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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Molho holandês

Sou uma gulosa por este molho, e embora os entendidos o proponham como acompanhamento de peixe e legumes, a minha maneira preferida de o comer é mergulhando-lhe fatias finíssimas de carne grelhada.
Foi um dos petiscos de fim de ano, aproveitei-me do facto da ”piolha” ter ido festejar com os amigos, (não se pode falar em vacas mortas quando ela está por perto), e comi um bife de 3 cm de altura, que depois de fatiado foi degustado com molho holandês e muitos legumes.
A receita é de uma das minhas bíblias: “O livro de Pantagruel”.

Usei:

3 Gemas de ovo
150g de manteiga fria em cubos
2 c sopa de vinagre
1 + 2 c sopa de água
Sumo de limão q.b.
Sal & pimenta
Ervas frescas a gosto (usei estragão)

Fiz assim:

Ferva o vinagre em lume brando com a água, sal e pimenta moída na hora até reduzir para 1/3 do líquido. Retire do lume e deixe amornar.
Em banho-maria, coloque as gemas ligeiramente batidas com 2 c sopa de água, e a redução de vinagre, use um batedor de varas eléctrico e vá batendo ao mesmo tempo que adiciona a manteiga a pouco e pouco, como se estivesse a fazer maionese.
O molho deve ficar leve e fofo, se engrossar demais coloque 1 c água morna.
Adicione as ervas e o sumo de limão, envolva e deixe ficar sobre a água do banho-maria com o fogão desligado, até á hora de servir.

Notas:

Molho holandês versão rápida: Derreta 110g de manteiga, e vá deitando sobre 4 gemas de ovos ao mesmo tempo que bate com vara de arames. Tempere de sal, pimenta e sumo de limão.
Esta versão tem de ser consumida morna, pois ao arrefecer fica com a consistência da manteiga.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

St. Honnoré

Há algum tempo fui jantar com uma amiga a um restaurante italiano.
Se na escolha do prato principal não tivemos duvidas já quando chegou a vez da sobremesa não foi bem assim. Tudo o que estava à nossa disposição era tentador e a vontade era a de provar tudo, acabamos por optar por uma tarte de limão e uma dose de tiramisu, e na montra ficou por provar o St. Honnoré! Pois, ficou na montra e ficou na minha cabeça durante muito tempo…
Até que num daqueles dias que consigo guardar tempo para fazer o que gosto deitei mãos à obra e finalmente tive a oportunidade de me “lambuzar”.


Usei:

(bolo)
150g de açúcar mascavado claro
225g de manteiga sem sal amolecida
4 Ovos
200g de chocolate amargo (70% cacau)
200g de amêndoas raladas
2 c sopa de açúcar branco granulado fino

(calda)
½ Chávena de açúcar
½ Chávena de água
1 c chá de cacau amargo em pó
1 c chá de licor de cacau

(doce de ovos)

1 Ovo inteiro
5 Gemas
250g de açúcar
2,5dl de água

(Profiteroles recheados de chantilly e molho de chocolate)


Fiz assim:

(Bolo)
Comece por preparar uma forma de fundo amovível, forrando-a com papel vegetal e untando com manteiga.
Pré aqueça o forno a 150º.
Funda o chocolate em banho-maria, retire e deixe amornar. Reserve.
Bater as claras em castelo firme com o açúcar branco. Reservar.
Bater a manteiga com o açúcar mascavado, juntar as gemas uma a uma batendo entre cada adição.
Junte o chocolate e as amêndoas e misture bem. Por fim e usando uma espátula de borracha, incorpore delicadamente as claras batidas.
Deite a massa na forma preparada e leve ao forno durante 40 minutos.
Entretanto prepare a calda.
Leve todos os ingredientes ao lume até reduzir um pouco.
Retire o bolo do forno, pique com um garfo e regue com a calda.
Espere até arrefecer antes de retirar o aro.


(Doce de ovos)
Leve o açúcar ao lume com a água até obter ponto pérola, retire do lume e deixe amornar.
Bata o ovo e as gemas juntando a calda morna em fio, como se estivesse a fazer maionese. Volte a colocar em lume brando até engrossar.


(Montagem)
Barre o bolo com uma camada generosa de doce de ovos.
Disponha por cima os profiteroles recheados com chantilly.
Regue com o restante doce de ovos e molho de chocolate.

Créditos:


Bolo de chocolate sem farinha – “Le cordon bleu” / Pastelaria
Doce de ovos – “O mestre cozinheiro”
Profiteroles – “Receitas escolhidas” / Maria de Lurdes Modesto
Molho de chocolate – “Le cordon bleu” / Chocolate

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Bolachas de manteiga recheadas de doce de leite

Haver bolo ou bolachinhas para petiscar quando se chega a casa é um hábito por aqui.
Quando tenho de me ausentar durante uma semana inteira, como vem sendo usual desde o início do ano, a “Piolha” diz logo: “Oh… não vai haver bolinhos!” Eu não sei se fique feliz ou triste com o elogio (?) se calhar preferia algo do género: “Oh… vou ter saudades tuas!” Mas enfim, no fundo e lendo nas entrelinhas é quase a mesma coisa.
Estas bolachas são simples e muito boas, e combinam com todos os recheios ou coberturas que venham à cabeça. Se não fizerem o doce de leite usem leite condensado cozido, mas acreditem não é a mesma coisa.
Usei:

175g de manteiga sem sal amolecida
200g de açúcar branco fino
2 Ovos
1 c chá de extracto de baunilha
400g de farinha (pode ser necessário mais um pouco)
1 c chá de fermento
1 c chá de sal

Fiz assim:

Peneire a farinha com o sal e o fermento. Reserve.
Bata a manteiga com o açúcar até estar fofa e pálida.
Junte os ovos batidos e a baunilha.
Finalmente deite a farinha e incorpore delicadamente com uma espátula.
Se achar que a massa está demasiado mole, (depende do grau de absorção da farinha e do tamanho dos ovos), junte mais um pouco de farinha mas não muita.
Forme dois discos grosseiros, envolva em película e guarde no frigorífico pelo menos 30 a 45 minutos.
Pré aqueça o forno a 180º e prepare dois tabuleiros forrando-os com papel vegetal ou tapete de silicone.
Sobre a bancada enfarinhada e com o rolo também enfarinhado, estenda a massa, corte com o cortador escolhido ou com um copo, e leve ao forno durante 20 minutos.
Retire e deixe arrefecer completamente sobre uma grelha antes de rechear.



Doce de leite

Versão de impressão e arquivo
Usei:

2 l de leite gordo
500g de açúcar
1 c chá de bicarbonato
1 Vagem de baunilha

Fiz assim:

Abra a vagem de baunilha com uma faca no sentido do comprimento, e raspe as sementes.
Misture o bicarbonato com o açúcar e leve ao lume com o leite e com as sementes da baunilha.
Quando levantar fervura, reduza o lume para o mínimo e deixe fervilhar muito lentamente durante 2 a 3 horas.
Mexa apenas ocasionalmente.
Quando atingir a consistência pretendida, retire do lume e bata muito bem para alisar.
Coloque em frasco esterilizado, deixe arrefecer e guarde no frigorífico.

Notas:

Esta massa pode ser congelada para posterior utilização.
Retire do congelador e deixe descongelar à temperatura ambiente antes de usar.
Pode usar qualquer outro tipo de recheio a gosto, ou apenas cobrir as bolachas com glacê usando ou não corante alimentar.
Simples também são muito boas.

Adaptado de "How to be a domestic goddess" de Nigella Lawson

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Suspiros

Quando eu era criança era completamente louca por suspiros. Adorava o estaladiço doce e o interior cremoso dessas pequenas pérolas de pastelaria.
Sempre que na cozinha da minha mãe sobravam claras eu pedia: “Mãe podemos fazer suspiros?” E a minha mãe dizia sempre que sim, mas as nossas tentativas eram sempre mal sucedidas graças a um forno antiquíssimo a gás que não mantinha a temperatura certa, claro que eu na altura não sabia disso e julgava que aquela maravilha era boa demais para poder estar ao alcance dos mortais e a minha admiração pelos suspiros aumentava, e a névoa de mistério sobre a sua confecção tornava-os ainda mais apetecíveis.


Usei:

2 dl de claras
(+ ou – 5 claras de ovo)
225g de açúcar granulado fino
1 c sopa de sumo de limão


Fiz assim:


As claras velhas são melhores para preparar merengues. Consideram-se claras velhas as claras com 4 ou 5 dias. Devem estar no frigorífico e retiradas a tempo de adquirirem a temperatura ambiente.
Antes de começar deve aquecer-se o forno a 140º.
Batem-se as claras em castelo, e quando começam a espumar deita-se o açúcar em chuva, continuando a bater até obter um creme.
Deita-se o sumo de limão e pára-se de bater quando ao sentir um pouco de merengue entre os dedos não se sente o granulado do açúcar.
Coloca-se o creme num saco de pasteleiro com um bico canelado grosso, e sobre um tabuleiro forrado com papel vegetal (o silicone não funciona para o merengue) dá-se a forma pretendida.
Podem ser bolinhos, caixinhas e pavlovas.
Deixa-se ficar no forno o tempo necessário para secar o merengue, para as peças pequenas + ou – 15 minutos, para as grandes um pouco mais.
Deixe arrefecer dentro do forno desligado e guarde em recipientes herméticos.

Notas:

Guarde os suspiros em sacos de congelação e deixe ficar no congelador, na verdade o merengue não congela devido à elevada concentração de açúcar, e desta forma estarão sempre estaladiços. Expostos ao ar ficam moles.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Tapenade

Sou grande apreciadora de azeitonas, se tiver na minha frente pão e azeitonas estou feliz.
Esta especialidade francesa é muito fácil de fazer e fica uma delícia sobre tostas esfregadas com um dente e alho. Pode ser preparada com antecedência e conservada no frigorífico durante uma semana, ideal para festas e como petisco que antecede uma refeição.
Pode também ser usada como recheio em variadas receitas.



Usei:

250g de azeitonas pretas sem caroço
2 Filetes de anchova em óleo
1 Dente de alho sem o veio central
2 c sopa de pinhões
½ c sopa de alcaparras passadas por água
100 ml de azeite extra virgem
Sumo de limão
Pimenta

Fiz assim:

No robot de cozinha ou com a varinha mágica reduza a puré as azeitonas juntamente com as anchovas, o alho, os pinhões e as alcaparras.
Continuando a moer, junte o azeite num fio muito fino até obter uma pasta suave.
Passe para uma taça e tempere com o sumo de limão e pimenta.
Cubra com película aderente e reserve no frigorífico até servir.

Notas:

Use azeitonas marinadas de boa qualidade assim como um bom azeite, pois isso faz toda a diferença no resultado final da receita.
A receita não pede sal, pois as anchovas já são salgadas assim como as azeitonas.

Fonte: “Cozinha francesa” da Parragon

Veja também:
Falafel e hummus.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Geleia de piripiri

Quando a Pipoka publicou esta receita, a minha plantação de chilis e malaguetas estava no auge da colheita, usei-os das formas tradicionais que sempre utilizo e reservei parte para testar esta “bomba”.
A partir daí e sempre que a ocasião pedia entradas, canapés e afins lá ia a geleia e sempre agradava, mas foi no Verão de 2008 quando recebi em casa um casal de ingleses amigos, que a geleia fez furor. O C. comia a “piripiri jam” usando uma batata frita como colher. Acabei por lhe oferecer o frasco com o que restava da geleia.
Quando em Outubro fui a Londres levei-lhe nova dose, desta vez preparado com chilis asiáticos comprados numa as minhas excursões pelas lojas do Martin Moniz sempre acompanhada por boas amigas.





Usei:

100g de malaguetas vermelhas
200g de pimento vermelho
250g de açúcar
½ Chávena de sumo de limão

Fiz assim:

Lave as malaguetas e o pimento.
Abra ao meio, retire as sementes e membranas e corte em pedaços.
Coloque na picadora e reduza a puré.
Leve ao lume numa panela média e inoxidável, o puré, o sumo de limão e 1/3 do açúcar.
Quando levantar fervura, deixe fervilhar em lume brando durante 5 minutos.
Junte o restante açúcar e deixe ferver até atingir a consistência de geleia, + ou – 15 minutos ou mais se gostar da geleia mais consistente e caramelizada.

Notas:

Se gostar de picante forte, pode deixar ficar as sementes das pimentas, ou usar uma variedade de malaguetas mais picantes, como por exemplo o piripiri indiano ou os habaneros.
Nas lojas de produtos naturais e dietéticos, encontra-se à venta pectina granulada (pectgel), que pode ajudar a gelificar doces, compotas e geleias.

Receita retirada do blog: Three fat ladies.

Veja também: Molho picante.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Pato confitado


Tenho pelo menos duas receitas para publicar que pedem este ingrediente, e como o pato confitado não é das coisas mais económicas para se andar a comprar, decidi primeiro contar-vos como é que eu faço.
A técnica de armazenar carne na sua própria gordura é mais antiga do que a luz eléctrica. Lembro-me da minha avó usar grandes potes de barro onde repousavam durante pelo menos 1 ano, altura da próxima matança, a carne e alguns enchidos.
A técnica do pato confitado é a mesma, a carne pode ser guardada sem necessidade de refrigeração, pois fica completamente vedada pela gordura.





Usei:

Peito de pato ou coxas
Gordura de pato


Fiz assim:

Coloque os pedaços de pato numa panela de forno, (cocotte), cubra com a gordura de pato, e leve a forno médio (140º) durante pelo menos 1 hora, vai depender da quantidade de carne.
Retire do forno, coloque os pedaços de pato num recipiente de cerâmica ou barro vidrado, regue com a gordura passada por um passador, cubra com um pano e deixe arrefecer.
Pode guardar tanto tempo quanto o necessário sem ser no frigorifico.
Para usar, retire um ou mais pedaços de carne e confeccione de acordo com a receita.

Notas:

A gordura de pato encontra-se à venda em algumas superfícies comerciais.
Por outro lado pode ir guardando as gorduras supérfluas no congelador e quando tiver uma boa quantidade faça-a fundir como se se tratasse de torresmos, filtre ainda quente, e guarde.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Tartelettes de limão e chocolate

Quando preparei a sobremesa do 2º jantar virtual , sobrou-me uma porção considerável de lemon curd, como o casamento limão chocolate é sobejamente conhecido como sendo um casamento feliz, surgiu esta sobremesa deliciosa aqui sob a forma de tartelettes mas pode muito bem ser feita em tarteira comum.
Única chamada de atenção: mantenha o lemon curd no frigorifico e decore a tarte só na hora de servir.


Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

Para a massa:

235g de farinha
1 c café sal fino
120g de manteiga
90g de açúcar branco granulado fino (caster)
30g de amêndoas moídas
1 Ovo

Preparação da massa:

Misture a manteiga amolecida, o sal fino, o pó de amêndoas, o ovo e cerca de 60g de farinha.
Assim que estiver homogéneo junte a restante farinha e trabalhe a massa só o suficiente para incorporar.
Cubra e reserve no frigorífico pelo menos durante 30 minutos.
Estenda a massa em pequenos pedaços de cada vez, e forre as formas de tartelettes.
Coloque por cima um pouco de papel de alumínio e em cima coloque pesos, (eu uso pedras de aquário, há quem use grão seco ou feijão).
Leve ao forno pré aquecido a 180º durante 15 minutos.
Retire o papel e os pesos e deixe alourar. Retire do forno e deixe arrefecer um pouco.

Lemon curd

Ingredientes:

½ Chávena de sumo de limão
Raspa muito fina de 1 limão
2 Ovos
3 Gemas
1 c sopa de leite
½ Chávena de açúcar
6 c sopa de manteiga com sal

Preparação:

Bata os ovos e as gemas com o leite e o açúcar até ligarem, de seguida junte o sumo e as raspa de limão, mexa, adicione a manteiga e leve a lume médio, mexendo sempre até a mistura engrossar um pouco e cobrir as costas da colher.
Retire do lume, coloque numa tigela ou frasco, deixe arrefecer e guarde tapado no frigorífico.

Creme de chocolate

Ingredientes:

150g de chocolate meio amargo (cerca de 54% de cacau)
150g de manteiga meio sal
1 Ovo
2 Gemas de ovo
20g de açúcar em pó (impalpável)

Preparação:

Derreter a manteiga em banho-maria, retirar do lume e juntar o chocolate picado, mexer até o chocolate fundir.
Bater os ovos com as gemas e açúcar até ter uma mistura espumosa e esbranquiçada.
Envolver o chocolate delicadamente.

Montagem das tartelettes:

Sobre a massa arrefecida deitar 3 c sopa de lemon cur, alise e cubra com o creme de chocolate.
Leve ao forno pré aquecido a 170º durante 10 a 15 minutos.

Depois de frias e na altura de servir decore com o restante lemon curd a gosto.

Créditos:

Lemon curd – Alice Waters “The art of simple food”
Creme de chocolate – Pierre Hermé “Larousse du chocolat”
Massa açucarada de amêndoas –
Neste blog

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Maionese simples e 1001 variações

“Embora de França para o mundo, o molho de mayonnaise, ao invés do que geralmente se julga, não é de origem francesa, mas sim espanhola. Tanto assim que, em várias localidades de Espanha, continua castiçamente a manter o seu nome de nascimento: salsa mahonesa, ou seja, molho mahonês ou de Mahon.
Segundo a tradição, parece que aí por volta de 1750 e tal, no começo da guerra dos 7 anos, Lous-François-Armand de Vignerod du Plessis, duque de Richelieu, governando pela França a ilha de Minorca, acabou por se aborrecer com o viver monótono da cidadezinha de Mahon, em total contraste com a vida intensa e galante que sempre levara em Paris, e ainda por cima por se enfastiar com a sensaboria de uma alimentação isenta dos requintes a que estava habituado.
Certo dia, num impulso irrefreável, intimou o cozinheiro, contra tremendas sanções, a apresentar-lhe nessa noite um molho diferente de tudo, uma coisa nova que lhe trouxesse um novo gosto pela vida. Deprimido, o cozinheiro vagueou pelas ruas de Mahon a contas com a sua triste sorte até que, por uma porta entreaberta, viu alguém a rodar compassadamente uma colher de pau dentro de uma tigela, para a qual um fio de azeite escorria sem parar, enquanto do fundo para as beiras crescia a pouco e pouco um creme louro e aveludado…
A satisfação que Louis-François-Armand de Vignerold experimentou nessa noite é bem nossa conhecida sempre que provamos uma maionese verdadeiramente bem feita.”



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Maionese simples
(Receita base para todas as maioneses)

2 Gemas de ovo
4 dl de azeite extra virgem, ou 2 de óleo e 2 de azeite
1 c chá de sumo de limão
1 c café de sal
1 c sopa de vinagre a ferver
1 c sobremesa de condimento de mostarda

Numa tigela de fundo côncavo, batem-se as gemas com a mostarda, o sal, e o limão, sem parar de bater incorpora-se o azeite, deixando-o cair num fio constante e finíssimo, que poderá engrossar-se à medida que se aproxima o fim da confecção.
Quando acabar deita-se o vinagre a ferver de uma só vez e mexe-se.
Pode usar-se colher ou vara de arames, eu pessoalmente só o consigo fazer com a colher como vi a minha mãe fazer centenas de vezes. Pode ainda usar-se o triturador eléctrico, mas nesse caso usam-se os ovos inteiros. A maionese fica mais leve mas menos aromática, em qualquer dos casos tanto os ovos como o azeite devem ser de qualidade excepcional.


Maionese de abacate

1 chávena de polpa de abacate
2 c sopa de natas
2 c sopa de maionese
Sal, paprika, pimenta e mostarda q.b.

Triture a polpa do abacate.
Junte os outros ingredientes e triture até obter um preparado homogéneo.

Maionese “alioli” (ou aïoli, ou molho alioli)

2,5 dl de azeite
2 Gemas de ovo
4 Dentes de alho espremidos (ou pisados no almofariz)
1 c chá de sumo de limão
1 c chá de água
Sal q.b.

Faz-se como a maionese simples, começando por bater as gemas com os alhos.
No fim, sem parar de bater junta-se o sumo de limão, sal e a água.


Maionese de anchovas

3 dl de maionese
2 c chá de anchovas em pasta
1 Alho esmagado
1 c Sopa de queijo parmesão ralado

Liga-se a pasta de anchovas à maionese, ao queijo e ao alho.

Maionese andaluza

½ l de maionese
1,5 dl de molho de tomate
2 Pimentos verdes assados e pelados

Liga-se a maionese com o molho de tomate bem frio e espesso e junta-se o pimento picado.

Maionese de atum (sauce tonnée)

125g de atum em conserva
6 Filetes de anchova
1 c sopa de alcaparras
2 Gemas de ovos cozidos
Azeite, salsa, limão e maionese q.b.

Pica-se o atum, as alcaparras ,as anchovas, as gemas e a salsa.
Pisa-se depois tudo no almofariz com o sumo de limão e azeite suficiente para amaciar.
Tritura-se ou passa-se no passe-vite e junta-se a maionese.

Maionese de bechamel

1 dl de maionese
2,5 dl de molho bechamel
1 Dente de alho esmagado

Misture o bechamel bem frio com a maionese e incorpore o alho bem esmagado e espremido.

Maionese campesina

Maionese q.b.
2 c chá de natas
2 c chá de mostarda
1 Molho de agriões (só as folhas)
1 Dente de alho espremido
Pimenta e sumo de limão q.b.

Escaldam-se as folhas de agrião, deixa-se arrefecer e trituram-se.
Juntam-se todos os ingredientes e bate-se bem.
Pode ser feito com espinafres cozidos.

Maionese carilada

Maionese
1 c sopa de vermute
Pó de caril a gosto

Incorpora-se o vermute na maionese, e por fim junta-se o pó de caril até atingir o aroma desejado.

Maionese de caviar

3 dl de maionese
2 c sopa de caviar
2 c sopa de cebola ralada
1 Tomate sem pele e sem sementes picado
2 Ovos cozidos e picados

Os ingredientes devem estar bem frios.
Mistura-se tudo e serve-se.

Maionese de conhaque

Maionese (metade da receita base)
3 c sopa de polpa de tomate
2 c chá de mostarda
1 c sopa de conhaque

Incorpora-se na maionese, a polpa de tomate, a mostarda e o conhaque e bate-se.

Maionese feia

Maionese q.b.
½ chouriço de sangue cozido
Pimenta
Raspas de noz-moscada
Cravinho moído
Cominhos
Piripiri
Mostarda

Esborracha-se o chouriço com um garfo, incorpora-se na maionese e tempera-se com os restantes ingredientes.

Maionese gelatinada

1 Chávena de maionese
3 Folhas de gelatina

Amolece-se a gelatina em água, leva-se ao microondas e dissolve-se.
Junta-se em fio à maionese e mexe-se bem
Usa-se antes de solidificar para cobrir pratos frios de carne, peixe ou saladas de legumes cozidos.

Maionese da horta

Maionese simples
Sal
Folhas de espinafre, de azedas, de agriões e de salsa a gosto

Cozem-se as verduras em água e sal destapadas para ficarem verdes, escorrem-se, trituram-se e espremem-se até perder toda a água.
Incorpora-se este puré na maionese.
Pode ser salpicada com ervas frescas picadas.

Maionese de laranja

Maionese simples
1 c sopa de polpa ou concentrado de tomate
1 c sopa de sumo de laranja
2 c chá de mostarda
Pimenta q.b.

Junta-se tudo à maionese pronta, de maneira a ficar um molho homogéneo.

Maionese de manteiga

150g de manteiga
2 Gemas de ovos
2 c sopa de azeite
Sal & pimenta
1 c chá de sumo de limão

Batem-se as gemas com o sal, a pimenta e o sumo de limão.
Incorpora-se primeiro o azeite em fio, e depois também em fio a manteiga fundida em banho-maria.

Maionese de mousse

Maionese simples
3 c sopa de natas
Sal & pimenta
Sumo de limão

Faz-se a maionese sem o vinagre.
Tempera-se de sal, sumo de limão e pimenta.
Antes de servir incorpora-se as natas batidas.

Maionese de pepino

Maionese simples
Metade de 1 pepino pequeno
Mostarda
Limão

Descasca-se e tiram-se as sementes ao pepino.
Pica-se muito finamente e junta-se à maionese.
Tempera-se de mostarda e limão.

Maionese picante

3 c sopa de polpa de tomate ou 2 de concentrado
2 c chá de mostarda
Maionese simples
Sumo de limão
Sal
Pimenta de caena a gosto

Adiciona-se o tomate e a mostarda à maionese, bate-se e tempera-se com os restantes ingredientes.

Maionese de queijo

100 g de Queijo de Azeitão ou outro muito mole
1 Gema de ovo pequena
1 c chá de sumo de limão
Sal & pimenta
Azeite q.b.

Bate-se a gema com uma pitada de sal, pimenta e o sumo de limão.
Incorpora-se o azeite em fio e depois o queijo ás colheradas pequenas.

Maionese quente

Maionese simples
4 c sopa de caldo de galinha ou carne
1 c chá de ceboli
Sumo de limão
Mostarda

Faz-se a maionese sem o vinagre, tempera-se com a mostarda e o sumo de limão.
Coloca-se o caldo ao lume com o cebolinho, assim que começar a querer ferver, junta-se à maionese lentamente, batendo sempre.
Leva-se ao lume em banho-maria, batendo sempre até engrossar.

Molho remoulade

Maionese simples
3 Pepinos de conserva (cornichons)
1 c sopa de alcaparras
1 c café de açúcar
1 Ramo de salsa
Mostarda
Sal

Picam-se os pepinos, as alcaparras e a salsa.
Espreme-se bem para retirar a água, e ligam-se à maionese temperada com sal, açúcar e mostarda a gosto.

Molho tártaro

Maionese simples
2 Gemas de ovos cozidos
2 rodelas de cebola moídas
2 c sobremesa de pepinos de conserva (cornichons) picados
2 c chá de alcaparras picadas
1 c café de estragão picado
Sal & pimenta

Desfeitas as gemas, temperam-se de sal e pimenta, incorporando-lhes a seguir a maionese e os restantes ingredientes.

Molho mil ilhas

Maionese simples
1 Ovo cozido e picado
1 Cebola pequena picada
1 Punhado de nozes picadas
1 c chá de paprica
4 c sopa de polpa de tomate
2 c chá de molho inglês
1 Raminho de salsa picada
12 Azeitonas recheadas

Bate-se a maionese com todos os outros ingredientes menos as azeitonas, que se juntam no final cortadas em rodelas finas.

Molho de uísque

1 + ¼ dl de molho bechamel
½ dl de maionese simples
3 c chá de polpa de tomate
1 c chá de uísque
Sumo de limão a gosto
Sal & pimenta

Misturam-se muito bem os dois molhos, junta-se a polpa de tomate e mexe-se para ligar, deita-se o uísque, volta a mexer-se e tempera-se de sal, pimenta e sumo de limão.



Notas:

Para ligar uma maionese que talhe, muda-se um pouco da mesma para outra tigela, bate-se com umas gotas de água e, batendo sempre, incorpora-se em fio todo o molho talhado, ou bate-se uma gema e incorpora-se também em fio à maionese talhada.
As pessoas que fazem reacções alérgicas a ovos crus devem usar gemas cozidas.

Curiosidades sobre ovos:

Os ovos devem ser conservados com a parte mais bicuda virada para baixo.
Quando guardados em temperatura ambiente, os ovos ao serem batidos ficam mais volumosos.
Quando guardados no frigorífico, torna-se mais fácil separar a gema da clara.
Um ovo pesa em média 50g, sendo que 35g é de gema e 15g de clara.
A gema é rica em lecitina, e a clara em albumina (proteína).
Mais informações sobre ovos aqui.
Receitas e introdução, em: “O livro de Pantagruel”

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Limões em conserva ou limões confitados

Os limões em conserva, são uma especialidade de Marrocos, muito embora sejam usados em outras regiões do norte de Africa.
Tradicionalmente utilizados como condimento para carne, peixe e legumes, estes limões possuem um sabor característico, algo salgado que também vai bem em saladas, salsas, molhos para temperar e marinadas.
Esta conserva está no meu frigorifico há meses e quanto mais o tempo passa mais saborosa fica a casca do limão.
È no entanto importante salientar que para esta conserva deve usar limões não encerados, estes foram da árvore directamente para a minha cozinha.




Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

12 Limões não encerados
6 c sopa de sal marinho grosso

Fiz assim:

Cortam-se 6 dos limões em quartos no sentido do comprimento, mas ao cortar, não se vai até ao fundo para não separar o limão por completo, deixando-o preso pela extremidade inferior.
Abrem-se os limões com cuidado, e deita-se sobre a polpa que ficou à vista, uma colher de sopa de sal.
Volta-se a fechar os limões, e colocam-se num frasco de boca larga.
Em cima dos limões coloca-se um peso para os comprimir, pode ser uma pedra bem lavada.
Feche o franco, e deixe em repouso ao abrigo da luz directa e em lugar fresco.
Passados 2 ou 3 dias, os limões já terão libertado os sucos.
Esprema os restantes limões, e deite o sumo sobre a conserva cobrindo-a.
Deixe infundir durante 1 mês.
Depois de aberto, guarde no frigorífico.
Usa-se apenas a casca, descartando a polpa e as sementes.


Notas:

Se alguma parte de limão ficar em contacto com o ar, é possível que apareça um bolor branco inofensivo que se retira com água.
Conserva-se até um ano, e o sabor vai apurando com o passar do tempo.
Fonte: “A referência do cozinheiro” de Jill Norman

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Misturar especiarias

Ao longo da minha vida tenho coleccionado memórias de aromas e sabores.
Tenho quase a certeza que os primeiros aromas pelos quais me apaixonei foram a canela e o cominho. A canela faz-me viajar até à cozinha da minha tia que ainda hoje faz um arroz doce impossível de igualar, enquanto que os cominhos transportam-me até à planície alentejana onde no monte a minha avó me deu a provar pela primeira vez, um enchido maravilhoso ao qual eu chamava apenas de chouriça preta, mais tarde vim a saber que se chama chouriço mouro.
Hoje, misturo aromas e sabores e aprisiono-os dentro de frascos, para usar a meu belo prazer. (Isto dito assim parece uma coisa maléfica).


Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Algumas misturas de especiarias


Pimenta síria

Esta mistura árabe muito difundida pelo mundo fora, é usada em kuftas, arroz e pastéis.

Pimenta preta (ou uma mistura de grão de pimenta preta e branca)
Pimenta da Jamaica
Noz-moscada (ou macis)
Canela
Cravinho

As mesmas quantidades para todos os ingredientes.
Se usar noz-moscada, rale-a, as outras são torradas e depois pisadas no almofariz.
Guarde em frasco hermético.

Ras-el anout

Mistura marroquina composta de 20 ou mais especiarias. Muitas das suas versões contêm afrodisíacos (dizem), bem como ervas aromáticas. Uma das misturas mais tradicionais pode conter pimenta-da-jamaica, bagas de freixo (zimbro), sementes de cardamomo verdes e castanhas, cássia, nozes de chufa (ou noz do chão – planta herbácea), canela, cravinho-da-india, cubebas (espécie de pimenta “cubebas oficialis Miquel”), galanga, gengibre, alfazema, macis, pimenteiro-silvestre , nigela, noz-moscada, raiz de lírio-florentino, pimenta preta, pimenta comprida, botões de rosa, curcurma e as potencialmente perigosas beladona e catáridas (mosca espanhola).

Na Tunísia, o ra-el-anout é uma mistura mais simples de botões de rosa, pimenta preta, cubebas, cravinho-da-india e canela.

A mistura que vos apresento é a versão segura e mais usada fora de Marrocos.


Canela
Erva-doce
Noz-moscada
Cominhos

Proceda da mesma maneira que se descreve acima.

Outra versão:

2 c chá de sementes de coentros
1 + ½ c chá de sementes de cominhos
½ c chá de sementes de cardamomo
½ c chá de sementes de funcho
½ c chá de grãos de pimenta preta
1 c chá de raiz de curcuma ralada
½ c chá de pimenta de caena
¼ c chá de sal

Torre as especiarias inteiras, deixe arrefecer.
Moa juntamente com o sal, incorpore as especiarias em pó e guarde em frasco de tampa hermética.


Pó das sete especiarias

Originário do Japão, usa-se como condimento para temperar udon e sopas.

2 c chá de sementes de sésamo
1 c chá de casca de tangerina seca, esmagada
2 c chá de lascas de nori
2 c chá de malagueta seca
1 c chá de sansho
1 c chá de sementes pretas de sésamo
1 c chá de sementes de papoila

Moa as sementes brancas de sésamo e a casca de tangerina de forma grosseira. Adicione o nori e a malagueta em pó ou em lascas e volte a moer. Incorpore os restantes ingredientes e guarde em frasco hermético.

Goma Shio

Goma significa sésamo. Esta mistura simples é usada como tempero de pratos de arroz, legumes e saladas.

4 c de chá de sementes de sésamo
2 c chá de sal marinho grosso

Torre ligeiramente as sementes de sésamo, mexendo constantemente.
Deixe arrefecer e depois moa por breves instantes com o sal para manter uma textura grosseira.
Guarde em recipiente hermético.

Pó das cinco especiarias

Na cultura chinesa, o equilíbrio dos cinco sabores (salgado, azedo, amargo, picante e doce) garantia o vigor medicinal e culinário.
O pó das cinco especiarias alarga-se por vezes a sete adicionando o gengibre seco, cardamomo ou alcaçuz.
Use com moderação para aromatizar pratos de cozedura lenta, em marinadas, em aves, e em carnes para assar ou grelhar.

6 Estrelas de anis
1 c sopa de pimenta-de-sichuan
1 c sopa de sementes de funcho
2 c de chá de cravinho-da-india
1 c chá de cássia ou canela moída

Moa as especiarias em conjunto até obter um pó.
Peneire e guarde a mistura em recipiente hermético.

Garam massala aromática

Fazendo parte da culinária indiana, esta mistura de massala é suave, dando um ênfase subtil ao cardamomo.
È usada nos kebabs e nos pratos clássicos mongóis feitos com manteiga e natas ou iogurte.


2 c sopa de cápsulas verdes ou 3 c sopa de cápsulas castanhas de cardamomo
½ pau de canela
2 Laminas de macis
2 c chá de pimenta preta em grão
1 c chá de cravinho da índia

Retire as sementes de dentro das cápsulas do cardamomo, e descarte as cascas.
Parta a canela em pedaços o mais pequeno que conseguir.
Moa todas as especiarias, passe pela peneira se necessário, e guarde em frasco hermético.

Tandoori massala

Para obter o tom intenso de vermelho dos alimentos tandoori tradicionais, vai precisar de corante alimentar vermelho em pó, que se vende nas lojas de produtos indianos.

O sal negro é um sal muito grosso, (que se encontra também nas lojas indianas), na forma de pó cor-de-rosa ou em pedaços avermelhados. Possui um acentuado cheiro a enxofre que desaparece com a cozedura. Se não o conseguir encontrar use uma dose extra de sal marinho grosso.


½ Pau de canela
1 c sopa de sementes de coentro
2 c chá de sementes de cominho
6 cravinhos-da-india
3 Laminas de macis
2 c chá de curcuma ralada
2 c de chá de gengibre moído ou ralado
1 c chá de malagueta moída
1 c chá de manga-verde seca
1 c chá de sal negro
1 c chá de sal marinho

Parta a canela em pedacinhos.
Torre todas as especiarias até fumegar. Deixe arrefecer e moa.
Misture com os sais.
Para usar, bata 2 dl de iogurte e combine com 2 – 3 c chá de tandoori massala.

Massala Chai

Aromática e reconfortante esta mistura para ser adicionada a uma chávena de chá fumegante.

5 grãos de pimenta preta
2 cravinhos-da-india
1 folha de louro
4 vagens de cardamomo
½ c chá sementes de era-doce
1 estrela de anis
½ c chá de gengibre moído

Torre as especiarias inteiras. Deixe arrefecer e moa no almofariz juntamente com o louro. Incorpore o gengibre moído.

Para usar: ½ colher de sopa de Massala chai, ½ c spo de chá preto (Assan ou Darjeeling), uma rodela de gengibre fresco, deixe em infusão durante 4 ou 5 minutos, coe e sirva com leite e mel.


Za’atar

Tradicional do médio oriente, za’atar é o nome genérico para uma série de ervas aromáticas com um aroma de tomilho – segurelha – orégãos…
È usada para polvilhar almôndegas, kebabs e legumes, ou então misturada com azeite é usada como calda.
Fica uma delícia barrada no pão e depois levada ao forno.

60g de sementes de sésamo
30g de sumagre moído
30g de za’atar ou tomilho seco reduzido a pó

Torre as sementes mexendo com frequência.
Deixe arrefecer e misture com os restantes ingredientes.
Guarde em frasco hermético.

Chermoula

Pasta de especiarias frequentemente utilizada em Marrocos sobretudo em pratos de peixe, fica também excelente em carne e legumes fatiados.
A fama da chermoula há muito que ultrapassou as fronteiras do seu pais de origem.

1 c chá de sementes de cominho
1 c chá de sementes de coentro
1 + ½ c chá de paprika
1 c chá de açafrão
3 Dentes de alho esmagados
3 Malaguetas
Sumo de 1 limão
1 dl de azeite
3 c chá de coentros picados (folhas e caules)
½ c chá de pimenta preta moída

Torre as especiarias inteiras. Deixe arrefecer e moa.
Se as malaguetas forem secas, deixe-as de molho em água morna.
Moa ou processe tudo junto.
Use como marinada.

Zhug (ou Zough)

Pasta de especiarias originária do Lémen, proporciona um aroma inconfundível a sopas e outros pratos.

1 c chá de sementes de cominhos
1 c chá de grãos de pimenta preta
1 c chá de sementes de alcaravia
3 ou 4 vagens de cardamomo (sementes de)
4 Malaguetas secas
1 Cabeça de alhos
1 Molho de coentros
Sal

Torre as especiarias inteiras.
Deixe arrefecer, e moa.
Pique os alhos e os coentros.
Pise tudo no almofariz até obter uma pasta.
Guarde em frasco com tampa no frigorífico.

Quatre épices

A clássica mistura francesa é usada essencialmente em charcutaria, mas também no famoso pan d’épices.
È útil para aromatizar um vidrado de fiambre assado e para temperar carne de porco fresca antes de a cozinhar.

6 c chá de grãos de pimenta (preta ou branca)
1 c chá de cravinho-da-india
2 c chá de noz-moscada ralada
1 c chá de gengibre moído

Moa finamente os grãos de pimenta e os cravinhos-da-india, misture com a noz-moscada e o gengibre.
Guarde em recipiente hermético.

Mistura italiana de especiarias

Excelente polvilhada sobre frango ou costeletas de porco para grelhar ou assar, para aromatizar um pernil de porco para rechear e assar e para barrar uma pá de borrego para assar em lume brando com cobertura de alperces ou outros frutos secos.

3 c chá de grãos de pimenta preta
½ Noz-moscada
1 c chá de bagas de zimbro
¼ c chá de cravinho-da-india

Parta a noz-moscada em pedaços com o rolo da massa, e moa ou triture tudo junto.
Guarde em recipiente hermético.

Pimenta de cozinha

Use-a em guisados e sopas de Inverno, em pratos de leguminosas ou em couve roxa.
Polvilhe legumes de raiz antes de os assar no forno.

1 c sopa de grãos de pimenta preta
2 c chá de cravinho-da-india
2 Noz-moscada esmagadas
2 Pedaços de gengibre seco
1 c sopa de anis
1 c sopa de sementes de coentro

Moa ou triture tudo junto.
Armazene em frasco de fecho hermético.

Mistura para bolos ou pudins

Esta mistura inglesa, é usada para bolachas. Bolos de fruta, frutos cristalizados e pudins feitos no forno ou ao lume.
A selecção e as proporções variam consoante o gosto pessoal, alguns pasteleiros adicionam gengibre.


½ Pau de canela
1 c sopa de pimenta-da-jamaica
1 c sopa de sementes de coentro
2 c chá de cravinho-da-india
4 Laminas de macis
2 c chá de noz-moscada ralada

Moa as especiarias inteiras até obter um pó fino, misture com a noz-moscada.
E guarde em recipiente hermético.

Especiarias em picles

Uma mistura inglesa usada para as conservas de fruta e legumes em picles.

2 c sopa de gengibre seco
1 c e ½ de sopa de sementes de mostarda amarela
2 c sopa de laminas de macis
3 c sopa de grãos de pimenta-da-jamaica
2 c sopa de grãos de pimenta preta
2 c e ½ de sopa de cravinho-da-india
2 c sopa de sementes de coentro

Combine todas as especiarias e use para aromatizar o vinagre onde vai manter os picles.
As especiarias podem ser adicionadas directamente ou numa “boneca” de mousseline ou gaze e posteriormente retiradas.

Pasta aji

Esta fortíssima pasta de malaguetas e alho é originária da Bolívia, onde se usa como base que aromatiza guisados e sopas espessas.
Ervas frescas como os coentros, o manjericão ou os orégãos, são adicionadas pouco antes do prato ser servido.

60g de malaguetas secas sem sementes
4 Dentes de alho
½ c chá de sal
5 – 6 c sopa de água
3 c sopa de óleo de girassol ou azeite

Deixe as malaguetas em água quente durante 30 minutos, depois escorra-as e desfaça-as em pedaços.
Esmague o alho com o sal.
Misture todos os ingredientes com a água até obter uma pasta macia.
Guarde esta pasta até 1 mês no frigorífico, coberta com o óleo ou azeite.

Chimichurri

Provavelmente a mais famosa mistura para churrasco.
Origem: América Latina

¼ Chávena de vinagre de vinho
¼ Chávena de azeite virgem extra
¼ Chávena de água
1 c sopa de alho picado
2 c sopa de salsa
1 c sopa cebola picada
1 c sopa de paprika
1 c sopa de orégãos
Sal
Pimenta preta moída

Triture todos os ingredientes, juntando o azeite a pouco e pouco.
Guarde em frasco tapado no frigorífico.


Especiarias para churrasco

Esta é uma mistura de origem americana, de um picante moderado.
Use para esfregar carne para grelhar.

1 c chá de grãos de pimenta preta
½ c chá de sementes de cominho
½ c chá de tomilho seco
½ c chá de manjerona seca
½ c chá de pimenta de caena
2 c chá de paprika
1 c chá de mostarda em pó
½ c chá de sal
1 c sopa de açúcar mascavado claro

Moa os grãos de pimenta e cominho, esmigalhe ou moa as ervas, e misture com os outros ingredientes.
Use para polvilhar a carne, ou misture com um pouco de azeite e faça uma pasta.
Deixe marinar 2 ou 3 horas.

Mistura de especiarias para tartes

Um ex-libris da doçaria americana, esta mistura aromatiza as famosas tartes de abóbora e de maçã.

1 c chá de canela
1 c chá de noz-moscada
½ c chá de gengibre moído
½ c chá de cravinho-da-india
1 c chá de pimenta-da-jamaica.

Rale a noz-moscada.
Moa as restantes especiarias.
Misture tudo e guarde em recipiente hermético.

Pasta para Korma

2 dentes de alho
2 cm de gengibre fresco
½ c chá de pimenta de caiena
1 c chá de garam masala aromática
½ c chá de sal
2 c chá de óleo de sésamo
1 c chá de polpa de tomate
½ pimento verde
½ ramo de coentros
2 c chá de sementes de cominhos
1 c chá de sementes de coentros


Pasta para Jalfrezi

2 dentes de alho
2 cm de gengibre fresco
1 c chá de curcuma
½ c chá de sal
2 c chá de óleo de sésamo
2 c chá de polpa de tomate
½ pimento verde
½ ramo de coentros
2 c chá de sementes de cominhos
1 c chá de sementes de mostarda (castanha)
1 c chá de sementes de feno grego
1 c chá de sementes de coentro


Pasta para Rogan Josh

2 dentes de alho
2 cm de gengibre fresco
1 pimento vermelho assado e sem pele
2 c chá de paprika
2 c chá de garam masala aromática
1 c chá de curcuma
½ c chá de sal
2 c chá de óleo de sésamo
2 c chá de polpa de tomate
1 malagueta
½ ramo de coentros
2 c chá de sementes de coentro
1 c chá de pimenta preta


Pasta para Tikka masala

2 dentes de alho
2 cm de gengibre fresco
1 c chá de pimenta de caiena
1 c chá de paprika
2 c chá de garam masala aromática
½ c chá de sal
2 c chá de óleo de sésamo
2 c chá de polpa de tomate
2 malaguetas
½ ramo de coentros
3 c chá de coco ralado
1 c chá de sementes de cuminhos
1 c chá de sementes de coentro

Pasta Vindaloo

2 dentes de alho
2 cm de gengibre fresco
4 malaguetas secas
1 c chá de curcuma
½ c chá de sal
3 c chá de óleo de sésamo
2 c chá de polpa de tomate
2 malaguetas frescas
½ ramo de coentros
4 cravinhos
1 c chá de pimenta preta
2 c chá de sementes de coentro
2 c chá de sementes de funcho
1 c chá de sementes de feno grego

Notas:

Veja também: pó e pasta de caril caseiros e misturas de ervas aromáticas.
Pesquisa efectuada em vários sítios da Internet, e baseada principalmente em apontamentos pessoais. Algumas das receitas no livro de Jill Norman – ervas aromáticas e especiarias, da
editora civilização, Cozinha do Médio Oriente e Cozinha Indiana, outras ainda de Jamie Oliver

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Praline

O praline é das coisas mais fáceis e deliciosas que se podem fazer.
Acompanhamento perfeito do chocolate é um dos mais famosos recheios de bombons.
Tenho-o sempre pronto na despensa em duas versões: o granulado e a pasta.
Útil em muitas receitas é delicioso polvilhado sobre gelados, crepes, talassas ou fruta.
Segue então o método que eu uso para fazer esta delícia.

Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

125g de amêndoas
125g de avelãs
250g de açúcar branco

Fiz assim:

Numa frigideira funda e anti aderente, juntar todos os ingredientes e levar ao lume, mexendo de vez em quando até o açúcar começar a caramelizar.
Envolver bem os frutos no caramelo e retirar de imediato para não avançar na cozedura.
Deitar o preparado sobre um tapete de silicone ou na bancada untada com um pouco de óleo, e deixar arrefecer.
Com uma faca de lâmina larga ou com um cutelo de cozinha, partir o praline em pedaços pequenos.

Colocar os pedaços num robot de cozinha ou picadora e moer até atingir a consistência pretendida.
Continuando a moer irá passar de granulado a pó e por ultimo pasta.
Guarde em recipiente hermético, ou use logo a seguir.

Notas:

O praline pode ser feito apenas com amêndoa, ou pode também incluir miolo de noz em substituição da avelã.
Uso os frutos com pele, e não sinto necessidade de os torrar no forno antes de levar ao lume com o açúcar, pois a temperatura elevada deste ao atingir o
ponto de caramelo confere ao fruto o aroma torrado.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Pepino agridoce

No dia que vi este petisco neste blog, tinham-me oferecido uma cesta de pepinos enormes. Deixei alguns de parte para as saladas típicas do Verão e com dois deles preparei esta iguaria.
È uma delicia como entrada, e se misturado numa salada serve também de tempero.
Uma sugestão que tem tudo a ver com o tempo quente, os pic-nic’s e os churrascos.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

2 ou 3 pepinos grandes
½ Chávena de açúcar amarelo
1 Chávena de vinagre de vinho branco
1 Chávena de óleo de amendoim
2 c sopa de sal
1 Malagueta aberta ao meio
1 Pedaço de gengibre laminado
1 Pimentão verde sem sementes e cortado em tiras


Fiz assim:

Lave os pepinos muito bem.
Corte ao meio e depois abra-os no sentido do comprimento, retire as sementes e corte em palitos.
Coloque os palitos de pepino num recipiente fundo de plástico e polvilhe com o sal.
Deixe repousar fora do frigorífico durante 3 horas.
Passado esse tempo, escorra e seque os pepinos muito bem com um pano.
Junte o pimento, o gengibre, o açúcar e o vinagre, envolva muito bem.
Aqueça o óleo com a malagueta. Quando estiver quente e a malagueta dourada, retire do lume e deite sobre os pepinos, misture muito bem.
Deixe arrefecer, tape e guarde no frigorífico.
Espere 24 horas antes de consumir.
Polvilhe com sementes de sésamo.


Notas:

Guarde no frigorífico em recipiente tapado, e está sempre pronto a servir.
Use em sandes e combine com atum ou salmão fumado.
Receita original: Chá com arroz
.

(Publicação previamente agendada, blogueira ausente até 01/09/2008)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sagu ao vinho com creme inglês


Receita da Renata do blog geléia de rosas, meu par no evento: intercambio culinário, do qual já falei no post anterior.
A minha curiosidade sobre o sagu (pérolas do Japão, ou sementes de tapioca) era enorme, é um ingrediente completamente fora dos nossos hábitos, e por isso a expectativa era grande.
As reacções da degustação foram diversificadas, o que mais surpreende é a textura da bolinhas.
A preparação do sagu é no fundo muito simples, mas há que ter atenção ao ponto certo de cozedura, a primeira tentativa correu menos bem, pois uma distracção fez com que na panela resta-se apenas um caldo viscoso e nada de bolinhas.
A Renata tinha testado a receita antes de eu fazer, e foi fotografando o passo a passo, foi o que me salvou.
O creme inglês é servido à parte, colocado na taça na hora de servir, por este motivo não ficou na fotografia, por esse lapso as minhas desculpas.

Segue então a receita, tal como indicação da Renata, preparei metade e mesmo assim rendeu bastante.

Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

2 chávenas de sagu
3 litros de água
2 chávenas de vinho tinto de boa qualidade
5 cravinhos-da-india
2 paus de canela
1 + ½ chávena de açúcar

Fiz assim:

Colocar o sagu de molho em água fria durante 1 hora.
Levar ao lume o sagu com a água indicada na receita e cozinhar em lume brando por aproximadamente 10 minutos, neste ponto as bolinhas estarão umas transparentes e outras com um ponto opaco no centro, vai-se mexendo sempre, e desliga-se o lume.
Deixa-se arrefecer o sagu dentro da própria panela, mexendo de vez em quando e até que todas as bolinhas fiquem transparentes. Isto vai demorar cerca de 2 horas.
Transfere-se o sagu para uma rede e lava-se em água fria corrente até sair toda a goma.
Volte a colocar na panela, adicione os restantes ingredientes, e vá mexendo até ferver. Desligue o lume e espere até arrefecer.
Coloque em taças com alguma calda, não toda, e reserve no frigorifico até servir.

Creme inglês

Usei:

400ml de leite
1 vagem de baunilha
4 gemas
5 c sopa de açúcar

Fiz assim:

Abra a baunilha no sentido do comprimento, e com a ponta de uma faca raspe as sementes, coloque as sementes e a vagem no leite e leve ao lume brando até ferver.
Apague o lume e deixe tapado em infusão até amornar. Retire a vagem.
Bata as gemas com o açúcar até ficarem volumosas e esbranquiçadas.
Vá juntando o leite em fio, batendo em velocidade baixa ou com vara de arames.
Leve a mistura ao lume muito brando, mexendo sempre até engrossar, mas sem deixar ferver, quando o creme começar a aderir ás costas da colher, retire do lume e interrompa a cozedura, colocando numa taça dentro de outra com gelo, mexa até arrefecer.
Cubra com película aderente e guarde no frigorifico até servir.


Notas:

Por minha conta e risco adicionei à calda de vinho 2 bagas de pimenta da Jamaica e uma lamina de macis.
O sagu e o creme deverão ser confeccionados na véspera.
Pode facilmente encontrar o sagu à venda em lojas asiáticas, com o rótulo: tapioca seeds.
(Publicação previamente agendada, blogueira ausente até 01/09)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Geléia de canela

Há algum tempo recebi de presente de uma amiga querida, um livro de receitas maravilhosas. São 107 receitas com ervas aromáticas e especiarias, mas antes de passar ás receitas propriamente ditas, fiquei fixada numa nota que falava em geleia de canela.
Fiquei logo a imaginar em mil e uma utilizações para essa iguaria.
Lancei-me em pesquisas, e o único ingrediente que me fez tecer algumas considerações foi a pectina cítrica, ingrediente essencial para gelificar o xarope obtido pela fervura da água com o açúcar.
Pelo que a minha mãe me ensinou, quando queria fazer doces de frutos que não gelificavam bem, (como por exemplo o melão), bastava juntar uns caroços de marmelo ou maçã, frutos ricos em pectina. Como não estamos na época dos marmelos, chegou-se à frente a omnipresente maçã.



Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita
Usei:

30g de canela em pau (variedade casca rugosa)
20g de canela em pó
250g de açúcar
1 Litro de água
Casca e caroços de 2 maçãs
Sumo de ½ limão (amarelo)

Fiz assim:

Coloquei a canela em pau num pouco de água, e deixei em infusão num frasco tapado, durante 3 dias.
Coei a água, e acrescentei a restante até perfazer 1 litro. Juntei o açúcar e a canela em pó e mexi para dissolver.
Juntei depois as cascas e caroços das maçãs e o sumo de limão, e levei ao lume muito brando até reduzir o volume para 1/3.
Coar a geleia e deixar em repouso até acumular no fundo o restante pó de canela.
Filtrar através de um filtro de papel para café, e guardar em frascos esterilizados.

Notas:

Acompanha carnes assadas, queijos maduros e sobremesas.
Adoça iogurtes e saladas de fruta, e fica uma delícia sobre gelado, crepes, waffles ou french toast.
Dá um toque especial a frutas assadas, como: maçã, banana ou ananás.
“A última “pitada” fica por conta da sua imaginação.”

terça-feira, 13 de maio de 2008

Molho béchamel

O molho béchamel a que decididamente está ligada grande parte da moderna culinária, foi criado em França no séc. XVII pelo marquês de Noitel - de seu nome Louis de Béchamel - gastronomo e financeiro que fez fortuna atravéz das eferfescências politicas da Fronde contra Mazarim e Ana de Austria, acabou por ser maitre d'hotel de Luis XIV e morreu velhissimo em 1703, não se sabe se por indigestão com o molho que o imortalizou...

Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita

Usa-se:

40g de manteiga

30g de farinha

1/2 l de leite

Sal & pimenta

Noz-moscada (opcional)

Faz-se:

Derrete-se a manteiga em lume brando, incorpora-se-lhe a farinha e adiciona-se o leite quente, mexendo continuamente até levantar fervura.

Deixa-se fervilhar 10 minutos em lume muito brando para cozer a farinha, retira-se do lume e tempera-se.

Como base para outros molhos, deita-se mais leite para ficar fluido, e como base para recheios, leva pouco leite para ficar espesso.

O béchamel entra em numerosas composições culinárias, e também acompanha peixe e legumes cozidos.

Notas:

Molho branco: Substitui-se o leite pelo caldo de base da receita.

Peixe e marisco são os mais usuais.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Vinagre de frutos silvestres

Até há pouco tempo atrás, não era fácil encontrar vinagres aromatizados.
Desde há muito tempo que guardo num canto escuro da minha despensa os vinagres e azeites aromatizados com tudo e mais alguma coisa, são sempre principalmente ervas ou especiarias, mas este vinagre de frutos merece ser aqui partilhado pois para além de ir muito bem em saladas de legumes, fica uma delícia em frutas frescas.
Frutas na foto da esquerda para a direita: Groselhas, amoras, mirtilos e framboesas.
A cabeça amarela entre os frascos é do Tigrão Amarelo.

Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita

Usei:

Framboesas
Amoras
Mirtilos
Groselha
100g de cada um, ou parte deles num total de 400g
450 ml de vinagre de sidra
1 c chá de açúcar

Fiz assim:

Colocam-se as frutas num recipiente não metálico juntamente com um pouco do vinagre. Esmagam-se com um pilão de madeira, e adiciona-se o restante vinagre, mexe-se bem para misturar.
Tapa-se o recipiente de forma hermética, por exemplo, com película aderente, e reserva-se em lugar abrigado da luz durante uma semana. Agitando de vez em quando.
Findo este tempo, côa-se o vinagre, e volta a amassar-se as frutas para aproveitar bem os sucos. Coloque as frutas amassadas dentro de um pano fino, (gaze ou mousseline), e esprema até ficar apenas o bagaço.
Volte a coar o vinagre por um passador com um pano no fundo.
Junte o açúcar, mexa, e leve a lume brando sem ferver, só o suficiente para dissolver o açúcar.
Deixe arrefecer em repouso, e filtre para dentro de frascos esterilizados.
Guarde em lugar fresco e ao abrigo da luz.

Notas:

È muito importante que não entrem na confecção do vinagre objectos metálicos, se não tiver uma panela de vidro resistente ao calor, use uma tigela sobre água a ferver, (banho Maria).
De preferência use frascos de vidro escuro para armazenar vinagres e óleos. Desta forma está a proteger os líquidos da luz.
Recicle frascos de xarope para a tosse ou outros.
Em vez de usar o tecido para filtrar, pode usar filtros de papel para café.

Sexta feira será feriado, (iupiii...), voltarei com novo post na segunda.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Molho picante

A paixão pelas ervas aromáticas é de família! O meu tio I, a quem eu carinhosamente chamava de tio Lala em criança, tal como eu, gosta muito de ervas e temperos, e melhor ainda cultiva-as no seu lindo jardim e todos os anos me manda um vaso com um pé de piripiri, este que podem ver na foto. Esta é uma das utilizações que dou aos frutos pequeninos e picantes dessa linda planta, outros são, simplesmente secos e outros conservados em azeite.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui
Usei:

1 Chávena de malaguetas
1 Cabeça de alhos
2 dl de óleo de girassol
2 dl de whisky
1 c sopa de sal


Fiz assim:

Nada mais fácil!
Retirei o pé ás malaguetas, se não quiser um molho muito picante retire as sementes.
Descasquei os alhos e retirei o veio central.
Depois é só colocar tudo junto na picadora ou processador e picar até incorporar bem.
Coloca-se depois em frasco de boca larga, devidamente esterilizado, e guarda-se no frigorífico.
Agita-se antes de usar.

Notas:

Muito importante!!!!

Depois de manusear malaguetas não leve as mãos aos olhos sem antes as lavar muito bem em água fria corrente.

Para maior precaução, e se conseguir, use luvas.

O picante mais agressivo, encontra-se nas sementes e membranas da malagueta / pimenta ou chilli.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Massa de pimentão

Bastante vulgar por aqui, sei que para alguns leitores deste blog este ingrediente / tempero não é tão banal assim. Por isso, e para que todos tenham igual oportunidade de provar a cozinha tradicional portuguesa, seguem-se as duas formas de preparar a massa de pimentão, sendo que a crua é a mais tradicional.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Usa-se:

Pimentos vermelhos
Sal
Azeite

Faz-se assim:

Crua:

Lavam-se os pimentos, enxugam-se em panos e cortam-se em tiras retirando as sementes.
Dentro de uma peneira, cesto ou escorredor de plástico, colocam-se camadas de pimento e bastante sal, os pimentos vão deitar liquido que não se aproveita.
Após duas semanas, picam-se no processador de alimentos.
Guarda-se em frascos esterilizados de boca larga, colocando por cima uma fina película de azeite.

Cozida:

Cozem-se os pimentos em água simples, escorrem-se, passam-se pelo passe-vite e misturam-se com peso igual de sal e um pouco de azeite para evitar o bolor.
Guarda-se no frigorifico em boião tapado.

Notas:

Escolha pimentos maduros mas de apresentação impecável.
Os melhores são os mais doces.
È preferível usar vários boiões mais pequenos ao invés de um grande, para prevenir a oxidação, cada vez que é usado repõe-se a camada de azeite se necessário.


Ameixas D’Elvas

Quando publiquei a receita de Sericá ou Sericaia, ou ainda: Cericá ou Cericaia, (é o que faz ser uma receita antiga passada de boca em boca), muitos foram o que perguntaram o que eram ameixas de Elvas, ora aí está uma foto e segue-se a descrição do produto:

Ameixas D’Elvas são os frutos confitados da ameixeira “Rainha Cláudia Verde”, são um dos doces mais antigos e típicos da região do Alto Alentejo.
Inicialmente apenas confeccionadas nos conventos da região de Elvas, foram durante muito tempo apenas um privilégio das mesas mais abastadas, onde faziam parte obrigatória dos mais requintados banquetes.
Só a partir de 1834, as “Ameixas D’Elvas” começaram a ser produzidas em pequenas unidades industriais, sendo então possível a expansão do seu consumo, inclusivamente além fronteiras onde foram reconhecidas como um produto de excepcional qualidade.
Ainda no séc. XIX as “Ameixas D’Elvas” com mais de 200 prémios e medalhas de ouro nas exposições em que participaram.

Para saber mais: Aqui.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Ingredientes:

2 Kg de ameixas rainha-Cláudia
2 Kg de açucar
10 dl de água

Modo de fazer:

Num tacho grande leva-se ao lume 2 litros água. Quando começar a ferver, deitam-se dentro as ameixas e deixam-se cozer. Retiram-se da água quente e introduzem-se em água fria, deixando-as assim por 12 horas, renovando-se a égua por quatro vezes, ou seja, de 3 em 3 horas.
Dissolve-se o açúcar na água mencionada nos ingredientes e leva-se ao lume até formar ponto de pasta. Mergunlham-se na calda as ameixas e retiram-se quando a calda levantar de novo fervura.
Deitam-se as ameixas numa vasilha de loiça, e leva-se a calda de açucar ao lume até ganhar agora Ponto de espadana.
Deita-se esta calda sobre as ameixas.
No dia seguinte, escorre-se a calda de novo para o tacho e leva-se ao lume para ganhar ponto assoprado. Com este novo ponto regam-se mais uma vez as ameixas.
Passados tres dias repete-se a operação e leva-se a calda ao lume para ganhar ponto de fio. Mantên-se as ameixas na nova calda durante oito dias, findos os quais se escorrem, se lavam, e se deixam secar. Ou então se deixam ficar na calda guardadas em frascos esterilizados e tapados.

Fonte: "Coisas de açúcar"