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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Minestrone à Marizé

Quando eu era pequena a minha mãe fazia uma sopa pela qual eu me perdia de amores, para mim era uma sopa em tudo diferente das outras pois não era passada, tinha o leve ácido do tomate, e o feijão verde e a cenoura em pedaços mais grossos que o normal, hoje sei que ao que a minha mãe chamava sopa juliana era nada mais que um minestrone.
Para os jantares de Inverno nada melhor que uma sopa fumegante e com corpo como esta.

Aqui fica então a minha versão da sopa da minha infância.


Usei:
2 Cabeças de nabo em cubos pequenos
2 Tomates sem pele e sem sementes, em cubos
1 Courgette em cubos
1 Alho francês em rodelas
2 Cenouras em cubos pequenos
1 Cebola pequena picada
1 Dente de alho picado
150g de Feijão verde cortado grosseiro
1 Fio de azeite
Sal & pimenta
1 c Chá de açúcar
1 Embalagem de tortelini de ricota e espinafres
Caldo de legumes ou água q.b.


Fiz assim:

Refogue ligeiramente a cebola no azeite, junte o alho e o tomate e deixe suar um pouco.
Adicione primeiro os legumes mais duros, (nabo e cenoura) e tape a panela até amolecer um pouco. Se necessário junte um pouco de liquido.
Adicione depois o alho francês, a courgette e o feijão verde e continue a estufar sempre adicionando o liquido aos poucos.
Tempere de sal e pimenta e junte o açúcar para cortar a acidez do tomate, vá adicionando caldo até os legumes estarem macios, perto do final da cozedura adicione o caldo necessário para cozer a massa, deixe retomar fervura, adicione a massa, e rectifique os temperos.

Notas:

Opte pelo tortelini fresco, pois a massa seca recheada tem um sabor muito industrial.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Creme de cogumelos

Mais um creme com cor e sabor de Inverno.
As sopas são o meu almoço preferido nesta estação do ano por isso há que variar e o creme de cogumelos ainda não tinha tido o seu merecido protagonismo neste blog.
Uma das coisas que mais me agrada nesta sopa é o facto de ser robusta sem ser pesada e acompanhada com umas fatias de pão torrado é uma delicia à qual eu não me nego.


Usei:

350g de cogumelos
(Usei: 150 brancos frescos, 150 portobello frescos e 50g porcini secos)
800ml de caldo de legumes
1 c sopa de farinha
1 Haste de tomilho
1 Chávena de leite
1 Cebola picada
Sal & pimenta
Azeite q.b.
1 Pitada de noz-moscada

Fiz assim:

Depois dos cogumelos limpos, e hidratados (se usar secos), corte-os em fatias.
Aqueça um fio de azeite e salteie os cogumelos temperando-os a meio com sal e pimenta, quando alourarem retire-os do lume e reserve.
Refogue ligeiramente a cebola, e adicione depois a farinha, mexa e adicione um pouco de caldo. Junte os cogumelos e 2/3 do caldo.
Reduza o lume e deixe fervilhar 10 minutos, junte as folhas de tomilho e a noz-moscada, rectifique o tempero e deixe ferver mais um pouco.
Triture com a varinha mágica, junte o leite e se necessário rectifique a consistência com mais um pouco de caldo, deixe aquecer e sirva polvilhado de tomilho.

Notas:

Para um sabor mais intenso, pode usar-se a água de hidratar os cogumelos, no entanto deve passar a mesma pelo passador, pois pode conter areia no fundo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

4 por 6 - Esparguete com ameijoas e aioli + Creme de abóbora com mostarda

Ao ler o menu do 4 po 6 de hoje até parece que estou a ser irónica, uma refeição de marisco por menos de 6€???
È verdade, é possível e é muito bom.
A ideia inicial surgiu perante o balcão da peixaria no supermercado, afinal um Kg de amêijoas não é caro mas como fazer render até alimentar 4? A solução foi lógica e simples, afinal massa e marisco são deliciosamente compatíveis.
Como entrada o delicioso
creme de abóbora tomilho e mostarda.
Está então na mesa o 4 por 6 desta semana.





Usei:

1Kg de amêijoas (congeladas tipo vietnamita)
400g de esparguete
Azeite q.b.
Sal & pimenta
2 Dentes de alho
1 Cebola pequena picada
Um pouco de vinho branco
Piripiri a gosto
Salsa picada

(para o aioli)

100ml de maionese
4 Dentes de alho

Fiz assim:

Refogue a cebola e o alho picado num fundo de azeite, junte as amêijoas e deixe suar até abrirem.
Tempere de sal, pimenta, piripiri e regue com um golo de vinho branco, deixe apurar um pouco e polvilhe com a salsa picada.
Esmague os alhos e misture com a maionese.
Coza o esparguete em abundante água com sal respeitando o tempo de cozedura indicado na embalagem.
Escorra o esparguete e envolva no molho das amêijoas.
Sirva acompanhado do molho.



Substitua a mostarda em grão, por mostarda à moda antiga com grãos.



Vamos a contas:


Dica de poupança:

Quando lavar os legumes sobre água corrente, coloque uma bacia no lava-loiça a fim de reter a água usada, use essa água para regar as plantas ou para lavar o chão.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sopa gratinada de cebola à francesa

Sem dúvida que no Inverno uma sopa quente é um bálsamo para o corpo e para o espírito, tudo parece mais leve depois de se tomar uma tigela de sopa fumegante.
Esta em particular é sempre uma sopa de Inverno, pelo menos cá em casa, deve ser por ser servida em tigela bem quente vindo direitinha do forno e com o queijo a borbulhar, apetece aquecer as mãos em volta da tigela enquanto se aspira o delicioso aroma…


Usei:

50g de manteiga
3 c sopa de azeite
650g de cebolas roxas
1 c chá de açúcar
sal & pimenta q.b.
1 + ½ c sopa de farinha
500 ml de caldo de legumes (o original pede caldo de carne)
4 c sopa de conhaque
Queijo gruyére para gratinar

(para os croûtons)

fatias de pão
1 dente de alho

Fiz assim:

Leve a manteiga e o azeite ao lume, quando estiver quente deite as cebolas cortadas em meias luas finas, o açúcar e um pouco de sal. Misture muito bem e assim que as cebolas amolecerem reduza o lume, tape o tacho e deixe as cebolas suarem durante 20 ou 30 minutos até ficarem douradas. De início mexa de vez em quando, depois só ocasionalmente até caramelizar as cebolas.
Polvilhe com a farinha e deixe cozer mais 2 minutos mexendo sempre.
Adicione o caldo a ferver, e deixe fervilhar 15 minutos.
Entretanto, torre as fatias de pão e esfregue ainda quentes com o alho.
Rectifique a consistência da sopa com mais caldo se necessário, junte o conhaque, tempere de pimenta e rectifique o sal.
Pré aqueça o forno a 200º.
Coloque fatias de pão no fundo das tigelas, coloque um pouco de sopa por cima e polvilhe com o queijo ralado.
Leve ao forno a gratinar.


Notas:

As cebolas podem ser caramelizadas em forno lento e em recipiente tapado.
Como esta operação pode ser feita em avanço, pode por isso aproveitar o forno enquanto prepara uma outra receita.
O Gruyére pode ser substituído por parmesão ou emental.

Fonte: “Cozinha francesa” da Parragon

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

4 por 6 - Salsichas enroladas com mel e mostarda + Puré de batata + Creme de legumes com juliana de couve





Foi impossível ficar indiferente a esta receita quando a vi num dos livros de Mafalda Pinto Leite.
O essencial da receita é o mesmo das
coxas de frango no forno com mel, bacon e soja, onde apenas as salsichas entram no lugar das coxas e a mostarda substitui o molho de soja.
Como eu gosto muito das coxas com mel, como o prato é tão simples de preparar, e é sabido que mostarda e mel se dão muito bem, deitei mãos à obra e vá de fazer contas para ver se a refeição encaixava no
4 por 6, e não é que resultou!?
Uma delicia rápida e económica!
Está então na mesa o menu de hoje.









Usei:

8oog de salsichas frescas
200g de bacon fatiado
25g de mostarda *
25g de mel *

* Ou mais, conforme o gosto pessoal

Fiz assim:

Pré aqueça o forno a 200º e forre um tabuleiro com papel vegetal.
Misture o mel com a mostarda até incorporar bem.
Enrole cada uma das salsichas numa fatia de bacon e coloque no tabuleiro.
Pincele com metade do preparado de mel e mostarda e coloque no forno durante 20 minutos.
Passado esse tempo, volte as salsichas e pincele com o restante molho e deixe no forno durante mais 10 minutos.









Puré de batata



Cozem-se as batatas em água temperada de sal. Escorrem-se e esmagam-se.
Volta ao lume e incorpora-se a manteiga e o leite, tempera-se com pimenta e noz-moscada a gosto.



Creme de legumes com juliana de couve



Corte a couve em juliana e reserve.
Coza os restantes legumes em água temperada de sal e com um fio de azeite até estarem macios.
Triture, os legumes e rectifique a consistência com mais ou menos caldo.
Retome a panela ao lume, junte a couve e deixe fervilhar até estar macia.




Vamos a contas:








Dica de poupança:

Há nas lojas de loiças e material de cozinha, umas bolas metálicas para cozinhar alimentos por imersão. (São normalmente usadas para cozinhar o arroz no cozido à portuguesa).
Ao preparar sopas como esta, pode com essa bola cozer a couve ao mesmo tempo dos outros legumes e assim poupar em tempo e energia.
Coza os legumes em mais água que o necessário, ficando assim com caldo de legumes pronto a usar em outras receitas.

Prato principal ligeiramente adaptado de: “Cozinha para quem quer poupar” de Mafalda Pinto Leite.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Creme de abóbora, mostarda e tomilho

Este creme foi um sucesso enorme, eram horas do lanche e estávamos com uma tigela fumegante das mãos de tão bem que nos soube.
A mostarda e o tomilho fazem de um simples creme algo sublime e surpreendente, foi sem duvida a melhor sopa dos últimos tempos, e que saudades que eu tinha de sopa…


Usei:

300g de abóbora descascada e em cubos
150g de batata descascada e em cubos
1 Cebola picada
700ml de água
2 c chá de sementes de mostarda amarela
1 Haste de tomilho (folhas)
Sal
Azeite q.b.

Fiz assim:

Aqueça um fio de azeite e refogue ligeiramente a cebola com o tomilho e a mostarda.
Junte a abóbora e a batata e deixe amolecer um pouco durante mais ou menos 5 minutos, vá juntando pingos de água de vez em quando.
Adicione a restante água e deixe fervilhar lentamente até estar os legumes estarem bem macios.
Triture e rectifique a consistência a seu gosto juntando para isso mais líquido.
Sirva bem quente polvilhado com tomilho e com uma colher de café de mostarda.

Notas:

Sirva este creme com iogurte batido com uma colher de mostarda.
Adaptado
daqui.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sopa de funcho


O meu funcho está lindo e até as formigas são atraídas pelo aroma doce da rama exuberante e dos bolbos anafados.
Antes de retirar os bolbos da terra, (confesso que pensar nisso me dá pena) vou usando a rama em 1001 receitas e normalmente como tempero ou finalização, mas não podia deixar escapar a oportunidade de usar a rama de funcho como ingrediente principal, e esta maravilhosa receita açoriana da
Pipoka foi o mote.
Uma delícia exótica é como descrevo esta sopa.


Usei:

300g de feijão branco demolhado
2 Fatias de bacon
1 Cebola
2 Dentes de alho
1 Folha de louro
1 Pau de canela
1 Ramo de funcho
Sal

Fiz assim:

Coze-se o feijão com o bacon, a cebola, o alho, o louro e o pau de canela.
(para maior economia de tempo, pode usar a panela de pressão).
Depois de cozido, retira-se o bacon, o louro e o pau de canela e reduz-se a puré.
Lave o funcho e corte-o em juliana não muito fina.
Coloque o puré de feijão novamente ao lume e rectifique a consistência adicionando mais caldo se necessário. Assim que levantar fervura junte o funcho e rectifique de sal.
Deixe levantar fervura novamente espere 2 ou 3 minutos e retire do lume.

Notas:

Na versão do livro “Cozinha tradicional portuguesa” da Verbo, é indicado o uso de banha ou toucinho em vez do bacon.
Tenha em atenção o sal, pois o bacon já é salgado, e não o adicione ao feijão durante a sua cozedura pois dessa maneira o feijão não amolece tão facilmente.


Fonte: Three fat ladies

segunda-feira, 16 de março de 2009

Sopa de Inverno

Antes que o Inverno se despeça de nós partilho convosco esta sopa típica da minha família, e acredito que de tantas mais pelo menos parecida na base e na preparação.
Costumo fazer esta sopa, que é uma refeição completa, nos dias de fim-de-semana em que acendo a lareira logo de manhã.
Uso um grande púcaro de barro, onde cozo a carne, o grão (ou feijão) e os legumes. O púcaro vai fervilhando lentamente junto à fogueira e o apetite vai sendo “espicaçado” pelo aroma.




Usei:

500g de carne de vaca para cozer
½ Chouriço de carne
1 Cebola
1 Repolho de couve
1 Chávena de grão cozido
2 Batatas
1 Nabo
1 Cenoura
Sal a gosto

Fiz assim:

Coza a carne em água abundante com a cebola, o chouriço e um pouco de sal.
(Pode usar a panela de pressão, mas ao cozer lentamente o caldo fica mais saboroso).
Prepare os legumes. Corte a couve em juliana grossa, descasque os restantes legumes e corte em cubos pequenos para que cozam ao mesmo tempo.
Depois da carne estar macia retire-a do caldo assim como o chouriço.
Descarte a cebola.
Coloque os legumes a cozer no caldo da carne e rectifique o sal.
Desfie a carne grosseiramente e corte o enchido em rodelas, quando os legumes estiverem quase cozidos junte o grão e as carnes, deixe retomar a fervura e sirva bem quente com uma folha de hortelã.

Notas:

A água como base de preparação dos alimentos tanto funciona para transferir sabores como para os preservar.
Ao colocar os alimentos em água fria para os cozer lentamente irá transferir o sabor ao caldo, se pelo contrário os mergulhar rapidamente em água fervente irá selar o alimento e preservar o seu sabor.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Creme de cenoura e aipo

Desde o início de Novembro que a lembrança do sabor de uma sopa de cenoura e aipo degustada numa tarde chuvosa e fria em Londres me perseguia.
Vejam a reportagem no
Gourmets Amadores, pois a Suzana assim como a Valentina reconfortaram-se tal como eu com esse sabor.
Dizia eu que me apetecia repetir a dose, mas claro que uma ida ao Reino Unido para já está fora de questão, por isso lancei-me em ensaios culinários e cá está um creme o mais parecido possível com esse de que vos falo.



Usei:

2 c sopa de azeite
1 Chalota picada
2 Cenouras descascadas e cortadas em pedaços
1 Talo de aipo com rama cortado em fatias
2 Chávenas de caldo de legumes
½ Chávena de vinho branco
Sal e pimenta a gosto

Fiz assim:

Aqueça o azeite numa panela não muito grande e sobre lume médio alto.
Refogue a chalota até estar macia, junte a cenoura e o aipo, mexa e deixe cozinhar tapado durante mais ou menos 5 minutos.
Refresque com o vinho, mexa e deixe evaporar.
Junte o caldo e deixe fervilhar 15 minutos.
Reduza a puré, acerte a consistência com mais caldo, se necessário e tempere de sal e pimenta.
Sirva bem quente.

Notas:

Sirva este creme com tostas de pão de centeio com sementes e alcaravia.
O aipo depois de limpo e de retiradas as guias, pode ser congelado, estando assim sempre à mão para sopas e caldos.

Veja também: creme de ervilhas com funcho.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Sopa de grão-de-bico e iogurte

Esta foi a receita mais audaz do menu do 3º Y.
Eu pessoalmente gostei bastante, apenas tenho um pequeno reparo a fazer: o creme é mais saboroso se feito com alguma antecedência e ligeiramente aquecido na hora de degustar. Desta maneira os sabores ácidos do tomate e do iogurte encontram a harmonia.
Aqui fica então mais uma das prometidas receitas do menu no feminino.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

2 Chávenas de grão-de-bico
1 Fio de azeite
1 Dente de alho
1 Chalota
Caldo de legumes ou água da cozedura do grão q.b.
1 Iogurte natural cremoso ou batido
1 c chá de cominhos moídos
Sal & pimenta preta
1 Tomate picado sem pele e sementes
1 c sopa de tahini

Fiz assim:

Demolhe o grão durante 24 horas.
Coza, escorra e reserve.
Refogue a cebola e o alho num pouco de azeite, quando a cebola murchar, junte o tomate e o grão (reserve alguns para servir), continue a mexer até refogar o tomate.
Quando os sabores tiverem apurado junte um pouco de caldo.
Deixe fervilhar durante uns minutos e triture.
Ajuste a consistência com mais caldo, se for necessário.
Junte o iogurte e o tahini e misture bem.
Tempere de sal pimenta e cominhos, quando estiver bem quente mas sem ferver, retire do lume e sirva morno com os grãos reservados.
Pode colocar 1 c chá de iogurte em cada tigela e polvilhar de ervas frescas a gosto ou sementes de sésamo.

Notas:

O tahini é uma pasta feita com sementes de sésamo, e encontra-se à venda nas lojas de produtos naturais e dietéticos.
O grão impede o iogurte de talhar, mas mesmo assim não deixe o creme ferver depois de juntar o iogurte.

Ligeiramente adaptado do livro: “Cozinha divina” de Chakal
Veja também:
Creme de ervilhas com funcho.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Creme de ervilhas com funcho

Quase todos os dias há sopa cá em casa, é o meu almoço preferido nos dias de semana.
Gosto de comer uma sopa, uma fatia de pão escuro, um queijo fresco ou um ovo cozido e uma peça de fruta. No entanto não aparecem muitas receitas de sopas no Tachos, eu passo a explicar porquê, normalmente faço um caldo de legumes bem aromático e praticamente sem farináceos, parte desse caldo é armazenado para servir outras receitas, e os legumes são triturados servindo de base a sopas que depois são guarnecidas com as hortaliças ou leguminosas disponíveis.
Esta no entanto é uma sopa com muito poucos ingredientes, de rápida confecção e de sabor delicioso, que recomendo vivamente.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

2 c sopa de azeite
2 Dentes de alho picados
1 Cebola média picada
1 Pitada de curcuma (açafrão da terra)
1 l de caldo de legumes
1 c sobremesa de sementes de funcho
100 ml de vinho branco
500g de ervilhas
Sal & pimenta

Fiz assim:

No almofariz, pise as sementes. Junte a curcuma e reserve.
Aqueça o azeite numa panela não muito grande e refogue ligeiramente o alho e a cebola.
Junte as especiarias, mexa e deixe libertar o aroma. Regue com o vinho e deixe evaporar.
Junte as ervilhas e envolva bem. Deite o calo de legumes e deixe levantar fervura. Baixe o lume e deixe cozinhar durante 15 minutos.
Triture com a varinha mágica ou no copo de batidos, e se achar necessário coe.
Rectifique a consistência com mais caldo se necessário, tempere de sal e pimenta.
Sirva com fatias de pão escuro.

Notas:

Certifique-se de que usa sementes de funcho e não de erva-doce, pois estas são muitas vezes confundidas até mesmo pelos comerciantes.
Usei ervilhas congeladas, não use ervilhas enlatadas.
Fonte: Revista Blue Cooking – Agosto 2008

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Creme aveludado de couve flor

Poderia começar por vos dizer que por aqui a Primavera anda tímida e a chuva e o frio ainda fazem parte do dia a dia para justificar esta sopa, mas na verdade é que eu gosto muito de sopa, é a minha entrada de eleição para uma refeição mais elaborada, ou um prato único de uma refeição ligeira.
Este creme é delicioso mas nada fotogénico, pois a sua cor pálida não se deixa captar nem com luz nem sem luz.
Fica no entanto o meu testemunho escrito de que é veludo que acaricia as papilas gustativas.


Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receitaUsei:

1 Couve-flor pequena
1 Courgete
1 Cebola média
1,5 l de caldo a gosto (usei de aves)
1 dl de leite
2 c sopa manteiga
1 c sopa de farinha
1 gema de ovo
sal
quadrados de pão torrado e ovo cozido para servir

Fiz assim:

Ferve-se a couve em água temperada de sal durante 5 minutos, escorre-se e substitui-se por parte do caldo a ferver.
Junta-se a cebola em pedaços e a courgete descascada e também em pedaços.
À parte derrete-se a manteiga, junta-se a farinha mexendo para ligar. Adiciona-se um pouco de caldo quente até fazer um creme fluido que se deita na panela onde estão os legumes, perfazendo assim a totalidade do caldo pedido na receita.
Deixa-se ferver em lume brando até a couve estar cozida.
Retira-se do lume e passa-se com a varinha mágica ou tritura-se no copo liquidificador, reservando uns raminhos para decorar.
Liga-se com a gema e o leite, e volta ao lume mexendo sempre só até querer levantar fervura, rectifica-se de sal, e serve-se decorado com os raminhos de couve, os croutons e o ovo cozido à parte.

Nota:

Aproveite o pão endurecido para fazer os croutons.
Corte quadradinhos de pão e leve em tabuleiro ao grill do forno.

Opcionalmente pode salpicar com azeite, ervas aromáticas e flor de sal.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Caldo de poejos com ovos escalfados

Fiz este caldo no jantar do meu aniversário, a apresentação não é bonita, mas o sabor é muito do meu agrado, talvez devido ás minhas origens ou pelo carinho que tenho ao que é tradicional português.
A gastronomia alentejana reflecte as dificuldades de outros tempos, a ausência de ingredientes e especiarias é muito bem compensada pelos sabores da terra vindos das ervas aromáticas como neste caso o poejo.

Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita

Usei:

100 g de toucinho entremeado salgado (ou bacon)
2 colheres de sopa de banha
1 cebola
1 dente de alho
1 molho grande de poejos
1 folha de louro
sal
pimenta
200 g de pão de 2.ª duro
4 ovos

Fiz assim:

Cortei o toucinho em tirinhas e fritei-o sobre lume brando com a banha.
Juntei a cebola picada e o alho esmagado e deixei refogar um pouco. Juntei os poejos em raminhos e o louro. Deixei estalar durante cerca de 2 minutos. Reguei com a água suficiente e temperei com sal (atenção ao sal do toucinho), deixei ferver tapado durante cerca de 30 minutos.
Entretanto, cortei o pão em fatias e coloquei numa terrina.
Escalfei os ovos no caldo da sopa, e coloquei-os na terrina sobre o pão.
Reguei com o caldo, deixei abafar durante 5 minutos e servi.

Notas:

Pode ser acompanhada com queijinhos frescos.
Esta sopa faz-se também com a gordura resultante de fritar o toucinho de porco e temperada com massa de pimentão em vez de banha simples.
A essa gordura dão os alentejanos o nome de banha corada.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Creme de chuchu com milho doce e parmesão


No frio do Inverno, troco as saladas pelas sopas, principalmente nos almoços apressados.
Para fugir à regra dos caldinhos de legumes, que eu gosto muito, desta vez uma combinação diferente e leve.
Se experimentarem este creme não deixem de o servir com o queijo, pois faz realmente a diferença.
Esta pode ser uma boa opção para o menu de fim de ano, quando a noite for alta, e o estômago reclame por conforto sem excessos.
Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

4 chuchus
1 cebola grande
1 alho francês (a parte branca)
3 dentes de alho
água q.b.
sal q.b.
1 fio de azeite
150g de milho doce cozido e escorrido
lascas de parmesão para servir

Fiz assim:

Preparei os legumes, descascando-os e cortando-os em cubos pequenos.
Coloquei na panela e cobri com água, deixei cozer até ficarem macios.
Reguei com o azeite e triturei, não usando a água toda só o suficiente para fazer um creme não muito espesso.
Adicionei o milho, temperei de sal e deixei retomar a fervura.
Serve-se bem quente com as lascas de parmesão.

Notas:

Pode usar outro queijo a gosto desde que seja de pasta dura.
Se preferir substitua 2 chuchus por batata.
Use milho pré cozido congelado ou enlatado para simplificar a confecção.


Inspiração: “Saberes e sabores”

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Pho de galinha


O que fazer quando a “piolha” anda de volta de mim: “Mãeeee… quando é que fazes canja???” E a mim me apetecem sabores exóticos? Fácil: Pho!
Pho é sopa em vietnamita, a receita que tenho no meu livro: “Essencial da cozinha asiática” é de um pho de carne de vaca, assim para disfarçar o pedido de canja, fiz uma adaptação com galinha, e mais umas coisitas…

Usei:

2 peitos de galinha caseira
5 cm de gengibre fresco
1 c chá sal
agua q.b.
6 grãos de pimenta preta
1 pau de canela
4 cravinhos da índia
6 sementes de coentros
1 estrela de anis
2 c sopa de molho de peixe
½ pacote de nodles de arroz
1 cebola
1 molho pequeno de coentros
1 chávena de cenouras baby
1 chávena de maçarocas de milho baby
2 ovos cozidos

Fiz assim:

Cozi a galinha em água com o sal, o gengibre, a cebola e os talos dos coentros, até a carne se desprender dos ossos. Mantive a panela destapada e fui retirando a espuma que se ia formando.
Juntei a pimenta, a canela, o anis, os cravinhos, as sementes de coentros e o molho de peixe e deixei ferver mais 10 minutos.
Retirei a carne e coei o caldo de novo para dentro da panela.
Juntei as cenouras e o milho e deixei ferver mais 10 minutos.
Desfiei a carne, descasquei e cortei em tiras os ovos, e com água muito quente hidratei a massa e escorri.
No prato coloquei um pouco de massa, de ovo e de galinha, cobri depois com o caldo muito quente.

Notas:

As maçarocas de milho, os ovos e as cenouras não fazem parte da receita original.
A carne para o pho de carne é: ossos da perna, carne de cozer e alcatra.
No original é pedido galangal que eu substitui por gengibre.
O caldo pode ser congelado.
Usei maçarocas de milho baby de conserva em água e sal.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Faki

Esta sopa de lentilhas de origem grega, embora de confecção diferente da que estamos habituados, (pois não têm uma base cremosa), têm um sabor mediterrânico muito do agrado dos palatos portugueses.
Há uma outra sopa muito semelhante em que as lentilhas são substituídas pelo feijão, a esta dão os gregos o nome de: Fassoulada.
A Fassoulada não leva cenoura e a erva aromática usada é a hortelã.



Escusado será referir que esta será, mesmo no limite, a minha participação no rei da quinzena.

Usei:

300g de lentilhas verdes
1 Cebola grande
2 Hastes de aipo (sem as folhas)
1 Cenoura grande
1 C sopa de azeite
1 Dente de alho
1 Ramo de salsa
1 Folha de louro
500g de tomate bem maduro
1,5 L de água
Sal q.b.
2 C sopa de vinagre (facultativo)
Orégãos q.b.

Fiz assim:

Com a devida antecedência, coloquei as lentilhas de molho em água fria.
Preparei os legumes, cortando-os em cubos pequenos e coloquei na panela com o azeite.
Salteei um pouco sobre lume forte e depois juntei o alho picado e as lentilhas escorridas, a salsa picada o louro e por ultimo, o tomate reduzido a puré.
Reguei com a água e deixei cozer até as lentilhas e a cenoura estarem macias.
Tempera-se de sal, deixa-se ferver alguns minutos, junta-se o vinagre e os orégãos, serve-se e saboreia-se.

Notas:

Querendo uma sopa mais espessa, coza as lentilhas previamente, e esmague algumas, antes de as adicionar à sopa espere até a cenoura amolecer, neste caso rega-se com o caldo resultante da cozedura das lentilhas.
Fonte: Cozinhar com vegetais.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Caldo verde

Em jeito de homenagem a essa grande interprete e embaixadora do fado que foi Amália Rodrigues; um caldo genuinamente português, pobre em ingredientes mas rico em sabores genuínos da terra.

“…
Basta pouco, poucochinho

p'ra alegrar uma existência singela...

É só amor, pão e vinho e um caldo verde, verdinho

a fumegar na tigela.”


“Uma casa portuguesa”
Música:
V. M. Sequeira; Artur Fonseca

Letra: Reinaldo Ferreira


Usei:

150g de couve galega cortada em juliana fina
250g de batatas farinhentas
1 Cebola
2 Dentes de alho
1 Chouriço de carne
1 Fio de azeite e mais um pouco
1 folha de louro
Sal q.b.
Agua q.b.

Fiz assim:

Cozem-se as batatas descascadas com a cebola, o alho, o louro e o chouriço, em água temperada se sal e um pouco de azeite.
Retira-se a folha de louro e o chouriço, e esmaga-se os legumes cozidos.
Vai novamente ao lume, e assim que retomar fervura, junta-se a couve.
Deixa-se cozer com a panela destapada, só o tempo suficiente para a couve murchar e deixar de saber a cru.
Rectifique de sal, junte mais um fio de azeite e o chouriço cortado em rodelas.


Notas:

Se a couve for muito dura, escalde-a e em seguida passe por água fria.
Substitua o chouriço por salpicão ou paio.
Sirva em tigelas de barro e acompanhe com fatias de broa de milho.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Sopa da pedra de Almeirim

Pelo menos em Portugal toda a gente já ouviu falar da sopa da pedra, vivendo eu em Almeirim, seria até estranho não publicar aqui a receita, que será também a minha primeira participação no colher de tacho.
Há quem diga que esta sopa está ligada a uma
lenda de um frade que andava a pedir de porta em porta, outros defendem que a sopa é da autoria da família proprietária de um dos restaurantes típicos de Almeirim, que ao Domingo são lugar de romaria, (e com razão, pois come-se e bebe-se muito bem). De uma maneira ou de outra a sopa da pedra será sempre associada aos lindos campos de Almeirim onde eu tenho o prazer de morar.




Usei:

½ Litro de feijão encarnado
200g de chispe de porco
½ Orelha de porco
100g de toucinho entremeado
½ Chouriço negro (típico)
½ Chouriço de carne
1 Farinheira
1 Cebola
1 Folha de louro
250g de batatas
½ Molho de coentros
1 Pedra

Fiz assim:

De véspera, colocar o feijão de molho, escaldar e raspar a orelha e salgar as carnes.
Colocar o feijão a cozer em bastante água com a cebola e a folha de louro, depois de ferver um pouco colocar os enchidos, (com a excepção da farinheira), e as carnes.
Descascar as batatas e cortar em cubos muito pequeninos, reservar.
Ir retirando da panela as carnes à medida que vão ficando cozidas, umas cozem primeiro que outras, deixar arrefecer e cortar em pedaços e os enchidos ás rodelas.
Quando o feijão estiver cozido, juntar as batatas e a farinheira, deixar cozer a batata, retirar a farinheira que se corta também.
Quase no final juntar os coentros picadinhos e as carnes, mexer, rectificar os temperos, deixar levantar fervura e servir com a pedra no fundo da sopeira.

Notas:

Costumo fazer esta sopa de Inverno numa púcara de barro no lume de lareira.
Se o feijão for do próprio ano, não necessita ser demolhado.
Também pode ser usado feijão manteiga, eu até prefiro por ser mais cremoso.
O chouriço negro é conhecido em algumas regiões por morcela ou chouriço de sangue.
Não indiquei quantidade de sal na receita pelo facto das carnes e os enchidos serem salgados, prove e rectifique a gosto.
Na minha foto não aparecem as carnes, porque gostamos de as servir à parte, por isso me esqueci de as incluir no prato para fotografar.
Esta receita não dispensa uma visita a Almeirim, nem umas boas fatias de pão caseiro e vinho tinto Ribatejano.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Creme de coentros

Este creme suave e aromático não foi feito por mim, (ainda), foi-me dado a provar por um casal amoroso que planeia inclui-lo na ementa do banquete do seu casamento.
Especialmente para eles aqui fica a receita, para que a possam repetir e assim recordar com uma refeição romântica o dia do casamento.
Provei, gostei imenso e brevemente vou confecciona-lo pelas próprias mãos, por agora continuo sem inspiração para ensaios culinários pois a minha “bichinha” continua incapacitada e sem animo.


Ingredientes:

1 kg. Batata
2 dl. Azeite
2 Dente de Alho
2 Alho Francês
1 Cebola
1 Molho de Coentros
Q.B. Sal
Q.B. Água

Confecção:

Leve o tacho ao lume como o azeite, quando este estiver quente, adicione-lhe o alho, a cebola e o alho francês picados e deixe a refogar algum tempo.
Adicione as batatas um pouco de sal, água e os coentros picados, deixe cozer em lume brando.
Triture tudo, leve a ferver novamente e verifique os temperos;
Sirva bem quente.

Notas

Para uma melhor apresentação do respectivo Creme, este deve ser acompanhado com quadrados de pão alentejano, torrado.

Autoria do Chef António Nobre
Hotel Cartuxa de Évora - Alentejo

Fonte

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Sopa de peixe à moda de Almeirim

De mão dada com a sopa de pedra esta sopa ganhou estatuto junto dos restaurante típicos da cidade de Almeirim.
A receita foi transmitida á minha mãe por uma cozinheira de um desses restaurantes, por isso a sua autenticidade é garantida.
Sei que com o tempo quente não apetece sopa, mas esta é tão nutritiva que dispensa segundo prato.

Então é assim:


Usei:


Peixe (a gosto)
Batatas
Cenouras
1 Pimentão vermelho
1 Cebola
1 Dente de alho
1 Copo de vinho branco
Algumas gotas de vinagre de vinho branco
Tomate
Coentros
Azeite

Fiz assim:


Refoga-se ligeiramente as cebolas no azeite, junta-se o pimento vermelho, (que em Almeirim se chama catalão), o tomate, o alho, o vinho branco e o vinagre. Quando ferver junta-se o peixe, baixa-se o lume e deixa-se estufar.

À parte prepara-se uma base de batata e cenoura, (em puré como se fosse para sopa vulgar), e reserva-se.

Depois do peixe estar cozinhado, retira-se do tacho, livra-se de pele e espinhas e reserva-se.
Passa-se o caldo da cozedura do peixe pela varinha mágica, e depois pelo passador. Adiciona-se o puré de batata e cenoura, tempera-se de sal e rectifica-se a consistência do caldo. (aqui, aconselho a reservar alguma água da cozedura das batatas para acrescentar à sopa no caso desta estar muito espessa).
Deixa-se apurar um pouco, junta-se o peixe.

Polvilha-se de coentros frescos picados e serve-se com cubos de pão torrado.



Notas:

Pode acrescentar-se marisco a gosto, neste caso, chamaria-se sopa rica de peixe.Pode ainda ser servido, para além do pão torrado, com ovo cozido picado.

Bom apetite!!!!