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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Bolo pudim de citrinos


“Se a vida te dá limões, faz limonada!”
No meu caso é mais: se tenho limões, faço sobremesas e litros de chá.
Esta é mais uma da minha revista preferida, donna hay magazine, o único problema é que como estou no hemisfério contrário, as receitas de Inverno aparecem nas revistas publicadas no nosso Verão. Esta foi publicada em Junho e feita agora, com muita pena de não ter sido antes, pois é fantástica.

Usei:

90g de manteiga derretida e morna
1 + ½ Chávena de açúcar branco fino (caster)
1 + ½ Chávena de leite
3 Ovos
½ Chávena de sumo de limão
½ Chávena de farinha
1 c chá de fermento
1 c sopa de casca de laranja ralada muito fina
Açúcar em pó para servir

Fiz assim:

Unte 8 ramequins, e pré aqueça o forno a 180º.
Peneire a farinha com o fermento para uma tigela, junte o açúcar e misture.
Abre uma cova ao meio e deite os ovos, o leite, o sumo de limão, a manteiga e a casca de laranja, com uma vara de arames, desfaça os ovos e comece a envolver tudo numa massa ligeira começando de dentro para fora.
Pode fazer tudo junto directamente no processador de alimentos ou num copo de batidos.
Deite o preparado nos ramequins e leve ao forno durante + ou – 40 a 45 minutos, ou até dourar por cima.
Retire, deixe amornar e polvilhe com açúcar em pó.

Notas:

Pode fazer o bolo pudim num recipiente grande, por exemplo, num pirex.
Nesse caso aumente o tempo de cozedura para 1 hora.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Couves de bruxelas com castanhas e bacon


Esta receita da Nigella deixou-me intrigada assim que a vi num dos programas dedicado ao Natal. Tamanho do tipo de letra
O uso das castanhas e do vinho doce pareceu-me ser uma mais-valia, é sabido que couves de Bruxelas é daquelas coisas que não agrada a toda a gente, mas eu garanto que em parte a culpa é da preparação, as couves se passam do ponto durante a cozedura ficam moles e muito desagradáveis. Se usar-mos as congeladas teremos de ter em consideração que o gelo já terá feito parte do trabalho, logo a cozedura deverá ser mais reduzida.
Fiz, comemos todos e agradou bastante, um ponto a favor das couves de Bruxelas, (ou da Nigella).

Usei:

½ Kg de couves de Bruxelas
1 c sopa de óleo
250g de bacon em cubos
2 c sopa de manteiga
200g de castanhas assadas (embaladas em vácuo)
½ chávena de vinho da Madeira
Pimenta preta moída na hora
1 ramo de salsa fresca picada grosseira

Fiz assim:

Coza as couves no vapor durante 5 minutos. Reserve.
Aqueça o óleo num wok ou frigideira funda e salteie o bacon sem o deixar secar.
Reduza um pouco o calor e junte a manteiga e as castanhas, pressione um pouco as castanhas para as partir grosseiramente, assim que as castanhas tenham aquecido, aumente o calor e junte o vinho da Madeira, deixe reduzir um pouco e junte as couves e parte da salsa, envolva bem e sirva com a restante salsa picada.

Notas:

Tal como aconselha a Nigella, se usar couves frescas faça um golpe em cruz no caule para que cozam de forma uniforme.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Potes de limão


Directo do monte no Alentejo veio um cesto cheio de limões, e eu dou pulos de alegria quando tenho á minha disposição limões directos da árvore sem cera e sem produtos que os colocam bonitos mas que estragam o que para mim o limão tem de melhor: a casca.
Aproveitando essa dádiva e logo a seguir a um chazinho de limão com canela, corri para a “donna hay magazine” e procurei por esta receita previamente marcada desde Jun/2009, e assim surgiu uma das sobremesas do ultimo jantar de 2010.

Usei:

500 ml de natas
½ Chávena de açúcar fino (caster)
1 c Sopa de casca ralada de limão (muito fina)
¼ Chávena de sumo de limão
1 c Chá de gelatina em pó
1 c Sopa de água (para hidratar a gelatina)

Fiz assim:

Coloque as natas e o açúcar num tacho sobre lume brando e mexa para dissolver o açúcar. Deixe sobre o lume até borbulhar durante 3 minutos.
Retire do lume e adicione a raspa de limão e o sumo. Mexa para combinar.
Entretanto hidrate a gelatina e leve-a ao microondas durante uns segundos, adicione ao preparado de natas e mexa bem.
Coloque em copos pequenos ou taças, deixe arrefecer e coloque no frigorífico durante umas horas para estabilizar.

Notas:

A quantidade de gelatina pode parecer pouca, no entanto é o suficiente pois o sumo de limão por si faz talhar as natas.
Pode servir com natas batidas e migalhas de bolacha por cima.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Bolo de ananás á moda antiga

Este bolo teve a sua época de sucesso nos anos 80.
Não havia festa, copo de água ou lanche de aniversário onde o bolo de ananás não marcasse presença.
Alternava entre a forma redonda barrada de caramelo, e a forma rectangular; aqui era posteriormente embebido em calda e acompanhado de natas batidas, às vezes aparecia com cerejas nos buracos das rodelas de ananás.
Não sei se conseguem perceber pelo meu discurso que o bolo de ananás já me enjoava.
Pois é, enjoava mas não pelo sabor, que eu até gosto bastante, enjoava sim pela falta de imaginação, porque no fundo no fundo eu mantinha a esperança de que um dia alguém iria ter a feliz ideia de fazer um bolo de chocolate.
Resgatado do meu caderno de receitas de 198(e qualquer coisa), hoje apeteceu-me bolo de ananás.

Usei:

1 Lata de ananás em calda
5 Ovos
200g de açúcar
200g de manteiga
300g de farinha
1 c chá de fermento
2 c sopa da calda do ananás

Fiz assim:

Retire o ananás da lata e deixe a escorrer. Reserve a calda.
Com 250g de açúcar faça o caramelo
Distribua o caramelo pela forma (lados inclusive) e forre com as rodelas de ananás.
Bata o açúcar com a manteiga amolecida até obter uma mistura cremosa.
Adicione os ovos um a um batendo bem entre cada adição. Junte a calda e finalmente envolva a farinha peneirada com o fermento.
Deite a massa na forma, alise por cima, e leve ao forno pré aquecido a 180º durante mais ou menos 45 minutos.

Notas:

Prove a calda do ananás antes de a adicionar á massa do bolo, algumas marcas têm um sabor muito mau, neste caso é preferível aromatizar o bolo com extracto de baunilha.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

4 por 6 - Roupa velha de frango + maçã assada



Com a reabertura do Tachos voltaram as sugestões económicas do 4 por 6.
A ementa de hoje é bem ao gosto português, quem não gosta de um guisado lento onde a carne fica bem macia e os sabores intensamente apurados?!
A confecção deste prato é tão fácil que a poupança aqui não é só em € é também em tempo e trabalho.
Para sobremesa, umas maçãs assadas e apenas polvilhadas de açúcar e canela antes de entrarem no forno quando o prato principal termina.

Está então servido o 4 por 6 de hoje




Usei:

1 Frango
6 batatas
sal & pimenta
2 raminhos de tomilho
1 folha de louro
150g de bacon em cubos
1 cebola
1 cenouras
1 cerveja mini

Fiz assim:

Pré aqueça o forno a 180º.
Corte as batatas, as cenouras e a cebola em rodelas.
Disponha as cebolas e metade das batatas no fundo de um recipiente de forno, por cima coloque o frango em pedaços, o bacon e as ervas, tempere de sal e pimenta.
Cubra com as cenouras e finalmente as restantes batatas.
Volte a polvilhar com um porco mais de pimenta e sal e regue com a cerveja.
Cubra com folha de alumínio e deixe no forno até a carne estar tenra.
Destape e deixe as batatas alourarem.

Vamos a contas:







Dicas de poupança:

Compre sempre frango inteiro pois é muito mais barato.
Se não usar os miúdos, use-os para fazer caldo.

Adaptado de : “Guisados e sopas” da Parragon

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Bolo de clementinas

Esta é mais uma retirada do programa da Nigella e da qual eu gostei bastante.
Gostei do sabor intenso e da textura húmida ligeiramente granulada conferida pela amêndoa.
A confecção é fácil e depois de fervidas as clementinas tudo acontece muito rapidamente.
Bom fim-de-semana!

Usei:

4 Clementinas
250g de amêndoa moída
225g de açúcar
1 c chá de fermento
6 Ovos


Fiz assim:

Coloque as clementinas numa panela com bastante água, leve ao lume e deixe ferver durante 2 horas e até as clementinas ficarem macias. Retire do lume, escorra e deixe arrefecer.
Coloque as clementinas no processador e reduza a puré, junte a amêndoa, o açúcar, o fermento e os ovos inteiros.
Volte a ligar o processador até obter uma mistura homogénea.
Pré aqueça o forno a 190º e forre o fundo de uma forma de anel com papel vegetal.
Deite a massa na forma e leve ao forno durante 45m a 1 hora.
Deixe arrefecer dentro da forma e sobre uma grade, antes de desenformar.

Notas:

Coloque bastante água para ferver as clementinas, pois a fervura prolongada vai fazer reduzir bastante o liquido.

Receita: Nigella Bites

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Tagliatelli de frango e ervilhas

Tenho-me divertido muito com o programa de televisão da Nigella, a mulher tem uma série de manias das quais eu também padeço, e embora me faça confusão ela estar sempre a tirar os cabelos da boca, a maioria dos seus cozinhados agradam-me.
Esta receita deixou-me água na boca quando passou no programa Nigella bites, mas senti falta do verde, por isso quando a recriei juntei-lhe ervilhas e ainda bem… ficou uma delícia!



Usei:

1 Frango para assar
½ Chávena de manteiga
Ervas frescas a gosto (tomilho, sálvia, salsa…)
Sumo de 1 limão
3 Dentes de alho
Sal
1 Pedaço de gengibre em rodelas
1 Embalagem de tagliatelli ou ninhos
1 Haste de alecrim (não muito grande)
1 Chávena de ervilhas
¼ Chávena de sultanas
Miolo de pinhão a gosto

Fiz assim:

No almofariz, esmague os alhos com sal e as ervas, junte depois a manteiga e o sumo de limão e misture bem até obter uma pasta.
Coloque o frango num recipiente de forno, (não muito grande para não evaporar o molho), e barre-o com a pasta. Por cima disponha as rodelas de gengibre e leve ao forno quente para assar. No início tape com folha de alumínio e volte a destapar a meio.
Retire o frango do forno e deixe a repousar um pouco.
Recolha todo o molho que se formou do assado, descarte o gengibre, e coloque num tacho pequeno, junte as sultanas e o alecrim picado. Reserve.
Torre ligeiramente os pinhões numa frigideira e reserve.
Coza as ervilhas no vapor ou em imersão, escorra e reserve.
Desfie o frango de forma grosseira usando as mãos.
Coza a massa em abundante água com sal seguindo as instruções da embalagem, ou até estar “al-dente”. Escorra rapidamente.
Aqueça o molho do assado.
Coloque na travessa parte da massa, do frango e das ervilhas e regue com metade do molho, repita e termine polvilhando com os pinhões.

Notas:

Para torrar frutos secos na frigideira não use qualquer tipo de gordura, e faça-o sobre lume forte agitando constantemente a frigideira.
Assim que os frutos adquirirem o tom dourado retire-os imediatamente da frigideira para não queimarem.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Banoffee ou tarte de banana e caramelo

Ou “banamelo”.
Esta foi a tradução a que chegámos aquando da nossa visita a Londres, e o nosso amigo Tom nos preparou a sua banoffee.
Quando preparei esta tarte não pude evitar umas boas gargalhadas ao comparar os métodos usados pelo Tom com os que eu usei.
Eu usei triturador para as bolachas, o Tom usou os punhos.
Eu usei uma tarteira de fundo amovível, o Tom usou um recipiente de silicone.
Eu usei um cilindro para pressionar a massa, o Tom usou uma colher.
Eu usei batedeira para bater as natas, o Tom usou uma vara de arames, (que eu tinha oferecido, senão seria um garfo).
Perguntem-me: a banoffe do Tom estava menos boa?
E eu respondo: NÂO!!! Estava deliciosa.


Usei:

300g de bolachas tipo digestivas
150g de manteiga fria em cubos
2 c chá de cacau
½ c chá de canela
3 Bananas em rodelas
250 ml de doce de leite ou 1 lata de leite condensado cozido
200 ml de natas
1 c sopa de açúcar em pó
Raspas de chocolate amargo para decorar

Fiz assim:

Coloque as bolachas no processador de alimentos e pulse até obter migalhas, junte a manteiga em cubos, o cacau e a canela e volte a pulsar até atingir a consistência de areia húmida.
Deixe repousar um pouco e verta para uma tarteira de fundo amovível, pressione com os dedos ou com as costas de uma colher até cobrir o fundo e reserve no frigorífico durante 30 minutos.
Espalhe o doce de leite sobre a base da tarte, e por cima disponha as rodelas de banana.
Bata as natas com o açúcar até ficarem firmes e volumosas e deite sobre a banana.
Reserve no frigorífico até servir.
Decore com raspas de chocolate.

Notas:

Embora já exista no mercado leite condensado cozido, se pretender faze-lo em casa proceda do seguinte modo: Coloque a lata na panela de pressão, cubra de água e deixe ferver durante 20 minutos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Perna de peru marinada em laranja e salvia

A coxa do peru é a minha carne preferida para assar no forno. È uma carne suculenta que fica bem com 1001 temperos e cujas sobras são muito versáteis.
Esta marinada foi improvisada no momento, a carne estava fresca e não havia tempo de a confeccionar no próprio dia. De casa dos meus pais tinha vindo um saco de laranjas lindas e sumarentas que acabaram por ditar o principal sabor.


Usei:

1 Perna e coxa de peru
3 Laranjas
1 Ramo de sálvia
5 Dentes de alho
Sal & pimenta
½ Chávena de vinho branco
Manteiga q.b.

Fiz assim:

Tempere a carne com sal e pimenta, junte o alho ralado, o sumo e a casca da laranja, o vinho e a salvia. Cubra e deixe a marinar no frigorífico de um dia para o outro.
Coloque a carne num recipiente de forno, por cima disponha umas nozes de manteiga e junte um pouco da marinada.
Leve ao forno pré aquecido a 180º durante + ou – 45minutos, ou até a carne se encontrar tenra.
Se necessário, a meio da assadura junte mais um pouco do liquido da marinada.

Notas:

Pode substituir a salvia por folhas de louro.
Acompanhe com batatas assada, salada de legumes crus ou cozidos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Friands de cacau e avelã

Não era esta a receita que tinha planeado apresentar-vos para este fim-de-semana, afinal ainda na passada 6ª feira vos mostrei um bolo de chocolate, mas eu sei que se fizerem estes delicados e “gulosos” bolinhos fico automaticamente perdoada pois são ma-ra-vi-lho-sos!
Leiam a receita e digam-me lá se não são a coisa mais fácil de fazer? Eu se, eu sei… é um frete untar as formas, nesse caso aconselho o fantástico spray para o efeito, depois é só convencer o companheiro a lavar a loiça…


Usei:

1 Chávena de avelãs moídas (110g)
1 + 2/3chávena de açúcar em pó peneirado (250g)
½ Chávena de farinha peneirada (75g)
¼ Chávena de cacau peneirado (40g)
½ c chá de fermento
5 Claras de ovo
200g de manteiga derretida


Fiz assim:

Prepare cerca de 16 formas, untando-as e polvilhando-as com cacau.
Pré aqueça o forno a 180º.
Numa tigela junte, o açúcar, avelã, farinha, cacau e fermento e misture.
Deite depois por cima as claras de ovo e mexa até combinar, adicione a manteiga e misture novamente.
Verta a massa nas formas, enchendo apenas 2/3, e leve ao forno durante 15 a 20 minutos.
Desenforme e deixe arrefecer sobre uma grade.

Notas:

Aproveite as gemas para leite creme, ou gelado de baunilha, ou ainda doce de ovos que tem 1001 utilizações.

Ligeiramente adaptado de “Simple Essentials chocolate” de Donna Hay

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Rolinhos de frango com espinafres a ameixas

Resultam sempre num visual de impressionar, estes rolos podem ter no recheio aquilo que mais nos agrada ou nos apetece no momento.
Estes são com espinafres e ameixas, mas a versão cenoura e noz é também das minhas preferidas, é um prato óptimo para incentivar as crianças a comer os legumes pois é sabido que mais do que nós as crianças comem com os olhos.
Usei:

4 Peitos de frango
1 Molho de espinafres
1 Chávena de ameixas secas sem caroço
1 Cebola picada
1 Dente de alho picado
Sumo de 1 limão
Sal & pimenta
1 c chá de cominhos
1 c chá de orégãos
Melaço de romã q.b. (ou mel)
Azeite q.b.

Fiz assim:

Abra os peitos do frango e espalme-os com a parte lisa do martelo de cozinha.
Tempere de sal, pimenta e sumo de limão.
Aqueça o azeite numa frigideira e amoleça a cebola e o alho, junte os espinafres picados e as ameixas também picadas. Deixe reduzir um pouco, tempere de sal e pimenta e retire do lume.
Distribua o recheio sobre os bifes, enrole e prenda com palitos ou com cordel de cozinha.
Coloque os rolos num tabuleiro untado de azeite, polvilhe com os orégãos e com os cominhos e regue com o melaço de romã.
Leve ao forno até dourar, virando a meio.


Notas:

Ou:
Coloque os rolos na actifry sem a pá giratória, programe 20 minutos e volte a meio.
Adaptado da revista Olive

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

4 por 6 Pescada no papilotte e marmelos assados

Tenho tentado muito a sério incluir o peixe nas sugestões do 4 por 6, é mais difícil mas não é impossível. Esta sugestão apesar de simples é muito boa e foi muito apreciada por aqui.
Senti-me na obrigação de colocar o papel vegetal nas contas, pois não pode ser reutilizado e assim sendo decidi incluir o seu valor no custo da refeição.
Pode tentar fazer a receita num recipiente com tampa e assim evitar o uso do papel.
Para enriquecer o prato pode também incluir umas cenouras no papelote.
Para a sobremesa, um fruto da época que colhi da beira da estrada e que me traz muitas boas recordações de infância.
Está então servido o 4 por 6 desta semana. Bom apetite!




Usei:

750g de pescada para cozer (8 postas nº3)
400g de batata
Salsa q.b.
2 Folhas de louro
4 c sopa de polpa de tomate
½ dl de vinho branco
Sal & pimenta
Azeite q.b.

Fiz assim:

Corte 4 quadrados de papel vegetal.
Em cada um dos quadrados coloque 2 postas de peixe, distribua as batatas cortadas em rodelas e meia folha de louro em cada papelote.
Tempere de sal e pimenta e coloque 1 c sopa de polpa de tomate em cada um deles, polvilhe com salsa picada e regue com um pouco de vinho branco e azeite.
Feche o papelote atando as pontas com um fio e coloque no forno quente (180º) durante mais ou menos 35minutos.
Abra com muito cuidado por causa do vapor e sirva no papelote para aproveitar o molho.


Marmelos assados



Corte os marmelos em quartos, retire o caroço e coloque em palelotes com o pau de canela.
Polvilhe com um pouco de açúcar e canela, feche bem e leve ao forno ao mesmo tempo que assa o peixe.


Vamos a contas...


Dica de poupança:

Compre batatas na época e em produtores locais.
Reserve um canto da despensa ou outro local abrigado, espalhe-as sobre jornais.
Faça o mesmo com cebolas e alhos, que também podem ficar penduradas se estiverem entrançadas.

Receita principal adaptada de “ Blue Cooking” Outubro de 2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Rolinhos de pecan, maçã e caramelo

Manhãs frias e preguiçosas pedem pantufas, sofá e bolinhos quentes… Eu gosto tanto de dias assim, dias que parecem passar a correr quando afinal vi dois filmes, fiz uma fornada de bolos, e ainda dei um avanço no actual livro de mesa-de-cabeceira.
Quando me lembrei de fazer estes rolinhos não me conseguia decidir sobre o recheio, ora era maçã canela ou pecans caramelo, por isso saiu esta misturada e ainda bem…



Usei:

(massa)

½ Chávena de leite morno
2 c chá de fermento de padeiro seco
2 c sopa de açúcar amarelo
1 Ovo batido
2 + ½ Chávena de farinha
1 Pitada de sal

(recheio)

2 Maçãs
Açúcar & canela a gosto
1 Chávena de pecans picadas (reserve algumas para a cobertura)

(fundo)

½ Chávena de manteiga
½ Chávena de açúcar

Fiz assim:

Misture os ingredientes secos e abra uma cova ao meio.
Deite a manteiga derretida, o leite e o ovo e amasse bem até ter uma massa macia e elástica. (Pode usar a batedeira com o gancho para massas pesadas).
Faça uma bola e deite numa tigela untada, cubra e deixe a levedar em lugar abrigado durante 40 minutos, ou até dobrar o volume.
Descasque e corte as maçãs em cubos pequenos, polvilhe de açúcar e canela e deixe a repousar.
Derreta a manteiga com o açúcar numa frigideira até alourar e ficar com aspecto de areia. Deixe arrefecer um pouco e depois desfaça até obter torrões pequenos, deite a maior parte desses torrões numa forma e reserve.
Deite a massa na bancada e espalme-a, volte a formar uma bola e depois estenda com o rolo até obter um rectângulo.
Espalhe o recheio de maçã e a maior parte das pecans, enrole como se fosse uma torta mas não muito apertado, e corte fatias com mais ou menos 2 cm.
Disponha as fatias na forma, pincele com um pouco de gema batida com leite, e polvilhe com as restantes pecans e os torrões reservados do fundo.
Tape e deixe repousar durante mais 30 minutos.
Pré aqueça o forno a 180º e coloque os rolinhos a assar durante mais ou menos 30 minutos ou até dourarem.
Retire do forno e sirva morno.

Notas:

Versão maquina do pão: Coloque na cuba da máquina primeiro os líquidos e depois os secos, programe a máquina no programa massa e a partir daí continue com a preparação a partir do estender e rechear.

Adaptado de: “Cozinha para quem quer poupar”

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Bolo de figos

Todos os anos é assim, chega a época dos figos ao fim e eu sem conseguir fazer nenhuma receita com eles.

Vou comendo um aqui outro ali e quando dou por mim já não há. Felizmente este ano e com as figueiras a dar os últimos aos passarinhos e aos insectos, eu graças a uma amiga que me trouxe uns figos lindos, deliciosos e fresquíssimos consegui em boa hora fazer este bolo.
O quadrado que aparece cortado na foto foi comido na hora e ainda morno, uma delícia.



Usei:


12 Figos cortados ao meio
225g de manteiga sem sal amolecida
3 Chávenas de açúcar
6 Ovos
2 Chávenas de farinha
2 c chá de fermento
1 Chávena de sêmola de milho fina
1 Chávena de amêndoa moída
1 c chá de canela em pó
Raspa de 1 limão

(para finalizar)


1/2 Chávena de doce de figo (usei doce de figos secos)
¼ Chávena de água



Fiz assim:


Unte uma forma, forre com papel vegetal e volte a untar. (Usei uma forma de silicone).
Corte os figos ao meio e disponha no fundo da forma, voltados para baixo.
Pré aqueça o forno a 180º.
Bata a manteiga com o açúcar até obter um creme, junte os ovos batendo entre cada adição.
Junte a raspa de limão e a canela e envolva na massa as farinhas, (trigo, sêmola e amêndoa) com o fermento.
Coloque na forma, alise com uma espátula e leve ao forno durante 50 minutos.
Leve o doce de figo ao lume com a água até dissolver.
Deixe o bolo arrefecer um pouco e depois de desenformar pincele com a calda de doce de figo.


Notas:


Usei sêmola de milho, o que em conjunto com a amêndoa conferiu textura ao bolo.
Pode se preferir usar farinha de milho integral.
O bolo não fica seco, nem cresce muito. È um bolo robusto mas sem ser pesado.

Adaptado daqui.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Mojito


Hoje é feriado por isso vamos todos relaxar e tomar uma bebida que é uma das minhas top 10.
Já houve uma época em que eu era uma verdadeira self-made-barmaide e gostava de preparar cocktails quando recebia pessoas em casa, depois com o tempo esse gosto esmoreceu, mas na minha biblioteca culinária continuam a repousar muitos livros sobre o tema.
Este por ser um clássico e com doses meio “a olho” já nem me lembro onde o aprendi, quando a hortelã começa a querer espigar, um mojito é uma boa opção para as folhas menos tenras.






Usei:



1 Dose de rum branco (+ ou – 1 copo de shot)
1 c sopa de açúcar
Sumo de 1 lima
1 Ramo de hortelã (+ ou – 10 folhas)
Água com gás
Gelo picado



Fiz assim:



Coloque o açúcar e a hortelã num copo, esmague com um pilão até a hortelã estar desfeita, junte o sumo de lima e mexa.
Encha o copo até 2/3 com gelo picado e complete com água gaseificada.
Sirva com palhinha estilo caipirinha e decore com folhas de hortelã.



Notas:

Seja responsável, beba com moderação!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Bavaroise de chocolate com praline de avelãs

Esta é uma receita velhinha, velhinha daquelas que eu prometi a mim mesma passar do meu caderno manuscrito de criança para este arquivo virtual.
Não resisti no entanto a fazer-lhe uma pequena alteração, que foi substituir as amêndoas raladas da receita tal como estava escrita, pelo praliné de avelã, por isso reduzi um pouco o açúcar e ficou uma delicia com os pequenos crocantes do praliné a desfazerem-se na língua.

Usei:

200g de chocolate amargo
5 dl de leite
100g de açúcar branco fino
2 c chá de gelatina neutra granulada
4 Gemas
2 dl de natas
½ Chávena de praliné de avelã moído fino

Fiz assim:

Bater as gemas com o açúcar até obter uma mistura fofa e esbranquiçada, juntar ½ dl de leite e misturar bem.
Leve o restante leite ao lume com o chocolate em pedaços, e mexa até o chocolate fundir, retire do lume antes de ferver.
Deite o leite quente com o chocolate em fio sobre as gemas mexendo sempre, leve este preparado a lume brando e vá mexendo até o creme cobrir as costas da colher. Retire do lume.
Demolhe a gelatina em 2 c sopa de água, e funda-a no microondas durante uns segundos, junte depois ao creme de chocolate e misture bem.
Deixe o creme arrefecer até à temperatura ambiente e depois envolva o praliné e as natas batidas.
Coloque numa forma previamente passada por água fria e guarde no frigorifico pelo menos durante 4 horas antes de desenformar.
Sirva bem frio polvilhado de praliné.

Notas:
Pode substituir o praliné por amêndoas, avelãs ou nozes picadas, neste caso aumente um pouco a quantidade de açúcar.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Trifle de frutos silvestres

A primeira vez que fiz este doce foi para levar para um almoço partilhado com os meus colegas músicos. Tinha sido apanhada de surpresa e eram 19horas do dia anterior quando caí na realidade de que no dia seguinte ás 8,00h eu teria de ter uma sobremesa para um grupo enorme de gente.
No congelador:
claras, e frutos silvestres, alguns do meu jardim, outros oferecidos e outros que foram sobrando daqui e dali. Camada de bolo, frutos, creme e coulis e estava o assunto resolvido! A segunda vez fui mais cuidadosa com a apresentação, desta vez o grupo de comensais seria recebido em minha casa, e eu já não me podia esconder no anonimato que é levar um doce para colocar numa mesa comum onde já estão mais um dúzia deles.
Felizmente para mim entre os convidados haviam bons fotógrafos por isso, e só desta vez as fotos não são minhas mas sim do R. e da S. Obrigada malta, o problema é que acabei de elevar a fasquia da qualidade fotográfica deste blog a um nível que não vou conseguir manter.



Versão de impressão e arquivo


Usei:

1 Bolo de claras, ou outro a gosto
300ml de natas
250g de mascarpone
½ Chávena de açúcar em pó
¼ Chávena de licor de groselhas negras (cassis)
1 Chávena de açúcar branco granulado
1 Chávena de água
+ Ou – 250g de frutos silvestres (groselhas, framboesas, mirtilos, amoras, morangos)
Mais um pouco para o coulis
Açúcar a gosto (usei 1 chávena de fruta e 1/3 chávena mal cheia de açúcar gelificante)


Fiz assim:

Prepare o bolo numa forma de bolo inglês forrada com papel vegetal.
O bolo fica húmido, por isso deixe arrefecer antes de desenformar.
Bata as natas com o açúcar em pó até ficarem fofas, junte o mascarpone e bata mais um pouco. Reserve no frigorífico.
Prepare uma calda com o açúcar branco e a água, levando ao lume até atingir a consistência de xarope. Retire do lume e junte o licor.
Corte o bolo em fatias e pincele com o xarope, volte as fatias e pincele novamente.
Disponha parte das fatias de bolo numa taça, por cima deite um punhado de frutos e depois cubra com parte do creme. Repita a operação até chegar ao topo da taça e terminando com o creme de mascarpone. Reserve no frigorífico.
Com os restantes frutos e o açúcar prepare um coulis: leve a fruta com o açúcar ao lume brando até quase derreter os frutos e os morangos ficarem brancos.
Retire do lume, triture e deixe arrefecer completamente antes de deitar por cima do trifle.
Sirva bem fresco.

Notas:

O creme pode ser apenas de natas batidas com açúcar, o licor pode ser substituído por outro a seu gosto, ou para combinar com outras frutas que se usem. Assim como pode usar um outro bolo como base, claro que convêm que tenha um sabor suave para não interferir com a fruta.
Enfim, esta não é uma receita rigorosa mas sim um guia para se poder usar a gosto de cada um.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Carbonara de courgette + nectarinas caramelizadas

Até agora este foi um dos meus menus preferidos do 4 por 6.
Não me canso de pratos de massa e as especiarias são a minha paixão, por isso deu-me muito prazer fazer e saborear esta refeição.

A courgette é um legume muito versátil e até agora nunca me desiludiu.
Embora esta receita tenha sido adaptada da revista Olive tenho quase a certeza que já vi num dos programas do Jamie Oliver uma carbonara com alho francês.

A sobremesa foi também uma agradável surpresa, eu que não escolho nunca em primeiro lugar sobremesas com fruta fiquei muito agradada com estas nectarinas.
A quantidade de açúcar e manteiga pode ser adaptada ao gosto pessoal, esta é uma daquelas receitas que não são fórmulas rigorosas e que podem ser moldadas ao gosto de cada um.



Usei:

140g de bacon em cubos
800g de courgette
2 Dentes de alho
2 Gemas de ovo
50ml de natas
60g de parmesão ralado
300g de fettucini

Fiz assim:

Rale as courgettes grosseiramente. Reserve.
Dentro de uma tigela funda, bata as gemas com as natas e o parmesão, tempere de pimenta e reserve.
Coza a massa em água com sal, seguindo as instruções da embalagem ou até ficar ao dente.
Escorra rapidamente, reserve alguma água da cozedura, e mantenha quente.
Cozinhe o bacon num wok sem gordura até alourar. Junte a courgette ralada e o alho esmagado e deixe suar mais ou menos 8 minutos, ou até amolecer.
Junte a massa e envolva muito bem, quando estiver bem quente transfira para a tigela do molho, junte um pouco da água da cozedura da massa, (4 ou 6 c sopa), e envolva muito bem.



Nectarinas caramelizadas









Versão de impressão e arquivo



Usei:

600g de nectarinas
1 Pau de canela
1 Estrela de anis
3 Vagens de cardamomo
25g de manteiga
75g de açúcar
Sumo de 1 laranja

Fiz assim:

Aqueça uma frigideira anti-aderente e coloque dentro as especiarias, (abra com uma pancada as vagens de cardamomo), assim que sentir o aroma das especiarias junte o açúcar e a manteiga, mexa e deixe derreter.
Junte as nectarinas cortadas em quartos e deixe alourar de todos os lados, junte o sumo de laranja, envolva bem, retire do lume e deixe arrefecer.
Reserve no frigorífico até servir.




Vamos a contas:



Dica de poupança:


Reutilize panos de algodão para fazer os seus guardanapos personalizados.
O uso de guardanapos de pano é uma das formas de poupar, lavam-se sem ocupar espaço na máquina e em escassos minutos se passam a ferro.



Créditos: Prato principal: revista "Olive", sobremesa: adaptada de "Entre pratos" de Enrique Sá Pessoa.



Nota: Não entraram nas contas a estrela de anis e o cardamomo, costumo comprar as especiarias em lojas da especialidade, e nesta receita poderão ser opcionais, usem as que tiverem disponiveis.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Gelado de limão

Sim, eu sei que a natureza é sábia e que os citrinos têm a sua época no Inverno porque é nessa altura que a vitamina C nos é mais necessária, mas o limão sabe tão bem no Verão… Nas bebidas, nos grelhados e neste gelado delicioso e suave como seda.
Se já provaram gelados com aroma artificial de limão, (Blerc!) sabem que nada se compara ao verdadeiro em sabor, aroma e frescura.

Usei:

Raspa fina de 3 limões
½ Chávena de sumo de limão
¾ Chávena de açúcar
4 Gemas de ovo
1 Chávena de leite
2 Chávenas de natas
1 Pitada de sal
1 c sopa de vodka

Fiz assim:

Misture a raspa de limão, o sumo e o açúcar. Reserve no congelador pelo menos durante 1 hora para intensificar os sabores.
Aqueça o leite até quase ferver. Reserve.
Em banho-maria, bata as gemas e adicione o leite quente a pouco e pouco, mexa constantemente até o creme cobrir as costas da colher.
Retire do lume, passe por um passador e deixe arrefecer completamente. Cubra com película e reserve no frigorífico.
Bata as natas com o sal até espessarem um pouco.
Retire a mistura de limão do congelador e misture bem com um garfo para homogeneizar, junte o creme de gemas, as natas e a vodka, misture e coloque na sorveteira seguindo as instruções do fabricante, ou então, coloque num tabuleiro de alumínio, cubra com película e leve ao congelador. Retire passadas 2 horas e desfaça os cristais de gelo com um garfo, repita a operação até gelar completamente.
Transfira para uma caixa com tampa.
Retire do congelador 10 minutos antes de servir.

Notas:

Se comprar os limões em supermercados, tenha atenção se estão encerados, nesse caso lave-os com uma escova macia e água morna.
A vodka serve apenas para manter o gelado cremoso sem gelar demasiado.
Serve 8 pessoas.


Ligeiramente adaptado
daqui.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Esparguete com molho de queijo e pistache

Depois de uma semana intensa de trabalho que exigiu de mim um esforço físico fora do normal, estou a pouco e pouco a tentar retomar a rotina, a verdade é que não estou a conseguir, estou sem cozinhar nada de novo há algum tempo e procuro soluções rápidas e fáceis para as refeições do dia-a-dia, por isso quando vi esta receita não pude deixar de a recriar, é fácil, rápida e sem preparação prévia.



Ingredientes:

300g de esparguete
1 c sopa de manteiga
100g de queijo creme
2/3 Chávena de leite
1/3 Chávena de pistachios
Sal & pimenta q.b.

Preparação:

Coza o esparguete em água a ferver e temperada de sal. Escorra rapidamente de modo a ficar húmido e reserve.
Derreta a manteiga numa frigideira funda e anti aderente, junte o queijo creme e bata até estar ligado. Junte o leite aos poucos e vá mexendo sempre., quando começar a ferver tempere de sal e pimenta, junte o esparguete e os pistachios grosseiramente picados e sirva imediatamente.


Notas:

Nesta receita dei indicação para que a cozedura da massa fosse feita antes do molho porque o molho é muito rápido de preparar, por regra a massa deve ser cozida depois do molho estar pronto, e deverá sempre fazer-se o escorrimento da massa de forma rápida para que a mesma não fique totalmente seca.
Deve reservar-se um pouco da água da cozedura para se for necessário adicionar ao molho.

Fonte:
Simplesmente delicia