sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Lassi aromático

Esta deliciosa bebida encerra o tema dominante do mês de Agosto: Frescas, fáceis e boas.
A receita é da minha parceira do intercâmbio culinário a
Renata. Tal como eu a Renata é uma fã da culinária do Médio Oriente, e este lassi aromatizado com cardamomo e flor de laranjeira para além de ser um substituto de refeição é também ideal para ser tomado a seguir a um caril.


Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Usei:

1 Iogurte grego
½ Chávena de água mineral fresca
4 Ou 5 cubos de gelo
8 Folhas de menta (mais um pouco para decorar)
1 c café de sementes de cardamomo moídas
1 c sopa de água de flor de laranjeira
Mel a gosto


Fiz assim:


Coloque todos os ingredientes no copo liquidificador e processe até o gelo estar desfeito.
Verta em copos altos, decore com folhas de menta.
Sirva de imediato.

Notas:

Pode substituir o iogurte grego por iogurte natural açucarado ou não.
A menta pode ser substituída por hortelã vulgar.
Veja também:
sangria com especiarias.
Receita original em:
Geleia de rosas.

(Publicação previamente agendada, blogueira ausente até 01/09/2008)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Pepino agridoce

No dia que vi este petisco neste blog, tinham-me oferecido uma cesta de pepinos enormes. Deixei alguns de parte para as saladas típicas do Verão e com dois deles preparei esta iguaria.
È uma delicia como entrada, e se misturado numa salada serve também de tempero.
Uma sugestão que tem tudo a ver com o tempo quente, os pic-nic’s e os churrascos.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

2 ou 3 pepinos grandes
½ Chávena de açúcar amarelo
1 Chávena de vinagre de vinho branco
1 Chávena de óleo de amendoim
2 c sopa de sal
1 Malagueta aberta ao meio
1 Pedaço de gengibre laminado
1 Pimentão verde sem sementes e cortado em tiras


Fiz assim:

Lave os pepinos muito bem.
Corte ao meio e depois abra-os no sentido do comprimento, retire as sementes e corte em palitos.
Coloque os palitos de pepino num recipiente fundo de plástico e polvilhe com o sal.
Deixe repousar fora do frigorífico durante 3 horas.
Passado esse tempo, escorra e seque os pepinos muito bem com um pano.
Junte o pimento, o gengibre, o açúcar e o vinagre, envolva muito bem.
Aqueça o óleo com a malagueta. Quando estiver quente e a malagueta dourada, retire do lume e deite sobre os pepinos, misture muito bem.
Deixe arrefecer, tape e guarde no frigorífico.
Espere 24 horas antes de consumir.
Polvilhe com sementes de sésamo.


Notas:

Guarde no frigorífico em recipiente tapado, e está sempre pronto a servir.
Use em sandes e combine com atum ou salmão fumado.
Receita original: Chá com arroz
.

(Publicação previamente agendada, blogueira ausente até 01/09/2008)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Tortilha espanhola

“As omeletas podem apresentar-se numa infinidade de formas e cada país tem a sua própria variedade tradicional.
Os franceses dobram-nas e colocam dentro recheios doces ou salgados. Os italianos tem a sua frittada, um prato muito mais consistente que se cozinha dos dois lados e se serve à fatia. A tortilha espanhola é semelhante à frittada mas leva sempre batata.”
No Japão as omeletas são finíssimas e podem servir de cobertura de rolos de sushi em vez da alga nori.
Esta é a primeira receita que faço inspirada no livro: “ …essencial da cozinha vegetariana”, que me foi oferecido por uma amiga e companheira de lides gastronómicas.

Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

500g de batatas
Sal & pimenta q.b.
1 Cebola
1 Noz de manteiga
1 c sopa de azeite
1 Dente de alho esmagado
2 c sopa de salsa picada
4 Ovos ligeiramente batidos
Fatias de paio a gosto


Fiz assim:

Descasque as batatas, corte em cubos, e coza em água e sal de maneira que fiquem firmas. Escorra e reserve.
Numa frigideira funda, derreta a manteiga e o azeite, junte a cebola cortada em gomos e o alho, deixe cozinhar mexendo de vez em quando, junte as batatas e cozinhe mais um pouco.
Transfira a mistura para uma tigela, polvilhe com a salsa, tempere de sal e pimenta e envolva os ovos ligeiramente batidos.
Volte a colocar na frigideira untada e quente, por cima disponha as fatias de paio, e deixe cozinhar tapado durante 5 minutos, ou até os ovos adquirirem a consistência desejada.

Notas:

Pode levar ao forno a gratinar.
Acompanhe com azeitonas e alface, e polvilhe com ervas frescas.

Para a versão vegetariana, não colocar o paio.
Adaptado de : “ O livro essencial da cozinha vegetariana”

Veja também: tosta de salmão com ovos mexidos.


(Publicação previamente agendada, blogueira ausente até 01/09/2008)

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Bolo caramelizado de banana

Quando vi este bolo pela primeira vez, o Tachos de Ensaio ainda não era nascido. Copiei a receita, fiz, gostei e não guardei a fonte.
Quando quis procurar a fonte apareceram no santo Google tantas receitas de bolo de banana que fiquei à toa, mas assim que bati com os olhos na foto da Colher de pau
, tive a certeza de foi esta a receita que eu tinha copiado.
Quando me apetece um bolinho fácil e delicioso esta é muitas vezes a escolha.
Conforme já vos disse
aqui, cá em casa gostamos de bananas da Madeira.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

130g de açúcar granulado branco (para o caramelo)
6 Bananas
200g de açúcar areado amarelo
200g de manteiga
4 Ovos
1 c sopa de leite
160g de farinha
1 c chá de fermento


Fiz assim:

Com o açúcar branco preparei o caramelo, e com ele forrei o fundo de uma forma.
(Usei forma de silicone tipo bolo inglês).
Bate-se o açúcar amarelo com a manteiga até ficar cremoso, junta-se os ovos e o leite e bate-se mais um pouco até envolver muito bem.
Incorpora-se pouco a pouco a farinha peneirada com o fermento envolvendo com uma espátula até ficar uma massa homogénea.
Descascam-se as bananas, cortam-se em rodelas e com pare delas forra-se o fundo da forma.
Deite por cima metade da massa e alise. Coloque as restantes rodelas de banana e cubra com a restante massa.
Leve ao forno pré aquecido em temperatura moderada, durante mais ou menos 45 minutos.
Desenforme enquanto morno, deixando a forma invertida sobre o bolo durante uns minutos, para que o caramelo escorra sobre este.


Notas:

Na receita original são usados açúcar branco e margarina no lugar de manteiga.
A quantidade de bananas pode variar dependendo do tamanho das mesmas.
Não use formas de fundo amovível, pois o caramelo escapa-se pelo fundo, pingando no fundo do forno provocando muito fumo.

Veja também:
bolo de banana com sementes de papoila e calda de açucar mascavado escuro.

(Publicação previamente agendada, blogueira ausente até 01/09/2008)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Intercambio culinário - o menu

Quando recebi o mail da Renata do blog geléia de rosas a convidar-me para ser o seu par no intercambio culinário, aceitei na hora, bem, quase… pois ela contactou-me no fim-de-semana quando eu me desligo da Internet, mas na Segunda respondi prontamente e afirmativamente.
A Renata logo demonstrou conhecimento e gosto pela gastronomia portuguesa, o gosto desde o inicio foi pesando para o lado dos doces, e assim decidimo-nos por uma receita doce para o desafio, a Renata escolheu a
Sericá e eu o Sagu ao vinho, mas no meio de tanta conversa sobre comida e de tantos pratos que indicámos uma a outra ambas quase em simultâneo, pensamos que iria-mos fazer não uma receita do país irmão, mas sim uma refeição completa, e assim homenagear a C.B.L.O.P. (comunidade de blogs de língua oficial portuguesa).
Começamos a conversar, cada uma com o nosso “sôtáquê” e o menu que eu escolhi das receitas que a Renata me propôs foi:


Entrada:

Puré de feijão-frade com leite de coco

Principal:

Moqueca de peixe à baiana

Acompanhamentos:

Arroz de coco
Pirão do caldo da moqueca

Sobremesa:

Sagu ao vinho com creme inglês

Estava lançado o desafio, eu teria de trabalhar com ingredientes que até aqui não usava na cozinha, como o óleo de palma, ou azeite de dêdê para a Renata, e a farinha de mandioca, também conhecida entre nós como farinha de pau. O leite de coco, esse já faz parte do economato cá em casa. E claro o sagu, mas sobre esse falarei no post seguinte.

Compras feitas, escolheu-se o dia, e lancei mãos à obra.
Fiquei a saber que há duas (pelo menos) moquecas, a capixaba, que leva urucum e não tem óleo de palma, e a baiana que foi a que eu fiz.
O prato lembra em muito a nossa caldeirada, mas sem as batatas e com o toque tropical do coco e da palma. Outra coisa interessante é o peixe ficar a marinar antes de ser confeccionado, e também o facto de a Renata ter indicado a paelleira para a confecção da moqueca, pois como sabem a paella é um prato típico espanhol.

Quanto à entrada e aos acompanhamentos, bem, foi mesmo uma surpresa desde o início.
O puré de “feijão fradinho” é uma delícia e não resistimos em junta-lo ao maravilhoso arroz de coco no prato, será sem dúvida repetido muitas vezes cá em casa.
O pirão, é um prato que não é apelativo aos olhos devido à textura e à cor que herdou do caldo da moqueca, mas de sabor, hum… que maravilha, não dá para descrever, aconselho a fazer sem receio pois é algo que não se esquece.

Reuniu-se a família, pois a mesa era farta, e logo as conversas começaram a rodar sobre de como a comida estava óptima, deliciosa, diferente, surpreendente, enfim… todos gostaram bastante, então erguemos os copos e brindámos à Renata, ao seu blog e à iniciativa do intercâmbio culinário.

As fotos não estão grande coisa não fazem justiça aos pratos maravilhosos que degustamos, (isto de cozinhar e fotografar, não são tarefas que combinem, pelo menos com pessoas sentadas à mesa à espera para serem servidas), por isso deixo a promessa que vou repetir tudo o quanto antes, e fazer uma reportagem decente ao mesmo tempo que publicarei as receitas.

Obrigada Renata

Sagu ao vinho com creme inglês


Receita da Renata do blog geléia de rosas, meu par no evento: intercambio culinário, do qual já falei no post anterior.
A minha curiosidade sobre o sagu (pérolas do Japão, ou sementes de tapioca) era enorme, é um ingrediente completamente fora dos nossos hábitos, e por isso a expectativa era grande.
As reacções da degustação foram diversificadas, o que mais surpreende é a textura da bolinhas.
A preparação do sagu é no fundo muito simples, mas há que ter atenção ao ponto certo de cozedura, a primeira tentativa correu menos bem, pois uma distracção fez com que na panela resta-se apenas um caldo viscoso e nada de bolinhas.
A Renata tinha testado a receita antes de eu fazer, e foi fotografando o passo a passo, foi o que me salvou.
O creme inglês é servido à parte, colocado na taça na hora de servir, por este motivo não ficou na fotografia, por esse lapso as minhas desculpas.

Segue então a receita, tal como indicação da Renata, preparei metade e mesmo assim rendeu bastante.

Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

2 chávenas de sagu
3 litros de água
2 chávenas de vinho tinto de boa qualidade
5 cravinhos-da-india
2 paus de canela
1 + ½ chávena de açúcar

Fiz assim:

Colocar o sagu de molho em água fria durante 1 hora.
Levar ao lume o sagu com a água indicada na receita e cozinhar em lume brando por aproximadamente 10 minutos, neste ponto as bolinhas estarão umas transparentes e outras com um ponto opaco no centro, vai-se mexendo sempre, e desliga-se o lume.
Deixa-se arrefecer o sagu dentro da própria panela, mexendo de vez em quando e até que todas as bolinhas fiquem transparentes. Isto vai demorar cerca de 2 horas.
Transfere-se o sagu para uma rede e lava-se em água fria corrente até sair toda a goma.
Volte a colocar na panela, adicione os restantes ingredientes, e vá mexendo até ferver. Desligue o lume e espere até arrefecer.
Coloque em taças com alguma calda, não toda, e reserve no frigorifico até servir.

Creme inglês

Usei:

400ml de leite
1 vagem de baunilha
4 gemas
5 c sopa de açúcar

Fiz assim:

Abra a baunilha no sentido do comprimento, e com a ponta de uma faca raspe as sementes, coloque as sementes e a vagem no leite e leve ao lume brando até ferver.
Apague o lume e deixe tapado em infusão até amornar. Retire a vagem.
Bata as gemas com o açúcar até ficarem volumosas e esbranquiçadas.
Vá juntando o leite em fio, batendo em velocidade baixa ou com vara de arames.
Leve a mistura ao lume muito brando, mexendo sempre até engrossar, mas sem deixar ferver, quando o creme começar a aderir ás costas da colher, retire do lume e interrompa a cozedura, colocando numa taça dentro de outra com gelo, mexa até arrefecer.
Cubra com película aderente e guarde no frigorifico até servir.


Notas:

Por minha conta e risco adicionei à calda de vinho 2 bagas de pimenta da Jamaica e uma lamina de macis.
O sagu e o creme deverão ser confeccionados na véspera.
Pode facilmente encontrar o sagu à venda em lojas asiáticas, com o rótulo: tapioca seeds.
(Publicação previamente agendada, blogueira ausente até 01/09)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Falafel e hummus


Esta publicação poderia chamar-se: festival do grão-de-bico.
O grão-de-bico é um alimento riquíssimo e é também conhecido como carne dos pobres, pois ao longo dos tempos foi base na alimentação dos povos mais carenciados satisfazendo as necessidades mais básicas.
As ou os falafel são umas bolinhas deliciosas, podem servir de entrada ou como recheio de pão pita quentinho.
O hummus é uma pasta muito apreciada em todo o Médio Oriente, serve-se também com pão pita e legumes da época.


Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Para os falafel

Usei:


250g de grão-de-bico seco
1 Cebola grande
3 Dentes de alho
2 c sopa de farinha
2 c sopa de coentros picados
1 c chá de cominhos moídos
¼ c chá de pimenta de caena
Sal & pimenta preta de moinho
Óleo para fritar


Fiz assim:

De véspera colocar o grão-de-bico de molho em água fria.
Pele-o e desfaça-o no robot de cozinha ou picadora.
Ainda com o robot a funcionar, junte a cebola partida de forma grosseira, os alhos e os restantes ingredientes.
Quando tiver um preparado homogéneo guarde no frigorífico e deixe repousar durante uma hora.
Passado esse tempo, molde bolinhas do tamanho de nozes e frite em óleo quente, (180º).
Escorra sobre papel absorvente.

Para o hummus

Usei:

300g de grão-de-bico cozido
3 Dentes de alho
3 c sopa de tahini (pasta de sésamo)
1 Limão
Sal

Para servir:

1 c chá de paprica
1 c sopa de azeite
1 c chá de salsa picada
Cominhos moídos

Fiz assim:

Escorra o grão e passe-o por água fria corrente, reserve alguns inteiros e reduza os restantes a puré, junte os alhos e reduza-os também. Adicione a tahini e o sumo de limão, tempere de sal e de pimenta de caena e misture muito bem.
Se necessário junte um pouco da água da cozedura do grão.
Deite numa taça, decore com a paprika desfeita no azeite, os grãos inteiros, salsa picada e polvilhado com os cominhos.

Notas:

Para retirar as cascas ao grão, deite-os sobre um pano, feche-o e esfregue bem.
A pasta de tahini encontra-se À venda em mercearias de produtos exóticos, ou em lojas de produtos naturais e dietéticos.
Fonte: “Cozinhar com vegetais”


(Publicação previamente agendada, blogueira ausente até 01/09/2008)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Gelado de gengibre

Dando continuidade ao espírito fresco e doce do mês de Agosto, proponho-lhes hoje um gelado de sabor exótico e refrescante.
O gengibre é conhecido pelos seus benefícios terapêuticos e pelo seu sabor peculiar e muito agradável a lembrar o limão.
De todos os gelados que por aqui já desfilaram, este é sem duvida o meu preferido.
Dedico esta receita ao
Gaston, (o maior mistério do Tachos de Ensaio, he, he, he…), que hoje completa mais um aniversário.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

(para 6 doses)

3 Gemas
50g de açúcar branco fino (caster sugar)
60g de gengibre em xarope
1 c sopa de xarope de gengibre
2 dl de leite
2 dl de nata
Gengibre cristalizado para servir


Fiz assim:

Pique o gengibre finamente.
Aqueça o leite.
Bata as gemas com o açúcar até ficarem volumosas e esbranquiçadas.
Junte o gengibre picado e o xarope, misture bem.
Continue a bater, e vá juntando o leite morno em fio. Continue a bater até a mistura arrefecer por completo.

Na sorveteira:

Bata as natas com uma pitada de sal.
Incorpore as natas no creme de gengibre.
Transfira para a sorveteira e siga as instruções do fabricante.

No congelador:


Reserve o creme de gengibre no congelador até fixar bem.
Retire e bata com um garfo. Reserve.
Bata as natas com uma pitada de sal e incorpore-as no creme de gengibre misturando muito bem.
Volte a guardar no congelador sem necessidade de voltar a tirar para bater.
Retire 10 minutos antes de servir.

Notas:

O gengibre em xarope e o gengibre cristalizado encontra-se à venda em lojas de produtos asiáticos.
Substitua o gengibre em xarope por 1 c chá de gengibre seco moído, ou 1 c sopa de gengibre fresco ralado.
Fonte: Gelados & sorvetes – Bernice Hurst
Veja também:
gelado de plátano com nozes caramelizadas.

(Publicação previamente agendada, blogueira ausente até 01/09/2008)