quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sopa gratinada de cebola à francesa

Sem dúvida que no Inverno uma sopa quente é um bálsamo para o corpo e para o espírito, tudo parece mais leve depois de se tomar uma tigela de sopa fumegante.
Esta em particular é sempre uma sopa de Inverno, pelo menos cá em casa, deve ser por ser servida em tigela bem quente vindo direitinha do forno e com o queijo a borbulhar, apetece aquecer as mãos em volta da tigela enquanto se aspira o delicioso aroma…


Usei:

50g de manteiga
3 c sopa de azeite
650g de cebolas roxas
1 c chá de açúcar
sal & pimenta q.b.
1 + ½ c sopa de farinha
500 ml de caldo de legumes (o original pede caldo de carne)
4 c sopa de conhaque
Queijo gruyére para gratinar

(para os croûtons)

fatias de pão
1 dente de alho

Fiz assim:

Leve a manteiga e o azeite ao lume, quando estiver quente deite as cebolas cortadas em meias luas finas, o açúcar e um pouco de sal. Misture muito bem e assim que as cebolas amolecerem reduza o lume, tape o tacho e deixe as cebolas suarem durante 20 ou 30 minutos até ficarem douradas. De início mexa de vez em quando, depois só ocasionalmente até caramelizar as cebolas.
Polvilhe com a farinha e deixe cozer mais 2 minutos mexendo sempre.
Adicione o caldo a ferver, e deixe fervilhar 15 minutos.
Entretanto, torre as fatias de pão e esfregue ainda quentes com o alho.
Rectifique a consistência da sopa com mais caldo se necessário, junte o conhaque, tempere de pimenta e rectifique o sal.
Pré aqueça o forno a 200º.
Coloque fatias de pão no fundo das tigelas, coloque um pouco de sopa por cima e polvilhe com o queijo ralado.
Leve ao forno a gratinar.


Notas:

As cebolas podem ser caramelizadas em forno lento e em recipiente tapado.
Como esta operação pode ser feita em avanço, pode por isso aproveitar o forno enquanto prepara uma outra receita.
O Gruyére pode ser substituído por parmesão ou emental.

Fonte: “Cozinha francesa” da Parragon

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Entremeada no forno com sementes de funcho e alecrim

Como peça inteira a entremeada é muito popular no Reino unido enquanto que por cá é quase exclusivamente usada em fatias e grelhada na brasa, ou então depois da carne fumada é mais conhecida por bacon.
Depois de lentamente assada no forno, fica deliciosamente húmida e a pele estaladiça.
Não é fácil fazer os cortes na pele extremamente dura da barriga do porco, eu para esse efeito tenho um bisturi que “pedinchei” a uma enfermeira simpática numa da minhas idas ao hospital, quase que vale a pena ser uma cliente habitual como eu, he, he, he…




Usei:

1,5 Kg de entremeada inteira
4 Dentes de alho
2 Hastes de alecrim (só folhas)
2 c chá de sementes de funcho
Azeite q.b.
4 Cebolas
250 ml de vinho branco
Sal


Fiz assim:

Corte a pele da entremeada de maneira a formar pequenos losangos. (Se não tiver uma lamina bem afiada e fina peça ao seu talhante para o fazer).
Coloque a entremeada no lava-loiça com a pele virada para cima e deite-lhe uma chaleira de água a ferver, desta maneira a pele encolhe e os cortes da pele vão abrir de maneira a receberem melhor o tempero.
No almofariz coloque o alho, o sal, as sementes de funcho e as folhas de alecrim, esmague muito bem e depois junte um pouco de azeite até formar uma pasta.
Esfregue toda a peça de carne com esta pasta e deixe a marinar no frigorífico durante umas horas.
Pré aqueça o forno a 220º.
Corte as cebolas em fatias e coloque-as no fundo de um tabuleiro de lados altos, regue com o vinho e por cima coloque a carne.
Coloque no forno mantendo a temperatura alta durante os primeiros 30 minutos, ao fim desse tempo reduza a temperatura para 160º e deixe assar lentamente durante 3 horas.
Retire do forno e embrulhe a peça em papel de alumínio até amornar.
Sirva cortado em fatias e acompanhe com o molho de cebolas.


Notas:

Se pretender um molho mais rico aumente para o dobro a quantidade de vinho, depois da peça assar separe as cebolas e coloque todo o liquido que se formou e mais os sucos da carne num pequeno tacho, adicione 1 c sopa de farinha e mexa muito bem até engrossar um pouco.

Fonte: Revista Olive de Jan. 2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Sonhos

Os meus doces preferidos nos dias frios de Inverno são os doces fritos típicos das festas de fim de ano.
A minha avó que me conhecia como ninguém, quando nos vinha visitar ao Ribatejo levantava-se de madrugada para ir à padaria comprar massa do pão que ao chegar a casa tendia em forma de filhós e fritava para o meu pequeno almoço, eu ia para o liceu reconfortada e feliz.
Estes sonhos são uma receita da minha mãe, fácil de fazer e sem ingredientes complicados fazem as minhas delícias e enchem a minha cozinha de boas recordações.


Usei:

200g de farinha
1 c chá de fermento
2 dl de água
60g de açúcar
75g de manteiga
1 Tira de casca de limão
4 Ou 5 ovos
Açúcar e canela para polvilhar
Óleo para fritar

Fiz assim:

Num tacho, leve ao lume a água com o açúcar, a manteiga e a casca de limão.
Deixe fervilhar até o açúcar dissolver.
Retire a casca de limão e deite a farinha peneirada com o fermento no tacho de uma vez só, mexa rapidamente com uma colher de pau até formar uma bola que se despegue do fundo do tacho.
Retire do lume e deite a massa sobre a pedra para arrefecer um pouco.
Coloque a massa na tigela da batedeira e usando o gancho de massas pesadas vá adicionando os ovos um a um, raspando de vez em quando os lados da tigela com uma espátula.
Depois de incorporar 4 ovos, e se for necessário adicionar o quinto, bata-o dentro de uma tigela e vá adicionando a pouco e pouco, pode não ser necessário usar o ovo inteiro.
Aqueça o óleo numa frigideira funda até aos 180º.
Deite colheradas de massa no óleo quente e deixe fritar até dourar.
Se os sonhos por si só não se virarem deite-lhes colheres de óleo quente por cima.
Retire com uma escumadeira, escorra sobre papel absorvente e polvilhe de açúcar e canela.

Notas:

Em vez de polvilhar os sonhos com açúcar e canela, pode mergulha-los numa calda de açúcar aromatizada com um pau de canela.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

4 por 6 - Salsichas enroladas com mel e mostarda + Puré de batata + Creme de legumes com juliana de couve





Foi impossível ficar indiferente a esta receita quando a vi num dos livros de Mafalda Pinto Leite.
O essencial da receita é o mesmo das
coxas de frango no forno com mel, bacon e soja, onde apenas as salsichas entram no lugar das coxas e a mostarda substitui o molho de soja.
Como eu gosto muito das coxas com mel, como o prato é tão simples de preparar, e é sabido que mostarda e mel se dão muito bem, deitei mãos à obra e vá de fazer contas para ver se a refeição encaixava no
4 por 6, e não é que resultou!?
Uma delicia rápida e económica!
Está então na mesa o menu de hoje.









Usei:

8oog de salsichas frescas
200g de bacon fatiado
25g de mostarda *
25g de mel *

* Ou mais, conforme o gosto pessoal

Fiz assim:

Pré aqueça o forno a 200º e forre um tabuleiro com papel vegetal.
Misture o mel com a mostarda até incorporar bem.
Enrole cada uma das salsichas numa fatia de bacon e coloque no tabuleiro.
Pincele com metade do preparado de mel e mostarda e coloque no forno durante 20 minutos.
Passado esse tempo, volte as salsichas e pincele com o restante molho e deixe no forno durante mais 10 minutos.









Puré de batata



Cozem-se as batatas em água temperada de sal. Escorrem-se e esmagam-se.
Volta ao lume e incorpora-se a manteiga e o leite, tempera-se com pimenta e noz-moscada a gosto.



Creme de legumes com juliana de couve



Corte a couve em juliana e reserve.
Coza os restantes legumes em água temperada de sal e com um fio de azeite até estarem macios.
Triture, os legumes e rectifique a consistência com mais ou menos caldo.
Retome a panela ao lume, junte a couve e deixe fervilhar até estar macia.




Vamos a contas:








Dica de poupança:

Há nas lojas de loiças e material de cozinha, umas bolas metálicas para cozinhar alimentos por imersão. (São normalmente usadas para cozinhar o arroz no cozido à portuguesa).
Ao preparar sopas como esta, pode com essa bola cozer a couve ao mesmo tempo dos outros legumes e assim poupar em tempo e energia.
Coza os legumes em mais água que o necessário, ficando assim com caldo de legumes pronto a usar em outras receitas.

Prato principal ligeiramente adaptado de: “Cozinha para quem quer poupar” de Mafalda Pinto Leite.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Entrecosto grelhado no forno

Gosto muito de entrecosto grelhado, mas grelhar entrecosto na brasa é uma chatice porque os pedaços são pequenos e requerem cuidados redobrados e eu chateia-me estar ali a queimar os dedos tempo sem fim, por isso quando descobri esta receita da Laranjinha fui logo a correr comprar uma bela aba de entrecosto, e sabem uma coisa? È melhor ainda que grelhado na brasa e não dá trabalho nenhum!



Usei:

1,5Kg de entrecosto com a aba
Azeite
Malagueta seca em flocos a gosto
Sal
Sumo de limão


Fiz assim:

Coloque uma folha de papel vegetal a forrar o tabuleiro de forno, e pré aqueça o forno a 200º (se possível com função grill).
Corte o entrecosto em tiras e coloque num recipiente.
Tempere com o sal e a malagueta. Regue com o sumo de limão e azeite e envolva bem usando os dedos.
Disponha o entrecosto no tabuleiro forrado e leve ao forno até estar dourado e estaladiço.
Mais ou menos 35 minutos.


Notas:

Pode tornar necessário voltar o entrecosto a meio da assadura.
Se a carne secar demasiado regue com um pouco mais de sumo de limão e não azeite, pois irá “fritar” a carne em vez de grelhar.

Receita original no
Cinco quartos de laranja.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Bolo de manteiga

Dias frios, chuvosos, escuros e de preguiça são convite a uma caneca de chá fumegante e uma fatia de bolo fofo, simples e ao mesmo tempo com muito requinte como este da famosa escola do “Le cordon bleu”.
A cobertura dá-lhe personalidade e afina-lhe a textura.
Mais palavras para quê?! Este bolo é perfeito!


Usei:

100g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
100g de açúcar
3 Ovos
Raspa de 1 limão
100g de farinha
1 c chá de fermento
90g de amêndoas moídas

(cobertura)

150g de farinha
100g de manteiga fria em cubos
100g de açúcar

Fiz assim:

Pré aqueça o forno a 180º e forre uma forma de bolo inglês com papel vegetal. (O bolo desenforma facilmente mas o papel é para evitar voltar a forma devido à cobertura).
Bata a manteiga com o açúcar até obter um creme, à parte bata ligeiramente os ovos e vá adicionando gradualmente ao creme de manteiga enquanto continua a bater, de vez em quando raspe os lados da tigela para incorporar bem.
Junte depois a raspa de limão e envolva. Por fim adicione a amêndoa e a farinha peneirada com o fermento e mexa até ligar.
Verta a massa para a forma e alise o topo.

Para preparar a cobertura, peneire a farinha e junte a manteiga. Usando as pontas dos dedos, esfregue a manteiga na farinha até obter aspecto de migalhas, junte 75g açúcar e proceda igual até estar tudo incorporado.
Espalhe a cobertura sobre a superfície da massa e polvilhe com o restante açúcar.
Leve ao forno durante 35 minutos até a cobertura dourar, verifique a cozedura com um palito e se sair seco retire do forno e deixe arrefecer durante 5 minutos até retirar da forma.

Notas:

Para um resultado com mais requinte, misture à cobertura raspa de 1 limão, casca de limão cristalizada cortada em juliana muito fina ou miolo de amêndoa moida.
Fonte: "Le Cordon Bleu"

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Pasteis de massa tenra

Pastéis de massa tenra são o meu salgadinho preferido, como-os como se fossem guloseimas e de preferência já frios.
São uma óptima solução para sobras de carne cozinhada, ou para fazer em quantidade e manter no congelador para as emergências.
Estendi a massa com a máquina de massa fresca o que fez que ficassem deliciosamente finos e sem se encharcarem em óleo.
Sirva-os com arroz e salada para uma refeição completa.

Versão de impressão e arquivo

Usei:

Massa tenra

200g de carne para guisar
½ Chouriço
1 Cebola picada
4 c sopa de polpa de tomate
1 Folha de louro
Sal, pimenta e noz-moscada
Azeite q.b.

Óleo para fritar

Fiz assim:

Amoleça a cebola num fio de azeite quente e junte o chouriço em rodelas. Deixe refogar um pouco até o chouriço começar a largar a sua gordura.
Junte a carne em pedaços, a polpa te tomate e a folha de louro, envolva até selar a carne.
Junte um pingo de água e reduza o lume. Deixe fervilhar um pouco e tempere de sal, pimenta e noz-moscada.
Vá juntando pingos de água até a carne amaciar.
Retire do lume, retire a folha de louro e pique a carne, que deve ficar húmida.

Estenda a massa com um rolo, (para que a massa ficasse fina, usei a máquina de massa fresca), e com uma faca ou com um corta massa, corte quadrados.
Disponha um pouco de recheio num dos lados, dobre e sele as pontas passando com o dedo molhado em água entre as dobras e pressionando depois com um garfo.

Frite os pastéis em óleo quente deitando colheradas de óleo por cima para que fiquem “enfolados”.
Escorra sobre papel absorvente.

Notas:

Prepare os pastéis com sobras de carne cozinhada.
Pode congelar os pastéis antes de fritar, e ter assim refeições prontas para qualquer imprevisto. Frite sem descongelar.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Feijoada de choquinhos

Feijoada de chocos ou feijoada de búzios são pratos típicos da costa Vicentina de onde sou natural, (uma metade…), e onde muito feliz passei a minha infância.
Não são pratos que a minha avó confeccionasse, pois a não ser um polvo que habilmente caçasse com uma cana, a minha avó não tinha possibilidades de adquirir frutos do mar para a alimentação da família, por isso só provei feijoada de chocos já adolescente e em restaurantes improvisados à beira mar.
Uma delicia que aqui reproduzo com algumas alterações.
Usei:

1 Kg de choquinhos limpos sem tinta
400g de feijão encarnado cozido
½ Chouriço de carne
1 Cebola picada
1 Folha de louro
200g de tomate pelado picado
2 Cenouras em cubos
Piripiri a gosto
Salsa picada
Azeite
Sal & pimenta
½ Chávena de vinho branco
1 Chávena de miolo de camarão (opcional)

Fiz assim:

Amoleça a cebola no azeite quente. Deite o chouriço em rodelas e envolva até começar a deitar cor. Junte o tomate e deixe reduzir um pouco, junte depois os choquinhos, a cenoura e o louro e deixe refogar um pouco até os choquinhos ficarem opacos.
Regue com o vinho e tempere de sal, pimenta e piripiri. Reduza o lume e deixe fervilhar até os choquinhos amaciarem.
Adicione o feijão, a salsa e o camarão. Envolva e deixe tomar gosto.
Sirva bem quente, polvilhado de salsa e acompanhado de arroz branco.


Notas:

Se Precisar de adicionar algum liquido à cozedura, use um pouco de água da cozedura do feijão.
Pode confeccionar este prato com choco grande ou lulas, nesse caso corte-os em pedaços.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Sem mãos!

Fui demasiado optimista e julguei que iria ser capaz, enganei-me redondamente!!!
Com um pé fora de circulação fico sem mãos para poder transportar seja o que for, e estar de pé mais de 3 minutos é tarefa impossível.
Estou oficialmente fora da cozinha....
Volto assim que conseguir, prometo!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

White russian panna cotta

Já vos tinha contado que houve uma altura em que eu gostava muito de preparar bebidas, acontece que uma das minhas preferidas eram o black e o white russian, (deixo nas notas finais a maneira de os preparar), logo, assim que descobri esta panna cotta abri um sorriso e fiquei muito curiosa sobre como resultaria esta versão do cocktail em forma de sobremesa.
Fiz, e gostei muito, não posso dizer que foi uma das minhas preferidas mas estas experiências são sempre muito divertidas e fiquei logo a pensar em outros cocktail com potencialidade de serem transformados em algo comentivel.



Usei:

(panna cotta)

1 c sopa de água
1 c chá de gelatina granulada neutra
¼ Chávena açúcar
1 + 1/2 Chávena de natas
1 c chá de extracto de baunilha

(geleia de café)

2 c sopa de vodka
6 c sopa de licor de café
½ c chá de gelatina neutra granulada

Fiz assim:

Comece por preparar a geleia de café.
Hidrate a gelatina numa c sopa de vodka, reserve durante uns minutos.
Leve um pequeno tacho com água ao lume, e quando a água estiver bem quente mergulhe o fundo do recipiente ande está a gelatina e mexa até dissolver bem.
Se preferir pode fazer esta operação levando a gelatina ao microondas durante uns segundos, mas nesse caso a maior parte do álcool vai evaporar.
Junte a restante vodka e o licor de café e mexa até estar bem incorporado.
Deite a geleia no fundo de compôs de shot e reserve no frigorífico durante umas horas.

Para a panna cotta:
Hidrate a gelatina na água e reserve.
Leve ao lume as natas com o açúcar e mexa até aquecer e o açúcar dissolver.
Leve a gelatina ao microondas durante uns segundos para fundir.
Adicione a gelatina e o extracto de baunilha, mexa bem e retome ao lume brando até querer fervilhar.
Retire do lume e deixe amornar.
Deite a panna cotta nos copos por cima da geleia de café e reserve no frigorifico durante pelo menos 2 horas antes de servir, melhor ainda, de um dia para o outro.


Notas:

Para fazer o cocktail “Black russian” Deite num copo tipo old fashion uma dose de licor de café e ½ de vodka e sirva com mito gelo.
Para o “White russian” junte um pouco de natas.

Adaptado de: Baking obsession

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

4 por 6 Pescada no papilotte e marmelos assados

Tenho tentado muito a sério incluir o peixe nas sugestões do 4 por 6, é mais difícil mas não é impossível. Esta sugestão apesar de simples é muito boa e foi muito apreciada por aqui.
Senti-me na obrigação de colocar o papel vegetal nas contas, pois não pode ser reutilizado e assim sendo decidi incluir o seu valor no custo da refeição.
Pode tentar fazer a receita num recipiente com tampa e assim evitar o uso do papel.
Para enriquecer o prato pode também incluir umas cenouras no papelote.
Para a sobremesa, um fruto da época que colhi da beira da estrada e que me traz muitas boas recordações de infância.
Está então servido o 4 por 6 desta semana. Bom apetite!




Usei:

750g de pescada para cozer (8 postas nº3)
400g de batata
Salsa q.b.
2 Folhas de louro
4 c sopa de polpa de tomate
½ dl de vinho branco
Sal & pimenta
Azeite q.b.

Fiz assim:

Corte 4 quadrados de papel vegetal.
Em cada um dos quadrados coloque 2 postas de peixe, distribua as batatas cortadas em rodelas e meia folha de louro em cada papelote.
Tempere de sal e pimenta e coloque 1 c sopa de polpa de tomate em cada um deles, polvilhe com salsa picada e regue com um pouco de vinho branco e azeite.
Feche o papelote atando as pontas com um fio e coloque no forno quente (180º) durante mais ou menos 35minutos.
Abra com muito cuidado por causa do vapor e sirva no papelote para aproveitar o molho.


Marmelos assados



Corte os marmelos em quartos, retire o caroço e coloque em palelotes com o pau de canela.
Polvilhe com um pouco de açúcar e canela, feche bem e leve ao forno ao mesmo tempo que assa o peixe.


Vamos a contas...


Dica de poupança:

Compre batatas na época e em produtores locais.
Reserve um canto da despensa ou outro local abrigado, espalhe-as sobre jornais.
Faça o mesmo com cebolas e alhos, que também podem ficar penduradas se estiverem entrançadas.

Receita principal adaptada de “ Blue Cooking” Outubro de 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Bolachinhas de parmesão

Assim que li a receita no Ardeu a padaria soube imediatamente que tinha de fazer estas bolachas, são deliciosas para acompanhar uma sopa, um petisco ou simplesmente comer sem motivo.
Tal como o JP usei a máquina de massa fresca e as bolachinhas ficaram deliciosamente estaladiças.
Sem duvida, uma receita a repetir vezes sem conta.


Usei:

250g de farinha
1 c chá de sal
100g de manteiga sem sal
100 ml de natas
60g de parmesão ralado fino
2 c chá de orégãos

Fiz assim:

Misture a farinha com o parmesão, os órgãos e o sal.
Junte a manteiga cortada em cubos e trabalhe com as pontas dos dedos até ter uma consistência areada, junte depois as natas e amasse até ter uma consistência macia, forme umas bola, envolva em película e reserve no frigorífico durante 30 minutos.
Pré aqueça o forno a 180º e prepare 2 tabuleiros forrando-os com papel vegetal ou tapete de silicone.
Estenda a massa o mais fino possível usando um rolo enfarinhado, corte as bolachas com um cortador ou um copo de bordos finos e leve ao forno até dourar.

Notas:

Opcionalmente pode polvilhar as bolachas com sementes antes de as levar ao forno.
Guarde em recipiente hermético para manter as bolachas estaladiças.
Receita original de Mark Bittman retirada do blog
Ardeu a padaria.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Bolo ce chocolate, café e cardamomo

Este bolo é uma bomba calórica, mas é também uma perdição. Por este motivo foi mantido em espera para depois servir de base ás 15 velinhas da “piolha”.
São 2 aromas fantásticos que ligam com o chocolate como se assim estivesse desde sempre destinado, não aconselhável a chocodependentes em recuperação este bolo foi, durante as 2 fatias que me calharam, o céu!






Usei:

12 Vagens de cardamomo abertas
180 ml de café forte
200g de chocolate amargo
200g de manteiga sem sal
3 Ovos
80 ml de leite talhado
400g de açúcar amarelo
170g de farinha
1 c chá de bicarbonato
30g de cacau amargo em pó

(cobertura)

400g de chocolate amargo
100g de manteiga sem sal
1 c chá de golden syrup

Fiz assim:

Prepare uma forma de anel com 22 cm de diâmetro, forrando-a com papel vegetal e untando bem.
Pré aqueça o forno a 160º
Coloque o café e as vagens de cardamomo num pequeno tacho e leve a lume brando até reduzir um pouco, mais ou menos 10 minutos.
Derreta o chocolate com a manteiga em banho-maria. Assim que fundir, mexa e junte o café passado por um passador, volte a mexer para homogeneizar.
Bata os ovos com o leite talhado e o açúcar só até misturar. Junte o creme de chocolate e misture.
Incorpore a farinha peneirada com o cacau e o bicarbonato.
Coloque na forma e leve ao forno durante 45 a 50 minutos.
Retire do forno e deixe arrefecer dentro da forma e sobre uma grade antes de desenformar.
Funda todos os ingredientes da cobertura em banho Maria e deixe arrefecer até ter consistência para barrar, ou então, volte a colocar o anel em volta do bolo mas com a mola aberta, e deite a cobertura de maneira a escorrer um pouco pelos lados do bolo.
Deixe solidificar e retire o anel depois de passar com a lâmina de uma faca aquecida.



Notas:

Para o leite talhado: coloque um pouco de sumo de limão num copo e complete com leite.
Se pretender rechear este bolo terá de o deixar cozer durante 1:30H.

Adaptado de: "Olive" Outubro de 2009

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Almondegas de atum

Gosto demais de fritos, sejam eles doces ou salgados, no entanto tal como tanta gente que conheço, fujo deles como “o diabo da cruz” mas de vez em quando perdoo-me a mim mesma e lá vai um frito para matar saudades.
Estas almôndegas que no original são de bacalhau, são óptimas e inclusivamente podem ser feitas de véspera e guardadas no frigorífico até confeccionar.
Servi com esparguete e um
molho de tomate bem simples.


Usei:

1 Lata de 385g de atum
1 Fatia de pão
Leite q.b. para amolecer o pão
1 Dente de alho picado
1 Ramo de salsa picado
1 Ovo batido
2 c sopa de polpa de tomate
Sal & pimenta
Farinha q.b.

(para panar)

Farinha
Ovo batido
Pão ralado

Fiz assim:

Escorra o atum e esmague com um garfo.
Amoleça o pão no leite e desfaça-o.
Numa tigela junte o atum, o pão, e os restantes ingredientes, vá adicionando farinha até ligar a massa.
Com as mãos enfarinhadas molde bolas não muito grandes, passe cada uma delas por farinha, depois ovo batido e por fim pelo pão ralado.
Deixe repousar um pouco no frigorífico e depois frite em óleo quente até dourar.
Escorra sobre papel absorvente.


Notas:

Em vez de almôndegas, forme “pequenos discos” e leve ao forno colocando por cima pequenas nozes de manteiga ou regando com um fio de azeite.

Adaptado do livro: “As minhas receitas de bacalhau” de Herman José

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Creme de abóbora, mostarda e tomilho

Este creme foi um sucesso enorme, eram horas do lanche e estávamos com uma tigela fumegante das mãos de tão bem que nos soube.
A mostarda e o tomilho fazem de um simples creme algo sublime e surpreendente, foi sem duvida a melhor sopa dos últimos tempos, e que saudades que eu tinha de sopa…


Usei:

300g de abóbora descascada e em cubos
150g de batata descascada e em cubos
1 Cebola picada
700ml de água
2 c chá de sementes de mostarda amarela
1 Haste de tomilho (folhas)
Sal
Azeite q.b.

Fiz assim:

Aqueça um fio de azeite e refogue ligeiramente a cebola com o tomilho e a mostarda.
Junte a abóbora e a batata e deixe amolecer um pouco durante mais ou menos 5 minutos, vá juntando pingos de água de vez em quando.
Adicione a restante água e deixe fervilhar lentamente até estar os legumes estarem bem macios.
Triture e rectifique a consistência a seu gosto juntando para isso mais líquido.
Sirva bem quente polvilhado com tomilho e com uma colher de café de mostarda.

Notas:

Sirva este creme com iogurte batido com uma colher de mostarda.
Adaptado
daqui.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Rolinhos de pecan, maçã e caramelo

Manhãs frias e preguiçosas pedem pantufas, sofá e bolinhos quentes… Eu gosto tanto de dias assim, dias que parecem passar a correr quando afinal vi dois filmes, fiz uma fornada de bolos, e ainda dei um avanço no actual livro de mesa-de-cabeceira.
Quando me lembrei de fazer estes rolinhos não me conseguia decidir sobre o recheio, ora era maçã canela ou pecans caramelo, por isso saiu esta misturada e ainda bem…



Usei:

(massa)

½ Chávena de leite morno
2 c chá de fermento de padeiro seco
2 c sopa de açúcar amarelo
1 Ovo batido
2 + ½ Chávena de farinha
1 Pitada de sal

(recheio)

2 Maçãs
Açúcar & canela a gosto
1 Chávena de pecans picadas (reserve algumas para a cobertura)

(fundo)

½ Chávena de manteiga
½ Chávena de açúcar

Fiz assim:

Misture os ingredientes secos e abra uma cova ao meio.
Deite a manteiga derretida, o leite e o ovo e amasse bem até ter uma massa macia e elástica. (Pode usar a batedeira com o gancho para massas pesadas).
Faça uma bola e deite numa tigela untada, cubra e deixe a levedar em lugar abrigado durante 40 minutos, ou até dobrar o volume.
Descasque e corte as maçãs em cubos pequenos, polvilhe de açúcar e canela e deixe a repousar.
Derreta a manteiga com o açúcar numa frigideira até alourar e ficar com aspecto de areia. Deixe arrefecer um pouco e depois desfaça até obter torrões pequenos, deite a maior parte desses torrões numa forma e reserve.
Deite a massa na bancada e espalme-a, volte a formar uma bola e depois estenda com o rolo até obter um rectângulo.
Espalhe o recheio de maçã e a maior parte das pecans, enrole como se fosse uma torta mas não muito apertado, e corte fatias com mais ou menos 2 cm.
Disponha as fatias na forma, pincele com um pouco de gema batida com leite, e polvilhe com as restantes pecans e os torrões reservados do fundo.
Tape e deixe repousar durante mais 30 minutos.
Pré aqueça o forno a 180º e coloque os rolinhos a assar durante mais ou menos 30 minutos ou até dourarem.
Retire do forno e sirva morno.

Notas:

Versão maquina do pão: Coloque na cuba da máquina primeiro os líquidos e depois os secos, programe a máquina no programa massa e a partir daí continue com a preparação a partir do estender e rechear.

Adaptado de: “Cozinha para quem quer poupar”

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Rolo de bacalhau

Não se passavam muitas semanas sem que a minha mãe me pedisse: “Oh filha, não queres fazer rolo de bacalhau para o jantar?!” A principio eu ficava toda orgulhosa, expulsava a minha mãe da cozinha, arregaçava as mangas e demorava uma tarde inteira a fazer o rolo de bacalhau. Depois lá para os meus 20 anos comecei a fartar-me e desde aí nunca mais fiz… até agora.
Não tenham medo, esta receita não demora uma tarde inteira e não enjoa, é de facto rápida se as coisas estiverem organizadas, e muito boa.

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Usei:

2 Postas de bacalhau
½ kg de batatas
2 c sopa de manteiga
3 Cebolas
1 Dente de alho
Azeite q.b.
Sal & pimenta
Molho bechamel a gosto

Fiz assim:

Coza as batatas e o bacalhau. Retire a pele e as espinhas ao bacalhau e desfie.
Esmague as batatas, junte a manteiga e tempere de sal e pimenta.
Refogue as cebolas picadas e o alho num fundo de azeite, junte o bacalhau e envolva muito bem a tomar gosto, junte depois a batata e misture bem até ficar com uma bola de massa.
Deite a massa de bacalhau numa forma e desenforme para dentro de um prato de forno, ou se preferir, dê-lhe a forma de rolo.
Cubra com o molho bechamel, e leve ao forno quente a gratinar.
Sirva com legumes.


Notas:

Pode fazer esta receita com sobras de bacalhau cozido.
Opcionalmente, decore com ovos cozidos, azeitonas, ou salsa picada.
Fonte: “O mestre cozinheiro”

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Estufado lento de pá de porco com crumble de limão e ervas

Para o leitor mais atento não é novidade o facto de eu ser adepta deste modo de confeccionar a carne. Fica macia e com um sabor muito apurado, o molho é sempre uma tentação e o facto de poder ser feito com atecedencia é uma mais valia nos dias que correm.
O toque do crumble ao servir, e o aroma do funcho faz a diferença entre este prato e um outro qualquer.
Deliciem-se como eu me deliciei e usem o caldo que sobrar para confeccionar um risoto sublime.






Usei:

1 kg de pá de porco sem osso e cortada em cubos
1 Cebola grande cortada em rodelas finas
2 Dentes de alho picados
3 c chá de vinagre de xerez
250 de chouriça em rodelas
1 c chá de sementes de funcho grosseiramente esmagadas
400g de tomate pelado em cubos
2 Pimentos em tiras
Azeite q.b.
1 Copo de vinho branco

(para o crumble)

2 Fatias de pão duro ralado
Raspa de 1 limão
1 Ramo pequeno de salsa picada
Azeite q.b.

Fiz assim:

Aqueça um pouco de azeite no wok e salteie a carne até dourar. Retire a carne e na mesma gordura refogue a cebola e o alho até amolecer, junte o vinagre e assim que começar a borbulhar adicione a chouriça, mexa até começar a largar cor.
Junte as sementes de funcho e a carne, tempere de sal e junte o tomate e o pimento.
Deixe frigir um pouco e regue com o vinho.
Pré aqueça o forno a 140º
Quando o estufado retomar a fervura, tape e coloque no forno durante 2 horas, passado esse tempo, destape e deixe ficar mais 30 minutos.

Para o crumble:

Salteie as migalhas de pão num pouco de azeite quente, junte o limão e a salsa e envolva.

Sirva a carne bem quente polvilhada com o crumble.

Notas:

Para um sabor mais intenso, em vez de saltear o pão, pode torrar ligeiramente as fatias de pão pinceladas com um fio de azeite, antes de ralar.
Adaptado de: “Olive” Outubro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Pausa forçada

Hoje é dia de receita no Tachos de Ensaio, e eu aqui a escrever sobre algo que nada tem a ver com instruções para criar pratos.

As minhas ausências este ano tem sido uma constante, são pausas forçadas e necessárias ora à minha vida profissional ora à minha vida pessoal.
Pois é estou a anunciar-vos mais uma que será breve.
Motivo: problemas técnicos relacionados com o bom funcionamento do corpo humano, que segundo os especialistas serão facilmente resolvidos se eu me portar bem.
Vou aproveitar para finalmente colocar em dia a leitura das revistas que se vão acumulando em cima das mesas, e sei que vou ficar cheia de vontade de cozinhar coisas novas e diferentes.

Volto já!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Bolinhos mornos de chocolate



Quando a Suzana nos fez o seu relato de um almoço em Nova Iorque eu fiquei de nariz colado ao monitor, depois e como se isso não bastasse para me picar, ela conta que o provador disse que este era o melhor bolo de chocolate do mundo, ora aí é que eu não me segurei e fui a correr untar forminhas, derreter chocolate e misturar ovos com açúcar.
Acompanhei com gelado de baunilha e fingi estar em Nova Iorque a almoçar com a Suzana.





Usei:



115g de manteiga sem sal
2 c sopa de farinha
120g de chocolate amargo (70% cacau)
2 Ovos inteiros + 2 gemas
¼ Chávena de açúcar



Fiz assim:



Unte com manteiga e polvilhe com cacau 6 formas de queques.
Pré aqueça o forno a 220º.

Derreta o chocolate com a manteiga em banho-maria. Reserve.
Bata os ovos com as gemas e o açúcar, até obter uma mistura fofa e esbranquiçada, junte o chocolate fundido e misture bem. Junte a farinha e misture rapidamente.
Divida a massa pelas formas e coloque no forno durante 6 ou 7 minutos, até a massa estar fixa nas bordas mas o centro húmido.
Retire do forno, inverta cada uma das formas num prato, deixe repousar um minuto e depois desenforme e sirva imediatamente.


Notas:


Ao usar cacau para polvilhar as formas evita que o bolo fique com manchas brancas depois de pronto.
Receita original: Jean-George’s warm chocolat cake