sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Bolo de natas

Tenho pelo menos 4 cadernos de receitas manuscritas que remontam aos meus tempos de adolescente e até de criança.
São receitas muito simples que eu copiava das Tele culinárias da minha mãe, ou que me eram transmitidas por amigas.
Decidi há pouco tempo que havia de voltar a fazer essas receitas para que também elas ficassem neste arquivo, e a primeira a sair do anonimato foi este bolo que se revelou maravilhoso acompanhado de pêssegos, mirtilos do meu jardim e natas batidas.


Usei:

4 Ovos
1 Chávena de natas
1 Chávena de açúcar
1 + ½ Chávena de farinha
1 c sopa de fermento

Fiz assim:

Pré aqueça o forno a 180º e prepare uma forma de buraco no meio, untando-a com manteiga e polvilhando com farinha, ou então use spray desmoldante.
Bata as natas com o açúcar, junte 2 ovos inteiros e 2 gemas, bata muito bem.
Peneire a farinha com o fermento e envolva delicadamente na mistura de natas.
Batas as 2 claras em castelo e com uma espátula envolva-as na massa.
Coloque a massa na forma e leve ao forno durante 35 minutos.
Certifique-se da cozedura usando um palito, retire e deixe arrefecer um pouco e desenforme enquanto morno.

Notas:

Como uma chávena tem capacidade de 250 ml e os pacotes de natas mais pequenos têm 200 ml, pode completar com leite e assim evitar abrir dois pacotes.


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Esparguete com espinafres feta e tomate

Ultimamente tem-me acontecido muito programar uma refeição e depois não a conseguir concretizar em tempo útil, é um dos contras de não ter horários rígidos na minha vida profissional. Mas enfim, nada se perde e o que estava programado passa para a refeição seguinte e segue-se em frente com uma comidinha rápida, fácil e reconfortante como este prato de esparguete feito com espinafres congelados que é um dos ingredientes que convém guardar no congelador para uma emergência.


Usei:

400g de esparguete
250g de folhas de espinafre
150g de queijo feta marinado em azeite
4 Tomates firmes cortados em cubos
¼ de chávena de folhas de hortelã
2 Dentes de alho esmagados
1 c sopa de vinagre de vinho tinto

Fiz assim:

Coza o esparguete em água temperada de sal, até ficar ao dente, (siga as instruções da embalagem). Escorra rapidamente e mantenha quente.
Aqueça um wok com um fio de azeite de marinar o queijo e junte os espinafres, salteie até amolecer, junte o queijo feta, o esparguete, a hortelã, o alho e o vinagre, junte mais um pouco do azeite da marinada se necessário e envolva até estar quente.
Sirva imediatamente, regado do restante azeite e polvilhado de hortelã.

Notas:

Corte o queijo feta em cubos, cubra com azeite virgem e deixe a marinar de um dia para o outro. Pode adicionar ervas a gosto. Em frasco fechado mantém-se no frigorifico durante uma semana.
Usei espinafres congelados.
Ligeiramente adaptado de: “Donna Hay magazine” nº 46

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Terrina de beringela ricotta e parmesão

Refeições sem a presença de carne ou peixe são cada vez mais frequentes cá por casa, e o facto de serem muito bem aceites por todos deixa-me muito feliz.
Este prato não é muito diferente de um clafoutis e o grelhar da beringela antes de ir ao forno faz com que o sabor fique maravilhoso.
No dia seguinte, ainda serviu de almoço para um e estava igualmente saboroso.

Usei:

450g de beringela (1 grande ou 2 pequenas)
¼ Chávena de azeite
250g de ricotta (ou requeijão)
1 Chávena de parmesão ralado em fios
3 Ovos
1 Chávena de natas
½ Chávena de folhas frescas de manjericão picadas
Parmesão ralado para polvilhar

Fiz assim:

Corte a beringela em fatias finas.
Coloque o azeite numa tigela grande, deite as fatias de beringela e agite para envolver a beringela no azeite.
Leve ao lume forte uma chapa ou frigideira anti aderente e vá cozinhando as fatias de beringela até estarem douradas de ambos os lados.
Pré aqueça o forno a 200º.
Pincele um recipiente de forno com azeite. Reserve.
Numa tigela bata os ovos, o ricotta, o parmesão, as natas e o manjericão até obter uma mistura homogénea.
Coloque parte da beringela no recipiente, cubra com parte do creme e repita a operação terminando com o restante creme.
Polvilhe com parmesão e leve ao forno durante 35 minutos.

Notas:

Sirva com uma salada de folhas verdes, tomate e frutos secos.
Prefira as beringelas mais pequenas para não correr o risco de serem duras. Escolha as mais firmes com a pele intacta e brilhante.

Mais uma de: “Donna Hay magazine” nº 46 (
eu avisei!)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pudins de chocolate com caramelo

A preparação destes pudins é a tradicional preparação do creme caramel.
È uma receita muito simples e feitos nos ramequins poupa-nos o nem sempre bem sucedido acto de desenformar.
Com o calor deixa de apetecer chocolate e o pessoal cá em casa já estranhava a falta de um doce com este ingrediente, por isso os pudins foram aplaudidos de pé.



Usei:
(caramelo)

1 Chávena de açúcar
¼ Chávena de água

(pudins)

200 ml de leite
200 ml de natas
150g de chocolate amargo
2 Ovos inteiros
4 Gemas
75g de açúcar
2 c chá de extracto de baunilha

Fiz assim:

Prepare o caramelo, levando o açúcar ao lume com a água, até atingir ponto de caramelo.
Deite no fundo de 6 ramequins e reserve.
Pré aqueça o forno a 150º e prepare um tabuleiro para levar os pudins ao forno em banho-maria.
Coloque num tacho o leite, as natas e o chocolate em pedaços. Leve ao lume brando e mexa até o chocolate fundir e o creme começar a querer ferver. Retire do lume.
Numa tigela, coloque os ovos, as gemas, o açúcar e a baunilha, bata com uma vara de arames até obter um preparado espumoso. Junte o creme de chocolate a pouco e pouco e continue a bater até juntar tudo.
Verta a mistura para os ramequins, coloque no tabuleiro com água quente até cobrir metade dos mesmos, e leve ao forno durante 15 a 20 minutos.
Retire do forno, deixe arrefecer e reserve no frigorifico durante pelo menos 2 horas antes de servir.

Notas:

Se sobrar caramelo, deite-o sobre um tapete de silicone ou folha de papel vegetal, deixe endurecer e parta em lascas.
Sirva-as como decoração dos pudins.

Adaptado de: “ Donna Hay magazine” nº 46

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

4 por 6 - Peixe assado no forno com batatas assadas

Para início de ciclo do 4 por 6 desta temporada trago uma sugestão de peixe.
O peixe vermelho (red fish) é dos meus preferidos devido à sua versatilidade, é um peixe saboroso e de carne branca e firme que fica bem assado, cozido e frito. O preço é também bastante agradável se optar pelo congelado.
Este assado pode variar nos legumes usados conforme o gosto de cada um e a disponibilidade do momento.
Para sobremesa, e porque o calor ainda não se foi embora, façam ½ receita do gelado de limão da semana passada que, garanto-vos, dá para mais de 4 pessoas.






Usei:

800g de peixe vermelho inteiro
400g de batatas para assar
4 Cebolas
4 Tomates maduros
2 Cenouras
100 ml de vinho branco
Sal
Ervas frescas a gosto
Azeite q.b.

Fiz assim:

Lave as batatas com uma escova macia, corte ao meio e reserve.
Corte as cebolas e os tomates em rodelas e as cenouras em palitos.
Coloque os legumes no fundo de um tabuleiro alto, por cima coloque o peixe e à volta deite as batatas.
Polvilhe com ervas frescas, tempere de sal e regue com o vinho e um fio de azeite.
Cubra com folha de alumínio e leve ao forno pré aquecido a 200º até o peixe estar assado, retire a folha de alumínio e deixe alourar.

Vamos a contas:



Dica de poupança:

Levei a cabo uma experiência interessante nestes últimos meses que resultou em poupança.
Comprei detergentes ultra concentrados, segui as doses recomendadas e no caso do detergente manual da loiça usei um doseador do tipo sabonete líquido.
Resultado: os detergentes concentrados para além de terem uma acção mais poderosa, rendem muito mais tempo e consequentemente tornam-se mais económicos.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Risoni de ervilhas e hortelã-pimenta


Diferente e delicioso!
Este acompanhamento que se desvia do que normalmente estamos habituados é surpreendente.
Usei hortelã-pimenta, uma das novidades do meu jardim, graças ao meu amigo M. que ainda é mais maluquinho por aromáticas que eu.
A massa risoni, mais conhecida entre nós por “pevidinha” é uma massa que desta maneira nos lembra um arroz, (daí o seu nome), o que abre uma infinidade de combinações diferentes.





Usei:

1 Chávena de ervilhas
1 Chávena de risoni (massa pevide)
2 Dentes de alho esmagados
Sumo de ½ limão
½ Chávena de folhas de hortelã-pimenta
2 c sopa de manteiga
Sal

Fiz assim:

Coza as ervilhas em água temperada de sal, escorra e reserve.
À parte coza a massa seguindo as indicações da embalagem ou até ficar al-dente.
Escorra, volte a colocar no tacho e junte a manteiga, o alho e o sumo de limão, envolva e junte depois as ervilhas.
Leve de novo a lume forte durante 2 minutos, mexendo sempre. Junte a hortelã picada fina e sirva.

Notas:

Respeite o tempo de cozedura indicado na embalagem para que não corra o risco da massa ficar demasiado cozida ou dura.

Usei ervilhas congeladas, pois acho que as ervilhas pré cozidas enlatadas tem o sabor alterado, no entanto o uso destas fica ao critério de cada um.
Ligeiramente adaptado de Donna Hay magazine nº 46

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Gelado de limão

Sim, eu sei que a natureza é sábia e que os citrinos têm a sua época no Inverno porque é nessa altura que a vitamina C nos é mais necessária, mas o limão sabe tão bem no Verão… Nas bebidas, nos grelhados e neste gelado delicioso e suave como seda.
Se já provaram gelados com aroma artificial de limão, (Blerc!) sabem que nada se compara ao verdadeiro em sabor, aroma e frescura.

Usei:

Raspa fina de 3 limões
½ Chávena de sumo de limão
¾ Chávena de açúcar
4 Gemas de ovo
1 Chávena de leite
2 Chávenas de natas
1 Pitada de sal
1 c sopa de vodka

Fiz assim:

Misture a raspa de limão, o sumo e o açúcar. Reserve no congelador pelo menos durante 1 hora para intensificar os sabores.
Aqueça o leite até quase ferver. Reserve.
Em banho-maria, bata as gemas e adicione o leite quente a pouco e pouco, mexa constantemente até o creme cobrir as costas da colher.
Retire do lume, passe por um passador e deixe arrefecer completamente. Cubra com película e reserve no frigorífico.
Bata as natas com o sal até espessarem um pouco.
Retire a mistura de limão do congelador e misture bem com um garfo para homogeneizar, junte o creme de gemas, as natas e a vodka, misture e coloque na sorveteira seguindo as instruções do fabricante, ou então, coloque num tabuleiro de alumínio, cubra com película e leve ao congelador. Retire passadas 2 horas e desfaça os cristais de gelo com um garfo, repita a operação até gelar completamente.
Transfira para uma caixa com tampa.
Retire do congelador 10 minutos antes de servir.

Notas:

Se comprar os limões em supermercados, tenha atenção se estão encerados, nesse caso lave-os com uma escova macia e água morna.
A vodka serve apenas para manter o gelado cremoso sem gelar demasiado.
Serve 8 pessoas.


Ligeiramente adaptado
daqui.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Filetes em crumble de parmesão

O último numero da Donna Hay magazine encheu-me as medidas e neste momento ainda está cheia de post’its amarelos em cima da minha mesa de cozinha, o que quer dizer que ainda vão aparecer por aqui mais uma mão cheia de receitas retiradas daí para além desta.
Estes filetes são uma delicia, ficam crocantes por fora e suculentos por dentro graças ao crumble e á preparação no forno. Dispensa o uso de sal devido ao parmesão e à manteiga, e aconselho a usarem pão ralado feito em casa, ou seja torrem umas fatias de pão de véspera e a seguir desfaçam-nas na picadora, acreditem que faz a diferença.


Usei:

1 Chávena de pão ralado fresco
1 Chávena de parmesão ralado fino
2 c sopa de casca de limão ralada fina
100g de manteiga derretida
2 Ovos batidos
Farinha para polvilhar
4 Filetes de pescada sem pele e sem espinhas (+ ou - 600g no total)

Fiz assim:

Torre umas fatias de pão seco, (sobras), e reduza-as a migalhas na picadora.
Misture com o parmesão, a casca de limão e a manteiga. Reserve.
Corte os filetes ao meio e polvilhe de um lado e outro com farinha, de seguida passe-os pelos ovos batidos e por fim pela mistura de parmesão pressionando um pouco para aderir.
Pré aqueça o forno a 220º e forre um tabuleiro de alumínio com papel vegetal.
Coloque os filetes no tabuleiro e leve ao forno durante 15 a 20 minutos.Mantenha-os quentes até servir.


Notas:

Não substitua o papel vegetal por tapete de silicone, nesta receita o papel vegetal funciona também como absorvente de parte da gordura que os filetes libertam ao assar.
Para um resultado mais seco, coloque entre os filetes e o papel uma grade de forno, desta forma quase toda a gordura se libertará.
Ligeiramente adaptado de: Donna Hay magazine nº 46