Mostrar mensagens com a etiqueta pão pãezinhos pizza e calzoni. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pão pãezinhos pizza e calzoni. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Parker House Rolls

O jovem chef Dave Lieberman apresenta uma série no Food Network sobre como cozinhar de uma forma económica. Num desses programas ele preparou este pão adocicado e de textura fora do que estamos habituados, e logo a minha veia de padeira ficou a palpitar.
Como disse é um pão de textura diferente, e óptimo para ser consumido morno com manteiga ou doce, é assim uma boa sugestão para um lanche de fim-de-semana que vai saber muito bem nestas tardes frias de inverno.

Usei:

1 Chávena de água morna
2 c Sopa de açúcar
1 Quadradinho de fermento fresco de padeiro, ou 1 pacote de fermento seco
2 Chávenas de farinha
1 c Chá de sal
2 c Sopa de manteiga derretida
1 Ovo + 1 gema
1 Gema para pincelar
Sal para polvilhar (opcional)

Fiz assim:

Misture o fermento com a água morna e o açúcar e deixe fermentar pelo menos durante 5 a 10 minutos.
Numa tigela grande, misture a farinha com o sal e faça uma cova ao meio. Deite o ovo e a gema e bata ligeiramente. Adicione o fermento e misture tudo com colher de pau até obter uma massa. Transfira para a bancada e amasse até obter uma massa elástica, junte mais um pouco de farinha se necessário.
Volte a colocar na tigela, tape e deixe repousar em lugar abrigado até duplicar o volume, mais ou menos 30m.
Unte uma forma redonda. Reserve.
Divida a massa em 4 porções e tenda cada uma delas num rolo, divida esse rolo em 4 e com cada um dos pedaços forme uma pequena bola. Coloque na forma.
Depois da massa toda tendida, tape a forma e deixe levedar durante 1 hora em lugar abrigado.
Pincele com gema de ovo e polvilhe de sal (flor de sal é o mais indicado).
Leve ao forno pré aquecido a 200º durante 25 minutos.

Notas:

Pode optar por cozer as bolinhas em tabuleiro de maneira a que fiquem separadas, dessa forma, diminua um pouco o tempo de cozedura.
Guarde em recipiente hermético.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Bola de courgette e emental


Antes da receita que abre a nova temporada do Tachos de Ensaio, uma pieguice:
Muito, muito, mas mesmo muito obrigada pelas mensagens e telefonemas de encorajamento pelo regresso a este espaço. È mesmo muito gratificante saber que alguém está desse lado.
Ok, agora as comezainas:


Este cake, bola, ou bolo salgado é daqueles pitéus que sabem bem ter à disposição nas tardes mandrionas de fim-de-semana.
È um bolinho húmido como eu gosto, e como sempre digo: a courgette nunca me deixou ficar mal.
È óptimo acompanhado com uma salada, e é muito prático para almoços fora de casa.

Usei:

200g de farinha
1 c chá de fermento
3 ovos
50 ml de azeite
50 ml de óleo de girassol
1 courgette média (+ ou – 250g)
150g de queijo emental ralado
1 iogurte natural diluído num pouco de leite
1 c chá de orégãos secos
Sal & pimenta

Fiz assim:

Lave a courgette, rale-a no ralador grosso e esprema-a num passador para retirar o excesso de líquido.
Com uma vara de arames, bata os ovos com o azeite, o óleo e o iogurte. Tempare de sal e pimenta.
Junte a farinha peneirada com o fermento e misture bem de modo a não ficar com grumos.
Por fim, adicione a courgette, o queijo e os orégãos e misture com colher de pau.
Verta a massa numa forma de bolo inglês, e leve ao forno previamente aquecido a 180º durante aproximadamente 50 minutos.
Deixe arrefecer sobre uma grade antes de desenformar.

Notas:

Pode substituir os orégãos por outra erva da sua preferência, na receita original era indicado hortelã pimenta, mas nesta época do ano as minhas ervas estão na defensiva contra o clima.

Adaptado de : “Quiches, cakes & compagnie” da Marabout

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Bagels




Os bagels têm uma consistência que eu gosto bastante, o seu miolo é compacto e a crosta lisa e brilhante.

Perto da casa onde mora o Gaston em Londres, há uma loja que serve os melhores bagels que já comi, este fim de semana e num ataque de saudades decidi fazer esta receita da Nigella e digo-vos que não me desiludiu, bem pelo contrário ficaram deliciosos.
A receita indicada dá para mais ou menos 15 bagels.










Usei:



1 Kg de farinha para pão
1 c sopa de sal
7 g de fermento de padeiro seco
2 c sopa de açúcar
1 c sopa de óleo de girassol ou outro sem sabor
500 ml de água morna
2 c sopa de malte em pó ou açúcar para escaldar os bagels
Sementes várias para polvilhar (opcional)



Fiz assim:


Misture a farinha com o sal e com o fermento.
Junte o açúcar e o óleo à água morna, abra uma cova nos ingredientes secos e deite aí os líquidos à medida que vai misturando tudo numa massa.
Amasse bem durante uns 10 minutos até obter uma massa elástica.
A massa é um pouco dura mas é mesmo assim.
Forme uma bola, coloque numa tigela untada, cubra com película e deixe levedar durante 1 hora.
Espalme a massa algumas vezes e depois divida-a em 3, forme um rolo com cada um dos pedaços de massa e volte a dividir cada rolo em 5 pedaços.
Com esses pedaços mais pequenos, volte a formar um rolo e depois uma argola.
Coloque as argolas em tabuleiros forrados com papel vegetal e ligeiramente untados, cubra com um pano e deixe levedar durante mais 45m.
Entretanto coloque ao lume uma panela de água a ferver com o malte ou o açúcar.
Pré aqueça o forno a 220º.
Deite um bagel de cada vez na água a ferver, vire-o e volte a colocar no tabuleiro, (esta operação demora 1 minuto por cada bagel).
Polvilhe com sementes, (sésamo, papoila, linhaça ou outras), e leve ao forno quente durante 15 ou 20 minutos.
Retire e deixe arrefecer sobre uma grade.



Notas:

Versão maquina do pão: Use a máquina para amassar e levedar, e siga a receita a partir do momento de moldar os bagels.
Pode também amassar a massa na batedeira usando para isso o gancho de massa pesada.


Ligeiramente adaptado de: “How to be a domestic goddess” de Nigella Lawson

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ciabatta

Este pão demorou ao todo 48 horas a ficar pronto e deixou-me os bíceps bem mais musculados. Chamem-me tonta mas vale a pena!
Sou uma apaixonada por fermento, farinha e água. Adoro ver o fermento crescer, fico feliz por poder amassar a massa, e reconfortada com o cheiro do pão fresco.
Em criança a minha avó ia chamar-me à cama ás 5 da manhã para a ajudar a amassar, é claro que eu não ajudava nada, ficava ali ao lado da minha avó horas esquecidas a imitar os gestos dela, e enquanto eu amassava uma bola de massa a minha avó trabalhava arduamente debruçada sobre um enorme alguidar de barro com massa suficiente para o pão de muitos dias.
Depois do pão amassado, levedado e tendido era ver a minha avó de tabuleiro à cabeça até ao forno da quinta onde se cozia o pão. E eu ia atrás a saltitar e já sem paciência para esperar pelo pão quente.
Usei:
(esponja)
150g de farinha
150g de farinha integral
180g de água
2g de fermento fresco

(pão)
450g de farinha
10g de fermento fresco
A esponja na totalidade
360g de água
50g de azeite
15g de sal

Fiz assim:

Esponja, ou massa madre:
Desfazer o fermento na água morna, adicionar à farinha, misturar bem.
Tape com película aderente e deixe repousar entre 17 a 24 horas.

Pão:
Coloque a farinha numa tigela bem grande, esfarele o fermento e junte à farinha como se estivesse a fazer crumble, junte a massa madre da mesma maneira e finalmente os líquidos.
Misture muito bem.
Passe a massa para a bancada sem a polvilhar embora a massa esteja bastante húmida e peganhenta. Amasse durante pelo menos 45 minutos, pegando na massa pelos lados e “dobrando-a” na sua direcção. A pouco e pouco a massa vai secando e está pronta quando despegar facilmente da bancada.
Unte a tigela com azeite e deite a massa para dentro. Tape com película e deixe repousar 1hora e meia.
Polvilhe a bancada com farinha e despeje a massa. Achate-a com as pontas dos dedos e retire 3 pedaços, com cada um dos pedaços forme um pão.
Forre um tabuleiro com um pano limpo e polvilhe o pano com sêmola, coloque os pães sobre o pano, polvilhe com mais sêmola e tape com outro pano.
Deixe repousar 45 a 60 minutos.
Pré aqueça o forno a 220º com um tabuleiro dentro, (o tabuleiro onde vai cozer o pão), quando estiver quente borrife o forno com água, polvilhe o tabuleiro com sêmola e coloque o pão fazendo-lhes uns cortes, volte a borrifar o forno assim que colocar o pão.
Deixe cozer durante 20 minutos.
Retire e deixe arrefecer.

Notas:


As farinhas classificam-se quanto ao grau de força, esse grau é medido pelo poder aglutinante.
As farinhas ideais para um bom pão caseiro são as farinhas fortes ou sejam as farinhas com elevada quantidade de glúten.
As farinhas que encontramos nos supermercados, (farinha 65 e 55), são farinhas com pouco glúten, por isso devemos adicionar um pouco de farinha integral para as fortalecer.
Há nas lojas de produtos dietéticos glúten em pó à venda, nesta receita adicionei ao total de farinha da esponja 1 c sopa de glúten.

Fonte: "Crust" de Richard Bertinet

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Bolo de pera roquefort e noz

Para mim é quase impossível sair de uma livraria sem um livro de culinária no saco.
Resultado: dezenas de livros, centenas de receitas e cada vez menos tempo para as colocar em prática. Mas no meio de tanta sugestão há sempre aquelas que nos cativam de tal forma que se torna urgente traze-las para a mesa, foi o caso deste bolo salgado.
Estava eu ainda com a memória bem presente do sabor incrível de uma salada de endívias, roquefort e peras degustada na companhia de boas amigas quando vi que este bolo fazia uso da mesma dupla: roquefort e pêra. Uma delicia!


Usei:

180g de farinha
1 c sopa de fermento
3 Ovos
100g de queijo gruyére ralado
1 dl de óleo de girassol (ou outro sem sabor)
2 c chá de óleo de noz
1 dl de leite
150g de queijo roquefort esfarelado grosseiramente
2 Peras em cubos
1oog de miolo de noz picado grosseiramente
Sal & pimenta

Fiz assim:

Pré aqueça o forno a 180º e prepare uma forma de bolo inglês, untando-a com manteiga e polvilhando de farinha.
Peneire a farinha com o fermento e reserve.
Bata os ovos com os óleos e o leite e tempere de sal e pimenta.
Verta a mistura de ovos na farinha e envolva, misture o gruyére e misture bem, de seguida junte o roquefort, as peras e o miolo de noz e misture muito bem até ter um preparado homogéneo.
Deite a massa na forma preparada e coloque no forno durante 50 minutos.
Verifique a cozedura, e deixe arrefecer completamente antes de desenformar.

Notas:

Experimente usar formas individuais de empada, ficam lindos e práticos numa mesa de festa.
Pode substituir o gruyére por parmesão ralado na hora.

“Sai daí Joe Black!!!”


Fonte: "Quiches, cakes & Compagnie" da: Mrabout

quarta-feira, 18 de março de 2009

English muffins

A maior parte das vezes ao Domingo fazemos um “brunch” ou um pequeno grande almoço, como lhe costumo chamar, e estes pãezinhos são uma das iguarias mais disputadas da mesa, são de facto irresistíveis e mesmo no dia seguinte ligeiramente aquecidos na torradeira continuam uma delicia.
Podem ser servidos simples, com doce, com manteiga ou com queijo, ou podem também acompanhar um prato de ovos mexidos com bacon.
Para mim pode ser com manteiga e doce de alperce…



Usei:

3 Chávenas de farinha
1 c chá de fermento padeiro seco
½ Chávena de água
½ Chávena de leite
2 c chá de açúcar
1 c chá de sal
1 Noz de manteiga
Sêmola de trigo para polvilhar

Fiz assim:

Dissolva o fermento e o açúcar numa c sopa bem cheia de água morna. Reserve.
Aqueça o leite, a água, o sal e a manteiga. Quando a manteiga fundir apague o fogão e deixe amornar.
Peneire a farinha para dentro de uma tigela.
Faça uma cova no meio e deite aí os líquidos e o fermento. Com um garfo comece a misturar a farinha com os líquidos pouco a pouco, depois de estar tudo misturado deite a massa na bancada e amasse durante 5 ou 10 minutos, até que a massa fique lisa, enxuta e elástica.
Forme uma bola, volte a colocar na tigela e deixe levedar coberto em local abrigado até dobrar o volume, mais ou menos 2 horas.
Deite a massa na bancada e espalme-a com as mãos, sempre usando as mãos abra a massa até ter a espessura de 0,5 cm. Use um cortador redondo liso ou um copo e corte discos de massa.
Polvilhe um tabuleiro com sêmola e coloque dentro os discos de massa.
Cubra com um pano e deixe levedar pela segunda vez, mais ou menos 45 minutos.
Aqueça uma chapa no fogão, (ou use uma frigideira anti aderente bem pesada) e coloque os discos de massa, deixe ficar 3 ou 4 minutos de um lado, volte com uma espátula e deixe assar do outro lado.

Notas:

Versão máquina do pão:
Deite os líquidos à temperatura ambiente, depois a manteiga, a farinha, o sal, o açúcar e finalmente o fermento.
Escolha o programa amassar e levedar.
Passe depois à segunda fase da receita.

Receita adaptada do livro de receitas da máquina do pão

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Pão de finados

Quem visitar o México em Novembro, durante a celebração do dia de todos os santos, vai de certeza encontrar este pão, (Pão dos mortos).
È feito para celebrar a memória dos falecidos, que paradoxalmente não é um dia triste, mas antes de festa.
Todos visitam as campas dos seus familiares com piqueniques e vestindo roupas de cores vivas, levam velas, flores e este pão especial.
O pão pode ter formas variadas, mas frequentemente é branco, levedado com fermento e aromatizado com laranja e especiarias. Pode ser redondo ou circular e é muitas vezes decorado com pedaços de massa em forma de ossos, lágrimas ou ramos de flores.


Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

2 Estrelas de anis (para a calda)
4 c sopa de água (para a calda)

3 Chávenas de farinha
½ c chá de sal
4 c sopa de açúcar
75 ml de água
6 g de fermento de padeiro seco
2 Ovos pequenos
2 c sopa licor de laranja
50 ml de manteiga derretida

Fiz assim:

Leve as estrelas de anis ao lume com a água, deixe ferver até o volume reduzir para metade, cerca de 3 a 4 minutos. Retire o anis e deixe arrefecer.

Peneire a farinha, o sal e o açúcar para uma tigela, abra um orifício ao centro.
Dissolva o fermento na água morna e deite no centro da farinha.
Com as pontas dos dedos envolva um pouco da farinha circundante no fermento até ficar com uma massa mole, polvilhe um pouco de farinha por cima, tape com película aderente e deixe repousar em lugar abrigado durante 30 minutos, ou até começar a fazer bolhas.
Num recipiente à parte, bata os ovos, a calda, o licor e a manteiga derretida.
Junte este preparado à farinha e misture bem.
Transfira a massa para a bancada enfarinhada e amasse durante 5 ou 6 minutos, ou até a massa ficar macia e elástica.
Unte uma forma redonda com cerca de 22 cm, e coloque dentro a massa à qual deu a forma de bolacha.
Faça uma cruz no topo e cubra com película untada.
Deixe levedar de novo em local abrigado até dobrar de volume, cerca de 1 a 2 horas.
Pré aqueça o forno a 190º.
Retire a película que cobre o pão e leve ao forno durante 50 minutos.
Coloque sobre uma grade para arrefecer e polvilhe com açúcar.

Notas:

Versão máquina do pão:

Tenha os ovos à temperatura ambiente, e use sempre fermento desidratado.
Faça a calda de anis conforme se indica na receita.
Coloque primeiro os líquidos e depois os secos, sendo que a farinha deve criar uma barreira entre os líquidos e o fermento.
Escolha o programa de amassar e levedar se quiser cozer o pão em forma à sua escolha, ou então escolha o programa completo.


Peço desculpa pelo facto de alguns ingredientes estarem em chávenas e colheres e outros em mililitros e gramas, mas como fiz meia receita alguns ingredientes não davam conta certa ao converter para chávenas e vice versa.
Fonte: Manual do pão caseiro – Pães do continente americano

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Pão de besan

Besan ou farinha de grão-de-bico, é usado na cozinha indiana para o fabrico de pão, bhajias (fritos de legumes num polme) e também para engrossar molhos e estabilizar o iogurte quando este é adicionado a pratos quentes.
Estes pães são uma delícia quentinhos, servem de petisco ou como entrada para uma refeição.
São fáceis e rápidos de fazer, e para além disso são mais uma maneira de consumir esta maravilhosa leguminosa que é o grão-de-bico e da qual eu gosto bastante.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

2/3 chávena de farinha ata ou trigo integral
½ chávena de besan
½ c chá de sal
1 cebola pequena picada
¼ molho de coentros picados (caules inclusive)
2 malaguetas verdes sem sementes e picadas
2/3 chávena de água
2 c chá de ghee ou manteiga

Fiz assim:

Peneire as farinhas, junte o sal e misture bem.
Junte a cebola, a malagueta, os coentros e a água e misture até obter uma massa macia.
Pode ser necessário ajustar com água ou farinha dependendo do tamanho e humidade dos vegetais.
Cubra a tigela, e deixe repousar durante 15 minutos.
Passado esse tempo amasse durante 5 ou 7 minutos, (pode usar o gancho da batedeira).
Divida a massa em 8 pedaços iguais e com as mãos molde bolas, sobre a bancada enfarinhada e com a ajuda de um rolo, abra a massa em forma de discos, não muito finos.
Aqueça a seco uma frigideira pesada e de preferência anti-aderente e coloque os discos virando-os pelo menos 3 vezes e de cada uma das vezes untando-os com ghee.
Coloque num prato e sirva quente.

Notas:

Pode encontrar besan em mercearias indianas ou nas boas lojas de produtos diatéticos.
Como outra farinha qualquer, convém guardar em local fresco, escuro e em recipiente hermético.
Veja também:
chapatis.

Fonte: "Cozinha indiana"

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Pão mediterrâneo


Num dos dias que estive de férias, e que estive em casa, tive visitas para jantar, foi um jantar no terraço e na ementa estavam basicamente grelhados.
No início da tarde apercebi-me que não tinha pão suficiente para tanta gente, e como o meu corpo estava no “modo férias” não me apeteceu sair para comprar pão, então a opção era fazê-lo.
Peguei no “manual enciclopédico do pão caseiro” e adaptei esta receita de pão de azeitonas.
Uma delícia, acompanhou a refeição na perfeição.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Usei:

2 chávenas de farinha de trigo sem fermento
1 chávena de farinha de trigo integral
6g de fermento de padeiro seco
1 chávena de água morna
1 c chá sal
1 c sopa de azeite extra virgem e mais um pouco para pincelar
½ chávena de azeitonas picadas
½ chávena de tomate seco picado
orégãos a gosto

Fiz assim:

Máquina do pão

Deitar na cuba da máquina a água, o azeite, as farinhas, o sal e o fermento.
Programar para amassar e levedar.
Colocar a massa sobre a bancada e espalmar.
Estender a massa de modo a ficar com rectângulo.
Espalhar as azeitonas e o tomate sobre a massa e polvilhar com os orégãos.
Enrolar como se fosse uma torta e no final dobrar as pontas para baixo do rolo, ficando também a abertura para baixo.
Colocar em tabuleiro forrado com papel vegetal, pincelar com um pouco de azeite e com uma faca fazer uns cortes leves ao longo do rolo.
Cobrir com um pano e deixar a repousar durante mais ou menos 20 ou 30 minutos.
Colocar no forno pré aquecido a 200º, e se possível borrifar as paredes e o fundo do forno com água para criar vapor.
O pão está pronto quando atinge uma cor dourada, e ao bater na base se ouve um som oco.

Notas:

Método tradicional para amassar conforme o livro de onde retirei a receita:
Misturar as farinhas, o sal e o fermento numa tigela e fazer uma cova ao centro. Colocar aí o azeite e a água e misturar bem. Amassar a massa até ficar elástica. Colocar numa tigela untada com azeite, cobrir e deixar dobrar de volume.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Chapatis

No princípio de Abril almocei com umas amigas queridas num restaurante indiano, a comida estava uma delícia, as cervejas bem geladinhas, e a conversa super animada.
Antes de almoço, e como donas de casa apaixonadas pela confecção e degustação culinária, tínhamos ido ás compras. O tema foi: ingredientes exóticos. Foi o máximo!
Se é homem, e se está a ler isto a comparação é: ir ao estádio com os amigos assistir a uma final em que a equipe das suas cores vence com um golo no último minuto!
Tendo na memória esse encontro, lembrei-me de fazer um caril, e para acompanhar: chapatis. Fáceis, deliciosos e muito rápidos de preparar. Bom apetite.


Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

1 + 1/3 de chávena de farinha ata
1 c chá de sal
1/3 de chávena de água

Fiz assim:

Numa tigela, colocar a farinha.
Fazer uma cova ao meio e deitar a água com o sal.
Amasse bem, até obter uma massa maleável.
Passe para a bancada enfarinhada e continue a amassar durante 10 minutos.
Deixe repousar durante 30 minutos.
Divida a massa em pequenas bolas e depois estenda com o rolo em pequenos discos.
Coloque ao lume uma chapa de ferro ou frigideira antiaderente, e quando estiver quente coloque o disco de massa.
Quando começar a empolar volte e pressione com um pano de cozinha dobrado, depois de estar alourado dos dois lados, retire e mantenha quente.
Repita a operação até esgotar a massa.


Notas:

Pode substituir a farinha ata por farinha de trigo integral fina e peneirada.
Se não tiver tempo de deixar a massa repousar, pode fazer os chapatis imediatamente, sem grande prejuízo no resultado final.
Os chapatis normalmente são consumidos assim que ficam prontos, por isso mantenha-os quentes até servir.Acompanha caril de legumes e outros.

(Publicação previamente agendada, blogueira ausente até 01/09/2008)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Tosta de salmão e feta

Tal como anunciado na rubrica: "próximos ensaios", o mês de Agosto será mais de sugestões do que receitas a seguir à risca.
Esta tosta é uma sugestão de refeição leve, e ao mesmo tempo uma delicia.
Acompanhe com salada de folhas cruas e um copo de sumo natural, depois coloque no saco da praia umas cenouras descascadas e uns frutos secos e vá petiscando ao longo do dia.
Não se esqueça: carregue sempre consigo uma garrafa de água mineral!

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui.

Usei:

Fatias de pão integral com passas
Queijo feta
Salmão fumado
Cebolinho picado
Pimenta preta de moinho

Fiz assim:

Torrar o pão.
Esmagar o queijo com um garfo, misturar com o cebolinho e temperar com a pimenta.
Barrar as fatias de pão com o queijo, por cima colocar as fatias de salmão fumado.
Polvilhar com o cebolinho.

Notas:

Veja também: tosta de salmão com ovo mexido.
Bom Verão!


segunda-feira, 14 de julho de 2008

Nós de alho amanteigados

Ao tempo que eu não fazia pão!
Fazer pão é algo que me relaxa e fascina. Relaxa-me o trabalhar a massa e fascina-me o processo de fermentação e o aroma do pão.
O alho é adorado ou odiado, eu faço parte dos que gostam muito, um dos meus petiscos preferidos é uma fatia de pão caseiro tostada e morna onde se esfrega um dente de alho, ou quem não conhece as famosas fatias de
pão de alho?! Ou a açorda alentejana?!
Pois é, alho e pão sabem bem juntos, por isso aqui fica esta sugestão para uma entrada ou petisco ou até como acompanhamento de uma sopa.
O formato de nó é apenas uma sugestão, podem muito bem ser moldados de outra forma.


Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui

(Versão máquina do pão mais abaixo)
Receita para 18 pãezinhos pequenos

Usei:

Massa:

½ chávena de leite meio gordo
90g (6 c sopa) de manteiga sem sal
¼ cávena de água morna
½ c chá de açúcar + 1 c sopa (separadas)
1 c sopa de fermento em pó instantâneo ou 25g de fermento de padeiro fresco
1 ovo grande à temperatura ambiente
1 c chá de alho seco moído
3 chávenas de farinha de trigo s/ fermento (pode ser necessário mais um pouco)
1 c chá de sal

Para guarnecer:

Manteiga amolecida q.b.
3 ou 4 dentes de alho picados finamente

Fiz assim:

1. Leve ao lume o leite com a manteiga em pedaços, e deixe a manteiga fundir sem o leite ferver. Retire do lume e deixe amornar. Reserve.
2. Misture a água morna com o fermento e ½ c chá açúcar, (se usar fermento fresco desfaça-o na água), e deixe repousar por 5 minutos.
3. Bata o ovo com a c sopa de açúcar.
4. Peneire a farinha com o sal e o alho em pó para cima da bancada e faça uma cova no meio, deite o ovo batido e a mistura de fermento, vá envolvendo na farinha a pouco e pouco até incorporar. Amasse até obter uma massa fofa e elástica não muito seca. Se a massa estiver demasiado húmida, vá juntando colheres de farinha até atingir a consistência desejada.
Se tiver uma batedeira de gancho, use-a para amassar.
5. Com as mãos e a bancada enfarinhada, molde uma bola.
6.Unte uma tigela com manteiga, e dentro, coloque a massa fazendo-a rodar até ficar completamente untada na manteiga.
Cubra com película aderente e deixe repousar em locar abrigado até a massa dobrar de volume.
7. Passado esse tempo, espalme a massa e pincele-a com manteiga derretida, dobre a massa ao meio e pincele novamente e mais uma vez volte a dobrar.
Tape a massa com um pano e deixe repousar mais um pouco. (mais ou menos 45m).

Versão máquina do pão

Coloque na máquina os ingredientes seguindo a ordem:

- Leite
- Manteiga
- Ovo
- Farinha
- Açúcar
- Sal
- Alho moído
- Fermento

Programe a máquina no ciclo amassar e levedar.
Passe para o passo 7, e prossiga.

Moldar os nós

Vá retirando pequenas porções de massa e depois de formar um cordão, dê-lhe um nó. Ou então, estenda a massa com o rolo e com um cortador de pizza ou uma faca afiada corte tiras de massa, e molde os nós a partir daí.
Disponha os pãezinhos num tabuleiro forrado com papel vegetal separados entre si, cubra com um pano e deixe repousar enquanto o forno aquece a 200º.
Enquanto isso, derreta um pouco de manteiga, e pique o alho.
Pincele os pães com a manteiga e polvilhe com o alho picado.
Leve ao forno durante 15 a 20 minutos ou até que fiquem corados.

Notas:

Substitua a manteiga da receita por 2 c sopa de azeite.
Para além do alho, polvilhe com parmesão ou outro queijo a gosto e / ou ervas finas picadas.

Adaptado de: Bon appetit
Receita:
aqui.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Mini calzoni

Gosto tanto de petiscos salgadinhos, seja para um lanche ou como neste caso para levar de viagem quando o tempo para fazer uma refeição é muito limitado.
A massa teve por base uma receita da
Cinara, e preparada na máquina do pão, mas pode muito bem ser preparada de forma tradicional.
O recheio foi de improviso, neste aspecto vale o gosto pessoal e a disponibilidade de ingredientes, a imaginação não tem limites.
São deliciosos saídos do forno, mas depois de frios não perdem a graça e permanecem fofos.


Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita

Usei:
Massa

1 Chávena de água morna (200 ml)
2 c sopa de azeite
3 chávenas de farinha para pão
2 c chá de sal
1 c sopa de açúcar
1 c chá de alho em pó
1 c sopa de orégãos secos
1 pitada de pimenta preta de moinho
1 c sopa de fermento seco

Recheio

Molho de tomate ( receita aqui)
Azeitonas pretas em rodelas
Fatias finas de chourição
Tomate seco picado
Pimento vermelho picado
Mozarela ralado
Orégãos secos
Azeite

Fiz assim:

Na máquina do pão:
Coloquei os ingredientes da massa na máquina do pão pela ordem descrita, e seleccionei o programa amassar e levedar.

De forma tradicional:
De preferência, use fermento fresco.
Dissolva o fermento num pouco de água morna com o açucar.
Adicione o sal à restante água, misture e reserve.
Peneire a farinha para cima da bancada ou para dentro de uma tigela grande, faça uma cova no meio e deite aí o fermento, vá juntanto farinha em movimentos circulares, o azeite e a água onde previamente juntou também os restantes temperos. Amasse até ficar uma massa elástica, se necessário junte mais ou menos água. Tape a tigela e deixe dobrar o volume em ambiente resguardado, por exemplo dentro do forno desligado.

Depois da massa levedada, espalmar para retirar o ar e com um rolo esticar na espessura pretendida.
Cortam-se círculos usando um cortador redondo grande ou uma tigela virada ao contrário.
Barra-se cada círculo com o molho de tomate, por cima colocam-se os outros ingredientes do recheio, polvilha-se com orégão e rega-se com um pingo de azeite.
Dobre os círculos, (como rissóis) e com os dentes de um garfo pressione os bordos da massa de forma a colar e ao mesmo tempo decorar.
Disponha sobre um tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno pré aquecido a 180º até estarem dourados.

Notas:

Veja outra receita de massa aqui.
Na receita original a massa é temperada com uma mistura chamada de tempero italiano, é composto por: sal; alecrim; alho seco e pimenta preta. Outra versão: manjerona; tomilho; salva; orégãos; manjericão e segurelha.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Pão de centeio com sementes de alcaravia

A segunda receita dos “ensaios inter blogs”, teve a intervenção da Suzana.
Sei que a Suzana gosta de fazer pão, esta receita é para ela, combina o saudável com o exótico e por isso despertou-me atenção.
Devido ao leite e iogurte, este pão fica muito macio. As sementes de alcaravia conferem-lhe um aroma e travo muito agradável e peculiar.
Se não gostar ou encontrar alcaravia, substitua por erva-doce (funcho).

(Versão para a máquina do pão mais abaixo)

Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita



Usei:

11g de fermento fresco
1 c sopa de açúcar mascavado escuro
1 chávena de chá de leite meio gordo
1 iogurte natural (125g)
2 c sopa de manteiga
1 c chá de sal
1 c sopa de sementes de alcaravia (mais um pouco para polvilhar)
2 chávenas de farinha de centeio
1 chávena de farinha de trigo


Fiz assim:

Dissolve-se o fermento com o açúcar no leite morno.
Peneire as farinhas com o sal, e no meio faça uma cova.
Deite aí, a mistura de fermento, a manteiga amolecida, o iogurte e as sementes.
Amasse bem até ligar todos os ingredientes, passe depois a massa para a batedeira e bata durante 5 minutos em velocidade alta com o gancho.
Ou então, exercite o bíceps e dê murros e amassadelas até a massa ficar elástica.
Unte com manteiga uma forma grande de bolo inglês, e coloque dentro a massa.
Polvilhe com mais um pouco de sementes, e deixe levedar durante 1 hora.
Leve ao forno pré aquecido durante 40 minutos.
Deixe arrefecer em cima de uma grade antes de cortar fatias.

Versão máquina do pão:

Substitua o fermento fresco por fermento seco instantâneo.
Coloque na máquina, primeiro os líquidos, depois os sólidos, (excepto as sementes), sendo que o ultimo deve ser o fermento.
Escolha o programa de pão integral com sementes.
Coloque estas quando ouvir o sinal sonoro, deixe completar o programa.
Fonte

Notas:

Alcaravia / Kümmel
Carum Carvi
Especiaria com sementes castanhas em forma de crescente, utilizada para condimentar bolos, biscoitos, pão, queijo e pickles. As sementes de alcaravia também são muito eficazes quando espalhadas sobre legumes cozidos, especialmente raízes, e já são clássicas no repolho quente.
Fonte
Planta herbácea da família das umbelíferas, cujas sementes, que contêm um óleo volátil, têm uso em medicina e culinária, também pode ser denominada de cominho-armênio ou cariz. As suas sementes são muito utilizadas na culinária Nórdica, que aromatiza queijos e vários preparados salgados, como “pretzels”. Utilizado também em aguardente da escandinava, denominada de Aquavit.
Fonte
Muitas vezes confundida com cominhos.
Francês = carvi

Inglês = caraway
Espanhol = carvi
Italiano = carvi

segunda-feira, 17 de março de 2008

Pãezinhos de polvilho com queijo


O que é que se espera, quando a receita é da Neide, e já foi feita por metade da blogosfera? Sucesso garantido!
Deliciosos os pãezinhos quentinhos, e tão fácil e rápido de fazer.
Não alterei em nada de nada o original, mas fiquei com vontade de experimentar com fécula de batata, mozarela e orégãos.


Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Usei:

½ chávena de leite
¼ de azeite extra virgem
1 ovo
1 chávena de polvilho doce
2 c sopa de parmesão ralado na hora
1 pitada de sal
Alecrim e flor de sal para polvilhar

Fiz assim:


Coloquei todos os ingredientes com excepção do alecrim e flor de sal, no copo liquidificador, bati até ficar homogéneo, (fica uma massa liquida), deitei em forminhas de queques não untadas.
Polvilhei com folhas de alecrim ligeiramente picadas e flor de sal.
Foram ao forno pré aquecido a 180º durante 20m.

Notas:
Coloque a massa a 1/3 da capacidade das forminhas pois os pãezinhos crescem bastante.
Receita original da
Neide.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Pão de forma de Grant

Esta receita rápida e fácil, foi criada por Doris Grant que a incluiu no seu livro publicado nos anos 40.
A massa não necessita ser amassada e leva apenas uns minutos a ser misturada.
Os pães resultam muito fofos e mantém-se assim durante alguns dias.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Para a versão Máquina do pão, scroll down

Receita para 3 pães em formas de: 21X11X6cm

Usei:

500g de farinha
1 c sopa de sal
25g de fermento fresco
350ml de água morna (35º a 38º)
1 c sopa de açúcar mascavado
Ervas ou sementes para polvilhar (opcional)

Fiz assim:

1. Peneira-se a farinha com o sal para uma tigela grande.
2. Dissolve-se o fermento em 1 dl de água aguarda-se uns minutos e em seguida junta-se o açúcar. Deixa-se repousar durante 10 minutos.
3. Faz-se uma cova ao centro da farinha e deita-se aí a mistura de fermento e mais um pouco de água, ou toda se necessário. Mistura-se com movimentos da periferia para o centro.
A massa fica pegajosa e não seca. Misture com colher de pau.
4. Divida a massa pelas formas previamente untadas, tape e deixe repousar ao abrigo de correntes de ar durante 30m ou até a massa ter aumentado 1/3.
5. Polvilhe com as ervas ou sementes e coloque no forno previamente aquecido a 200º.
Coloque no forno um recipiente com água, e deixe o pão cozer durante 40m, ou até ganhar consistência e apresentar um som oco ao bater na base.

Versão para Máquina do pão:

Substitua o fermento fresco por uma saqueta (+/- 11g) de fermento seco instantâneo.

Coloque na cuba da máquina, a água, seguida da farinha e depois os restantes ingredientes com a excepção das ervas ou sementes.
Se quiser os pães na sua forma original, escolha o programa amassar, e passe em seguida para o passo 4 da receita.
Se preferir que a máquina faça todo o trabalho, escolha o programa adequado à quantidade de farinha e ao grau de cozedura preferido, em caso de dúvida, escolha o médio.

Notas:

Conforme o nome indica este é um pão de origem Britânica.
O açúcar mascavado é um açúcar de cana escuro e húmido não refinado, e confere ao pão um sabor e textura muito agradável.
Pão indicado para sanduíches.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Broa de milho e centeio

De algum tempo para cá tenho vindo a realizar ensaios na tentativa de conseguir recrear a deliciosa e tradicional broa de milho.
A primeira experiência correu muito bem em termos de sabor mas não se aproximou do resultado pretendido, pois graças a uma desatenção usei farinha de milho pré cozida e a massa não levedou.
A receita que abaixo apresento é uma das versões tradicionais, ainda não é a broa amarelinha que procuro, mas é muito boa, cá em casa já ganhou adeptos o que quer dizer que vai ser feita mais vezes.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Usei:

3 Chávenas de farinha de milho integral
2 Chávenas de farinha de trigo para pão
1 Chávena de farinha de centeio
25 g de fermento fresco
sal & água q.b.
mais um pouco de farinha de trigo para juntar ao fermento
sêmola de milho para polvilhar

Fiz assim:

Dissolvi o fermento num pouco de água morna, juntei um pouco de farinha e misturei até ficar com consistência de massa mole.
Deixei a repousar até formar bolhas.
Coloquei água a aquecer com o sal, para este dissolver e deixei amornar.
Num alguidar deitei as farinhas, abri cova ao meio e deitei o fermento, fui misturando a farinha no fermento alternando com água temperada de sal até obter uma massa moldável.
Amassa-se muito bem e quando estiver macia, forma-se uma bola, traça-se uma cruz na massa e deixa-se repousar em lugar aquecido com o alguidar coberto até a cruz desaparecer.
Volta-se a amassar mais um pouco, tendem-se as broas do tamanho pretendido, achatam-se um pouco e com uma faca faz-se uns cortes, pincela-se o topo com água e polvilham-se com sêmola.
Colocam-se as broas em tabuleiro polvilhado e deixam-se repousar mais um pouco.
Pré aquece-se o forno ao máximo. Quando estiver quente borrifa-se com água e coloca-se o pão.
Passados 10 minutos, reduz-se a temperatura do forno para 180º, o pão está cozido quando ao bater na base provoca um som oco.

Notas:

Não é aconselhável fazer este pão na máquina, pois as farinhas resultam numa massa muito pesada.
O fermento fresco pode ser substituído por fermento seco, neste caso é adicionado à farinha sem necessidade de ser dissolvido.
Esta receita rende 2 broas.
Por curiosidade: A minha avó ao fazer a cruz no pão, (para saber quando é que a massa estava finta), dizia a seguinte oração:
“Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Deus te acrescente no forno e a graça de Deus cresça pelo mundo fora.”


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Trança de avelãs

O meu fiel companheiro e meu incansável ajudante de cozinha dos últimos 15 anos morreu! Não resistiu a complicações inerentes à velhice e sucumbiu deixando-me o jantar cru e dois tabuleiro de Madalenas arruinados.
Estou a falar, claro está do meu forno. Fiquei desolada, a semanas do Natal sem forno, ai, ai!...Fui a correr pesquisar um substituto à altura, e já que tinha que comprar novo, fui exigente mas comprei da mesma marca em homenagem ao seu antecessor, afinal foram 15 anos de trabalho árduo sem uma única queixa.
Adiante…, para inaugurar o meu novo “namorado”, uma deliciosa trança, vejam só:




Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Usei:
(massa)


500 g Farinha sem fermento
1 Saqueta fermento instantâneo
2 dl Leite morno
2 Ovos
Raspa de ½ limão
1 Pitada de sal
50 g Açúcar
100 g Manteiga meio sal

(recheio)

200 g Avelãs moídas
200 g Açúcar amarelo
2 Claras de ovo
4 c Sopa de leite

(para pincelar)

Leite

Fiz assim:

Preparei a massa na máquina do pão, colocando primeiro os líquidos e depois os sólidos.


Importante: os ovos devem estar à temperatura ambiente e devem ser ligeiramente batidos e a manteiga amolecida.
A farinha é colocada de maneira a formar barreira entre os líquidos e o fermento.


Enquanto a massa leveda, prepara-se o recheio batendo com uma vara de arames as claras, junta-se o leite e bate-se mais um pouco, junta-se depois as avelãs moídas e o açúcar. Fica uma pasta.
Depois da massa preparada e levedada, espalma-se para retirar o ar e divide-se em 3 partes.
Com o rolo da massa, estende-se cada uma das partes em forma de rectângulo, barra-se com o recheio e enrola-se como se fosse uma torta, faz-se o mesmo para as três partes de massa.
Une-se as extremidades do topo dos rolos e com uma faca afiada faz-se cortes superficiais em todo o comprimento dos três rolos.
Entrança-se os rolos e volta-se a unir as extremidades no final. Pincela-se com leite e deixa-se a massa crescer ao abrigo de correntes de ar durante 30 minutos.
Vai ao forno pré aquecido a 220º durante 40 minutos.
Deixa-se repousar sobre a grelha para arrefecer.

Notas:

Se não usar máquina do pão para fazer a massa, disponha os sólidos sobre a pedra faça um buraco ao meio onde deita os líquidos. Amasse bem, forme uma bola e deixe levedar.
Se usar fermento fresco, dissolva-o antes no leite morno.
Por cima da pasta de avelãs deitei chocolate amargo ralado.
Pode usar as gemas que sobram do recheio para depois de dissolvidas num pouco de leite, pincelar a trança.

Rende uma trança grande.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Pão macaco

Embora a decoração de fundo na foto lembre África, este pão doce, ou bolo, é uma especialidade americana, que recomendo vivamente.
È também denominado de pão de bolhas devido ao seu aspecto.
Não faço ideia do porquê do nome pão macaco, quando iniciei uma busca na net para tentar encontrar respostas, reparei que o
Virtual chef passou pela mesma frustração.
Nomes à parte, o que interessa é que é irresistível pelo seu aroma a canela e nozes.

Usei:
(para a massa)

1 Saqueta de fermento em pó instantâneo
450g de farinha tipo 55
½ C chá de sal
1 C sopa de açúcar em pó
½ Chávena de leite morno
½ Chávena de água morna
1 Ovo ligeiramente batido

(para envolver)

½ Chávena de sultanas
3 C sopa de brandy
1 Chávena de nozes picadas
1 C chá de canela em pó
3 C sopa de açúcar amarelo fino
1 Chávena de manteiga derretida

Fiz assim:

Numa tigela, misturei a farinha, o sal o açúcar e o fermento, abri no meio uma cova e deitei o leite, a água e o ovo. Incorporei a pouco e pouco toda a farinha nos líquidos.
Passei para a bancada enfarinhada e amassei bem durante 10 minutos.
(Esta primeira fase pode ser feita na máquina do pão, mas estava a precisar de um anti stress, e nada melhor que dar murros em alguma coisa, nem que seja massa.)
Forma-se uma bola com a massa, traça-se uma cruz no topo, (como me ensinou a minha avó), transfere-se para a tigela ligeiramente untada, cobre-se com película aderente e deixa-se dobrar de volume ao abrigo de correntes de ar, mais ou menos 45m.

Unte e enfarinhe uma forma de aro e chaminé.
Numa caçarola pequena, coloque as sultanas e o brandy, e leve ao lume durante mais ou menos 2 minutos, cuidado para não aquecer demais. Reserve.
Misture numa tigela as nozes picadas a canela e o açúcar amarelo. Reserve.
Derreta a manteiga. Reserve.

Retire a massa da tigela e amasse ligeiramente para retirar as bolhas de ar que se formaram. Divida a massa e forme bolinhas que depois de passar pela manteiga e pela mistura de nozes, se vão colocando na forma.
Quando tiver usado mais ou menos metade da massa, coloque nos intervalos das bolinhas as sultanas demolhadas.
Continue a formar bolinhas e a colocar na forma, depois de as ter também passado por manteiga e pela mistura de açúcar e nozes.
Quando acabar, polvilhe todo o pão com o restante açúcar e nozes e regue com a manteiga que sobrou e o brandy.
Cubra a forma com película aderente, e deixe repousar ao abrigo de correntes de ar até a massa atingir o bordo da forma.
Enquanto isso, pré aqueça o forno a 190º
Por fim, retire a película e deixe o pão a cozer durante 35 ou 40 minutos ou até ficar dourado.

Notas:

Use Rum em vez de brandy.
Em vez das nozes ou em conjunto com elas, use sementes de papoila.
Este pão não se corta, vão-se retirando bolinhas com a mão directamente para a boca.

Fonte: Manual enciclopédico do pão caseiro

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Tosta de salmão com ovo mexido

Uma das regras cá por casa é de que Sexta-feira ao jantar a cozinheira está de folga.
Cada um vai para a cozinha e dá largas à imaginação, ou simplesmente prepara uma tosta ou uma sanduíche.
Por vezes os petiscos revelam-se mais trabalhosos do que os jantares do dia a dia, quando a “piolha” me diz: “embora fazer crepes?!” ou: “e se fosse waffles?”
Desta vez, ganhei eu, propus uma tosta de pão rústico, e a “piolha” lambeu o beiço!


Usei:

4 Fatias de pão caseiro ou 2 bolas abertas ao meio
1 Ovo grande
2 c sopa de manteiga
2 dentes de alho
4 pés de salsa
1 tomate

Fiz assim:

Coloquei uma chapa de ferro ao lume, (pode usar uma frigideira de fundo pesado), e tostei as fatias de pão.
Enquanto isso, a “piolha” bateu e mexeu o ovo, numa frigideira anti aderente sem gordura e deixando-o húmido.
Piquei os dentes de alho e a salsa o mais finamente possível e envolvi na manteiga que convêm estar à temperatura ambiente.
A intenção era usar fatias de salmão fumado, mas estavam temporariamente indisponíveis no meu frigorífico, por isso usei salmão ao natural em conserva, que também piquei um pouco.
Barrei a fatia de pão com a manteiga de alho e ervas, de seguida o salmão, em cima uma rodela de tomate e o ovo mexido, decorei com uma folha de salsa.

Nota:

Tenha manteiga de alho, ou de ervas preparada antecipadamente.
Depois de agregados os ingredientes, enrole a manteiga em papel vegetal ou alumínio, mantenha no frigorífico e na hora de usar corte em fatias.