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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Rolinhos de pecan, maçã e caramelo

Manhãs frias e preguiçosas pedem pantufas, sofá e bolinhos quentes… Eu gosto tanto de dias assim, dias que parecem passar a correr quando afinal vi dois filmes, fiz uma fornada de bolos, e ainda dei um avanço no actual livro de mesa-de-cabeceira.
Quando me lembrei de fazer estes rolinhos não me conseguia decidir sobre o recheio, ora era maçã canela ou pecans caramelo, por isso saiu esta misturada e ainda bem…



Usei:

(massa)

½ Chávena de leite morno
2 c chá de fermento de padeiro seco
2 c sopa de açúcar amarelo
1 Ovo batido
2 + ½ Chávena de farinha
1 Pitada de sal

(recheio)

2 Maçãs
Açúcar & canela a gosto
1 Chávena de pecans picadas (reserve algumas para a cobertura)

(fundo)

½ Chávena de manteiga
½ Chávena de açúcar

Fiz assim:

Misture os ingredientes secos e abra uma cova ao meio.
Deite a manteiga derretida, o leite e o ovo e amasse bem até ter uma massa macia e elástica. (Pode usar a batedeira com o gancho para massas pesadas).
Faça uma bola e deite numa tigela untada, cubra e deixe a levedar em lugar abrigado durante 40 minutos, ou até dobrar o volume.
Descasque e corte as maçãs em cubos pequenos, polvilhe de açúcar e canela e deixe a repousar.
Derreta a manteiga com o açúcar numa frigideira até alourar e ficar com aspecto de areia. Deixe arrefecer um pouco e depois desfaça até obter torrões pequenos, deite a maior parte desses torrões numa forma e reserve.
Deite a massa na bancada e espalme-a, volte a formar uma bola e depois estenda com o rolo até obter um rectângulo.
Espalhe o recheio de maçã e a maior parte das pecans, enrole como se fosse uma torta mas não muito apertado, e corte fatias com mais ou menos 2 cm.
Disponha as fatias na forma, pincele com um pouco de gema batida com leite, e polvilhe com as restantes pecans e os torrões reservados do fundo.
Tape e deixe repousar durante mais 30 minutos.
Pré aqueça o forno a 180º e coloque os rolinhos a assar durante mais ou menos 30 minutos ou até dourarem.
Retire do forno e sirva morno.

Notas:

Versão maquina do pão: Coloque na cuba da máquina primeiro os líquidos e depois os secos, programe a máquina no programa massa e a partir daí continue com a preparação a partir do estender e rechear.

Adaptado de: “Cozinha para quem quer poupar”

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Bagels




Os bagels têm uma consistência que eu gosto bastante, o seu miolo é compacto e a crosta lisa e brilhante.

Perto da casa onde mora o Gaston em Londres, há uma loja que serve os melhores bagels que já comi, este fim de semana e num ataque de saudades decidi fazer esta receita da Nigella e digo-vos que não me desiludiu, bem pelo contrário ficaram deliciosos.
A receita indicada dá para mais ou menos 15 bagels.










Usei:



1 Kg de farinha para pão
1 c sopa de sal
7 g de fermento de padeiro seco
2 c sopa de açúcar
1 c sopa de óleo de girassol ou outro sem sabor
500 ml de água morna
2 c sopa de malte em pó ou açúcar para escaldar os bagels
Sementes várias para polvilhar (opcional)



Fiz assim:


Misture a farinha com o sal e com o fermento.
Junte o açúcar e o óleo à água morna, abra uma cova nos ingredientes secos e deite aí os líquidos à medida que vai misturando tudo numa massa.
Amasse bem durante uns 10 minutos até obter uma massa elástica.
A massa é um pouco dura mas é mesmo assim.
Forme uma bola, coloque numa tigela untada, cubra com película e deixe levedar durante 1 hora.
Espalme a massa algumas vezes e depois divida-a em 3, forme um rolo com cada um dos pedaços de massa e volte a dividir cada rolo em 5 pedaços.
Com esses pedaços mais pequenos, volte a formar um rolo e depois uma argola.
Coloque as argolas em tabuleiros forrados com papel vegetal e ligeiramente untados, cubra com um pano e deixe levedar durante mais 45m.
Entretanto coloque ao lume uma panela de água a ferver com o malte ou o açúcar.
Pré aqueça o forno a 220º.
Deite um bagel de cada vez na água a ferver, vire-o e volte a colocar no tabuleiro, (esta operação demora 1 minuto por cada bagel).
Polvilhe com sementes, (sésamo, papoila, linhaça ou outras), e leve ao forno quente durante 15 ou 20 minutos.
Retire e deixe arrefecer sobre uma grade.



Notas:

Versão maquina do pão: Use a máquina para amassar e levedar, e siga a receita a partir do momento de moldar os bagels.
Pode também amassar a massa na batedeira usando para isso o gancho de massa pesada.


Ligeiramente adaptado de: “How to be a domestic goddess” de Nigella Lawson

quarta-feira, 18 de março de 2009

English muffins

A maior parte das vezes ao Domingo fazemos um “brunch” ou um pequeno grande almoço, como lhe costumo chamar, e estes pãezinhos são uma das iguarias mais disputadas da mesa, são de facto irresistíveis e mesmo no dia seguinte ligeiramente aquecidos na torradeira continuam uma delicia.
Podem ser servidos simples, com doce, com manteiga ou com queijo, ou podem também acompanhar um prato de ovos mexidos com bacon.
Para mim pode ser com manteiga e doce de alperce…



Usei:

3 Chávenas de farinha
1 c chá de fermento padeiro seco
½ Chávena de água
½ Chávena de leite
2 c chá de açúcar
1 c chá de sal
1 Noz de manteiga
Sêmola de trigo para polvilhar

Fiz assim:

Dissolva o fermento e o açúcar numa c sopa bem cheia de água morna. Reserve.
Aqueça o leite, a água, o sal e a manteiga. Quando a manteiga fundir apague o fogão e deixe amornar.
Peneire a farinha para dentro de uma tigela.
Faça uma cova no meio e deite aí os líquidos e o fermento. Com um garfo comece a misturar a farinha com os líquidos pouco a pouco, depois de estar tudo misturado deite a massa na bancada e amasse durante 5 ou 10 minutos, até que a massa fique lisa, enxuta e elástica.
Forme uma bola, volte a colocar na tigela e deixe levedar coberto em local abrigado até dobrar o volume, mais ou menos 2 horas.
Deite a massa na bancada e espalme-a com as mãos, sempre usando as mãos abra a massa até ter a espessura de 0,5 cm. Use um cortador redondo liso ou um copo e corte discos de massa.
Polvilhe um tabuleiro com sêmola e coloque dentro os discos de massa.
Cubra com um pano e deixe levedar pela segunda vez, mais ou menos 45 minutos.
Aqueça uma chapa no fogão, (ou use uma frigideira anti aderente bem pesada) e coloque os discos de massa, deixe ficar 3 ou 4 minutos de um lado, volte com uma espátula e deixe assar do outro lado.

Notas:

Versão máquina do pão:
Deite os líquidos à temperatura ambiente, depois a manteiga, a farinha, o sal, o açúcar e finalmente o fermento.
Escolha o programa amassar e levedar.
Passe depois à segunda fase da receita.

Receita adaptada do livro de receitas da máquina do pão

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Pão de finados

Quem visitar o México em Novembro, durante a celebração do dia de todos os santos, vai de certeza encontrar este pão, (Pão dos mortos).
È feito para celebrar a memória dos falecidos, que paradoxalmente não é um dia triste, mas antes de festa.
Todos visitam as campas dos seus familiares com piqueniques e vestindo roupas de cores vivas, levam velas, flores e este pão especial.
O pão pode ter formas variadas, mas frequentemente é branco, levedado com fermento e aromatizado com laranja e especiarias. Pode ser redondo ou circular e é muitas vezes decorado com pedaços de massa em forma de ossos, lágrimas ou ramos de flores.


Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

2 Estrelas de anis (para a calda)
4 c sopa de água (para a calda)

3 Chávenas de farinha
½ c chá de sal
4 c sopa de açúcar
75 ml de água
6 g de fermento de padeiro seco
2 Ovos pequenos
2 c sopa licor de laranja
50 ml de manteiga derretida

Fiz assim:

Leve as estrelas de anis ao lume com a água, deixe ferver até o volume reduzir para metade, cerca de 3 a 4 minutos. Retire o anis e deixe arrefecer.

Peneire a farinha, o sal e o açúcar para uma tigela, abra um orifício ao centro.
Dissolva o fermento na água morna e deite no centro da farinha.
Com as pontas dos dedos envolva um pouco da farinha circundante no fermento até ficar com uma massa mole, polvilhe um pouco de farinha por cima, tape com película aderente e deixe repousar em lugar abrigado durante 30 minutos, ou até começar a fazer bolhas.
Num recipiente à parte, bata os ovos, a calda, o licor e a manteiga derretida.
Junte este preparado à farinha e misture bem.
Transfira a massa para a bancada enfarinhada e amasse durante 5 ou 6 minutos, ou até a massa ficar macia e elástica.
Unte uma forma redonda com cerca de 22 cm, e coloque dentro a massa à qual deu a forma de bolacha.
Faça uma cruz no topo e cubra com película untada.
Deixe levedar de novo em local abrigado até dobrar de volume, cerca de 1 a 2 horas.
Pré aqueça o forno a 190º.
Retire a película que cobre o pão e leve ao forno durante 50 minutos.
Coloque sobre uma grade para arrefecer e polvilhe com açúcar.

Notas:

Versão máquina do pão:

Tenha os ovos à temperatura ambiente, e use sempre fermento desidratado.
Faça a calda de anis conforme se indica na receita.
Coloque primeiro os líquidos e depois os secos, sendo que a farinha deve criar uma barreira entre os líquidos e o fermento.
Escolha o programa de amassar e levedar se quiser cozer o pão em forma à sua escolha, ou então escolha o programa completo.


Peço desculpa pelo facto de alguns ingredientes estarem em chávenas e colheres e outros em mililitros e gramas, mas como fiz meia receita alguns ingredientes não davam conta certa ao converter para chávenas e vice versa.
Fonte: Manual do pão caseiro – Pães do continente americano

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Pão mediterrâneo


Num dos dias que estive de férias, e que estive em casa, tive visitas para jantar, foi um jantar no terraço e na ementa estavam basicamente grelhados.
No início da tarde apercebi-me que não tinha pão suficiente para tanta gente, e como o meu corpo estava no “modo férias” não me apeteceu sair para comprar pão, então a opção era fazê-lo.
Peguei no “manual enciclopédico do pão caseiro” e adaptei esta receita de pão de azeitonas.
Uma delícia, acompanhou a refeição na perfeição.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Usei:

2 chávenas de farinha de trigo sem fermento
1 chávena de farinha de trigo integral
6g de fermento de padeiro seco
1 chávena de água morna
1 c chá sal
1 c sopa de azeite extra virgem e mais um pouco para pincelar
½ chávena de azeitonas picadas
½ chávena de tomate seco picado
orégãos a gosto

Fiz assim:

Máquina do pão

Deitar na cuba da máquina a água, o azeite, as farinhas, o sal e o fermento.
Programar para amassar e levedar.
Colocar a massa sobre a bancada e espalmar.
Estender a massa de modo a ficar com rectângulo.
Espalhar as azeitonas e o tomate sobre a massa e polvilhar com os orégãos.
Enrolar como se fosse uma torta e no final dobrar as pontas para baixo do rolo, ficando também a abertura para baixo.
Colocar em tabuleiro forrado com papel vegetal, pincelar com um pouco de azeite e com uma faca fazer uns cortes leves ao longo do rolo.
Cobrir com um pano e deixar a repousar durante mais ou menos 20 ou 30 minutos.
Colocar no forno pré aquecido a 200º, e se possível borrifar as paredes e o fundo do forno com água para criar vapor.
O pão está pronto quando atinge uma cor dourada, e ao bater na base se ouve um som oco.

Notas:

Método tradicional para amassar conforme o livro de onde retirei a receita:
Misturar as farinhas, o sal e o fermento numa tigela e fazer uma cova ao centro. Colocar aí o azeite e a água e misturar bem. Amassar a massa até ficar elástica. Colocar numa tigela untada com azeite, cobrir e deixar dobrar de volume.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Nós de alho amanteigados

Ao tempo que eu não fazia pão!
Fazer pão é algo que me relaxa e fascina. Relaxa-me o trabalhar a massa e fascina-me o processo de fermentação e o aroma do pão.
O alho é adorado ou odiado, eu faço parte dos que gostam muito, um dos meus petiscos preferidos é uma fatia de pão caseiro tostada e morna onde se esfrega um dente de alho, ou quem não conhece as famosas fatias de
pão de alho?! Ou a açorda alentejana?!
Pois é, alho e pão sabem bem juntos, por isso aqui fica esta sugestão para uma entrada ou petisco ou até como acompanhamento de uma sopa.
O formato de nó é apenas uma sugestão, podem muito bem ser moldados de outra forma.


Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui

(Versão máquina do pão mais abaixo)
Receita para 18 pãezinhos pequenos

Usei:

Massa:

½ chávena de leite meio gordo
90g (6 c sopa) de manteiga sem sal
¼ cávena de água morna
½ c chá de açúcar + 1 c sopa (separadas)
1 c sopa de fermento em pó instantâneo ou 25g de fermento de padeiro fresco
1 ovo grande à temperatura ambiente
1 c chá de alho seco moído
3 chávenas de farinha de trigo s/ fermento (pode ser necessário mais um pouco)
1 c chá de sal

Para guarnecer:

Manteiga amolecida q.b.
3 ou 4 dentes de alho picados finamente

Fiz assim:

1. Leve ao lume o leite com a manteiga em pedaços, e deixe a manteiga fundir sem o leite ferver. Retire do lume e deixe amornar. Reserve.
2. Misture a água morna com o fermento e ½ c chá açúcar, (se usar fermento fresco desfaça-o na água), e deixe repousar por 5 minutos.
3. Bata o ovo com a c sopa de açúcar.
4. Peneire a farinha com o sal e o alho em pó para cima da bancada e faça uma cova no meio, deite o ovo batido e a mistura de fermento, vá envolvendo na farinha a pouco e pouco até incorporar. Amasse até obter uma massa fofa e elástica não muito seca. Se a massa estiver demasiado húmida, vá juntando colheres de farinha até atingir a consistência desejada.
Se tiver uma batedeira de gancho, use-a para amassar.
5. Com as mãos e a bancada enfarinhada, molde uma bola.
6.Unte uma tigela com manteiga, e dentro, coloque a massa fazendo-a rodar até ficar completamente untada na manteiga.
Cubra com película aderente e deixe repousar em locar abrigado até a massa dobrar de volume.
7. Passado esse tempo, espalme a massa e pincele-a com manteiga derretida, dobre a massa ao meio e pincele novamente e mais uma vez volte a dobrar.
Tape a massa com um pano e deixe repousar mais um pouco. (mais ou menos 45m).

Versão máquina do pão

Coloque na máquina os ingredientes seguindo a ordem:

- Leite
- Manteiga
- Ovo
- Farinha
- Açúcar
- Sal
- Alho moído
- Fermento

Programe a máquina no ciclo amassar e levedar.
Passe para o passo 7, e prossiga.

Moldar os nós

Vá retirando pequenas porções de massa e depois de formar um cordão, dê-lhe um nó. Ou então, estenda a massa com o rolo e com um cortador de pizza ou uma faca afiada corte tiras de massa, e molde os nós a partir daí.
Disponha os pãezinhos num tabuleiro forrado com papel vegetal separados entre si, cubra com um pano e deixe repousar enquanto o forno aquece a 200º.
Enquanto isso, derreta um pouco de manteiga, e pique o alho.
Pincele os pães com a manteiga e polvilhe com o alho picado.
Leve ao forno durante 15 a 20 minutos ou até que fiquem corados.

Notas:

Substitua a manteiga da receita por 2 c sopa de azeite.
Para além do alho, polvilhe com parmesão ou outro queijo a gosto e / ou ervas finas picadas.

Adaptado de: Bon appetit
Receita:
aqui.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Mini calzoni

Gosto tanto de petiscos salgadinhos, seja para um lanche ou como neste caso para levar de viagem quando o tempo para fazer uma refeição é muito limitado.
A massa teve por base uma receita da
Cinara, e preparada na máquina do pão, mas pode muito bem ser preparada de forma tradicional.
O recheio foi de improviso, neste aspecto vale o gosto pessoal e a disponibilidade de ingredientes, a imaginação não tem limites.
São deliciosos saídos do forno, mas depois de frios não perdem a graça e permanecem fofos.


Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita

Usei:
Massa

1 Chávena de água morna (200 ml)
2 c sopa de azeite
3 chávenas de farinha para pão
2 c chá de sal
1 c sopa de açúcar
1 c chá de alho em pó
1 c sopa de orégãos secos
1 pitada de pimenta preta de moinho
1 c sopa de fermento seco

Recheio

Molho de tomate ( receita aqui)
Azeitonas pretas em rodelas
Fatias finas de chourição
Tomate seco picado
Pimento vermelho picado
Mozarela ralado
Orégãos secos
Azeite

Fiz assim:

Na máquina do pão:
Coloquei os ingredientes da massa na máquina do pão pela ordem descrita, e seleccionei o programa amassar e levedar.

De forma tradicional:
De preferência, use fermento fresco.
Dissolva o fermento num pouco de água morna com o açucar.
Adicione o sal à restante água, misture e reserve.
Peneire a farinha para cima da bancada ou para dentro de uma tigela grande, faça uma cova no meio e deite aí o fermento, vá juntanto farinha em movimentos circulares, o azeite e a água onde previamente juntou também os restantes temperos. Amasse até ficar uma massa elástica, se necessário junte mais ou menos água. Tape a tigela e deixe dobrar o volume em ambiente resguardado, por exemplo dentro do forno desligado.

Depois da massa levedada, espalmar para retirar o ar e com um rolo esticar na espessura pretendida.
Cortam-se círculos usando um cortador redondo grande ou uma tigela virada ao contrário.
Barra-se cada círculo com o molho de tomate, por cima colocam-se os outros ingredientes do recheio, polvilha-se com orégão e rega-se com um pingo de azeite.
Dobre os círculos, (como rissóis) e com os dentes de um garfo pressione os bordos da massa de forma a colar e ao mesmo tempo decorar.
Disponha sobre um tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno pré aquecido a 180º até estarem dourados.

Notas:

Veja outra receita de massa aqui.
Na receita original a massa é temperada com uma mistura chamada de tempero italiano, é composto por: sal; alecrim; alho seco e pimenta preta. Outra versão: manjerona; tomilho; salva; orégãos; manjericão e segurelha.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Pão de centeio com sementes de alcaravia

A segunda receita dos “ensaios inter blogs”, teve a intervenção da Suzana.
Sei que a Suzana gosta de fazer pão, esta receita é para ela, combina o saudável com o exótico e por isso despertou-me atenção.
Devido ao leite e iogurte, este pão fica muito macio. As sementes de alcaravia conferem-lhe um aroma e travo muito agradável e peculiar.
Se não gostar ou encontrar alcaravia, substitua por erva-doce (funcho).

(Versão para a máquina do pão mais abaixo)

Clique aqui para a versão de impressão e arquivo desta receita



Usei:

11g de fermento fresco
1 c sopa de açúcar mascavado escuro
1 chávena de chá de leite meio gordo
1 iogurte natural (125g)
2 c sopa de manteiga
1 c chá de sal
1 c sopa de sementes de alcaravia (mais um pouco para polvilhar)
2 chávenas de farinha de centeio
1 chávena de farinha de trigo


Fiz assim:

Dissolve-se o fermento com o açúcar no leite morno.
Peneire as farinhas com o sal, e no meio faça uma cova.
Deite aí, a mistura de fermento, a manteiga amolecida, o iogurte e as sementes.
Amasse bem até ligar todos os ingredientes, passe depois a massa para a batedeira e bata durante 5 minutos em velocidade alta com o gancho.
Ou então, exercite o bíceps e dê murros e amassadelas até a massa ficar elástica.
Unte com manteiga uma forma grande de bolo inglês, e coloque dentro a massa.
Polvilhe com mais um pouco de sementes, e deixe levedar durante 1 hora.
Leve ao forno pré aquecido durante 40 minutos.
Deixe arrefecer em cima de uma grade antes de cortar fatias.

Versão máquina do pão:

Substitua o fermento fresco por fermento seco instantâneo.
Coloque na máquina, primeiro os líquidos, depois os sólidos, (excepto as sementes), sendo que o ultimo deve ser o fermento.
Escolha o programa de pão integral com sementes.
Coloque estas quando ouvir o sinal sonoro, deixe completar o programa.
Fonte

Notas:

Alcaravia / Kümmel
Carum Carvi
Especiaria com sementes castanhas em forma de crescente, utilizada para condimentar bolos, biscoitos, pão, queijo e pickles. As sementes de alcaravia também são muito eficazes quando espalhadas sobre legumes cozidos, especialmente raízes, e já são clássicas no repolho quente.
Fonte
Planta herbácea da família das umbelíferas, cujas sementes, que contêm um óleo volátil, têm uso em medicina e culinária, também pode ser denominada de cominho-armênio ou cariz. As suas sementes são muito utilizadas na culinária Nórdica, que aromatiza queijos e vários preparados salgados, como “pretzels”. Utilizado também em aguardente da escandinava, denominada de Aquavit.
Fonte
Muitas vezes confundida com cominhos.
Francês = carvi

Inglês = caraway
Espanhol = carvi
Italiano = carvi

quarta-feira, 5 de março de 2008

Pão de forma de Grant

Esta receita rápida e fácil, foi criada por Doris Grant que a incluiu no seu livro publicado nos anos 40.
A massa não necessita ser amassada e leva apenas uns minutos a ser misturada.
Os pães resultam muito fofos e mantém-se assim durante alguns dias.

Versão de impressão e arquivo desta receita: aqui



Para a versão Máquina do pão, scroll down

Receita para 3 pães em formas de: 21X11X6cm

Usei:

500g de farinha
1 c sopa de sal
25g de fermento fresco
350ml de água morna (35º a 38º)
1 c sopa de açúcar mascavado
Ervas ou sementes para polvilhar (opcional)

Fiz assim:

1. Peneira-se a farinha com o sal para uma tigela grande.
2. Dissolve-se o fermento em 1 dl de água aguarda-se uns minutos e em seguida junta-se o açúcar. Deixa-se repousar durante 10 minutos.
3. Faz-se uma cova ao centro da farinha e deita-se aí a mistura de fermento e mais um pouco de água, ou toda se necessário. Mistura-se com movimentos da periferia para o centro.
A massa fica pegajosa e não seca. Misture com colher de pau.
4. Divida a massa pelas formas previamente untadas, tape e deixe repousar ao abrigo de correntes de ar durante 30m ou até a massa ter aumentado 1/3.
5. Polvilhe com as ervas ou sementes e coloque no forno previamente aquecido a 200º.
Coloque no forno um recipiente com água, e deixe o pão cozer durante 40m, ou até ganhar consistência e apresentar um som oco ao bater na base.

Versão para Máquina do pão:

Substitua o fermento fresco por uma saqueta (+/- 11g) de fermento seco instantâneo.

Coloque na cuba da máquina, a água, seguida da farinha e depois os restantes ingredientes com a excepção das ervas ou sementes.
Se quiser os pães na sua forma original, escolha o programa amassar, e passe em seguida para o passo 4 da receita.
Se preferir que a máquina faça todo o trabalho, escolha o programa adequado à quantidade de farinha e ao grau de cozedura preferido, em caso de dúvida, escolha o médio.

Notas:

Conforme o nome indica este é um pão de origem Britânica.
O açúcar mascavado é um açúcar de cana escuro e húmido não refinado, e confere ao pão um sabor e textura muito agradável.
Pão indicado para sanduíches.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Trança de avelãs

O meu fiel companheiro e meu incansável ajudante de cozinha dos últimos 15 anos morreu! Não resistiu a complicações inerentes à velhice e sucumbiu deixando-me o jantar cru e dois tabuleiro de Madalenas arruinados.
Estou a falar, claro está do meu forno. Fiquei desolada, a semanas do Natal sem forno, ai, ai!...Fui a correr pesquisar um substituto à altura, e já que tinha que comprar novo, fui exigente mas comprei da mesma marca em homenagem ao seu antecessor, afinal foram 15 anos de trabalho árduo sem uma única queixa.
Adiante…, para inaugurar o meu novo “namorado”, uma deliciosa trança, vejam só:




Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Usei:
(massa)


500 g Farinha sem fermento
1 Saqueta fermento instantâneo
2 dl Leite morno
2 Ovos
Raspa de ½ limão
1 Pitada de sal
50 g Açúcar
100 g Manteiga meio sal

(recheio)

200 g Avelãs moídas
200 g Açúcar amarelo
2 Claras de ovo
4 c Sopa de leite

(para pincelar)

Leite

Fiz assim:

Preparei a massa na máquina do pão, colocando primeiro os líquidos e depois os sólidos.


Importante: os ovos devem estar à temperatura ambiente e devem ser ligeiramente batidos e a manteiga amolecida.
A farinha é colocada de maneira a formar barreira entre os líquidos e o fermento.


Enquanto a massa leveda, prepara-se o recheio batendo com uma vara de arames as claras, junta-se o leite e bate-se mais um pouco, junta-se depois as avelãs moídas e o açúcar. Fica uma pasta.
Depois da massa preparada e levedada, espalma-se para retirar o ar e divide-se em 3 partes.
Com o rolo da massa, estende-se cada uma das partes em forma de rectângulo, barra-se com o recheio e enrola-se como se fosse uma torta, faz-se o mesmo para as três partes de massa.
Une-se as extremidades do topo dos rolos e com uma faca afiada faz-se cortes superficiais em todo o comprimento dos três rolos.
Entrança-se os rolos e volta-se a unir as extremidades no final. Pincela-se com leite e deixa-se a massa crescer ao abrigo de correntes de ar durante 30 minutos.
Vai ao forno pré aquecido a 220º durante 40 minutos.
Deixa-se repousar sobre a grelha para arrefecer.

Notas:

Se não usar máquina do pão para fazer a massa, disponha os sólidos sobre a pedra faça um buraco ao meio onde deita os líquidos. Amasse bem, forme uma bola e deixe levedar.
Se usar fermento fresco, dissolva-o antes no leite morno.
Por cima da pasta de avelãs deitei chocolate amargo ralado.
Pode usar as gemas que sobram do recheio para depois de dissolvidas num pouco de leite, pincelar a trança.

Rende uma trança grande.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Pão macaco

Embora a decoração de fundo na foto lembre África, este pão doce, ou bolo, é uma especialidade americana, que recomendo vivamente.
È também denominado de pão de bolhas devido ao seu aspecto.
Não faço ideia do porquê do nome pão macaco, quando iniciei uma busca na net para tentar encontrar respostas, reparei que o
Virtual chef passou pela mesma frustração.
Nomes à parte, o que interessa é que é irresistível pelo seu aroma a canela e nozes.

Usei:
(para a massa)

1 Saqueta de fermento em pó instantâneo
450g de farinha tipo 55
½ C chá de sal
1 C sopa de açúcar em pó
½ Chávena de leite morno
½ Chávena de água morna
1 Ovo ligeiramente batido

(para envolver)

½ Chávena de sultanas
3 C sopa de brandy
1 Chávena de nozes picadas
1 C chá de canela em pó
3 C sopa de açúcar amarelo fino
1 Chávena de manteiga derretida

Fiz assim:

Numa tigela, misturei a farinha, o sal o açúcar e o fermento, abri no meio uma cova e deitei o leite, a água e o ovo. Incorporei a pouco e pouco toda a farinha nos líquidos.
Passei para a bancada enfarinhada e amassei bem durante 10 minutos.
(Esta primeira fase pode ser feita na máquina do pão, mas estava a precisar de um anti stress, e nada melhor que dar murros em alguma coisa, nem que seja massa.)
Forma-se uma bola com a massa, traça-se uma cruz no topo, (como me ensinou a minha avó), transfere-se para a tigela ligeiramente untada, cobre-se com película aderente e deixa-se dobrar de volume ao abrigo de correntes de ar, mais ou menos 45m.

Unte e enfarinhe uma forma de aro e chaminé.
Numa caçarola pequena, coloque as sultanas e o brandy, e leve ao lume durante mais ou menos 2 minutos, cuidado para não aquecer demais. Reserve.
Misture numa tigela as nozes picadas a canela e o açúcar amarelo. Reserve.
Derreta a manteiga. Reserve.

Retire a massa da tigela e amasse ligeiramente para retirar as bolhas de ar que se formaram. Divida a massa e forme bolinhas que depois de passar pela manteiga e pela mistura de nozes, se vão colocando na forma.
Quando tiver usado mais ou menos metade da massa, coloque nos intervalos das bolinhas as sultanas demolhadas.
Continue a formar bolinhas e a colocar na forma, depois de as ter também passado por manteiga e pela mistura de açúcar e nozes.
Quando acabar, polvilhe todo o pão com o restante açúcar e nozes e regue com a manteiga que sobrou e o brandy.
Cubra a forma com película aderente, e deixe repousar ao abrigo de correntes de ar até a massa atingir o bordo da forma.
Enquanto isso, pré aqueça o forno a 190º
Por fim, retire a película e deixe o pão a cozer durante 35 ou 40 minutos ou até ficar dourado.

Notas:

Use Rum em vez de brandy.
Em vez das nozes ou em conjunto com elas, use sementes de papoila.
Este pão não se corta, vão-se retirando bolinhas com a mão directamente para a boca.

Fonte: Manual enciclopédico do pão caseiro

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Bacalhau com broa

Quase todas as famílias têm uma receita de bacalhau com broa, pelo menos em Portugal, onde o bacalhau é rei e é cozinhado de 1001 maneiras. Mesmo assim decidi partilhar a minha maneira de o confeccionar, por ser rápido, saboroso e com muito poucos ingredientes.
Para acompanhar, um clássico: batatas a “murro”.


Usei:

4 Postas de bacalhau demolhado
½ Pão de milho (broa)
3 Cebolas
4 Dentes de alho
Azeite q.b

Fiz assim:

Pré aqueça o forno.
Corta-se e esfarela-se a broa. Reserve.
Use uma frigideira funda ou wok.
Cortam-se as cebolas ás rodelas, e levam-se ao lume no azeite quente até amaciar, (não deixar fritar), retiram-se as cebolas do azeite com uma escumadeira, e colocam-se no fundo de um tabuleiro de barro, ou outro que vá ao forno e à mesa.
Por cima da “cama” de cebola, dispõem-se as postas de bacalhau.
Dá-se uma pancada nos alhos, tirasse-lhes a casca e levam-se ao lume no mesmo azeite da cebola até alourarem. Retiram-se os alhos e coloca-se 1 dente de alho em cima de cada uma das postas de bacalhau.
Ao azeite que restou, junta-se a broa esfarelada, e envolve-se, (esta operação faz-se com a frigideira ao lume), junte mais azeite se necessário, até ficar com consistência a que os brasileiros chamam: farofa.
Disponha por cima do bacalhau, aconchegando e calcando bem com uma colher de pau. Tape com folha de alumínio, ou papel vegetal untado em azeite, e leve ao forno até o bacalhau estar no ponto, um pouco antes, retire o papel para tostar a broa.

Notas:

Para acompanhar:
Batatas a murro.
Lave a porção necessária de batatas, novas e pequeninas, salpique de sal grosso e leve ao forno num tabuleiro.
Quando estiverem macias, dê uma pancada sem esborrachar demasiado a batata, e deixe acabar de assar.




Receita também aqui : 100% açúcar

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Pizza louca

Está a aproximar-se o fim de semana, e a vontade de cozinhar está condicionada pelo calor intenso que se faz sentir por estes lados, por isso hoje um prato muito informal, que nasceu do facto de não privar a família da chamada "fast food".

Esta pizza costuma aparecer de vez em quando na nossa mesa do jantar nos dias de relax, ou para convívio informal com amigos. Aqui em casa gostamos da massa alta e fofa, daí estar indicada a quantidade de 1 Kilo de massa, deverá ser menos para quem prefere massa fina e estaladiça. Os ingredientes que usamos reflecte a nossa preferência pelos sabores tradicionais e mediterrânicos, claro que, e quando falamos de pizza, a versatilidade dos ingredientes proporcionam uma infinidade de combinações. O nome é da autoria da minha F. há também um amigo que a chama de “bolo-rei” devido ao aspecto e ao tamanho. Espero que gostem!


Cá vai:

Ingredientes

• Massa de 1 pão de Kilo
• 300 ml de molho de tomate *
• Chouriço espanhol
• Bacon em cubos
• Azeitonas pretas
• Pimento verde
• Pimento vermelho
• Fiambre
• Queijo
• Orégão
• Azeite


Preparação

Prepara-se a massa na máquina do pão.
Depois de levedada, estende-se com as mãos de maneira a ficar com a forma pretendida. (Tenho uma forma rasa e redonda para o efeito, mas o tabuleiro do forno serve perfeitamente, no entanto aconselho a forrar com papel vegetal).
Colocam-se pedaços de queijo Mozzarela ou outro a gosto no rebordo, enrola-se para cima e faz-se pressão para prender.
Espalha-se o molho de tomate * por toda a superfície.
Dispõem-se os pimentos cortados em tirinhas, (ingrediente importante para cortar o sal das carnes fumadas), as rodelas de chouriço, os cubos de Bacon, o fiambre esfarrapado e as azeitonas descaroçadas e cortadas em rodelas.
Cobre-se generosamente toda a superfície com queijo, polvilha-se com orégão e rega-se com um fio de azeite.
Vai ao forno.


• *Molho de tomate:

Refoga-se ligeiramente 1 cebola e dois dentes de alho em um pouco de azeite, junta-se tomate sem pele e sem grainhas, mantém-se o lume baixo, tempera-se de sal e pimenta, e vai-se juntando água morna só para não secar, perto do final da cozedura junta-se orégão ou manjericão.
Tritura-se tudo com a varinha mágica ou no copo de batidos.
Pode ser feito em grande quantidade aproveitando a época do tomate, e depois de frio ser congelado em doses individuais.


Tenho o trabalho facilitado desde que adquiri a máquina de pão, pois enquanto a massa prepara posso ir tratando dos ingredientes.



Antes, ou preparava a massa manualmente, ou então adquiria a massa na padaria.








Bom fim de semana!