quarta-feira, 18 de junho de 2008

Canelonis de espinafres ricotta e nozes

Pela foto mais parece uma lasanha, e poderia ser bastaria para isso não enrolar as placas de massa. O que é importante é o sabor e a textura deste prato.
Pelo menos 2 ou 3 vezes por semana as refeições são vegetarianas e são muito bem vindas, basta um pouco de imaginação para confeccionar os inumeros ingredientes ao nosso dispor.
Os espinafres e o queijo combinam na perfeição, e as nozes conferem-lhe textura.
Uma delicia!

Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita


Usei:

6 Placas de massa fresca
1 Molho de espinafres
200g de ricotta
1 Chávena de miolo de noz
Molho bechamel q.b.
Molho de tomate q.b.
½ Cebola picada
3 Dentes de alho picados
1 Fio (generoso) de azeite
1 c sopa de manteiga
Sal, pimenta e noz-moscada
Mozarela para gratinar

Fiz assim:

Lave os espinafres e reserve apenas as folhas.
Numa frigideira, coloca-se o azeite, a cebola e o alho. Depois de refogar um pouco junte os espinafres e salteie até amolecer.
Junte as nozes picadas grosseiramente, e a manteiga. Deixe alourar mais um pouco e depois incorpore o queijo ricotta esmagado com um garfo e tempere de sal, pimenta e noz-moscada.
No fundo do tabuleiro espalhe o molho de tomate.
Coloque recheio de espinafres suficiente numa folha de massa, e enrole de maneira a ficar com um canudo recheado. Coloque no tabuleiro sobre o molho de tomate.
Proceda da mesma maneira para as restantes placas de massa.
Regue os canelonis com o bechamel suficiente para os cobrir, e polvilhe com mozarela.
Leve a forno moderado até a massa estar al dente e a superfície ligeiramente dourada.

Notas:

Pode substituir o queijo ricotta por requeijão.
Pode também ser usada rucola em vez de espinafres.
Veja também:
Strudel de espinafres com requeijão.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Mini calzoni

Gosto tanto de petiscos salgadinhos, seja para um lanche ou como neste caso para levar de viagem quando o tempo para fazer uma refeição é muito limitado.
A massa teve por base uma receita da
Cinara, e preparada na máquina do pão, mas pode muito bem ser preparada de forma tradicional.
O recheio foi de improviso, neste aspecto vale o gosto pessoal e a disponibilidade de ingredientes, a imaginação não tem limites.
São deliciosos saídos do forno, mas depois de frios não perdem a graça e permanecem fofos.


Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita

Usei:
Massa

1 Chávena de água morna (200 ml)
2 c sopa de azeite
3 chávenas de farinha para pão
2 c chá de sal
1 c sopa de açúcar
1 c chá de alho em pó
1 c sopa de orégãos secos
1 pitada de pimenta preta de moinho
1 c sopa de fermento seco

Recheio

Molho de tomate ( receita aqui)
Azeitonas pretas em rodelas
Fatias finas de chourição
Tomate seco picado
Pimento vermelho picado
Mozarela ralado
Orégãos secos
Azeite

Fiz assim:

Na máquina do pão:
Coloquei os ingredientes da massa na máquina do pão pela ordem descrita, e seleccionei o programa amassar e levedar.

De forma tradicional:
De preferência, use fermento fresco.
Dissolva o fermento num pouco de água morna com o açucar.
Adicione o sal à restante água, misture e reserve.
Peneire a farinha para cima da bancada ou para dentro de uma tigela grande, faça uma cova no meio e deite aí o fermento, vá juntanto farinha em movimentos circulares, o azeite e a água onde previamente juntou também os restantes temperos. Amasse até ficar uma massa elástica, se necessário junte mais ou menos água. Tape a tigela e deixe dobrar o volume em ambiente resguardado, por exemplo dentro do forno desligado.

Depois da massa levedada, espalmar para retirar o ar e com um rolo esticar na espessura pretendida.
Cortam-se círculos usando um cortador redondo grande ou uma tigela virada ao contrário.
Barra-se cada círculo com o molho de tomate, por cima colocam-se os outros ingredientes do recheio, polvilha-se com orégão e rega-se com um pingo de azeite.
Dobre os círculos, (como rissóis) e com os dentes de um garfo pressione os bordos da massa de forma a colar e ao mesmo tempo decorar.
Disponha sobre um tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno pré aquecido a 180º até estarem dourados.

Notas:

Veja outra receita de massa aqui.
Na receita original a massa é temperada com uma mistura chamada de tempero italiano, é composto por: sal; alecrim; alho seco e pimenta preta. Outra versão: manjerona; tomilho; salva; orégãos; manjericão e segurelha.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Arrepiados de Almoster

Conta-se que, em tempos, as monjas do Convento de Almoster se preparavam para bem receber uns fidalgos de nomeada.
Na cozinha, a azáfama era grande e descascavam-se as amêndoas necessárias à confecção de uns deliciosos docinhos. Foi então que uma das monjas lembrou: "Atenção, olhem que as clarissas (monjas do Mosteiro de Santa Clara) fazem uns bolos muito bons!"
(Acho que as monjas se referiam aos celestes, mais um bolinho típico da cidade de Santarém).Mas a resposta foi pronta: "Não te preocupes! Os nossos doces serão tão bons que os fidalgos ficarão ARREPIADOS!"E assim nasceram os bolinhos regionais de amêndoa de Almoster, os deliciosos Arrepiados.

Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita


Usei:

500g de miolo de amêndoa laminada fina e com pele
500g de açúcar
1 c chá de canela em pó
raspa de ½ limão
5 claras

Fiz assim:

Batem-se as claras em castelo firme, aos poucos vai-se misturando o açúcar e a canela até ficar um merengue duro.
È melhor fazer na batedeira pois demora um pouco e terá que ser batido sempre para o mesmo lado.
Incorpora-se depois a amêndoa e a raspa de limão.
Deite colheradas de massa num tabuleiro forrado em papel vegetal ou com tapete de silicone, e leve a forno brando (100ºC) durante 50 minutos, ou até secar.
Deixe arrefecer antes de retirar do tabuleiro.

Notas:

Tradicionalmente os tabuleiros são untados com azeite, mas acho que se as monjas tivessem um tapete de silicone ou até mesmo papel vegetal não hesitariam em fazer a mesma substituição que eu fiz.
Veja outro bolo típico de Santarém, os
pampilhos.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Salada de beterraba com laranja


A minha mãe ensinou-me que a maior falta de educação perante a comida é dizer: “não gosto!”
Perante isto, eu digo sempre que gosto muito ou gosto pouco, são muito poucas as coisas a que eu digo: “ gosto pouco”, e isso deve-se à educação de paladar a que fui sujeita na infância, sim, porque o paladar educa-se e habitua-se com a continuação.
Agora sou eu que de alguns anos para cá estou no papel de educadora, por isso esforço-me por dar a provar uma grande variedade de ingredientes à “piolha”, a principio o entusiasmo não era grande, mas agora já diz: “Ò mãe não te preocupes, sabes que eu provo tudo!”

A beterraba em estado sólido foi introduzida com esta salada deliciosa e linda, a receita é da Fer do blog Chucrute com salsicha.


Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita


Usei:

2 Beterrabas
2 Laranjas
1 c sopa de vinagre de champagne
5 c sopa de óleo de noz
Sal e pimenta preta de moinho a gosto

Fiz assim:

Aproveitando o forno enquanto preparava outras coisas, coloquei a assar as beterrabas por descascar e embrulhadas em papel de alumínio.
Ficaram a repousar no frigorífico, até serem usadas na salada.

Descasquei as laranjas retirando todas as peles brancas, e cortei em rodelas e depois em quartos aproveitando o sumo que ia escorrendo. Juntei as beterrabas cortadas em cubos e envolvi bem.
À parte misturei bem, o sumo de laranja, o vinagre e o óleo. Temperei com o sal e a pimenta, e deitei sobre a salada envolvendo tudo muito bem.
Distribui por duas taças e servi bem fresco.

Notas:

Diferente da receita original está o tempero com sal e pimenta.
Conforme as palavras da autora, qualquer óleo de nozes ajuda a intensificar o sabor da beterraba.
O vinagre pode ser de vinho branco.


segunda-feira, 9 de junho de 2008

Estufado em molho de vinho tinto

A ideia de chegar a casa depois de um dia de trabalho, e ter o jantar pronto, deixou de ser uma utopia desde que a minha panela eléctrica de cozedura lenta, (vulgo: crockpot), faz parte do “staff” da minha cozinha.
Com prática, quase todas as receitas podem ser adaptadas a este método que conserva o sabor dos alimentos, realça a maciez da carne e moluscos e dispensa vigilância.
Este método não provoca evaporação dos líquidos o que faz com que se possam fazer caldos e molhos deliciosos com muito pouco liquido e sem gorduras adicionadas.

Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita


Usei:

700g de carne de vaca para estufar em cubos
2 Cebolas médias em meia-lua
½ Pacote de preparado para sopa de cebola
3 c sopa de farinha de trigo
2 bagas de pimenta da Jamaica
1 folha de louro
pimenta preta moída na altura
1 + ½ chávena de vinho tinto

Fiz assim:

Coloquei na panela a carne, as cebolas, o louro e as bagas de pimenta.
Polvilhei com o preparado para sopa, a farinha e a pimenta moída.
Mistura-se tudo muito bem para envolver toda a carne.
Rega-se com o vinho.
Tapa-se e deixa-se em calor alto durante 4 a 5 horas, ou baixo durante 9 a 10 horas.

Preparação no fogão ou forno:

Proceda como se descreve acima, e leve a lume muito brando vigiando de vez em quando e adicionando “golos” de água quando necessário.
Ou então:
Coloque em recipiente com tampa em forno brando até a carne estar macia.

No final, e se não gostar da textura das cebolas no molho, retite a carne e passe o molho no processador ou varinha mágica.
Acompanhe com arroz, esparguete, ou legumes ao vapor.

Notas:

Conforme podem ver, não há na receita adição de gordura nem refogado, logo este prato para além de ser muito saboroso é também muito saudável.
Não destape a panela antes do tempo, pois com isso perde-se vapor que irá atrasar a confecção do prato.
Podem ser adicionados outros legumes ás cebolas, como cenouras ou nabos.

Esta foi a fonte de inspiração.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Bolo de chocolate Nuvem negra

Nuvem negra é aquela imagem de banda desenhada de quando alguma coisa preocupa ou incomoda o personagem. A nuvem caminha com ele para todo o lado não o largando por nada.
A imagem deste bolo foi a minha nuvem negra, antes de o fazer porque não me saia da cabeça e depois de o fazer porque nunca mais chegava a casa para comer uma fatia.
Agora e enquanto a nuvem não se forma novamente, partilho convosco a receita.

Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita

Usei:

250g de açúcar
11 Ovos
1 Pitada de cremor tártaro
300g de chocolate amargo
2 c sopa de farinha
300g de manteiga
2 c sopa de leite

Fiz assim:

Retire 1 colher de sopa ao total da manteiga e derreta em banho-maria com o chocolate e o leite.

Na batedeira e em velocidade alta, batem-se as gemas com o açúcar e a manteiga, até obter uma mistura fofa e esbranquiçada.
Com uma espátula de borracha envolva o chocolate ao creme de gemas.

Bata as claras em castelo bem firme com o cremor tártaro, e envolva-as delicadamente na massa.

Retire cerca de 1/3 de massa e reserve.
À porção de massa maior junte a farinha.
Reserve a outra porção de massa no frigorífico.
Unte uma forma redonda de anel, (forrei o fundo com papel vegetal), e deite nela a massa à qual juntou a farinha.

Leve ao forno pré aquecido a 180º, use a ventilação se o seu forno tiver, e deixe ficar o bolo durante 20 minutos.
Retire e deixe arrefecer.
Quando estiver frio a massa estará suficiente firme para retirar o anel, retire-o e cubra o bolo com a mousse que reservou no frigorífico.
Leve ao frio até fixar e decore a gosto.

Notas:

Pode substituir o cremor tártaro por sal fino, mas neste caso junte uma pitada de fermento para bolos à farinha.
Pode cozer a massa completa, (juntar mais uma colher de sopa de farinha), e depois usar uma outra cobertura a gosto, ou até mesmo sem cobertura servido com uma bola de gelado de nata.
Receita da revista Blue Cooking nº 27 Maio/2008
Veja também, Bolo de chocolate ensopado com cobertura de trufa.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Lombo recheado

A carne do lombo, por ser uma carne magra é normalmente uma carne seca depois de cozinhada.
Uma das formas de contornar esse facto é abrir a peça e rechear. Um dos recheios mais populares e com maior sucesso para o lombo de porco são as ameixas secas, juntamente com elas pode colocar aquilo que o seu paladar ditar, não há uma regra rígida.
Mãos à obra e bom apetite!

Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita

Usei:

1 Lombo médio
100g de bacon em tiras muito finas
Ameixas secas sem caroço q.b.
3 Hastes de tomilho limão fresco
3 c sopa de massa de pimentão
Sal & pimenta preta de moinho
Azeite q.b.
1 copo de vinho branco
2 cebolas em rodelas
3 cenouras em palitos

Fiz assim:

Com uma faca de lâmina comprida abra o lombo de maneira a poder enrolar como um rolo depois de recheado.
Barre o interior da carne com a massa de pimentão, disponha por cima as tiras de bacon, (reserve algumas), e por cima destas as ameixas. Polvilhe com as folhas de tomilho e a pimenta.
Enrole a carne e ate com um fio de culinária de forma a manter a forma.
No fundo de um tabuleiro de forno ou pirex, disponha uma cama com as cebolas e as cenouras, por cima coloque o lombo e por cima deste disponha as restantes tiras de bacon, tempere com sal (pouco, pois o bacon é salgado) e pimenta e regue o lombo e os legumes com um fio de azeite e com o vinho branco.
Tape com uma folha de alumínio, e leve ao forno pré aquecido a 180º durante 45 a 50 minutos, (rectifique a cozedura). Um pouco antes de terminar, retire o papel de alumínio para dourar por cima.
Deixe repousar um pouco antes de servir.

Notas:

Pode apenas rechear o lombo com as ameixas e o bacon, e com os restantes ingredientes fazer uma marinada, onde o lombo permanecerá durante umas horas ou de um dia para o outro.
Sugestões de acompanhamento:
cenourinhas especiais; forminhas de batata.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Choquinhos fritos

Mais uma receita tipicamente portuguesa.
Um prato que nos remete ás memórias do tempo quente e ao cheiro a mar.
O único problemas deste prato é que sabe sempre a pouco. E para quem ainda pensa que há algum segredo ou dificuldade na sua confecção, engana-se. È fácil de fazer e o único segredo é a qualidade dos ingredientes.

Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita



Usei:

1 kg de chocos pequenos ou médios
2 dl de azeite virgem
2 folhas de louro
6 dentes de alho
1 dl de vinho branco
sal
pimenta

Fiz assim:

Lavam-se e amanham-se impecavelmente os chocos mantendo-os inteiros.
Num recipiente com tampa que vede bem, deita-se o azeite, os dentes de alho esmagados com a lâmina da faca e o louro.
Deixa-se aquecer sem fritar.
Estando o azeite bem quente juntam-se os chocos e tapa-se hermeticamente, deixa-se fritar.
Quando os chocos se tornarem vermelhos, tempera-se de sal e pimenta e refresca-se com o vinho.
Tapa-se novamente e deixa-se acabar de cozinhar.
Os chocos estão prontos quando o azeite voltar a ficar transparente.
Sirva com limão e salada.

Notas:

Se os chocos forem grandes, retire sempre o saco da tinta, e corte-os em pedaços.
Esta prato quando confeccionado com chocos pequenos ou médios podem estes ser com ou sem tinta. Eu prefiro a versão sem tinta.
Para além da salada, pode também ser acompanhado com batata cozida.