quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Creme de chuchu com milho doce e parmesão


No frio do Inverno, troco as saladas pelas sopas, principalmente nos almoços apressados.
Para fugir à regra dos caldinhos de legumes, que eu gosto muito, desta vez uma combinação diferente e leve.
Se experimentarem este creme não deixem de o servir com o queijo, pois faz realmente a diferença.
Esta pode ser uma boa opção para o menu de fim de ano, quando a noite for alta, e o estômago reclame por conforto sem excessos.
Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

4 chuchus
1 cebola grande
1 alho francês (a parte branca)
3 dentes de alho
água q.b.
sal q.b.
1 fio de azeite
150g de milho doce cozido e escorrido
lascas de parmesão para servir

Fiz assim:

Preparei os legumes, descascando-os e cortando-os em cubos pequenos.
Coloquei na panela e cobri com água, deixei cozer até ficarem macios.
Reguei com o azeite e triturei, não usando a água toda só o suficiente para fazer um creme não muito espesso.
Adicionei o milho, temperei de sal e deixei retomar a fervura.
Serve-se bem quente com as lascas de parmesão.

Notas:

Pode usar outro queijo a gosto desde que seja de pasta dura.
Se preferir substitua 2 chuchus por batata.
Use milho pré cozido congelado ou enlatado para simplificar a confecção.


Inspiração: “Saberes e sabores”

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Farófias

Esta é uma especialidade da minha mãe, a piolha volta e meia pede-me para fazer, pessoalmente não é dos doces que mais gosto, mas eu sou fiel ao chocolate e especiarias por isso desconfiem sempre da minha opinião.
È um doce tradicional, muitas vezes usado para aproveitamento de claras.

Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Usei:

8 Ovos
1 l leite
1 tira de casca de limão
açúcar a gosto
canela q.b.

Fiz assim:

Bati as claras em castelo firme com uma pitada de sal.
Num tacho largo, levei ao lume o leite com o açúcar e a casca de limão.
Quando começa a querer ferver, vão-se colocando colheradas de claras que se voltam só uma vez e se retiram com espumadeira para o prato de servir.
Quando se esgotarem as claras, coe leite e volte a colocar ao lume, junte as gemas batidas em fio e vá mexendo até engrossar um pouco.
Deite sobre as farófias e polvilhe com canela.
Sirva frio.

Notas:

Não deixe cozer demasiado as claras para não ficarem “borrachudas”.
Em vez de colocar a casca de limão no leite, junte as raspas ás claras em castelo.
Se fizer este doce como aproveitamento de claras use um molho de caramelo ou baunilha, ou outro a gosto.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Salmão ao vapor com funcho e manteiga de laranja

Gosto muito de peixe, mas o peixe cozido na água fica com um aspecto pouco apelativo, por isso gosto de o cozinhar no vapor.
Também já vos confessei a minha paixão por ervas aromáticas, elas são por si só um tempero completo, desta vez o adocicado do funcho com o ácido dos citrinos, resultou numa verdadeira “gulodice”.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

3 Postas de salmão
1 Limão
1 Ramo de funcho
1 Folha de louro
2 Dentes de alho
Pimenta preta acabada de moer
Rama verde de 1 alho francês
Sal q.b.

Fiz assim:

Na panela coloquei a água com a rama do alho francês.
No recipiente do vapor, coloquei as postas de salmão, por cima dispus os alhos só com uma pancada, (com casca), o funcho, o louro, a pimenta e o limão cortado em gomos, temperei com umas pedrinhas de sal, e deixei cozer.

Preparei a manteiga, batendo-a vigorosamente com a raspa e o sumo de ½ laranja.
Se as laranjas forem enceradas, não use a casca, apenas o sumo.
Usei manteiga meio sal amolecida.

Acompanhei com grelos de couve também cozidos no vapor.


Notas:

Os produtos cozidos no vapor retêm melhor os sais minerais, as vitaminas hidrossolúveis, a cor e o sabor dos alimentos.
Para cozinhar no vapor, precisa-se de uma panela apropriada, com uma cesta para colocar a comida em cima e um recipiente para água na parte de baixo.

Descobri mais uma mania minha: Utensílios de cozinhar a vapor!



sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Trança de avelãs

O meu fiel companheiro e meu incansável ajudante de cozinha dos últimos 15 anos morreu! Não resistiu a complicações inerentes à velhice e sucumbiu deixando-me o jantar cru e dois tabuleiro de Madalenas arruinados.
Estou a falar, claro está do meu forno. Fiquei desolada, a semanas do Natal sem forno, ai, ai!...Fui a correr pesquisar um substituto à altura, e já que tinha que comprar novo, fui exigente mas comprei da mesma marca em homenagem ao seu antecessor, afinal foram 15 anos de trabalho árduo sem uma única queixa.
Adiante…, para inaugurar o meu novo “namorado”, uma deliciosa trança, vejam só:




Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Usei:
(massa)


500 g Farinha sem fermento
1 Saqueta fermento instantâneo
2 dl Leite morno
2 Ovos
Raspa de ½ limão
1 Pitada de sal
50 g Açúcar
100 g Manteiga meio sal

(recheio)

200 g Avelãs moídas
200 g Açúcar amarelo
2 Claras de ovo
4 c Sopa de leite

(para pincelar)

Leite

Fiz assim:

Preparei a massa na máquina do pão, colocando primeiro os líquidos e depois os sólidos.


Importante: os ovos devem estar à temperatura ambiente e devem ser ligeiramente batidos e a manteiga amolecida.
A farinha é colocada de maneira a formar barreira entre os líquidos e o fermento.


Enquanto a massa leveda, prepara-se o recheio batendo com uma vara de arames as claras, junta-se o leite e bate-se mais um pouco, junta-se depois as avelãs moídas e o açúcar. Fica uma pasta.
Depois da massa preparada e levedada, espalma-se para retirar o ar e divide-se em 3 partes.
Com o rolo da massa, estende-se cada uma das partes em forma de rectângulo, barra-se com o recheio e enrola-se como se fosse uma torta, faz-se o mesmo para as três partes de massa.
Une-se as extremidades do topo dos rolos e com uma faca afiada faz-se cortes superficiais em todo o comprimento dos três rolos.
Entrança-se os rolos e volta-se a unir as extremidades no final. Pincela-se com leite e deixa-se a massa crescer ao abrigo de correntes de ar durante 30 minutos.
Vai ao forno pré aquecido a 220º durante 40 minutos.
Deixa-se repousar sobre a grelha para arrefecer.

Notas:

Se não usar máquina do pão para fazer a massa, disponha os sólidos sobre a pedra faça um buraco ao meio onde deita os líquidos. Amasse bem, forme uma bola e deixe levedar.
Se usar fermento fresco, dissolva-o antes no leite morno.
Por cima da pasta de avelãs deitei chocolate amargo ralado.
Pode usar as gemas que sobram do recheio para depois de dissolvidas num pouco de leite, pincelar a trança.

Rende uma trança grande.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Camembert com doce de figos secos

Eu e a piolha, somos umas devoradoras de queijo, mas por vezes, “não há fome que não dê em fartura”, já diz o povo!
O coitado do camembert estava esquecido no frigorífico, e mesmo para duas glutonas, um queijo só assim simples de certeza que não “marchava” de uma vez só, por isso:

Usei:

1 Queijo camembert
4 c sopa de doce de figo seco
1 c sopa de azeite extra virgem
1 c sopa de orégãos secos
pimenta preta acabada de moer

Fiz assim:

Retirei uma tampa ao queijo.
Coloquei o queijo num prato que vá ao forno e à mesa.
Por cima espalhei o doce, o azeite, os orégãos e a pimenta.
Foi ao forno até a pasta do queijo e o doce se terem começado a fundir.
Servi com snacks de pão estaladiço de sementes e alecrim.

Notas:

Por norma todos os queijos maduros combinam com doce de frutos pouco ácidos.Um queijo que não é maduro, pelo contrário, é fresco e combina muito bem com doce é o requeijão, principalmente com doce de abóbora.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Peixinhos da horta

Esta é uma receita tipicamente portuguesa e muito do meu agrado.
O polme pode ter várias versões, mas optei por colocar a receita tradicional, deixo à vossa imaginação as variações.
Serve tradicionalmente como entrada mas pode muito bem ser uma refeição completa com o devido acompanhamento.

Usei:

500g feijão verde
1 Ovo
100g farinha
1 Cebola picada
Sal q.b.
Pimenta q.b
Água gelada q.b.

Fiz assim:

Retirei o fio ao feijão, cortei ao meio e cozi em água temperada de sal.
Numa tigela, coloquei a farinha e a água suficiente para fazer o polme, juntei depois a cebola picada muito miudinha e temperei de sal e pimenta preta moída na hora.
Deixa-se repousar um pouco.
Escorre-se o feijão e juntam-se dois a dois com um palito de madeira.
Passam-se pelo polme e fritam-se em óleo.
Escorre-se bem sobre papel absorvente, e serve-se quente ou frio.

Notas:

O polme deve repousar pelo menos 30 minutos no frigorífico.
Use água com gás ou cerveja para dissolver a farinha.
A consistência do polme depende do gosto pessoal.
Acompanhe com arroz de feijão ou de tomate.

Peru assado no forno com molho de vinho do Porto

Já de olhos postos nas receitas natalícias, lembrei-me deste tempero para aves assadas no forno, que para além de ser tão simples é muito saboroso, é receita garantida para o sucesso e ainda por cima deixa-nos tempo livre para aqueles doces que não dispensam a nossa vigilância constante.
Era eu uma inexperiente na cozinha, quando a minha mãe me deu um pato! Eu pensei: “Ai, e agora? O que é que eu faço com isto?” Não dei parte de fraca, corri a abrir o “Mestre cozinheiro”, um dos meus manuais em caso de emergência, e deparei-me com este tempero, tão fácil tão fácil, que até custa a acreditar. Convidei a família toda para jantar e resultado: até a minha mãe que é uma cozinheira de mão cheia passou a adoptar a técnica.


Usei:

1 Perna e coxa de peru
1 Cabeça de alhos
1 Copo de vinho do Porto
100g margarina
Sal q.b.

Fiz assim:

Esfreguei a peça a assar, (neste caso peru), com a mistura de alho e sal, esmagada no almofariz.
Coloquei na assadeira e por cima dispus a margarina cortada em pedacinhos, reguei com o vinho do Porto, e levei a assar tapado com folha de alumínio em forno aquecido a 200º.
Ir regando com o molho de vez em quando.
Perto do final, retirar o papel de alumínio para tostar.

Notas:

Para aves inteiras, é conveniente dar uma cozedura prévia.
Use a panela de pressão para se tornar mais rápido e económico.
Acompanhe com legumes ou batatas assadas e regadas com o molho que se formou.
Ou batatas cozidas (mas firmes) e depois adicionadas ao assado ainda no forno, para tomarem o gosto.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Cozido à portuguesa


Na minha opinião, este é dos mais ricos, saborosos e saudáveis pratos da nossa gastronomia, gosto de o confeccionar de Inverno, usando um púcaro de barro junto ao lume da lareira, e com todo o vagar, deixar borbulhar o caldo onde vão cozendo primeiro as carnes e depois os legumes.

A maneira de confeccionar é igual, mas mostro-vos fotos do meu e do cozido na cozinha da minha mãe, um pouco mais rústica como convêm a este prato.

Usei:

500g Carne de vaca de cozer
1\2 chispe de porco
1\2 orelheira
1 chouriço de carne
1 chouriço de sangue
1 farinheira
100g toucinho entremeado
1 morcela de arroz
1 couve portuguesa
1 couve lombarda
1 nabo
2 cenouras
4 batatas
1 chávena de arroz
sal
hortelã


Fiz assim:

Com alguma antecedência salgam-se as carnes.

Colocam-se a cozer em panela grande com água, vão-se retirando as carnes á medida que vão ficando cozidas, quando as ultimas estiverem quase cozidas juntam-se os enchidos picados com um palito de madeira para não rebentarem.

Depois de tudo cozido, retiram-se e regam-se com um pouco de caldo.

Retira-se o caldo necessário para cozer o arroz, de maneira que fique soltinho.

Entretanto tem-se já os legumes preparados, e vão-se introduzindo na panela, primeiro o nabo e a cenoura e depois as couves, finalmente as batatas.

Depois de cozidas as hortaliças, retiram-se da panela e por cima colocam-se raminhos de hortelã.

Dispõem-se as carnes na travessa á volta do arroz, e serve-se juntamente com os legumes.

Vá rectificando o sal ao longo da cozedura dos legumes e do arroz.

Notas:
Aproveite o caldo do cozido para hidratar cuscus, tempere com cominhos e hortelã.

Pode também fazer uma sopa, use aletria ou outra massa fina.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Pho de galinha


O que fazer quando a “piolha” anda de volta de mim: “Mãeeee… quando é que fazes canja???” E a mim me apetecem sabores exóticos? Fácil: Pho!
Pho é sopa em vietnamita, a receita que tenho no meu livro: “Essencial da cozinha asiática” é de um pho de carne de vaca, assim para disfarçar o pedido de canja, fiz uma adaptação com galinha, e mais umas coisitas…

Usei:

2 peitos de galinha caseira
5 cm de gengibre fresco
1 c chá sal
agua q.b.
6 grãos de pimenta preta
1 pau de canela
4 cravinhos da índia
6 sementes de coentros
1 estrela de anis
2 c sopa de molho de peixe
½ pacote de nodles de arroz
1 cebola
1 molho pequeno de coentros
1 chávena de cenouras baby
1 chávena de maçarocas de milho baby
2 ovos cozidos

Fiz assim:

Cozi a galinha em água com o sal, o gengibre, a cebola e os talos dos coentros, até a carne se desprender dos ossos. Mantive a panela destapada e fui retirando a espuma que se ia formando.
Juntei a pimenta, a canela, o anis, os cravinhos, as sementes de coentros e o molho de peixe e deixei ferver mais 10 minutos.
Retirei a carne e coei o caldo de novo para dentro da panela.
Juntei as cenouras e o milho e deixei ferver mais 10 minutos.
Desfiei a carne, descasquei e cortei em tiras os ovos, e com água muito quente hidratei a massa e escorri.
No prato coloquei um pouco de massa, de ovo e de galinha, cobri depois com o caldo muito quente.

Notas:

As maçarocas de milho, os ovos e as cenouras não fazem parte da receita original.
A carne para o pho de carne é: ossos da perna, carne de cozer e alcatra.
No original é pedido galangal que eu substitui por gengibre.
O caldo pode ser congelado.
Usei maçarocas de milho baby de conserva em água e sal.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Strudel de espinafres e requeijão

Dia de arrumações na despensa e frigorífico pode ser muito chato, mas também pode ser inspirador para transformar ingredientes em refeições diferentes.
O que me aconteceu foi que no frigorífico estava uma embalagem de massa filo e um requeijão, na sacola das compras tinha vindo um molho de espinafres, no frasco dos frutos secos um punhado de pinhões…
Mãos à obra!

Usei:

1 Embalagem de massa filo (10 folhas)
1 Molho grande de espinafres (as folhas)
1 Requeijão (+- 200g)
Azeite
2 Dentes de alho
Ervas aromáticas a gosto (usei orégãos)
Sal
Pimenta
Pinhões e / ou nozes


Fiz assim:

Cozi os espinafres no vapor, escorri, e piquei finamente.
Numa frigideira, aqueci o azeite e juntei os alhos muito bem picados e depois de alourarem um pouco juntei os espinafres e os frutos secos e salteei um pouco.
Juntei depois o requeijão esfarelado e envolvi muito bem.
Temperei de sal e pimenta e polvilhei com os orégãos secos.
Retirei do lume e reservei.

Na bancada, por cima de um pano de cozinha, fui sobrepondo as folhas de massa depois de as ter pincelado ligeiramente com azeite, com excepção da última que não se pincela.
Sobre esta, coloca-se o recheio de espinafres, e com a ajuda do pano, enrola-se como se fosse uma torta.
Para selar a massa, pincele com água e pressione ligeiramente.

Coloque uma folha de papel vegetal untada num tabuleiro, e coloque o strudel com a abertura para baixo.
Pincele ligeiramente com azeite e polvilhe com pão ralado.
Vai ao forno até ficar dourado, mais ou menos 20 minutos.

Notas:

Esta receita pode ser feita com massa folhada.
Enriqueça o recheio juntando uma gema de ovo batida e temperada com noz-moscada.
Sirva como entrada, ou refeição ligeira com acompanhamento a gosto.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Biscoitos de manteiga de amendoim

Não fazendo parte dos nossos hábitos, a manteiga de amendoim é muito popular entre as crianças, e não só, nos EUA.
Tinha em casa um frasco deste creme, e por isso decidi testar mais estes biscoitos do Le cordon bleu.
Ficaram mais que aprovados, leves e a desfazerem-se na boca, sabem bem a qualquer hora.
Digam lá, já estavam a estranhar eu não publicar uns biscoitinhos, não é?

Usei:

120g manteiga sem sal à temperatura ambiente
120g açúcar amarelo
80g açúcar mascavado claro
1c chá extracto baunilha
125g manteiga de amendoim
1 ovo
200g farinha de trigo
1 pitada de sal
75g amendoim torrado sem sal

Fiz assim:

Na batedeira coloquei as manteigas e os açúcares e deixei bater até incorporar.
Juntei o ovo ligeiramente batido com o extracto de baunilha batendo sempre até ficar cremoso.
Retirei da batedeira e incorporei a farinha peneirada com o sal.
Por fim juntei o amendoim.
Moldei uma bola, envolvi em película e deixei a repousar no frigorífico até ficar firme.
Forram-se dois tabuleiros com papel vegetal, e pré aquece-se o forno a 180º
Divide-se a massa em três partes e sobre uma superfície enfarinhada moldam-se cordões que se cortam em pedaços iguais (mais ou menos 10 bolachas por cordão).
Com as mãos molde cada um dos pedaços em bolas, coloque no tabuleiro e achate ligeiramente com um garfo enfarinhado.
Nesta altura pode decorar as bolachas com amendoins inteiros ou em metades.
Leve ao forno durante mais ou menos 15 minutos.
Rendimento: 30 bolachas.

Notas:

Usei manteiga de amendoim com pedaços e reduzi a quantidade de miolo de amendoim.
Pode torrar os amendoins no forno a 180º durante 2 ou 3 minutos.
Esta massa pode ser congelada depois de moldados os cordões.

Pode colocar no forno dois tabuleiros ao mesmo tempo, mudando a posição dos mesmos a meio da cozedura.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Faki

Esta sopa de lentilhas de origem grega, embora de confecção diferente da que estamos habituados, (pois não têm uma base cremosa), têm um sabor mediterrânico muito do agrado dos palatos portugueses.
Há uma outra sopa muito semelhante em que as lentilhas são substituídas pelo feijão, a esta dão os gregos o nome de: Fassoulada.
A Fassoulada não leva cenoura e a erva aromática usada é a hortelã.



Escusado será referir que esta será, mesmo no limite, a minha participação no rei da quinzena.

Usei:

300g de lentilhas verdes
1 Cebola grande
2 Hastes de aipo (sem as folhas)
1 Cenoura grande
1 C sopa de azeite
1 Dente de alho
1 Ramo de salsa
1 Folha de louro
500g de tomate bem maduro
1,5 L de água
Sal q.b.
2 C sopa de vinagre (facultativo)
Orégãos q.b.

Fiz assim:

Com a devida antecedência, coloquei as lentilhas de molho em água fria.
Preparei os legumes, cortando-os em cubos pequenos e coloquei na panela com o azeite.
Salteei um pouco sobre lume forte e depois juntei o alho picado e as lentilhas escorridas, a salsa picada o louro e por ultimo, o tomate reduzido a puré.
Reguei com a água e deixei cozer até as lentilhas e a cenoura estarem macias.
Tempera-se de sal, deixa-se ferver alguns minutos, junta-se o vinagre e os orégãos, serve-se e saboreia-se.

Notas:

Querendo uma sopa mais espessa, coza as lentilhas previamente, e esmague algumas, antes de as adicionar à sopa espere até a cenoura amolecer, neste caso rega-se com o caldo resultante da cozedura das lentilhas.
Fonte: Cozinhar com vegetais.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Feijão branco com salsichas toscanas e azeitonas verdes


Eu sei, eu sei… as minhas azeitonas são pretas, mas é assim que eu gosto mais delas.
No passado mês de Outubro a revista Blue cooking publicou uma rubrica chamada comida de tacho, eu achei muito engraçado porque embora goste muito de cozinhar, depois colocar a comida na travessa para mim é um desperdício de tempo e de loiça para lavar, então, (e desculpem-me a franqueza), a maior parte das vezes vai o tacho para a mesa, rústico, hã!
Neste caso, um tacho de ferro, que foi prenda de aniversário do meu mais-que-quase-tudo, que para além de ir ao fogão e ao forno também foi à mesa!

Usei:

1 C sopa de azeite extra virgem
300g de salsichas frescas Toscanas
1 Cebola fatiada fina
2 Dentes de alho picados
1 C chá de paprika ou pimentão-doce
1 Chávena de vinho branco
2 Folhas de louro
400g de tomate picado sem pele e sementes
1 Chávena de caldo de galinha
12 Azeitonas
400g de feijão branco demolhado e cozido
Salsa picada para servir

Fiz assim:

Aqueci o azeite no tacho e salteei as salsichas em lume alto até dourarem de todos os lados.
Retirei as salsichas do tacho e reservei.
Baixei o lume para médio e juntei a cebola até ficar mole sem fritar, adicionei depois o alho, a paprika e o vinho, deixa-se cozinhar durante mais ou menos 5 minutos até reduzir um pouco.
Adiciona-se o louro, o tomate e o caldo, deixa-se retomar fervura e junta-se o feijão e as salsichas, tapa-se e cozinha durante mais ou menos 20 minutos.
Pré aqueça o forno a 180º.
Misture as azeitonas ao estufado, volte a tapar e leve ao forno mais 10 minutos.
Ao retirar do forno polvilhe com salsa picada.

Notas:

Sirva com puré de batata ou polenta e com salada de legumes crus.
Pode usar tomate e feijão de conserva.
Já há no mercado, caldos pré feitos biológicos que substituem os caseiros há falta destes.
Da próxima vez vou fazer esta receita com lentilhas.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Pão macaco

Embora a decoração de fundo na foto lembre África, este pão doce, ou bolo, é uma especialidade americana, que recomendo vivamente.
È também denominado de pão de bolhas devido ao seu aspecto.
Não faço ideia do porquê do nome pão macaco, quando iniciei uma busca na net para tentar encontrar respostas, reparei que o
Virtual chef passou pela mesma frustração.
Nomes à parte, o que interessa é que é irresistível pelo seu aroma a canela e nozes.

Usei:
(para a massa)

1 Saqueta de fermento em pó instantâneo
450g de farinha tipo 55
½ C chá de sal
1 C sopa de açúcar em pó
½ Chávena de leite morno
½ Chávena de água morna
1 Ovo ligeiramente batido

(para envolver)

½ Chávena de sultanas
3 C sopa de brandy
1 Chávena de nozes picadas
1 C chá de canela em pó
3 C sopa de açúcar amarelo fino
1 Chávena de manteiga derretida

Fiz assim:

Numa tigela, misturei a farinha, o sal o açúcar e o fermento, abri no meio uma cova e deitei o leite, a água e o ovo. Incorporei a pouco e pouco toda a farinha nos líquidos.
Passei para a bancada enfarinhada e amassei bem durante 10 minutos.
(Esta primeira fase pode ser feita na máquina do pão, mas estava a precisar de um anti stress, e nada melhor que dar murros em alguma coisa, nem que seja massa.)
Forma-se uma bola com a massa, traça-se uma cruz no topo, (como me ensinou a minha avó), transfere-se para a tigela ligeiramente untada, cobre-se com película aderente e deixa-se dobrar de volume ao abrigo de correntes de ar, mais ou menos 45m.

Unte e enfarinhe uma forma de aro e chaminé.
Numa caçarola pequena, coloque as sultanas e o brandy, e leve ao lume durante mais ou menos 2 minutos, cuidado para não aquecer demais. Reserve.
Misture numa tigela as nozes picadas a canela e o açúcar amarelo. Reserve.
Derreta a manteiga. Reserve.

Retire a massa da tigela e amasse ligeiramente para retirar as bolhas de ar que se formaram. Divida a massa e forme bolinhas que depois de passar pela manteiga e pela mistura de nozes, se vão colocando na forma.
Quando tiver usado mais ou menos metade da massa, coloque nos intervalos das bolinhas as sultanas demolhadas.
Continue a formar bolinhas e a colocar na forma, depois de as ter também passado por manteiga e pela mistura de açúcar e nozes.
Quando acabar, polvilhe todo o pão com o restante açúcar e nozes e regue com a manteiga que sobrou e o brandy.
Cubra a forma com película aderente, e deixe repousar ao abrigo de correntes de ar até a massa atingir o bordo da forma.
Enquanto isso, pré aqueça o forno a 190º
Por fim, retire a película e deixe o pão a cozer durante 35 ou 40 minutos ou até ficar dourado.

Notas:

Use Rum em vez de brandy.
Em vez das nozes ou em conjunto com elas, use sementes de papoila.
Este pão não se corta, vão-se retirando bolinhas com a mão directamente para a boca.

Fonte: Manual enciclopédico do pão caseiro

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Salteado de bulgur sementes e legumes


Nunca gostei muito de acompanhamentos tradicionais, principalmente batatas fritas ou simplesmente cozidas. E ainda por cima de vez em quando entro na fase da falta de apetite, onde só me apetece, sopa, sumos naturais ou saladas, acho que deve ser o “interruptor” que desliga temporariamente, pois tenho outras fases de devorar chocolate à boca cheia, ou pratos enormes de massa com “oceanos” de molho. Enfim… adiante!
Este foi o meu segundo ensaio com bulgur, o primeiro tinha sido apenas hidratado em água quente e incorporado numa salada, pois queria conhecer o verdadeiro sabor. Este delicioso ingrediente foi-me dado a conhecer pela minha querida amiga
Lídia do Cozinha Turca, passem por lá e confiram as deliciosas receitas.


Usei:

1 chávena de café de bulgur
½ couve chinesa
1 Courgete
1 Alho francês
1 Cenoura
1 Chávena de chá de rebentos de soja
2 C sopa de óleo de sésamo
1 Rodela de gengibre
4 C sopa de sementes de sésamo pretas
Q.b. molho de soja para temperar

Fiz assim:

Cobri o bulgur com água muito quente, e deixei hidratar.
Enquanto isso, ralei a cenoura e dei-lhe uma fervura.
Preparei os outros legumes, cortando-os o mais finamente possível, no caso da courgete, antes retirei a parte das sementes que contêm muita água, e não iria permitir a textura crocante desejada.
No wok deitei o óleo, depois de quente juntei as sementes, quando começaram a crepitar, juntei os legumes e salteei, depois de bem incorporados juntei o bulgur e deixei-o tomar o gosto dos legumes, no final temperei com um pouco de molho de soja.

Notas:

Da próxima vez irei temperar com sal pimenta e cominhos, para um sabor mais "quente".
Este prato pode servir como acompanhamento de carne, peixe ou salgadinhos, ou ainda de refeição ligeira morno ou frio.

O bulgur encontra-se à venda nas lojas de produtos naturais e diatéticos, mas também já vi em hipermercados junto ao arroz.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Cronica de um casamento













Olá! Voltei!
Tinha esperança de ter boas fotos para vos mostrar, mas, as que tenho neste momento foram tiradas pela família e a maior parte estão tremidas, deve ter sido do vinho e do champanhe. Resta-me esperar pelas do fotógrafo profissional.

Então eu vou contar como foi:
Na 6ª feira, reunião familiar ao jantar para festejar a despedida de solteiros do casal, a ementa foi: Arroz de pato, fados e guitarradas.

No Sábado, ida ao cabeleireiro logo de manhã muito cedinho.
Recepção dos convidados em casa dos meus pais e dos noivos, com mesa de: frutas, queijos, bebidas, doces, pão, carnes frias e salgadinhos. Tudo confeccionado pela família, com especial destaque para as deliciosas empadinhas de galinha da tia Maria que eu nem cheguei a provar, e como é de tradição também não faltou o arroz doce. A meu cargo ficaram: os folhados de salsicha, as mini quiches e os bolos de fatia.


A cerimónia decorreu na igreja da graça em Santarém, um monumento no centro histórico com uma rosácea gótica linda.
A igreja estava decorada com rosas brancas, os cânticos estiveram a cargo do
orfeão de Almeirim do qual a minha mãe faz parte, antes a minha amiga Ana interpretou a Ave-Maria de Schubert acompanhada à guitarra pelo meu irmão Tiago.

Dirigi mo-nos depois a um quinta linda nos arredores da cidade, onde fomos recebidos com muitos sorrisos, boa disposição e comida deliciosa. A Imppacto reconfortou-nos á chegada e depois pela tarde e noite fora.
Os pratos estavam muito bem confeccionados, com uma apresentação fantástica, os vinhos estavam completamente em sintonia, e a amabilidade dos colaboradores que nos serviram é um ponto a salientar. De referir também os doces, e os queijos. Tudo delicioso e de muito bom gosto.


No Domingo, reuni mo-nos novamente, (+- 100 pessoas), para almoçar, lanchar e jantar em casa dos meus pais. Durante o dia houve fados e guitarradas, claro!



O noivo, a mana e a "piolha" em casa de meus pais.



A lembrança entregue aos convidados, um pote de geleia de marmelo confeccionada pela tia Maria dos Anjos.

Beijocas, voltarei com receitas, prometo!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Ausente


Queridos visitantes, e em especial aos meus amigos virtuais.
O meu irmão querido encontrou a sua alma gémea, a minha família ficou maior, mais rica e mais unida.
A celebração do casamento será no próximo Sábado com consequências festivas, gastronómicas e musicais até Domingo.
Vou estar com a família, e em especial vou estar 100% disponível para ajudar os meus manos e a minha mãe nos últimos e sempre mais trabalhosos preparativos. Por isso esta cozinha virtual vai estar encerrada até Terça feira, a cozinha real essa vai andar num "fanico"!
Beijos grandes.
Vou sentir saudades.

Feijocas com arroz

Este é um acompanhamento tipicamente Ribatejano.
Feijoca é aquele feijão raiado com veios vermelhos que depois de cozido fica castanho.
Por mim, um prato de feijocas com arroz serve de refeição, mas para os meus conterrâneos é usado como acompanhamento de peixe frito, pataniscas ou carne de alguidar (carne temperada para enchidos e depois frita).


Usei:

1 Chávena de feijão
1 Chávena de arroz carolino
½ Chouriço de carne
1 Cebola
Azeite
1 Folha de louro
Sal
Salsa picada para servir


Fiz assim:

Coloque o feijão de molho com a antecedência necessária.
Coza em água abundante com um fio de azeite, um pouco de sal e uma folha de louro.
O feijão deve ficar macio mas inteiro.
Escorra e reserve a água da cozedura.
Num tacho deite o chouriço ás rodelas e deixe suar um pouco, junta-se depois a cebola picada e deixa-se alourar. Junte o arroz, e refogue.
Quando o arroz tiver absorvido os sabores adicione caldo do feijão necessário para o cozer, (a quantidade de caldo vai depender se gosta do arroz mais ou menos seco, este arroz costuma servir-se caldoso e não seco).
Pouco antes de terminar, junte o feijão e corrija o tempero de sal.

Notas:

Pode substituir a feijoca por feijão manteiga.
Se usar feijão enlatado, use um caldo de legumes para cozer o arroz e coloque a folha de louro no refogado depois da cebola.

Tosta de salmão com ovo mexido

Uma das regras cá por casa é de que Sexta-feira ao jantar a cozinheira está de folga.
Cada um vai para a cozinha e dá largas à imaginação, ou simplesmente prepara uma tosta ou uma sanduíche.
Por vezes os petiscos revelam-se mais trabalhosos do que os jantares do dia a dia, quando a “piolha” me diz: “embora fazer crepes?!” ou: “e se fosse waffles?”
Desta vez, ganhei eu, propus uma tosta de pão rústico, e a “piolha” lambeu o beiço!


Usei:

4 Fatias de pão caseiro ou 2 bolas abertas ao meio
1 Ovo grande
2 c sopa de manteiga
2 dentes de alho
4 pés de salsa
1 tomate

Fiz assim:

Coloquei uma chapa de ferro ao lume, (pode usar uma frigideira de fundo pesado), e tostei as fatias de pão.
Enquanto isso, a “piolha” bateu e mexeu o ovo, numa frigideira anti aderente sem gordura e deixando-o húmido.
Piquei os dentes de alho e a salsa o mais finamente possível e envolvi na manteiga que convêm estar à temperatura ambiente.
A intenção era usar fatias de salmão fumado, mas estavam temporariamente indisponíveis no meu frigorífico, por isso usei salmão ao natural em conserva, que também piquei um pouco.
Barrei a fatia de pão com a manteiga de alho e ervas, de seguida o salmão, em cima uma rodela de tomate e o ovo mexido, decorei com uma folha de salsa.

Nota:

Tenha manteiga de alho, ou de ervas preparada antecipadamente.
Depois de agregados os ingredientes, enrole a manteiga em papel vegetal ou alumínio, mantenha no frigorífico e na hora de usar corte em fatias.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Pudim de anis

Pudim é uma das sobremesas que não tenho por hábito preparar, no entanto não resisti a este por levar anis, um aroma e sabor que gosto muito, (lá vêm as especiarias outra vez).
Não me arrependi, a confecção é fácil, a textura é agradável e o sabor muito bom.
Foi uma das sobremesas do meu jantar de aniversário, pois o meu pai e irmão gostam muito de este tipo de doce.


Usei:

200g de açúcar branco fino
5dl de leite
1 Tira de casca de limão
1c chá de amido de milho
4 Ovos
1 Cálice de licor de anis

Fiz assim:

Preparei uma calda de caramelo e revesti com ela o interior de 6 ramequins.

Pré aqueci o forno a 180ºC e coloquei em cima da grade um tabuleiro com água, (1/3 da altura do mesmo), para ir aquecendo e assim usar para o banho-maria.

Levei o leite ao lume com a casca de limão e deixei levantar fervura. Deixa-se amornar e reserva-se.
Na taça da batedeira, mistura-se o açúcar com o amido de milho, junta-se os ovos e bate-se energicamente até ficar um creme fofo e esbranquiçado.
Retire a casca de limão, e junte o leite em fio ao creme de açúcar e ovos, continuando a bater. Por fim incorpore o licor.
Se necessário, passe pelo passador e distribua o liquido pelas formas, enchendo-as até 2/3 da altura.
Coloque as formas no tabuleiro com a água já quente, e deixe cozer entre 20 a 30 minutos.
Deixe arrefecer, coloque no frigorífico até servir.

Notas:

O pudim é um doce que será sempre melhor confeccionar de véspera.
Em vez de formas individuais pode usar forma normal de pudim.
Pode também ser cozido em panela de pressão, tendo neste caso o cuidado de usar forma com tampa ou isolar com papel de alumínio.
Pode também usar caramelo pré confeccionado.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Pó e pasta de caril

O segredo do autêntico caril asiático reside em moer as especiarias frescas, transformando-as em pó seco ou pasta húmida.
Bastam alguns minutos em lume forte para os aromas se libertarem.

Ao tempo que eu precisava de adquirir um almofariz e pilão que tivesse resistência suficiente para trabalhar especiarias, pois o meu partiu-se ao cair no chão, neste momento tinha alguns em madeira e outro de cerâmica, que diga-se, apenas têm efeito decorativo.
A minha querida cunhada, ofereceu-me de prenda de aniversário, um livro de receitas de massas fantástico e este lindo almofariz e pilão de mármore preto.
Assim e na onda das especiarias aqui ficam algumas receitas de caril em pó e pasta.

Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


*Pó de caril de Ceilão

Numa frigideira pequena, torre em seco:

3 c sopa de sementes de coentro
1 + ½ c sopa de sementes de cominhos
½ c chá de sementes de funcho
1 c café de sementes de feno grego

Mantenha ao lume durante 4 ou 5 minutos ou até as especiarias ficarem castanho escuras, vá mexendo com colher de pau ou abanando a frigideira para evitar que as especiarias queimem.
Introduza no almofariz, ou num moinho, ou no processador juntamente com 1 malagueta seca, 2 cravinhos da Índia pequenos, as sementes de 1 vagem de cardamomo, 1/3 de pau de canela esmagado, 1 folha de caril seco (ou louro), e moa ou triture até obter um pó fino.
Deixe arrefecer, use de imediato ou guarde em frasco hermético.

*Pasta de caril indiano

Numa frigideira de fundo espesso, torre: 4 c sopa de sementes de coentro, 2 c sopa de sementes de cominho, 1 c sopa de sementes de feno grego e 1 c sopa de sementes de funcho.

Deixe arrefecer e moa no almofariz com 2 malaguetas de piri-piri e 2 folhas de caril.
Transfira para uma tigela e junte 2 c chá de corcuma ralada, 2 c chá de pimenta de caena (opcional), 5 c sopa de vinagre de vinho branco e 2 c sopa de água. Misture bem até obter uma pasta macia.

Leve ao lume uma frigideira de fundo espesso, com ½ chávena de óleo de amendoim, quando estiver quente junte a pasta e mexa constantemente em lume brando durante 10 minutos, ou até a água ser absorvida e o óleo vir á superfície.
Deixe arrefecer, coloque em frasco de vidro com tampa.

Aqueça um pouco mais de óleo e deite sobre a superfície da pasta.Deixe arrefecer, tape e guarde no frigorifico até um mês.

*Pasta sambal indonésia

Ponha de molho em água quente 6 malaguetas grandes secas durante 30 minutos.

Coloque no processador com 1 cebola vermelha grande cortada grosseiramente, 3 dentes de alho, ½ c chá de pasta de camarão e 75 ml de óleo.
Misture até obter uma pasta homogénea.
Aqueça um tacho ou frigideira de fundo pesado em lume médio e cozinhe a pasta até ficar muito gordurosa.
Incorpore 80 ml de concentrado de tamarindo, ½ c sopa de açúcar de palma ralado ou açúcar mascavado, 1 c chá de sal e ½ c chá de pimenta moída.
Deixe arrefecer e coloque em frasco esterilizado.
Guarde no frigorífico até duas semanas ou congele até três meses.

*Garam massala

Coloque numa frigideira, 4 c sopa de sementes de coentros, 2 c sopa de vagens de cardamomo negras, 3 c sopa de sementes de cominhos, 2 c sopa de pimenta preta em grão, 1 c sopa de cravinho da índia e 1 + ½ pau de canela e torre em lume médio até libertar o aroma.
Abra as vagens de cardamomo retendo apenas as sementes. Ponha as especiarias torradas no moinho, ou processador, (eu prefiro o almofariz), juntamente com ½ noz moscada fresca e ralada no hora, e moa até obter um pó.
Use imediatamente ou guarde em frasco hermético.


Variações do Garam Massala tradicinal

* Massala de Gujarat

Adicione 1 c sopa de sementes de sésamo, 2 c chá de sementes de funcho, 1 c chá de sementes de alcaravia e 3 ou 4 malaguetas secas.

* Massala de Caxemira

Use sementes de nigela, cápsulas verdes de cardamomo em vez das negras, e adicione 2 laminas de macis e ¼ de noz-moscada.

* Massala Do

Reduza os coentros para 2 c sopa, e o cardamomo para 1 c sopa.
Adicione 1 c sopa de cápsulas verdes de cardamomo, 2 c chá de sementes de funcho, 2 laminas de macis, 1 c sopa de sementes de nigela, 2 c chá de gengibre moído e 1 c sopa de pétalas de rosa secas.



*Pasta balti massala

Ponha num tacho pequeno ou balti, 2 c sopa de sementes de coentro, 1 c sopa de sementes de cominhos, 1 pau de canela desfeito, 1 c chá de sementes de funcho, 1 c chá sementes de mostarda preta, 1 c chá de sementes de cardamomo, ½ c chá de sementes de feno grego, 3 cravos da índia, 2 folhas de louro e 10 folhas de caril.
Torre em lume médio até libertar o aroma.
Passe para o almofariz e deixe arrefecer antes de esmagar com o pilão até obter pó.
Adicione 2 c chá de açafrão da índia moído, (corcuma), 2 c chá de alho em pó, 2 c chá de gengibre moído, 1 c chá de pimenta de caena e 125 ml de vinagre de vinho branco.
Aqueça 125ml de óleo de amendoim num tacho, adicione a pasta e salteie durante 5 minutos.
Use, ou deite em frasco esterilizado.

* Pasta de caril verde (Tailândia)

A pasta de caril verde é o tipo mais picante que poderá fazer, mas pode reduzir a quantidade de malaguetas ou não incluir as sementes.
A pasta de caril verde é ideal para peixe, marisco, frango e legumes.

2 c chá de sementes de coentro
1 c chá de sementes de cominho
1 c chá de pasta de camarão (kapi)
2 c chá de galanga, ou
1 c chá de galanga seca
2 caules de erva limeira (parte inferior) picados
1 c ch´s de casca de lima-kaffir ralada
4 chalotas picadas
3 dentes de alho picados
1 c chá de pimenta-preta moída
½ c chá de moz-moscada ralada
1 molho pequeno de coentros (folhas, caules e raiz) picado
4 c sopa de mangericão tailandês picado
15 malaguetas verdes pequenas picadas

Torre as sementes de coentro e cominho até escurecer, deixe arrefecer e depois moa.
Torre a pasta de camarão envolta em folha de alumínio, durante 1 ou 2 minutos de cada lado. Deixe arrefecer.
Misture todos os ingredientes, e pise no almofariz até obter uma pasta uniforme e macia.

* Pasta de caril vermelha

A pasta de caril vermelha, vai bem com: carne de vaca, caça, pato e porco.

10 malaguetas-vermelhas secas
1 c chá de pasta de camarão (kapi)
1 c sopa de sementes de coentro
2 c chá de sementes de cominho
5 dentes de alho picados
6 chalotas picadas
2 caules de erva limeira (só parte inferior) cortados em rodelas
6 rodelas de galanga
1 c chá de casca de lima-kaffir seca
2 c sopa de raiz de coentro picada
1 c chá de pimenta-preta moída

Corte as malaguetas e deixe-as de molho num pouco de água morna, durante 10 – 15 minutos.
Envolva a pasta de camarão em folha de alumínio, aperte bem e torre em chapa quente durante 1 ou 2 minutos de ambos os lados.
Torre as sementes de coentro e as sementes de cominho. Deixe arrefecer, e moa.
Coloque as malaguetas, a água onde estiveram de molho, e todos os outros ingredientes, numa picadora, e triture até obter uma pasta macia.
Eu prefiro usar o almofariz e pilão.

* Pó de caril de madrasta

2 malaguetas secas
4 c sopa de sementes de coentro
2 c sopa de sementes de cominho
1 c chá de sementes de mostarda
1 + ½ c sopa de grãos de pimenta-preta
6 folhas de caril
½ c chá de gengibre moído
1 c chá de curcuma ralada

Torre as especiarias inteiras numa frigideira de fundo espesso, e deixe arrefecer.
Seque na frigideira as folhas de caril por breves instantes, e junte-as ás especiarias inteiras.
Moa tudo até obter um pó, incorpore o gengibre e a curcuma.
Guarde em recipiente hermético até 2 meses.

* Pó de caril Tamil

Esta mistura do sul da Índia é usada para aromatizar arroz, ou para incorporar num caril de legumes pouco antes de servir.


10 folhas de caril
1 c sopa de óleo de girassol
1 c sopa de sementes de coentro
3 malaguetas secas
uma pitada de assa-fétida
1 c chá de toor dhal (lentilhas-amarelas)
1 c chá de urad dhal (lentilhas-pretas)

Frite as folhas no óleo até ganharem uma cor leve. Retire da frigideira e frite os restantes ingredientes até estes mudarem de cor, sacudindo e abanando a frigideira.
Retire do lume e deixe arrefecer.
Moa todos os ingredientes.
Guarde em recipiente hermético, até 2 semanas.

* Pó de caril do Sri Lanka

Para adicionar a um caril pouco antes de servir.

1 c sopa de arroz cru
2 c sopa de sementes de coentro
½ pau de canela
3 cardamomos verdes
3 cravinhos-da-india
1 c chá de grãos de pimenta-preta
1 c sopa de sementes de cominho
2 raminhos de folhas de caril

Torre o arroz. Adicione as especiarias e as folhas de caril retiradas do caule. Mexa a mistura em lume brando para evitar que queime, até ficarem castanho escuras.Deixe arrefecer e triture ou moa tudo junto.
Eventualmente pode-se adicionar feno-grego e malagueta.

* Pó de caril da Malásia

As especiarias malaias de caril revelam a influencia de uma numerosa população indiana.
Os caris são normalmente cozinhados com leite de coco, por vezes também se adiciona erva-limeira e alho.

½ pau de canela
5 malaguetas secas
1 c chá de sementes verdes de cardamomo
6 cravinhos-da-india
1 c chá de sementes de cominho
1 c sopa de sementes de coentro
2 c chá de curcuma ralada
1 c chá de galanga moída

Moa as especiarias inteiras até obter um pó e incorpore a curcuma e a galanga.
Guarde em recipiente hermético até 2 ou 3 meses.

* Pasta de caril da Malásia

2 caules de erva-limeira (apenas a parte inferior)
1 pedaço (6 cm) de galanga picada
6 dentes de alho picados
2 chalotas picadas
6 malaguetas frescas, sem sementes, picadas
1 c chá de macis moído
1 c chá de grãos de pimenta-preta
1 c sopa de óleo de girassol
½ c chá de sal
1 c sopa de curcuma ralada

Triture ou moa todos os ingredientes numa picadora ou almofariz, juntando um pouco mais de óleo ou água para formar uma pasta macia.
Guarde em frasco tapado no frigorífico durante uma semana.

* Pasta de caril Chakall

4 Dentes de alho
1 Cebola
Raspa de 1 limão
1 c sopa de sementes de cominhos
1 c sopa de sementes de coentro
Erva príncipe (erva-limeira)
2 cm de gengibre ralado
30 Malaguetas sem sementes
1 c sopa de canela moída
1 c sopa de cravo-da-índia moído
1 c sopa de raiz de coentros moída
1 c sopa de pasta de camarão
Sal & molho de peixe.

Torra-se as especiarias inteiras. Deiza-se arrefecer.
Moe-se tudo junto.
Conserva-se no frigorífico.

* Pasta picante do Panamá ( Ritchi Diáblo Bamenda Sauce)

1 Chalota
1 Coração de chilli
1 c sopa de pimenta preta
1 c sopa de pimenta verde
1 c sopa de pimenta verde em conserva
1 c sopa de pimenta rosa
1 c sopa de sementes de coentro
Folhas de coentro
Azeite aromatizado com chilli
Vinagre de arroz
Molho de soja
Molho de peixe
Tritura-se ou moe-se e guarda-se em frasco hermético no frigorifico.

*Pasta de malaguetas

Retire os talos a 100g de malaguetas vermelhas.
Ponha ao lume num tacho pequeno com 125 ml de água e deixe ferver.
Baixe o lume, e cozinhe parcialmente tapado, 15 minutos.
Deixe arrefecer um pouco.
Passe as malaguetas e o liquido para o processador, adicione um pouco de sal, ½ c chá de açúcar, ½ c sopa de óleo e outra de vinagre.
Triture até ficar picado finamente.
Conserva-se em frasco no frio até 2 semanas.

* Pasta de alho

115g de alhos sem o veio central
½ Chávena de água

Processe ou moa até obter uma pasta.
Guarde em frasco com tampa, no frigorífico, até um mês.

* Pasta de gengibre

115g de gengibre descascado e picado
½ Chávena de água

Proceda como na pasta de alho.







Notas:

Preparei o garam massala, e usei num caril de frango.
Acompanhei com arroz de cominhos.

Use para processar as especiarias: Almofariz e pilão, robôt de cozinha, picadora, moinho de especiarias eléctrico ou manual, moinho de café eléctrico ou manual (reservado para o efeito a não ser que aprecie o sabor picante no café).
Coleccionismo ou mania?

Fonte: "O livro essencial da cozinha asiática", "Ervas aromáticas e especiarias", "Cozinha Indiana" e "Cozinha divina Chakall"


quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Filetes no forno em molho de tomate

Tenho duas maneiras de cozinhar peixe que prefiro acima de todas as outras, grelhado e no forno.
Isso não quer dizer que não goste de peixe frito, gosto muito; evito no entanto fazer não só por evitar os fritos mas também pelo cheiro a fritos que invade a casa toda.
Filetes são daquelas coisas que têm antecipadamente o destino traçado: frigideira!
Estes foram para o forno e ainda bem!


Usei:

750g filetes de pescada
2 Cebolas roxas
3 Dentes de alho
Sumo de 1 limão
2 Folhas de louro
Sal a gosto
Pimenta preta moída q.b.
Leite q.b.
Azeite q.b.
Molho de tomate
1 Pimento verde

Fiz assim:

Temperei os filetes com sal, pimenta moída na hora, os alhos laminados e o sumo de limão.
Coloquei num saco de congelação, reguei com o leite fechei, e deixei no frigorífico a marinar umas horas.
No fundo de um recipiente que vá ao forno e à mesa, dispus as cebolas cortadas em rodelas finas, por cima os filetes, as folhas de louro rasgadas e o pimento em tiras.
Reguei com o molho de tomate, que guardo já preparado e por fim um fio de azeite.
Vai ao forno previamente aquecido durante mais ou menos 25 minutos.

Notas:

Servi com risoto preparado com o caldo das amêijoas, pode preparar o seu próprio caldo usando o que for mais conveniente.
Gosto de usar sacos de plástico para marinar alimentos, porque assim estes ficam totalmente envolvidos nos líquidos.

Em vez de filetes pode usar lombos ou centros de pescada ou outro peixe branco.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Caldo verde

Em jeito de homenagem a essa grande interprete e embaixadora do fado que foi Amália Rodrigues; um caldo genuinamente português, pobre em ingredientes mas rico em sabores genuínos da terra.

“…
Basta pouco, poucochinho

p'ra alegrar uma existência singela...

É só amor, pão e vinho e um caldo verde, verdinho

a fumegar na tigela.”


“Uma casa portuguesa”
Música:
V. M. Sequeira; Artur Fonseca

Letra: Reinaldo Ferreira


Usei:

150g de couve galega cortada em juliana fina
250g de batatas farinhentas
1 Cebola
2 Dentes de alho
1 Chouriço de carne
1 Fio de azeite e mais um pouco
1 folha de louro
Sal q.b.
Agua q.b.

Fiz assim:

Cozem-se as batatas descascadas com a cebola, o alho, o louro e o chouriço, em água temperada se sal e um pouco de azeite.
Retira-se a folha de louro e o chouriço, e esmaga-se os legumes cozidos.
Vai novamente ao lume, e assim que retomar fervura, junta-se a couve.
Deixa-se cozer com a panela destapada, só o tempo suficiente para a couve murchar e deixar de saber a cru.
Rectifique de sal, junte mais um fio de azeite e o chouriço cortado em rodelas.


Notas:

Se a couve for muito dura, escalde-a e em seguida passe por água fria.
Substitua o chouriço por salpicão ou paio.
Sirva em tigelas de barro e acompanhe com fatias de broa de milho.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Pataniscas

Típicas da Estremadura, as pataniscas conhecem e evoluem em muitas versões.
Há até quem as confeccione para aproveitar sobras de bacalhau cozinhado, fugindo assim um pouco da forma tradicional de serem confeccionadas. Há também quem confunda pataniscas e pastéis de bacalhau. Para que não restem duvidas, segue a receita que consta no livro de recolha da nossa gastronomia: “cozinha tradicional portuguesa” da Ed. Verbo.

Usei:

2 Postas de bacalhau
1 c sopa de azeite
1 cebola pequena
1 chávena de farinha
1 ovo
leite q.b.
limão q.b.
salsa q.b
sal q.b
pimenta q.b.
água q.b.
óleo para fritar

Fiz assim:

Põe-se o bacalhau de molho de um dia para o outro.
Escalda-se com água a ferver e tiram-se-lhe as peles e espinhas, faz-se em lascas ou cortam-se em filetes pequenos.
Põem-se as lascas a marinar durante 2 horas em leite e limão.
À parte prepara-se um polme espesso com a farinha, o ovo inteiro, sal, pimenta, a cebola e a salsa picadas, o azeite e a água necessária.
Se o bacalhau tiver sido feito em lascas, deitam-se estas no polme e fritam-se em óleo quente colheradas do preparado.
Tratando-se de filetes, cada filete será passado pelo polme e frito depois.
Depois de fritas e muito bem escorridas sobre papel absorvente, polvilham-se as pataniscas com sal fino.

Notas

Para uma refeição completa acompanhe com salada de feijão-frade.
Serve 4 pessoas
As pataniscas são igualmente saborosas se forem consumidas frias.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Ovos verdes

Este prato faz parte da gastronomia tradicional portuguesa.
È normalmente usado como entrada, mas com o devido acompanhamento serve muito bem de prato principal, é também uma boa merenda para um pic-nic.
A receita que se segue serve 4 pessoas.

Usei:

8 Ovos cozidos
1 c sopa de margarina
2 c sopa de salsa picada
sal q.b.
pimenta q.b.
1 ovo inteiro
farinha
óleo

Fiz assim:

Cozem-se os ovos durante 10 minutos.
Passam-se por água fria e descascam-se.
Depois de frios cortam-se ao meio no sentido do comprimento, e com a ajuda de uma colher de chá tiram-se as gemas com cuidado para não partir as claras.
Deitam-se as gemas numa tigela e com um garfo, desfazem-se e misturam-se com a salsa e a margarina. Tempera-se de sal e pimenta e enchem-se as claras com este preparado.
Passam-se os ovos depois primeiro por farinha e depois pelo ovo batido temperado de sal, e fritam-se em óleo quente.

Notas:

Para uma refeição completa, acompanhe com arroz de grelos ou de feijão.
Os ovos verdes são igualmente saborosos se forem consumidos frios.
Fonte: “Cozinha tradicional portuguesa” Ed. Verbo

Tarte de requeijão com nozes

Sobremesa que nasceu da necessidade de usar dois requeijões no limite da validade e um resto de miolo de noz que não convêm deixar estragar.
A minha querida amiga Ana uma soprano com muito talento para o canto e para os doces, deu-me a provar uma tarte de requeijão deliciosa, generosa como ela é deu-me a receita que eu fiz o favor de perder, depois de algumas pesquisas nos meus muitos livros, tentei recriar essa delícia
.


Usei:

2 Requeijões de vaca
300 g açúcar
5 ovos
1c chá canela
200g farinha
2c sopa margarina
100g miolo de noz

Fiz assim:

Numa tigela desfaz-se o requeijão misturando-o muito bem com o açúcar.
Juntam-se os ovos inteiros, misturando bem entre cada um deles, junta-se a margarina derretida, envolve-se, e adiciona-se a farinha misturada com a canela e passada pela peneira.
Partem-se as nozes grosseiramente e juntam-se ao creme.
Unta-se uma forma de tarte com margarina e polvilha-se com uma mistura de farinha e açúcar fino.
Deita-se o preparado e vai ao forno previamente aquecido a 180º, durante mais ou menos 45 minutos.
Retira-se do forno, deixa-se arrefecer um pouco e polvilha-se com açúcar em pó e canela.

Notas:

Convém usar uma forma sem fundo amovível pelo facto da consistência ser um pouco líquida, pode ser usado um pirex comum.
Para partir as nozes grosseiramente, coloque-as num saco e bata com o rolo da massa.
Embora a sugestão de apresentação seja polvilhar com mistura de açúcar em pó e canela, poderá também ser barrada com geleia, doce ou compota de frutos.

Inspiração:

“Receitas escolhidas” de Maria de Lurdes modesto
e
Bolo de requeijão de Viana do Castelo em: gastronomias.com

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Bolachas com pepitas de chocolate


Para fechar a semana de forma doce e melodiosa, mais uma receita de bolachas caseiras que muito nos agradam.
Como tem vindo a ser hábito, estas bolachinhas (gordas), vêm acompanhadas de mais um instrumento musical, mas por ser um instrumento de sopro não convêm comer antes de tocar.
Estas bolachas são inspiradas no livro: “Biscoitos” – Le cordon bleu, que no original leva amêndoas moídas. Se pretende seguir a receita original, substitua 100g de farinha por amêndoa moída, e use chips de chocolate.


Usei

115g manteiga sem sal à temperatura ambiente
100 Açúcar mascavado claro
100 Açúcar granulado fino
1 Ovo
¼ c chá extracto baunilha
200g farinha sem fermento
150g chocolate para culinária

Fiz assim:

Na batedeira, bater a manteiga com os açúcares até formar uma base cremosa, juntar o ovo ligeiramente batido e a baunilha e continuar a bater até ficar tudo bem incorporado e com uma consistência leve.
Retire a taça da batedeira e adicione a farinha peneirada envolvendo bem.
Pique o chocolate grosseiramente com uma faca e envolva os pedaços na massa.
Coloque colheradas da massa em tabuleiro forrado com papel vegetal, e leve ao forno previamente aquecido a 180º durante mais ou menos 20 minutos.
Retire as bolachas para uma grade e deixe arrefecer um pouco antes de guardar.

Notas:

Rendimento: +- 24 bolachas
Pode usar-se chocolat chips em vez de chocolate de culinária.



Estas bolachas ficam crocantes depois de arrefecerem, se pretender um efeito macio, junte à massa 1c café de cremor tártaro, (vende-se em farmácias).

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Massa "stencil"


(for english, please scroll down)

Pensei que não iria participar no evento que a Verena divulgou, não tinha nada programado com massa esta semana, mas depois dei uma vista de olhos no meu arquivo de fotos e encontrei esta massa fresca para lasanha que fiz há algum tempo, não postei porque acabou por ser uma lasanha banal de bolonhesa, eu queria de legumes mas o pessoal reclamou.
No entanto coloquei umas ervinhas no meio da massa, quando se faz a ultima dobragem, e ficou com este aspecto de stencil, ou de fóssil.











A receita para a massa está aqui, e as ervas que usei foram: salsa e sálvia.

Feliz dia mundial da massa para todos!!!!!

Stencil Pasta

I thought that i would not participate in the event that Verena published, I didn’t have nothing with pasta this week, but later I take a view in my file of photos and I found this fresh pasta for lasagne that I did there is some time, I didn’t post because it ended for being a banal lasagne Bolognese, I wanted vegetables but the “people” complained.
However I put some herbs in the middle, when is done the last fold, and it was this stencil or fossil aspect.

The recipe is here, and I used parsley and sage.

Happy world pasta day!!

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Sopa da pedra de Almeirim

Pelo menos em Portugal toda a gente já ouviu falar da sopa da pedra, vivendo eu em Almeirim, seria até estranho não publicar aqui a receita, que será também a minha primeira participação no colher de tacho.
Há quem diga que esta sopa está ligada a uma
lenda de um frade que andava a pedir de porta em porta, outros defendem que a sopa é da autoria da família proprietária de um dos restaurantes típicos de Almeirim, que ao Domingo são lugar de romaria, (e com razão, pois come-se e bebe-se muito bem). De uma maneira ou de outra a sopa da pedra será sempre associada aos lindos campos de Almeirim onde eu tenho o prazer de morar.




Usei:

½ Litro de feijão encarnado
200g de chispe de porco
½ Orelha de porco
100g de toucinho entremeado
½ Chouriço negro (típico)
½ Chouriço de carne
1 Farinheira
1 Cebola
1 Folha de louro
250g de batatas
½ Molho de coentros
1 Pedra

Fiz assim:

De véspera, colocar o feijão de molho, escaldar e raspar a orelha e salgar as carnes.
Colocar o feijão a cozer em bastante água com a cebola e a folha de louro, depois de ferver um pouco colocar os enchidos, (com a excepção da farinheira), e as carnes.
Descascar as batatas e cortar em cubos muito pequeninos, reservar.
Ir retirando da panela as carnes à medida que vão ficando cozidas, umas cozem primeiro que outras, deixar arrefecer e cortar em pedaços e os enchidos ás rodelas.
Quando o feijão estiver cozido, juntar as batatas e a farinheira, deixar cozer a batata, retirar a farinheira que se corta também.
Quase no final juntar os coentros picadinhos e as carnes, mexer, rectificar os temperos, deixar levantar fervura e servir com a pedra no fundo da sopeira.

Notas:

Costumo fazer esta sopa de Inverno numa púcara de barro no lume de lareira.
Se o feijão for do próprio ano, não necessita ser demolhado.
Também pode ser usado feijão manteiga, eu até prefiro por ser mais cremoso.
O chouriço negro é conhecido em algumas regiões por morcela ou chouriço de sangue.
Não indiquei quantidade de sal na receita pelo facto das carnes e os enchidos serem salgados, prove e rectifique a gosto.
Na minha foto não aparecem as carnes, porque gostamos de as servir à parte, por isso me esqueci de as incluir no prato para fotografar.
Esta receita não dispensa uma visita a Almeirim, nem umas boas fatias de pão caseiro e vinho tinto Ribatejano.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Amêijoas à Bulhão Pato

Para comemorar uma série de acontecimentos felizes, um deles as melhoras da Brida Francisca, apeteceu-me um petisco, um daqueles “finger food” regado com umas cervejolas e acompanhado de pão caseiro.
Não sou especialista a cozinhar marisco, optei por esta receita típica do Norte de Portugal, e gostei do resultado, para além de ser muito simples e sem muitos ingredientes.

Usei:

1.200Kg de amêijoas
1 Molho de centros
4 Dentes de alho
2 Limões (sumo)
Pimenta preta moída q.b.
1 Punhado de sal
Azeite q.b.

Fiz assim:

Colocam-se as amêijoas em água e sal durante umas horas, se forem frescas coloque 1c sopa de farinha de milho para largarem a areia, lave muito bem em várias águas.
Dê uma pancada nos alhos, descasque-os e pique os coentros.
Leve ao lume num tacho largo o azeite, coloque os alhos e deixe fritar sem queimar, coloque os coentros e quando começarem a estalar, deite as amêijoas.
Sacuda o tacho e tape, vá sacudindo de vez em quando até as amêijoas abrirem.
Depois de todas abertas, polvilhe com a pimenta acabada de moer e regue com o sumo de limão e polvilhe com coentros picados.

Nota:

Para colocar as amêijoas de molho pode usar água do mar.
Guarde-a num garrafão num lugar fresco e escuro.


Aproveite o caldo das amêijoas para preparar arroz.



Com o Outono "adiado" continua a apetecer petiscar!!!!