sexta-feira, 16 de maio de 2008

Iogurte gelado de banana e mel

Saudável, delicioso e para saborear sem sentimentos de culpa.
O que mais se pode exigir de uma sobremesa? Ah… fácil de fazer, também é importante.
Este gelado é tudo isso. Nós cá em casa gostamos de bananas da Madeira, daquelas doces e pequeninas, se usar bananas grandes reduza a quantidade para uma.
No final polvilhei com nozes picadas e um pouco de canela em pó, mas poderá apenas servir simples ou com um fio de mel.

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Usei:

2 Iogurtes naturais (125g cada um)
2 Bananas da Madeira
4 c sopa de mel
Sumo de ½ limão (amarelo)
nozes picadas grosseiramente e canela em pó para servir

Fiz assim:

Misturar o iogurte com o mel e o sumo de limão.
Esmagar as bananas com um garfo, e misturar com o iogurte.
Se tiver sorveteira, deite nela o preparado até ficar gelado e cremoso.
No congelador
: Deite o preparado numa caixa com tampa, coloque no congelador.
Passada uma hora retire e mexa vigorosamente para quebrar os cristais de gelo.
Volte a colocar no congelador e a repetir o procedimento quantas vezes forem necessárias até o gelado solidificar de forma a ficar cremoso.
Molde bolas e polvilhe com nozes picadas grosseiramente.
Opcionalmente poderá polvilhar com canela e / ou regar com um fio de mel.

Notas:

Há quem use fazer o gelado com uma clara de ovo batida em castelo, para assim conferir leveza.
Se o fizer, incorpore-a a seguir à primeira congelação.
Rende 4 doses.


quarta-feira, 14 de maio de 2008

Caldo de poejos com ovos escalfados

Fiz este caldo no jantar do meu aniversário, a apresentação não é bonita, mas o sabor é muito do meu agrado, talvez devido ás minhas origens ou pelo carinho que tenho ao que é tradicional português.
A gastronomia alentejana reflecte as dificuldades de outros tempos, a ausência de ingredientes e especiarias é muito bem compensada pelos sabores da terra vindos das ervas aromáticas como neste caso o poejo.

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Usei:

100 g de toucinho entremeado salgado (ou bacon)
2 colheres de sopa de banha
1 cebola
1 dente de alho
1 molho grande de poejos
1 folha de louro
sal
pimenta
200 g de pão de 2.ª duro
4 ovos

Fiz assim:

Cortei o toucinho em tirinhas e fritei-o sobre lume brando com a banha.
Juntei a cebola picada e o alho esmagado e deixei refogar um pouco. Juntei os poejos em raminhos e o louro. Deixei estalar durante cerca de 2 minutos. Reguei com a água suficiente e temperei com sal (atenção ao sal do toucinho), deixei ferver tapado durante cerca de 30 minutos.
Entretanto, cortei o pão em fatias e coloquei numa terrina.
Escalfei os ovos no caldo da sopa, e coloquei-os na terrina sobre o pão.
Reguei com o caldo, deixei abafar durante 5 minutos e servi.

Notas:

Pode ser acompanhada com queijinhos frescos.
Esta sopa faz-se também com a gordura resultante de fritar o toucinho de porco e temperada com massa de pimentão em vez de banha simples.
A essa gordura dão os alentejanos o nome de banha corada.


terça-feira, 13 de maio de 2008

Molho béchamel

O molho béchamel a que decididamente está ligada grande parte da moderna culinária, foi criado em França no séc. XVII pelo marquês de Noitel - de seu nome Louis de Béchamel - gastronomo e financeiro que fez fortuna atravéz das eferfescências politicas da Fronde contra Mazarim e Ana de Austria, acabou por ser maitre d'hotel de Luis XIV e morreu velhissimo em 1703, não se sabe se por indigestão com o molho que o imortalizou...

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Usa-se:

40g de manteiga

30g de farinha

1/2 l de leite

Sal & pimenta

Noz-moscada (opcional)

Faz-se:

Derrete-se a manteiga em lume brando, incorpora-se-lhe a farinha e adiciona-se o leite quente, mexendo continuamente até levantar fervura.

Deixa-se fervilhar 10 minutos em lume muito brando para cozer a farinha, retira-se do lume e tempera-se.

Como base para outros molhos, deita-se mais leite para ficar fluido, e como base para recheios, leva pouco leite para ficar espesso.

O béchamel entra em numerosas composições culinárias, e também acompanha peixe e legumes cozidos.

Notas:

Molho branco: Substitui-se o leite pelo caldo de base da receita.

Peixe e marisco são os mais usuais.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Arroz de tamboril com ameijoas

Podia chamar-se risotto de tamboril com amêijoas, mas arroz de peixe sempre foi um prato único, pelo menos aqui em minha casa. Foi um dos primeiros pratos de comida sólida na alimentação da minha “piolha” e ainda hoje é dos seus pratos preferidos.
Qualquer peixe de carne branca e firme, serve para este prato, o arroz que usei foi o carnolli, mas qualquer arroz de grão curto poderá ser usado, arborio, carolino e vialone.

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Usei:

500g de lombos de tamboril
250g de miolo de amêijoas
1 Chávena de arroz de grão curto
1 Cebola
1 Alho francês
½ Pimento vermelho
1 Malagueta vermelha grande
1 Ramo de salsa
Pimenta preta em grão
250 ml de vinho branco
1 c sopa de manteiga
1 Fio de azeite
Sal
Água

Fiz assim:

Levei o peixe ao lume numa panela com água temperada com sal, pimenta, metade da cebola, metade do ramo de salsa, o alho francês, (parte branca e verde), o pimento e metade do vinho. Depois de levantar fervura deixar ferver uns minutos, juntar as amêijoas e quando retomar a fervura esperar 5 minutos, apagar o fogão, tapar a panela e deixar repousar um pouco.
Retire o peixe e o marisco, coe o caldo e reserve. Retire a pele e espinhas ao peixe e corte em cubos.
Pique a cebola e refogue no azeite. Quando a cebola murchar junte a malagueta sem sementes e picada.
Junte depois o arroz e vá mexendo até ficar translúcido.
Refresque com o restante vinho e deixe evaporar. Vai-se juntando conchas de caldo, mexendo sempre o arroz, seguindo a técnica do risotto. Perto do final junta-se o peixe e o marisco e envolve-se. Rectifique o sal.
Quando o arroz estiver cozido, (mais ou menos 20 minutos), polvilha-se com a restante salsa picada e serve-se de imediato.

Notas:

È chamado de risotto qualquer prato de arroz que seja prato único. Na gastronomia portuguesa há muitos pratos assim, o arroz de marisco, de polvo, de pato, de galinha ou de peixe entre outros. Tem a particularidade de ficarem cremosos graças ao amido do arroz, por cá diz-se que é um arroz “malandrinho”. È normalmente confeccionado com arroz carolino, uma variedade de arroz bem português. Conforme foi dito em cima, qualquer uma das variedades especiais para risotto serão indicadas para a confecção destes pratos.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Mousse de chocolate com coentros e noz-moscada

A tentação surge de todos os lados, e quando menos esperamos.
Há algum tempo atrás o meu irmão falava-me de um Petit gateau de chocolate com coentros, depois foi a
Cris que me tentou com um chocolate temperado.
Eu fui tentando controlar-me e estava a conseguir, mas eis que a maldita televisão me atinge com um golpe certeiro de publicidade a um gelado de chocolate com chilli.
Sucumbi! Corri para a cozinha e saiu esta perdição dos sentidos do olfacto e paladar.
Incrédulos? Só provando é que se poderão converter.

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Usei:

8 Ovos
200 g de chocolate com 70% cacau
85g manteiga sem sal
150 g de açúcar branco fino
50g de açúcar em pó
1 pitada de sal
½ c chá de noz-moscada ralada na hora
½ c chá de sementes de coentro moídas na hora
Canela em pó para polvilhar

Fiz assim:

Derrete-se o chocolate e a manteiga em banho-maria. Retira-se, e deixa-se amornar.
Separam-se as gemas das claras.
Colocam-se as gemas numa tigela resistente ao calor e sobre a água quente do banho-maria.
Junta-se o açúcar e bate-se bem, sempre sobre o calor até ficar uma mistura cremosa e fofa. Retire a tigela do calor e bata mais um pouco até amornar.
Junta-se uma colher de chocolate e mistura-se, junta-se depois o restante chocolate e envolve-se bem.
Tempere com as especiarias, e misture.
Bata as claras com o sal, e quando começarem a subir, junte o açúcar em pó em chuva e de uma só vez. Continue a bater até ficarem firmes.
Junte uma colher de claras à mistura de chocolate, e envolva cuidadosamente com uma espátula de borracha ou silicone. Vai-se envolvendo a pouco e pouco até esgotar as claras.
Deita-se em taças individuais ou em taça grande, e vai ao frigorífico até fixar.
Serve-se polvilhado com canela em pó.

Notas:

Use a sua receita de mousse, e simplesmente tempere com a sua especiaria preferida.
Na minha opinião a noz-moscada ou a macis (mace ou flor de noz moscada) é das que melhor realçam o chocolate.
Ouse polvilhar noz-moscada na sua chávena de capuccino e delicie-se!


quarta-feira, 7 de maio de 2008

Fritas lêvedas

Aprendi a fazer estes bolinhos de bacalhau na véspera de Natal pelas mãos da Dª Mabilde uma senhora transmontana e cozinheira de mão cheia.
A Dª Mabilde esteve todo o dia na cozinha sempre com boa disposição, e a tudo dizia que sim que se fazia, sem nunca se atrapalhar ou reclamar.
Fazem lembrar as pataniscas de bacalhau mas como se diz em Trás-os-montes, “para cá do Marão, mandam os que cá estão”.
Estes bolinhos típicos podem ser feitos sem a massa levedar, foi assim que os provei nessa ocasião, de uma maneira ou de outra são uma delícia.

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Usei:

1 Lombo de bacalhau
300g de farinha sem fermento
10g fermento fresco
Agua da cozedura do bacalhau
2 ou 3 ovos
1 ramo de salsa
Sal & pimenta
Azeite e óleo para fritar

Fiz assim:

Cozi o bacalhau. Escorri e reservei parte da água da cozedura.
Desfiz o fermento num pouco da água da cozedura ainda morna, e deixei em repouso enquanto retirei a pele e a espinha do bacalhau, desfazendo-o em lascas não muito pequenas, pois com o amassar este irá desfazer-se por si.
Peneirei a farinha para dentro de uma tigela, e no centro coloquei a mistura de fermento, os ovos e um pouco de sal e pimenta preta de moinho. Misturei com um pouco de farinha que ia “puxando” dos lados. Junta-se o bacalhau e a salsa picada e mais água da cozedura ao ponto de formar uma massa pouco densa, ou seja, a massa não deve ficar compacta como uma bola mas sim um polme grosso para ser frito ás colheradas.
Tapei a tigela com película, e deixei levedar mais ou menos 40 minutos.
Numa frigideira funda, aqueci uma mistura de azeite e óleo e fritei colheradas de massa.
Escorre-se sobre papel absorvente, e serve-se.

Notas:

Os bolinhos feitos com massa lêveda ficam com a consistência de pãezinhos e podem ser consumidos quentes ou frios.
Se os fizer sem levedar, substitua o fermento fresco por fermento químico para bolos ou use farinha com fermento.
Pode aproveitar sobras de bacalhau para fazer as fritas.
Podem ser fritos apenas em óleo, mas fritos em azeite ou numa mistura de óleo e azeite, ficam bem mais saborosos.

P.S. Continuarei ausente até Segunda Feira, mas tentarei responder a todos os mails logo que possível.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Batatinhas sauté em gordura de pato

No Ribatejo, as batatas são o acompanhamento de eleição. Tradicionalmente há um prato que se chama batatas de rebolão, por aqui, e na boca do povo chamam-lhe apenas “batatas de rebola”, e tudo vai com as tais.
E porquê falar de um acompanhamento tipicamente ribatejano como introdução a uma receita da culinária francesa? Porque tal como as “batatas de rebola” estas também vão bem com tudo.
Esta receita só foi possível graças à minha amiga
Pipoka, que me presenteou com a gordura de pato.
Embora eu saiba que “cortas” nas gorduras amimais, um dia não são dias, e pode ser que esta delicia te convença.

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Usei:

800g de batatinhas brancas novas
2 hastes de alecrim fresco picado
8 dentes de alho com casca e esborrachados com a lamina da faca
4 c sopa de gordura de pato
2 c sopa de azeite virgem
sal & pimenta

Fiz assim:

Coloque as batatas ao lume brando logo na água ainda fria, e deixe cozer mas de maneira a ficarem firmes.
Escorra e mergulhe em água fria. Volte a escorrer quando arrefecerem, e enxugue com um pano limpo e seco.
Se forem pequeninas deixe inteiras, senão, corte em metades e reserve.
Leve ao lume uma frigideira anti aderente ou wok com o azeite e a gordura de pato.
Quando a gordura fundir, coloque as batatas e salteie até começar a dourar, tempere com pimenta preta acabada de moer, polvilhe com flor de sal e com o alecrim. Deixe dourar, e sirva imediatamente.

Notas:

Pode substituir a gordura de pato por banha de porco ou manteiga.
Gordura de pato
Flor de sal
Vejam esta receita da Elvira também de batatas com gordura de pato.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Tarte de pêssego com cardamomo

Não tenho palavras para vos poder descrever esta delícia.
Tudo começou quando o
Eduardo falava no seu Da cachaça pró vinho, de uns pratos bem aromáticos onde as especiarias sobressaíam dando um toque de sedução. È isso mesmo sedução!
Claro que aqui a “freak” das especiarias ia comentando os posts com água na boca. Então o Eduardo, amável como sempre, me enviou o livro de onde tirava essas receitas, trata-se de uma publicação de parceria entre a revista Gula e o Boticário, de onde constam receitas para namorar.
Digo-vos que não deu muito tempo para namorar esta tarte, pois é simplesmente de outro mundo, acreditem que não estou a exagerar.
Obrigada pelo “Xerox” Eduardo.

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Usei:

Massa

3 Chávenas de farinha
5 c sopa de açúcar
½ c chá de sal
85g de manteiga gelada (6 c sopa)
50g de margarina gelada (1/4 chávena)
200 ml de natas (3/4 de chávena)

Recheio

1 + ½ chávena de açúcar
¼ chávena de farinha
Sumo de ½ limão (amarelo)
1 c chá de canela em pó
sementes moídas de 1 vagem de cardamomo
500g de pêssegos (3 grandes ou 4 pequenos)
2 c sopa de manteiga cortada em pedacinhos
1 gema para pincelar
Açúcar e canela para polvilhar

Fiz assim:

Numa tigela misture a farinha, o açúcar e o sal.
Junte as gorduras e misture com os dedos até ficar com uma consistência de crumble.
Junte as natas, e amasse até ter uma massa homogénea.
Faça uma bola, envolva em película e reserve no frigorífico durante 1 hora.

Faça um golpe em forma de cruz na pele dos pêssegos e escalde-os em água a ferver durante um minuto, escorra e mergulhe imediatamente em água gelada.
Numa tigela misture o açúcar, a farinha, o sumo de limão, a canela e o cardamomo.
Retire a pele aos pêssegos, corte ao meio, retire os caroços e a seguir corte em meias luas.
Coloque os pêssegos na mistura de açúcar e envolva delicadamente.
Deixe repousar até a fruta começar a verter os sucos. (o tempo de estender a massa).
Ligue o forno a 200º.

Divida a massa para formar a base e a tampa.
Estenda com o rolo em superfície enfarinhada, e com a parte maior forre uma tarteira deixando a massa ultrapassar as bordas.
Coloque dentro o recheio de pêssegos. Por cima disponha os pedaços de manteiga.
Estenda a parte menor da massa e coloque por cima tapando o recheio, Acerte as bordas apertando com os dedos para colar a massa.
Pincele com a gema, polvilhe com a mistura de açúcar e canela, e faça uns cortes para deixar escapar o vapor.
Leve ao durante mais ou menos 50m, ou até o recheio começar a borbulhar.
Se o topo começar a tostar passe para a grelha de baixo e tape com folha de alumínio.

Notas:

Não coloquei a manteiga sobre o recheio de pêssego, e no final não pincelei com a gema, apenas polvilhei ligeiramente com uma mistura de açúcar e canela.
Se pensar em usar pêssegos em calda, ignore a cozedura e reduza a quantidade de açúcar.


P.S. Estarei ausente durante uns dias devido a compromissos pessoais e profissionais, no entanto manterei as publicações programadas. Bons cozinhados!