quarta-feira, 4 de junho de 2008

Lombo recheado

A carne do lombo, por ser uma carne magra é normalmente uma carne seca depois de cozinhada.
Uma das formas de contornar esse facto é abrir a peça e rechear. Um dos recheios mais populares e com maior sucesso para o lombo de porco são as ameixas secas, juntamente com elas pode colocar aquilo que o seu paladar ditar, não há uma regra rígida.
Mãos à obra e bom apetite!

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Usei:

1 Lombo médio
100g de bacon em tiras muito finas
Ameixas secas sem caroço q.b.
3 Hastes de tomilho limão fresco
3 c sopa de massa de pimentão
Sal & pimenta preta de moinho
Azeite q.b.
1 copo de vinho branco
2 cebolas em rodelas
3 cenouras em palitos

Fiz assim:

Com uma faca de lâmina comprida abra o lombo de maneira a poder enrolar como um rolo depois de recheado.
Barre o interior da carne com a massa de pimentão, disponha por cima as tiras de bacon, (reserve algumas), e por cima destas as ameixas. Polvilhe com as folhas de tomilho e a pimenta.
Enrole a carne e ate com um fio de culinária de forma a manter a forma.
No fundo de um tabuleiro de forno ou pirex, disponha uma cama com as cebolas e as cenouras, por cima coloque o lombo e por cima deste disponha as restantes tiras de bacon, tempere com sal (pouco, pois o bacon é salgado) e pimenta e regue o lombo e os legumes com um fio de azeite e com o vinho branco.
Tape com uma folha de alumínio, e leve ao forno pré aquecido a 180º durante 45 a 50 minutos, (rectifique a cozedura). Um pouco antes de terminar, retire o papel de alumínio para dourar por cima.
Deixe repousar um pouco antes de servir.

Notas:

Pode apenas rechear o lombo com as ameixas e o bacon, e com os restantes ingredientes fazer uma marinada, onde o lombo permanecerá durante umas horas ou de um dia para o outro.
Sugestões de acompanhamento:
cenourinhas especiais; forminhas de batata.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Choquinhos fritos

Mais uma receita tipicamente portuguesa.
Um prato que nos remete ás memórias do tempo quente e ao cheiro a mar.
O único problemas deste prato é que sabe sempre a pouco. E para quem ainda pensa que há algum segredo ou dificuldade na sua confecção, engana-se. È fácil de fazer e o único segredo é a qualidade dos ingredientes.

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Usei:

1 kg de chocos pequenos ou médios
2 dl de azeite virgem
2 folhas de louro
6 dentes de alho
1 dl de vinho branco
sal
pimenta

Fiz assim:

Lavam-se e amanham-se impecavelmente os chocos mantendo-os inteiros.
Num recipiente com tampa que vede bem, deita-se o azeite, os dentes de alho esmagados com a lâmina da faca e o louro.
Deixa-se aquecer sem fritar.
Estando o azeite bem quente juntam-se os chocos e tapa-se hermeticamente, deixa-se fritar.
Quando os chocos se tornarem vermelhos, tempera-se de sal e pimenta e refresca-se com o vinho.
Tapa-se novamente e deixa-se acabar de cozinhar.
Os chocos estão prontos quando o azeite voltar a ficar transparente.
Sirva com limão e salada.

Notas:

Se os chocos forem grandes, retire sempre o saco da tinta, e corte-os em pedaços.
Esta prato quando confeccionado com chocos pequenos ou médios podem estes ser com ou sem tinta. Eu prefiro a versão sem tinta.
Para além da salada, pode também ser acompanhado com batata cozida.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Tiramisu

Sobejamente conhecido e apreciado, este é mais uma daquelas receitas que eu em criança almejava provar.
Todos conhecem, todos já provaram, quase todos já fizeram, mas de qualquer forma aqui fica a receita que costumo fazer para conhecimento de gerações futuras, porque acredito que um dia seja mais fácil ver a minha filha ou futuros netos, a ler o meu blog do que a procurar nos cadernos onde também escrevo as receitas que gosto.
“Puxa por mim!” È um dos significados de tiramisu, e um dos doces mais populares da gastronomia italiana, por ser tão conhecido existem variadas receitas e versões a partir da base: bolo / mascapone. Esta receita foi a primeira que fiz, gostamos tanto dela que nunca a modifiquei, quer dizer… as especiarias não estavam no original, mas vocês conhecem-me e por isso perdoam-me, certo?

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Usei:

3 ovos
6 c sopa de açúcar
250g de queijo mascapone
1 pitada de sal
3 dl de café forte
5 c sopa de rum escuro
1 pau de canela
1 vagem de cardamomo verde
200g de palitos de rainha
cacau em pó para polvilhar

Fiz assim:

Prepare o café, junte o rum, o pau de canela e a vagem de cardamomo, e deixe em infusão.
Bata as gemas com o açúcar até ficar um creme fofo e esbranquiçado.
Junte o queijo e envolva bem.
È importante bater bem as gemas para que o creme não fique granuloso devido ao açúcar.
Bata as claras em castelo firme com uma pitada de sal, e incorpore delicadamente no creme de queijo.
Prepare o recipiente onde vai servir o doce, (podem ser individuais).
Vá molhando os palitos no café e disponha no fundo, por cima deite o creme de queijo.
Vá fazendo camadas alternadas, ou pode só colocar os biscoitos ensopados no fundo com o creme por cima.
Guarde no frigorífico.
Antes de servir polvilhe com cacau em pó.

Notas:

Não há necessidade de adoçar o café, pois os palitos são cobertos com açúcar.
Pode não aromatizar o café com as especiarias, ou trocar por outras a gosto. Na minha opinião a canela e o cardamomo são as que melhor ligam com o sabor do café.
Tente não substituir o cacau por chocolate, pois o contraste doce amargo é uma das coisas que melhora esta sobremesa.
Palitos de rainha = palitos de la reine ou de champanhe.


quarta-feira, 28 de maio de 2008

Frango estufado sing sing

Se eu vos disse-se que este prato é basicamente frango estufado com legumes?
O nome é estranho, visto Sing-Sing ser uma prisão de segurança máxima nos EUA, não encontrei qualquer explicação para esse facto, quem sabe se este foi o prato pedido por algum condenado como sua última refeição?!
A inovação é o facto de levar uma crosta de massa folhada que retêm os sucos enaltecendo os sabores e conferindo-lhe um aspecto original.
Fiz este prato para um jantar de família e foi sucesso absoluto.
E sabem que mais? È um prato que rende que se farta, e já vem com acompanhamento.

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Usei:

600g de frango em pedaços
50g de bacon em cubos
1 c sopa de banha
1 c chá de azeite
1 dl de vinho branco
½ dl de conhaque
Sal & pimenta
Legumes cozidos a gosto
(cebolinhas pérola, cenouras baby, couves Bruxelas, feijão verde, ervilhas)
1 placa de massa folhada

Fiz assim:

Coza os legumes, de preferência em vapor, e reserve.
Frita-se o bacon, junta-se a banha e o azeite e salteiam-se os pedaços de frango até ficarem bem dourados.
Rega-se com o vinho e com o conhaque, polvilha-se com pimenta moída na hora e um pouco de sal.
Ferve em lume esperto uns minutos, e depois reduza o lume, tape e deixe estufar até apurar o molho.
(Esta parte pode ser feita na panela de cozedura lenta. Depois de ferver em lume esperto, transfira para a PCL e deixe em temperatura alta durante 4h).
Deite metade do frango numa tarteira funda ou pirex, por cima disponha os legumes cozidos, e por cima deste o restante frango.
Tape com a massa folhada, prendendo bem as bordas, faça uns furos ou cortes para evaporação dos vapores, e leve ao forno até dourar a crosta.

Notas:

Para uma apresentação mais requintada pode cortar a massa em tiras, e depois dispor por cima em forma de grelha, dando assim um efeito de cesto.
Pode também usar um mix de legumes ultra congelados.
Opcionalmente o frango pode ser desossado antes de colocar no forno.
Se sobrar frango e legumes, use para fazer esta
tarte.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Gratinado de batata e cenoura

A imaginação nos acompanhamentos é muita das vezes um problema maior do que o que fazer. Por exemplo. Batatas: cozidas ou fritas. Arroz: branco ou com legumes, e aí por diante.
Este acompanhamento usa dois ingredientes que temos sempre em casa, as batatas e as cenouras, no entanto é muito diferente e delicioso.
Pode também servir como acompanhamento de leguminosas para uma dieta ovo-lacto-vegetariana.
Nós por cá gostamos muito, e fica uma delícia mesmo no dia seguinte.

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Usei:

6 Ovos
2 dl de natas ou iogurte natural
2 dl de leite
sal
pimenta moída na hora
noz-moscada ralada
600g de batatas
2 cenouras
manteiga para untar
Mozarella em fios para polvilhar

Fiz assim:

Bater os ovos com as natas / iogurte e o leite.
Temperar de sal, pimenta e noz-moscada.
Descascar as batatas e as cenouras, e ralar no ralador grosso.
Juntar os legumes com o creme de ovos.
Untar um recipiente de louça ou pirex com a manteiga, e deitar dentro o preparado.
Alisar a superfície e polvilhar com o queijo.
Levar ao forno pré aquecido a 180º durante mais ou menos 45 minutos.

Notas:

Este gratinado pode ser feito em formato individual nos ramequins ou cocotes, neste caso reduza o tempo de cozedura.
Também pode ser feito com outros legumes de raiz.
Substitua a noz-moscada por mace (macis ou flor de noz moscada) e junte 1 c chá de canela.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Tarteletes de arroz doce

Apeteceu-me dar uma nova imagem ao mais português dos doces.
Que me perdoem os defensores das tradições, mas criar dá prazer e nem sempre se cria a partir do zero, encarem esta sugestão como um “arranjo” onde o essencial é mantido mas com um toque de novidade, uma fusão entre o antigo e o actual.
O resultado agradou ao paladar e à vista, e a mim deu-me imenso prazer confeccionar esta sobremesa.

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Usei:
Massa

150g de manteiga
80g de açúcar
1 Ovo
1 Pitada de sal
250g de farinha

Recheio

100g de arroz gomoso
100g de açúcar
2 dl de água
7,5 dl de leite
1 tira de casca de limão (amarelo)
1 pau de canela
1 pitada de sal
1 gema de ovo
canela para polvilhar

Fiz assim:

Prepare a massa areada, batendo o açúcar com a manteiga até ficar cremoso, junte o ovo e continue a bater.
Coloque a farinha na bancada e faça uma cova no meio.
Deite aí o sal e o creme de manteiga. Amasse até ficar bem ligado.
Forme uma bola, envolva com película e deixe repousar 30 minutos.
Estenda com o rolo e forre as formas. Pique com um garfo, cubra com papel de alumínio e coloque algo a fazer peso. Eu uso pequenos seixos como as pedras de aquário, e há quem use leguminosas secas.
Leve ao forno pré aquecido até ficarem douradas.

Leve o arroz ao lume com a água, o sal, a casca de limão e a canela.
Retire uma chávena ao total do leite, e leve o restante ao lume.
Mexa o arroz de vez em quando, quando tiver absorvido a água deite um pouco de leite quente, vá mexendo e deitando o leite. Quando tiver absorvido quase tudo, junte o açúcar e continue a mexer até retomar fervura. Retire do lume e deixe amornar.
Desfaça a gema do ovo no leite reservado e junte ao arroz. Mexa bem para não talhar e leve de novo ao lume até que comece a querer ferver. Retire do lume e distribua pelas formas.
Polvilhe de canela em pó.

Notas:

Para obter uma cremosidade extra faça o seguinte: antes de distribuir o arroz pelas taças ou neste caso, as tarteletes, retire uma concha do mesmo e desfaça na picadora ou processador, depois incorpore cuidadosamente no restante arroz.
O arroz normalmente usado é o Carolino, mas pode ser usado qualquer outro arroz de grão curto e rico em amido.
Conheça os segredos da massa areada.



quarta-feira, 21 de maio de 2008

Creme aveludado de couve flor

Poderia começar por vos dizer que por aqui a Primavera anda tímida e a chuva e o frio ainda fazem parte do dia a dia para justificar esta sopa, mas na verdade é que eu gosto muito de sopa, é a minha entrada de eleição para uma refeição mais elaborada, ou um prato único de uma refeição ligeira.
Este creme é delicioso mas nada fotogénico, pois a sua cor pálida não se deixa captar nem com luz nem sem luz.
Fica no entanto o meu testemunho escrito de que é veludo que acaricia as papilas gustativas.


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1 Couve-flor pequena
1 Courgete
1 Cebola média
1,5 l de caldo a gosto (usei de aves)
1 dl de leite
2 c sopa manteiga
1 c sopa de farinha
1 gema de ovo
sal
quadrados de pão torrado e ovo cozido para servir

Fiz assim:

Ferve-se a couve em água temperada de sal durante 5 minutos, escorre-se e substitui-se por parte do caldo a ferver.
Junta-se a cebola em pedaços e a courgete descascada e também em pedaços.
À parte derrete-se a manteiga, junta-se a farinha mexendo para ligar. Adiciona-se um pouco de caldo quente até fazer um creme fluido que se deita na panela onde estão os legumes, perfazendo assim a totalidade do caldo pedido na receita.
Deixa-se ferver em lume brando até a couve estar cozida.
Retira-se do lume e passa-se com a varinha mágica ou tritura-se no copo liquidificador, reservando uns raminhos para decorar.
Liga-se com a gema e o leite, e volta ao lume mexendo sempre só até querer levantar fervura, rectifica-se de sal, e serve-se decorado com os raminhos de couve, os croutons e o ovo cozido à parte.

Nota:

Aproveite o pão endurecido para fazer os croutons.
Corte quadradinhos de pão e leve em tabuleiro ao grill do forno.

Opcionalmente pode salpicar com azeite, ervas aromáticas e flor de sal.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Quinoa com especiarias

A minha curiosidade ás vezes irrita-me!
Se me aparece algum ingrediente desconhecido não descanso enquanto não fico a saber mais, como usar, quais os benefícios e principalmente ao que é que sabe. Enfim, quero saber tudo, depois sim posso dizer com toda a convicção se gosto muito ou gosto pouco.

Desta vez gostei muito.
Hoje apresento-vos a quinoa. A receita é da Saberes & sabores que lhe chama o grão de ouro.
Repararam? Quinoa com especiarias!

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Usei:

½ Cebola
2 Dentes de alho
1 Alho francês
1 Malagueta vermelha grande
¼ de pimento vermelho
1 chávena de ervilhas
1 chávena de quinoa
350 ml de água
1 c café gengibre moído
1 c café de cominhos moídos
1 c café de coentros moídos
1 c café de curcuma ralada (açafrão das índias)
1 c chá de canela em pó
1 fio de azeite
sal
coentros picados

Fiz assim:

Piquei os alhos, a cebola, o alho francês e a malagueta.
No wok aqueci o azeite e juntei os legumes até amolecerem.
Juntei as especiarias e deixei libertar o aroma, mais ou menos 2 minutos.
Lavei e escorri a quinoa num passador sobre água corrente, e juntei aos legumes. Adicionei também as ervilhas e o pimento cortado em tiras muito finas.
Cobri com a água, tapei o wok e deixei cozinhar em lume brando durante 15 minutos, ou até a quinoa absorver a água.
Perfumei com os coentros picados, envolvi com um garfo de madeira, e depois foi só degustar como acompanhamento de carnes ou simplesmente como refeição ligeira.

Notas:

Proveniente da América central, a quinoa era considerada um alimento sagrado.
Rica em proteínas, equilibrada em aminoácidos essenciais o seu sabor assemelha-se ao da avelã. Quase que se pode considerar uma proteína completa. De digestão fácil, é uma boa fonte de fibras, minerais e vitaminas.
A NASA incluiu a quinoa na dieta dos astronautas.