha e as sementes de papoila. Reserva-se.
Batem-se as gemas com 2 chávenas de açúcar até ficar uma mistura cremosa.
Junta-se o óleo e a mistura de iogurte, e envolve-se bem.
Batem-se as claras em castelo, quando começar a formar picos, deita-se o restante açúcar em chuva e bate-se mais um pouco.
Envolva as claras pouco a pouco na massa, alternando com a farinha peneirada juntamente com o fermento.
Vai ao forno pré aquecido a 180º em forma untada de manteiga e polvilhada de farinha, (ou spray desmoldante), durante mais ou menos 40 minutos. Verifique a cozedura com um palito de madeira espetado no centro do bolo, antes de retirar.
Deixe amornar em cima de uma grade e desenforme.

Notas:

A receita original:
1 iogurte de aroma; 6 ovos; 3 copos açúcar e farinha; 1 de óleo.
O método de preparação é igual.
Se usar farinha com fermento, não junte mais fermento à receita.

Este bolo sofreu influências daqui.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Frango assado com mel de paprica

Dizem vocês: “muito frango e peru aparece neste blog!”
È verdade, confesso que é a carne que mais gosto e que mais cozinho, e sendo assim, já que não há inovação no ingrediente principal, têm que inovar no tempero, porque a forma de eleição para o cozinhar é sem duvida o forno.
E depois também têm o agravamento de a “piolha” ter declarado guerra ás carnes vermelhas.


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Usei:

1 Frango
1 limão
3 dentes de alho
sal & pimenta
2 c sopa de manteiga
2 c sopa de mel
1 c chá de paprica

Fiz assim:

Parte-se o frango em pedaços e limpa-se de gorduras supérfluas.
Coloca-se num recipiente e tempera-se com o alho picado, o sal, a pimenta e rega-se com o sumo de limão. Reserve em local fresco para a carne tomar gosto.
Num tacho pequeno ou frigideira, derrete-se a manteiga sem deixar ferver, retira-se do lume e junta-se o mel e a paprica, mexe-se para dissolver bem.
Colocam-se os pedaços de frango num recipiente de forno, cobrem-se com o molho de mel, cobre-se com folha de alumínio, e leva-se ao forno pré aquecido a 180º.
Próximo do final, retira-se a folha de alumínio para alourar o frango.

Notas:

Se começar a secar, regue com um pouco do suco da marinada.
Acompanhei com batatas assadas, mas este frango liga muito bem com
salada de couscous e grão de bico.
Fonte: Blue cooking

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Papelotes de salmão

Saudável, prático, rápido, delicioso e agradável à vista.
Estes são os apelativos desta receita.
A técnica dos papelotes é uma técnica que uso bastante, têm a vantagem de preservar o aspecto, sucos e sabor dos alimentos. Se gostar de uma cor mais dourada, é só perto do final, abrir o papelote e deixar o calor actuar sobre a superfície dos alimentos.
Sirva com
forminhas de batata.

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Usei:

4 Lombos de salmão
1 c sobremesa de mostarda à moda antiga (com sementes)
5 c sopa de vinho branco
sumo de ½ limão
3 c sopa de azeite
sal & pimenta
Ervas frescas picadas (endro, manjericão, tomilho, cebolinho, orégãos)
Alcaparras a gosto

Fiz assim:

Temperei o salmão com sal e pimenta.
Coloquei cada um dos lombos num quadrado de papel de alumínio.
Numa tigela, misturei a mostarda, o vinho, o sumo de limão e o azeite.
Reguei cada um dos lombos com este molho.
Polvilhei com a mistura de ervas e com as alcaparras.
De seguida, fechei os papelotes, e levei ao forno aquecido a 180º durante mais ou menos 30 minutos.

Notas:

Acompanhe com manteiga aromatizada com ervas ou com casca ralada de citrinos.
Este prato só tem a ganhar se acompanhado com legumes cozidos no vapor, e / ou puré de batata.

Esta técnica funciona em quese todos os tipos de peixe.