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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Homenzinhos de gengibre

Na saga dos biscoitos natalícios não podiam faltar os homenzinhos de gengibre, a tradição não é nossa mas tal como tantas outras já nos conquistou.
O ano passado por esta altura andava eu a suspirar por um cortador com a forma do boneco de gengibre, agora para além da família inteira, (
ultima foto deste post), habitam também cá em casa estes coitados já meios comidos.
Ao saírem do forno fure os biscoitos com um palito, depois de frios passe um fio pelo orifício e use para decorar a árvore e Natal.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui

Usei:

2 + 1/3 Chávena de farinha
½ c chá de fermento
½ c chá de sal
2 c chá de gengibre moído
½ c chá de cravinho moído
1 c chá de canela em pó
¼ c chá de pimenta da Jamaica moída
150g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
1/3 Chávena de melaço
1 Ovo grande
½ Chávena de chá de açúcar mascavado claro

Fiz assim:

Numa tigela peneire a farinha, o fermento, o sal a as especiarias. Reserve.
Bata a manteiga até estar cremosa, junte o açúcar e volte a bater até obter um creme.
Junte o ovo batido e depois o melaço e bata mais um pouco.
Junte os ingredientes secos por duas vezes e misture bem, (se usar a batedeira faça-o em velocidade baixa).
Divida a massa em duas partes, embrulhe em película aderente e reserve no frigorífico pelo menos durante 3 horas.
Pré aqueça o forno a 180º e prepare dois tabuleiros ou grades de forno forrando-os com papel vegetal ou tapete de silicone.
Sobre a bancada enfarinhada e com o rolo também enfarinhado, estenda a massa em pequenas porções de cada vez. Mantenha a restante massa no frio.
Corte a massa com os cortadores e coloque no tabuleiro.
Leve ao forno durante 10 minutos. Retire e deixe arrefecer sobre uma grade.
Depois de frios decore a gosto.

Faça uma pasta com 1 clara e ovo ligeiramente batida, açúcar em pó, umas gotas e sumo de limão e corante alimentar.
Coloque no saco de pasteleiro e com o bico fino decore os biscoitos frios.
Deixe secar e guarde em recipiente hermético para que se mantenham crocantes.

Notas:

Os biscoitos quando saiem do forno estão macios, só endurecem ao arrefecer.
Se tiver problemas em consumir claras de ovo cruas, faça o glacê apenas com sumo e limão e açúcar em pó.

Adaptado daqui.

Veja também: bolachas de gengibre.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Chaleiras, bules, cafeteiras e outros "cacarecos"

Em conversa virtual com a Neide do Come-se, chegámos à conclusão que ambas temos algumas colecções em comum, os almofarizes e os bules.
Desafiámo-nos assim mutuamente para mostrar as nossas colecções.


A minha colecção de almofarizes já foi mostrada aqui, vejam a colecção da Neide.

Coincidência engraçada é que para além dos almofarizes partilhamos o gosto por bules e chaleiras, no blog da Neide já está exposta há algum tempo a sua fantástica colecção, eu mostro-vos hoje a minha, algumas não me tinha dado conta até começar a agrupar.




Atrás vêm as cafeteiras de café e os acessórios de chá.
O que não tenho ainda, mas fica aqui o registo de que o desejo mesmo, é um samovar.



Outra mania, são os utensílios de cozinhar a vapor…
Os espremedores de citrinos…

Os raladores…

E sabe-se lá mais o quê!

Na próxima arrumação tenho a certeza que encontro mais algum cacareco!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Salmão ao vapor com funcho e manteiga de laranja

Gosto muito de peixe, mas o peixe cozido na água fica com um aspecto pouco apelativo, por isso gosto de o cozinhar no vapor.
Também já vos confessei a minha paixão por ervas aromáticas, elas são por si só um tempero completo, desta vez o adocicado do funcho com o ácido dos citrinos, resultou numa verdadeira “gulodice”.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

3 Postas de salmão
1 Limão
1 Ramo de funcho
1 Folha de louro
2 Dentes de alho
Pimenta preta acabada de moer
Rama verde de 1 alho francês
Sal q.b.

Fiz assim:

Na panela coloquei a água com a rama do alho francês.
No recipiente do vapor, coloquei as postas de salmão, por cima dispus os alhos só com uma pancada, (com casca), o funcho, o louro, a pimenta e o limão cortado em gomos, temperei com umas pedrinhas de sal, e deixei cozer.

Preparei a manteiga, batendo-a vigorosamente com a raspa e o sumo de ½ laranja.
Se as laranjas forem enceradas, não use a casca, apenas o sumo.
Usei manteiga meio sal amolecida.

Acompanhei com grelos de couve também cozidos no vapor.


Notas:

Os produtos cozidos no vapor retêm melhor os sais minerais, as vitaminas hidrossolúveis, a cor e o sabor dos alimentos.
Para cozinhar no vapor, precisa-se de uma panela apropriada, com uma cesta para colocar a comida em cima e um recipiente para água na parte de baixo.

Descobri mais uma mania minha: Utensílios de cozinhar a vapor!



quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Cataplana de peixe

Gosto muito de cozinhar na cataplana, dispensa a ronda constante de volta do fogão, e os alimentos ficam muito saborosos cozinhados assim nos seus próprios sucos.
A cataplana é típica das regiões a sul de Portugal, e embora quase tudo possa ser confeccionado na cataplana, o mais tradicional é o peixe.


Usei:

750g de mistura de peixe para caldeirada
500g de batatas
2 Cebolas
1 Pimento verde
1 Pimento vermelho
4 Tomates maduros
1 Folha de louro
½ Copo de vinho branco
Sal
Pimenta
Piripiri
Azeite
Coentros ou salsa para decorar

Fiz assim:

No fundo da cataplana regada com um pouco de azeite, colocam-se as cebolas cortadas em rodelas, os pimentos cortados em tiras, as batatas também em rodelas grossas, as postas de peixe, o tomate sem pele e sem sementes cortado em pedaços e a folha de louro, rega-se com o vinho branco, e tempera-se de sal, pimenta preta moída na hora e o piripiri.
Deixa-se estufar em lume brando com a cataplana tapada, tendo o cuidado de vez em quando ir abanando a cataplana.
O tempo de cozedura é de mais ou menos 20 minutos, dependendo do peixe usado.
Retire a tampa da cataplana, polvilhe com as ervas picadas e sirva na própria cataplana,

Notas:

Prefiro usar peixes de carnes firmes, no entanto o peixe pode ser combinado a gosto, ou então usar só uma espécie.

Este prato ficará valorizado se dispuser como última camada um punhado generoso de amêijoas.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Massa fresca com as cores da minha bandeira

Lembram-se do meu entusiasmo com este meu novo "gadget"?
Passado pouco tempo, verifiquei com muita alegria que a
Andreia do Dia de Domingas, também tinha adquirido a sua máquina de massa, ela no entanto foi mais generosa que eu, pois publicou a receita básica.
Hoje ao reunir-me com vocês no
cozinhas do mundo, vi que a Fer do: Chucrute com salsicha, também tinha colocado as mãos na massa.
Assim decidi partilhar convosco mais este ensaio, desta vez com as cores da minha
bandeira.

Usei:

Massa base:
1 Ovo para cada 100g de farinha sem fermento e sêmola para polvilhar

Massa verde:
Substituir 1 ovo da massa base por o equivalente (+- 1 chávena de chá), em espinafres apenas cozidos em água, escorridos e reduzidos a puré.

Massa vermelha:
Substituir 1 ovo da massa base por uma beterraba cozida e reduzida a puré.

Fiz assim:

Abre-se uma cova na farinha, junta-se os ovos, e vai-se incorporando na farinha, com movimentos circulares de dentro para fora.
Não é necessário amassar muito, só o suficiente para moldar uma bola, que se polvilha com sêmola e se envolve em película aderente para se deixar a repousar no frigorífico, pelo menos 30 minutos.

No caso da massa colorida, procede-se da mesma maneira, incorporando o puré depois dos ovos.
Depois da massa descansar, corta-se um pedaço, espalma-se e enfarinha-se antes de começar a passar nos cilindros, passa-se duas ou três vezes na mesma espessura antes de passar à mais fina, enfarinhando bem entre cada passagem e dobrando as pontas para adquirir uma forma regular.


Notas:

À massa base pode ser adicionada pimenta acabada de moer, ou ervas picadas finamente.
A sêmola não é indispensável, farinha serve perfeitamente.
Para esparguete ou talharim, não é conveniente ultrapassar a posição 4 do cilindro.
A massa fresca demora menos tempo a cozer, entre 2 e 4 minutos.
Se não for usar logo, guarde no frigorifico.
Depois de seca pode ser guardada em frascos.

Não é linda a minha bandeira?

Fonte: "Na cozinha com Jamie Oliver"

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Almoço de massa num minuto


Este é o meu novo "gadget.
Ao tempo que andava a namorar uma cortadora de massa manual, (mas pode ser incorporado motor eléctrico).
Apreciadora de massas como sou, parecia impossível que as massas frescas não fizessem parte dos meus ensaios culinários. Agora já não há desculpa.
Logo no mesmo dia, mãos á obra! Almoço: Massa fresca, pois e com quê???

Na minha ida semanal ao supermercado, um dia destes deparei-me com pérolas do mar .
São rodelinhas pequenas de pota (lula um pouco maior) congelada e embalada em vácuo.
Isto mais uns camarões e umas delicias do mar, já tenho acompanhamento.

Agora só falta o molho:

Esmaguei 1 cabeça de alhos e fritei ligeiramente num pouco de azeite.
Juntei as pérolas e os camarões e deixei fritar. Temperei com sal pimenta e um pouco de piripiri.
Finalmente adicionei as delicias e um pacote de natas.

Já tinha molho, a gora era só juntar a massa depois de cozida, que sendo fresca é um instante são só 2 minutos.


Não tenho fotos da massa, pois estava sozinha e com as mãos cheias de massa, não dava jeito nenhum pegar na máquina fotográfica.

Num próximo post:
Receita de massa fresca com fotos a acompanhar.

Fica prometido.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Pizza louca

Está a aproximar-se o fim de semana, e a vontade de cozinhar está condicionada pelo calor intenso que se faz sentir por estes lados, por isso hoje um prato muito informal, que nasceu do facto de não privar a família da chamada "fast food".

Esta pizza costuma aparecer de vez em quando na nossa mesa do jantar nos dias de relax, ou para convívio informal com amigos. Aqui em casa gostamos da massa alta e fofa, daí estar indicada a quantidade de 1 Kilo de massa, deverá ser menos para quem prefere massa fina e estaladiça. Os ingredientes que usamos reflecte a nossa preferência pelos sabores tradicionais e mediterrânicos, claro que, e quando falamos de pizza, a versatilidade dos ingredientes proporcionam uma infinidade de combinações. O nome é da autoria da minha F. há também um amigo que a chama de “bolo-rei” devido ao aspecto e ao tamanho. Espero que gostem!


Cá vai:

Ingredientes

• Massa de 1 pão de Kilo
• 300 ml de molho de tomate *
• Chouriço espanhol
• Bacon em cubos
• Azeitonas pretas
• Pimento verde
• Pimento vermelho
• Fiambre
• Queijo
• Orégão
• Azeite


Preparação

Prepara-se a massa na máquina do pão.
Depois de levedada, estende-se com as mãos de maneira a ficar com a forma pretendida. (Tenho uma forma rasa e redonda para o efeito, mas o tabuleiro do forno serve perfeitamente, no entanto aconselho a forrar com papel vegetal).
Colocam-se pedaços de queijo Mozzarela ou outro a gosto no rebordo, enrola-se para cima e faz-se pressão para prender.
Espalha-se o molho de tomate * por toda a superfície.
Dispõem-se os pimentos cortados em tirinhas, (ingrediente importante para cortar o sal das carnes fumadas), as rodelas de chouriço, os cubos de Bacon, o fiambre esfarrapado e as azeitonas descaroçadas e cortadas em rodelas.
Cobre-se generosamente toda a superfície com queijo, polvilha-se com orégão e rega-se com um fio de azeite.
Vai ao forno.


• *Molho de tomate:

Refoga-se ligeiramente 1 cebola e dois dentes de alho em um pouco de azeite, junta-se tomate sem pele e sem grainhas, mantém-se o lume baixo, tempera-se de sal e pimenta, e vai-se juntando água morna só para não secar, perto do final da cozedura junta-se orégão ou manjericão.
Tritura-se tudo com a varinha mágica ou no copo de batidos.
Pode ser feito em grande quantidade aproveitando a época do tomate, e depois de frio ser congelado em doses individuais.


Tenho o trabalho facilitado desde que adquiri a máquina de pão, pois enquanto a massa prepara posso ir tratando dos ingredientes.



Antes, ou preparava a massa manualmente, ou então adquiria a massa na padaria.








Bom fim de semana!

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Leite Creme

Mais um doce tradicional português, recolhido pela Dª Maria de Lourdes Modesto.

Usei:


5 Dl de leite
5 Colheres sopa de açúcar
5 Gemas
1 Colher sopa de farinha de trigo
Raspa de 1 limão
Açúcar para queimar


Fiz assim:

Bate-se as gemas com o açúcar e a farinha.

Quando a mistura estiver fofa e homogénea, rega-se com o leite fervido com a casca de limão, e leva-se a cozer em lume brando até espessar um pouco.

Coloca-se no prato de servir ou em taças. E deixa-se arrefecer até ganhar pele.

Polvilha-se com açúcar e queima-se com ferro em brasa, ou com o maçarico.

Sugestão:

Pode polvilhar-se com canela.

Receita retirada do livro: "Cozinha Tradicional Portuguesa"

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Talassas

Talassas é o nome português para esta delicia normalmente conhecida por Gaufres, Waffles ou Bolacha americana. Há inclusive uma região de Portugal, a Covilhã, onde é tradicional.

Esta receita, foi retirada do livro: “Receitas escolhidas” de Maria de Lourdes Modesto


Ingredientes


  • 125g Açúcar
    250g Farinha
    5dl Leite
    3 Ovos
    60g Margarina
    q.b. Sal


    Instruções

    Misture muito bem numa tigela, os ovos inteiros com a farinha.
    Quando a mistura estiver lisa, junta-se o leite frio pouco a pouco mexendo sempre.
    Adicione o açúcar, a margarina derretida e uma pitada de sal.
    A massa descansa 30 minutos, antes de ir ao aparelho bem quente e untado.

    Sirva com mel, xaropes, açúcar e canela ou com geleia de fruta.

(As nossas foram acompanhadas com gelado de nata e molho de chocolate quente)