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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Tarte cigana

Dediquei umas boas horas, (1 dia e meio para ser mais exacta) a elaborar um índice geral de receitas do Tachos de ensaio, e verifiquei que tenho menos receitas de tartes do que pensava ter, assim decidi partilhar convosco esta tarte da revista “Olive” que embora não me tivesse enchido as medidas, é tão fácil e tem tão poucos ingredientes, que acaba por merecer aqui o seu espaço.
A receita da revista pedia massa areada de compra, mas eu fiz a receita básica de “shorcrust pastry” da Alice Waters.

Usei:

(Massa)
50ml de água muito fria
100g de farinha
1 Pitada de sal
85g de manteiga gelada em cubos

(Recheio)
400g de leite evaporado (1 lata)
300g de açúcar mascavado escuro (do mais escuro)

Fiz assim:

(Massa)
Coloque a farinha e o sal no processador de alimentos, e pulse uma vez para misturar.
Adicione a manteiga e processe até obter a consistência de areia, com o processador em movimento junte a água, (pode não ser precisa toda, depende da capacidade de absorção da farinha), e espere até a massa começar a aglomerar-se numa bola num dos lados do recipiente.
Retire, achate a massa e guarde envolvida em película, no frigorífico durante pelo menos 30 minutos.
Estenda a massa numa superfície enfarinhada, com o rolo também enfarinhado, e forre uma forma de tarte de – ou – 27 cm.
Deixe a massa repousar mais uns minutos no frigorífico, enquanto pré aquece o forno a 180º.
Cubra a massa com papel vegetal ou folha de alumínio, coloque por cima uns pesos, e leve ao forno durante 15 a 20 minutos. Retire os pesos e o papel e deixe dourar.

(Recheio)
Bata o leite evaporado durante 20 minutos adicionando o açúcar por 3 vezes.
Deverá ficar com uma consistência ligeiramente cremosa.
Coloque o recheio na forma e leve ao forno 15 minutos.
Deixe arrefecer completamente para o recheio firmar antes de desenformar e fatiar.

Notas:

Ao levar a massa ao frio depois de forrar a forma, está assim a evitar que a massa encolha com o calor do forno.
Para impermeabilizar a massa, pincele com clara de ovo ligeiramente batida. Desta forma mesmo que a massa crie rachas o recheio não se escapa e a crosta fica estaladiça.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sopa gratinada de cebola à francesa

Sem dúvida que no Inverno uma sopa quente é um bálsamo para o corpo e para o espírito, tudo parece mais leve depois de se tomar uma tigela de sopa fumegante.
Esta em particular é sempre uma sopa de Inverno, pelo menos cá em casa, deve ser por ser servida em tigela bem quente vindo direitinha do forno e com o queijo a borbulhar, apetece aquecer as mãos em volta da tigela enquanto se aspira o delicioso aroma…


Usei:

50g de manteiga
3 c sopa de azeite
650g de cebolas roxas
1 c chá de açúcar
sal & pimenta q.b.
1 + ½ c sopa de farinha
500 ml de caldo de legumes (o original pede caldo de carne)
4 c sopa de conhaque
Queijo gruyére para gratinar

(para os croûtons)

fatias de pão
1 dente de alho

Fiz assim:

Leve a manteiga e o azeite ao lume, quando estiver quente deite as cebolas cortadas em meias luas finas, o açúcar e um pouco de sal. Misture muito bem e assim que as cebolas amolecerem reduza o lume, tape o tacho e deixe as cebolas suarem durante 20 ou 30 minutos até ficarem douradas. De início mexa de vez em quando, depois só ocasionalmente até caramelizar as cebolas.
Polvilhe com a farinha e deixe cozer mais 2 minutos mexendo sempre.
Adicione o caldo a ferver, e deixe fervilhar 15 minutos.
Entretanto, torre as fatias de pão e esfregue ainda quentes com o alho.
Rectifique a consistência da sopa com mais caldo se necessário, junte o conhaque, tempere de pimenta e rectifique o sal.
Pré aqueça o forno a 200º.
Coloque fatias de pão no fundo das tigelas, coloque um pouco de sopa por cima e polvilhe com o queijo ralado.
Leve ao forno a gratinar.


Notas:

As cebolas podem ser caramelizadas em forno lento e em recipiente tapado.
Como esta operação pode ser feita em avanço, pode por isso aproveitar o forno enquanto prepara uma outra receita.
O Gruyére pode ser substituído por parmesão ou emental.

Fonte: “Cozinha francesa” da Parragon

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Conchas recheadas de batata doce sálvia e requeijão



Já recebi no correio o nº 47 da Donna Hay Magazine e ainda estou a explorar o número anterior, aquele que me encheu as medidas, lembram-se?
Esta entrada tanto pode ser servida no prato como em colheres de degustação ou até como canapés (finger food).
Gosto muito de batata-doce assada, quando era criança a minha avó assava as batatas-doces no forno do pão e eu delirava com aquele sabor, esta entrada trouxe-me essas boas recordações e a satisfação de um prato diferente e delicioso.






Usei:



18 Conchas
1 Batata-doce grande (+ ou – 200g)
Azeite q.b.
1 Requeijão de 200g
4 c sopa de leite
¾ Chávena de parmesão ralado na hora + um pouco para servir
1 Dente de alho esmagado
2 c sopa de raspa de limão
2 c sopa de sumo de limão
100g de manteiga
18 Folhas de sálvia



Fiz assim:



Descasque a batata-doce e corte-a em cubos.
Pincele um tabuleiro com azeite e coloque por cima a batata-doce. Leve ao forno quente até a batata ficar macia.
Leve ao lume as conchas em bastante água fervente com sal, assim que estiverem ao dente escorra e reserve.
Esmague a batata-doce com o requeijão, o leite, a raspa de limão, ½ chávena de parmesão e o alho.
Unte um recipiente de forno e com uma colher encha as conchas com a mistura de batata-doce e coloque uma folha de sálvia em cada uma delas.
Derreta a manteiga com o sumo de limão e regue as conchas, reservando um pouco para servir, salpique com mais um pouco de parmesão e leve ao forno a gratinar.
Sirva regado com molho de manteiga e salpicado com parmesão.


Notas:


Usei requeijão em vez de ricotta conforme pede a receita original.
Se preferir servir este prato como prato principal, cubra com molho bechamel para ficar mais húmido e substancial e sirva com uma salada de legumes crus.


Adaptado de “Donna Hay magazine” nº 46

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Gelado de baunilha



Assim que vi este gelado no Gourmets amadores tive a certeza absoluta que era o gelado de baunilha perfeito.

Fiz, provei, combinei-o com outras coisas boas e a certeza tornou-se absoluta e inabalável.
Obrigada Suzana, nunca mas mesmo nunca mais eu como outro gelado de baunilha a não ser este.
Estou já a renovar o repertório de receitas para aproveitamento das claras que irei armazenar.







Usei:



250ml de leite
1 Pitada de sal
¾ Chávena de açúcar
1 Vagem de baunilha
500ml de natas
5 Gemas



Fiz assim:


Abra a vagem de baunilha ao meio e raspe as sementes com a ponta de uma faca.
Leve ao lume o leite, o sal e o açúcar, junte as sementes e a vagem de baunilha e deixe aquecer até querer ferver. Retire do lume.
Retire a película que reveste as gemas e bata-as à medida que vai adicionando o leite quente a pouco e pouco.
Volte a colocar a mistura na caçarola e retome ao lume mexendo com colher de pau até engrossar um pouco e cobrir as costas da colher.
Retire do lume, deixe arrefecer completamente e reserve no frigorífico durante umas horas, o ideal será de um dia para outro.
Bata as natas até espessarem e junte ao creme de baunilha, retire a vagem e envolva muito bem.
Coloque na sorveteira ou leve ao congelador num tabuleiro de alumínio retirando de 2 em 2 horas e desfazendo os cristais de gelo com um garfo até estar completamente solidificado.


Notas:


Lave e seque a vagem de baunilha e coloque-a dentro de um recipiente com açúcar ou num frasco com vodka, desta forma terá açúcar baunilhado e extracto de baunilha sempre pronto.

Receita original no Gormets Amadores.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Salada Capri



Conforme vos tinha prometido, esta é outra receita que costumo fazer com as bases frango e legumes assados, uma outra é a tarte de frango, basta para isso fazer um creme de ovos e natas ou leite e deitar sobre o frango e os legumes dispostos sobre uma base de massa da vossa preferência.
Decidi chamar-lhe salada Capri porque na última vez que estive fora de casa em formação costumava ir comer uma salada de massa em jeito de lanche ajantarado num restaurante com este nome.
Doidinha por massas como eu sou, delicio-me com este petisco.



Usei:



1 Peito de frango assado
1 + ½ Chávena de legumes assados
200g de penne
½ Chávena de azeitonas descaroçadas e cortadas ás rodelas
1 Chávena de bocconcini (mini mozzarella)
2 Dentes de alho (grandes) esmagados
Azeite a gosto
Orégãos secos para servir



Fiz assim:


Coza a massa em água a ferver temperada de sal até ficar ao dente ou siga as instruções da embalagem. Escorra, mantenha quente e reserve. Reserve também parte da água da cozedura.
Aqueça o azeite no wok e quando estiver quente deite o alho esmagado, use o esmagador e não a lâmina da faca.
Deixe fritar, junte depois o frango desfiado, os legumes e as azeitonas e salteie tudo muito bem. Adicione a massa e se necessário rectifique com um pouco de água da cozedura. Quando estiver bem quente junte a mozzarella e envolva. Retire do lume e sirva polvilhado de orégãos.



Notas:


Para um sabor mais acentuado e rústico use massa integral.
Uma boa ideia é, congelar um frango assado em doses individuais e já desfiado e livre de pele e ossos é, sem margem de dúvida, um bom desenrasca para 1001 receitas.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Trifle de frutos silvestres

A primeira vez que fiz este doce foi para levar para um almoço partilhado com os meus colegas músicos. Tinha sido apanhada de surpresa e eram 19horas do dia anterior quando caí na realidade de que no dia seguinte ás 8,00h eu teria de ter uma sobremesa para um grupo enorme de gente.
No congelador:
claras, e frutos silvestres, alguns do meu jardim, outros oferecidos e outros que foram sobrando daqui e dali. Camada de bolo, frutos, creme e coulis e estava o assunto resolvido! A segunda vez fui mais cuidadosa com a apresentação, desta vez o grupo de comensais seria recebido em minha casa, e eu já não me podia esconder no anonimato que é levar um doce para colocar numa mesa comum onde já estão mais um dúzia deles.
Felizmente para mim entre os convidados haviam bons fotógrafos por isso, e só desta vez as fotos não são minhas mas sim do R. e da S. Obrigada malta, o problema é que acabei de elevar a fasquia da qualidade fotográfica deste blog a um nível que não vou conseguir manter.



Versão de impressão e arquivo


Usei:

1 Bolo de claras, ou outro a gosto
300ml de natas
250g de mascarpone
½ Chávena de açúcar em pó
¼ Chávena de licor de groselhas negras (cassis)
1 Chávena de açúcar branco granulado
1 Chávena de água
+ Ou – 250g de frutos silvestres (groselhas, framboesas, mirtilos, amoras, morangos)
Mais um pouco para o coulis
Açúcar a gosto (usei 1 chávena de fruta e 1/3 chávena mal cheia de açúcar gelificante)


Fiz assim:

Prepare o bolo numa forma de bolo inglês forrada com papel vegetal.
O bolo fica húmido, por isso deixe arrefecer antes de desenformar.
Bata as natas com o açúcar em pó até ficarem fofas, junte o mascarpone e bata mais um pouco. Reserve no frigorífico.
Prepare uma calda com o açúcar branco e a água, levando ao lume até atingir a consistência de xarope. Retire do lume e junte o licor.
Corte o bolo em fatias e pincele com o xarope, volte as fatias e pincele novamente.
Disponha parte das fatias de bolo numa taça, por cima deite um punhado de frutos e depois cubra com parte do creme. Repita a operação até chegar ao topo da taça e terminando com o creme de mascarpone. Reserve no frigorífico.
Com os restantes frutos e o açúcar prepare um coulis: leve a fruta com o açúcar ao lume brando até quase derreter os frutos e os morangos ficarem brancos.
Retire do lume, triture e deixe arrefecer completamente antes de deitar por cima do trifle.
Sirva bem fresco.

Notas:

O creme pode ser apenas de natas batidas com açúcar, o licor pode ser substituído por outro a seu gosto, ou para combinar com outras frutas que se usem. Assim como pode usar um outro bolo como base, claro que convêm que tenha um sabor suave para não interferir com a fruta.
Enfim, esta não é uma receita rigorosa mas sim um guia para se poder usar a gosto de cada um.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Esparguete com espinafres feta e tomate

Ultimamente tem-me acontecido muito programar uma refeição e depois não a conseguir concretizar em tempo útil, é um dos contras de não ter horários rígidos na minha vida profissional. Mas enfim, nada se perde e o que estava programado passa para a refeição seguinte e segue-se em frente com uma comidinha rápida, fácil e reconfortante como este prato de esparguete feito com espinafres congelados que é um dos ingredientes que convém guardar no congelador para uma emergência.


Usei:

400g de esparguete
250g de folhas de espinafre
150g de queijo feta marinado em azeite
4 Tomates firmes cortados em cubos
¼ de chávena de folhas de hortelã
2 Dentes de alho esmagados
1 c sopa de vinagre de vinho tinto

Fiz assim:

Coza o esparguete em água temperada de sal, até ficar ao dente, (siga as instruções da embalagem). Escorra rapidamente e mantenha quente.
Aqueça um wok com um fio de azeite de marinar o queijo e junte os espinafres, salteie até amolecer, junte o queijo feta, o esparguete, a hortelã, o alho e o vinagre, junte mais um pouco do azeite da marinada se necessário e envolva até estar quente.
Sirva imediatamente, regado do restante azeite e polvilhado de hortelã.

Notas:

Corte o queijo feta em cubos, cubra com azeite virgem e deixe a marinar de um dia para o outro. Pode adicionar ervas a gosto. Em frasco fechado mantém-se no frigorifico durante uma semana.
Usei espinafres congelados.
Ligeiramente adaptado de: “Donna Hay magazine” nº 46

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Terrina de beringela ricotta e parmesão

Refeições sem a presença de carne ou peixe são cada vez mais frequentes cá por casa, e o facto de serem muito bem aceites por todos deixa-me muito feliz.
Este prato não é muito diferente de um clafoutis e o grelhar da beringela antes de ir ao forno faz com que o sabor fique maravilhoso.
No dia seguinte, ainda serviu de almoço para um e estava igualmente saboroso.

Usei:

450g de beringela (1 grande ou 2 pequenas)
¼ Chávena de azeite
250g de ricotta (ou requeijão)
1 Chávena de parmesão ralado em fios
3 Ovos
1 Chávena de natas
½ Chávena de folhas frescas de manjericão picadas
Parmesão ralado para polvilhar

Fiz assim:

Corte a beringela em fatias finas.
Coloque o azeite numa tigela grande, deite as fatias de beringela e agite para envolver a beringela no azeite.
Leve ao lume forte uma chapa ou frigideira anti aderente e vá cozinhando as fatias de beringela até estarem douradas de ambos os lados.
Pré aqueça o forno a 200º.
Pincele um recipiente de forno com azeite. Reserve.
Numa tigela bata os ovos, o ricotta, o parmesão, as natas e o manjericão até obter uma mistura homogénea.
Coloque parte da beringela no recipiente, cubra com parte do creme e repita a operação terminando com o restante creme.
Polvilhe com parmesão e leve ao forno durante 35 minutos.

Notas:

Sirva com uma salada de folhas verdes, tomate e frutos secos.
Prefira as beringelas mais pequenas para não correr o risco de serem duras. Escolha as mais firmes com a pele intacta e brilhante.

Mais uma de: “Donna Hay magazine” nº 46 (
eu avisei!)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Bolachas de manteiga recheadas de doce de leite

Haver bolo ou bolachinhas para petiscar quando se chega a casa é um hábito por aqui.
Quando tenho de me ausentar durante uma semana inteira, como vem sendo usual desde o início do ano, a “Piolha” diz logo: “Oh… não vai haver bolinhos!” Eu não sei se fique feliz ou triste com o elogio (?) se calhar preferia algo do género: “Oh… vou ter saudades tuas!” Mas enfim, no fundo e lendo nas entrelinhas é quase a mesma coisa.
Estas bolachas são simples e muito boas, e combinam com todos os recheios ou coberturas que venham à cabeça. Se não fizerem o doce de leite usem leite condensado cozido, mas acreditem não é a mesma coisa.
Usei:

175g de manteiga sem sal amolecida
200g de açúcar branco fino
2 Ovos
1 c chá de extracto de baunilha
400g de farinha (pode ser necessário mais um pouco)
1 c chá de fermento
1 c chá de sal

Fiz assim:

Peneire a farinha com o sal e o fermento. Reserve.
Bata a manteiga com o açúcar até estar fofa e pálida.
Junte os ovos batidos e a baunilha.
Finalmente deite a farinha e incorpore delicadamente com uma espátula.
Se achar que a massa está demasiado mole, (depende do grau de absorção da farinha e do tamanho dos ovos), junte mais um pouco de farinha mas não muita.
Forme dois discos grosseiros, envolva em película e guarde no frigorífico pelo menos 30 a 45 minutos.
Pré aqueça o forno a 180º e prepare dois tabuleiros forrando-os com papel vegetal ou tapete de silicone.
Sobre a bancada enfarinhada e com o rolo também enfarinhado, estenda a massa, corte com o cortador escolhido ou com um copo, e leve ao forno durante 20 minutos.
Retire e deixe arrefecer completamente sobre uma grelha antes de rechear.



Doce de leite

Versão de impressão e arquivo
Usei:

2 l de leite gordo
500g de açúcar
1 c chá de bicarbonato
1 Vagem de baunilha

Fiz assim:

Abra a vagem de baunilha com uma faca no sentido do comprimento, e raspe as sementes.
Misture o bicarbonato com o açúcar e leve ao lume com o leite e com as sementes da baunilha.
Quando levantar fervura, reduza o lume para o mínimo e deixe fervilhar muito lentamente durante 2 a 3 horas.
Mexa apenas ocasionalmente.
Quando atingir a consistência pretendida, retire do lume e bata muito bem para alisar.
Coloque em frasco esterilizado, deixe arrefecer e guarde no frigorífico.

Notas:

Esta massa pode ser congelada para posterior utilização.
Retire do congelador e deixe descongelar à temperatura ambiente antes de usar.
Pode usar qualquer outro tipo de recheio a gosto, ou apenas cobrir as bolachas com glacê usando ou não corante alimentar.
Simples também são muito boas.

Adaptado de "How to be a domestic goddess" de Nigella Lawson

quarta-feira, 3 de junho de 2009

4 por 6 - Canelonis de courgette

Ainda não tinha sugerido no 4 por 6 nenhum prato de massa, e no entanto é o primeiro ingrediente que me vem à cabeça quando penso em todas as suas potencialidades.
Estes cannelloni não estavam programados para esta rubrica, mas depois de feitas as contas eis que encaixaram na perfeição.

Vamos então ao menu do dia:




Para entrada um delicioso Creme de cenoura e aipo.
Os cannelloni como prato principal, para sobremesa, e aproveitando o forno, asse umas maçãs polvilhadas com açúcar e canela e com uns pingos de vinho do Porto.
Acompanhei os cannelloni com rucula do meu jardim, no supermercado é muito cara e só se encontra embalada, por isso substitua por folhas de alface que é bem mais económica.








Usei:

3 Courgettes
1 Requeijão
50g de parmesão ralado na hora
1 Cebola picada
1 Dente de alho esmagado
Azeite q.b.
Sal &pimenta
8 Folhas de massa fresca
Molho de tomate
Orégãos secos ou manjericão fresco a gosto

Fiz assim:

Lave as courgetes e rale-as no ralador grosso. Reserve.
Refogue ligeiramente a cebola num fio de azeite quente deixando a cebola murchar e não alourar.
Junte o alho esmagado e a courgette, vá mexendo ocasionalmente até amolecer.
Tempere com as ervas escolhidas, sal e pimenta, retire do lume e junte o requeijão desfeito. Reserve.
Cubra o fundo de um recipiente de forno com molho de tomate.
Amoleça as folhas de massa em água quente, e em cada uma delas coloque uma porção de recheio. Enrole e coloque no tabuleiro. Repita a operação até esgotar os ingredientes.
Cubra os cannelloni com o restante molho de tomate, polvilhe com o queijo e leve ao forno até gratinar.


Quanto custou?


Dica de poupança:

Já reparou na quantidade de detergentes e materiais de limpeza que juntamos em casa?
Como é que faziam as nossas avós? A reposta é simples: sabão, vinagre, sal, limão e pouco mais.
Use uma solução de vinagre e água para limpar o interior do frigorífico, do forno e a placa do fogão.
Coloque um limão cortado dentro do frigorífico e da máquina da loiça para desodorizar.
Os derrames de gordura no forno deixam de deitar fumo se os polvilhar com sal, limpe com um pano húmido depois de arrefecer.
Para retirar manchas de calcário da loiça, coloque uma chávena com vinagre no tabuleiro superior da máquina em cada lavagem.
Use sumo de limão puro para remover marcas de batom em tecidos brancos laváveis, para tecidos de cor dilua o sumo em água.

Receita adaptada do suplemento da revista OLIVE de Junho 09 / Dica poupança: "O livro da sabedoria do lar" do Circulo de Leitores.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Charlotte de pessego


A minha amiga Zázá é uma doceira de mão cheia. Nascida e criada em França ficou-lhe gravado nos genes o gosto pela doçaria.
A charlotte é uma das suas especialidades, ela faz charlotte de tudo e mais alguma coisa, um dia prometeu-me uma mega charlotte de chocolate que eu ainda estou à espera de provar, é que entretanto a Zázá mudou-se e os seus doces deixaram de estar ao meu alcance.
Num destes dias a braços com a tarefa de fazer a sobremesa para um almoço de família, e fazendo um sol radiante, lembrei-me da charlotte e da Zázá, fazendo uso da memória pelo que vi e ouvi da minha amiga surgiu esta sobremesa que foi muito elogiada pelos comensais.




Usei:

6 Pêssegos maduros mas firmes
2 c chá de gelatina neutra granulada
200g de mascapone
200ml de natas
300g de palitos la reine
3 c sopa de açúcar em pó

(xarope)
2 Chávenas de água
1 Chávena de açúcar
1 c chá de vagens de cardamomo

Fiz assim:

Comece por preparar o xarope, levando ao lume todos os ingredientes até reduzir e ficar com uma consistência xaroposa. Reserve.
Descasque e retire o caroço aos pêssegos, reduza a puré 4 deles e os restantes corte em lâminas. Reserve.
Molhe os palitos no xarope e forre o interior de um aro sobre um prato de servir, forre também o fundo, (pode usar as pontas dos biscoitos se eventualmente tiver de os cortar à medida da altura do aro).
Hidrate a gelatina em 3 c sopa de água. Reserve.
Bata as natas com o açúcar em pó até levantarem, junte o mascapone e bata mais um pouco. Misture o puré de pêssego.
Leve a gelatina ao microondas durante uns segundos e adicione ao creme misturando muito bem.
Deite metade do creme dentro do aro forrado com os biscoitos, alise e por cima distribua 2/3 do pêssego em lâminas. Cubra com o restante creme e por fim decore o topo com o restante pêssego.
Leve ao frigorífico e deixe fixar durante umas horas.
Sirva bem fresco.

Notas:

Este é um doce onde pode variar na fruta conforme a sua preferência.
Experimente com manga, maracujá, ananás, morango, ou outros sabores como o meu adorado chocolate.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Pannacota de baunilha com molho de expresso

Muita pannacotta tem passado por aqui! A verdade é que é um doce muito solicitado pela clientela do Tachos real, ou seja: a minha cozinha.
Esta em especial foi pedida pelo Gaston nestas férias de Páscoa, e claro que eu atendi à sua vontade e também me lambuzei.
È uma sobremesa que se presta a muitas variações de sabores, e de todas as que provei esta agradou-me especialmente pela singeleza da baunilha, sem duvida um clássico.

Usei:
(para 10)

350 ml de leite
400 ml de natas
½ Vagem de baunilha
100g de açúcar amarelo
2 c chá de gelatina neutra granulada

Para a guarnição de expresso:

3 c chá de açúcar amarelo
2 c chá de café expresso instantâneo em pó
½ c chá de gelatina granulada
200 ml de água

Fiz assim:

Retire 2 ou 3 c sopa de leite ao total da receita e hidrate a gelatina.
Abra a vagem de baunilha no sentido do comprimento e com o bico de uma faca raspe as sementes.
Num tacho, coloque o leite, as natas, a baunilha, (sementes e vagem) e o açúcar. Leve a lume brando mexendo ocasionalmente e quando começar a querer ferver retire do lume.
Leve a gelatina ao microondas durante uns segundos, e junte ao preparado de natas.
Leve de novo ao lume mexendo sempre e assim que voltar a querer ferver, retire e deixe em infusão até amornar.
Retire a vagem de baunilha e distribua a pannacotta pelas taças.
Guarde no frigorifico até começar a fixar, (+ ou – 1 hora).

Passado esse tempo prepare a guarnição:
Retire 2 c sopa de água e hidrate a gelatina.
Leve os restantes ingredientes ao lume até reduzir para metade, junte a gelatina depois de a levar ao microondas, retire do lume e deixe amornar.
Distribua sobre as taças de pannacotta e reserve no frigorífico até fixar completamente.

Notas:

Da próxima vez que fizer esta sobremesa experimentarei não gelificar a guarnição de expresso, penso que o xarope por si só resultaria muito bem.
Aproveite a vagem de baunilha para aromatizar açúcar ou para fazer extracto.

Adaptado da revista OLIVE Maio 09

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Salada de beringela crocante


Comer saladas como entrada, acompanhamento ou prato principal, é um hábito saudável que não devia desaparecer das nossas mesas nos meses de Inverno.
Esta é uma proposta diferente, muito boa e fácil e fazer.
O trunfo é a diferença de texturas entre a beringela crocante e o feta macio e também a simplicidade do tempero.
A repetir muitas vezes.
Agora outro assunto que nada tem a ver com receitas.
Não estou zangada com ninguém, nada de grave se passa comigo, o motivo da minha ausência é simplesmente profissional. Diz-se que "novo ano vida nova" e comigo parece que este ano está a ser. Não vos vosso para já dizer quando é que o meu ritmo vai voltar ao normal, mas uma coisa eu garanto: vou cozinhar e partilhar convosco sempre!
Desculpem todos aqueles que aguardam resposta a mensagens de e-mail ou comentários.


Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Usei:

1 Beringela cortada em fatias finas
Azeite
1 Alface romana (nova) cortada a gosto
150g de queijo feta marinado em azeite e esfarelado
2 c sopa de folhas de manjericão rasgadas
Pimenta preta esmagada

Fiz assim:

Corta-se a beringela, polvilha-se de sal e deixa-se escorrer durante algum tempo.
Passa-se por água fria e seca-se num pano ou papel absorvente.
Pincelam-se as fatias com azeite e colocam-se sobre uma chapa quente ou frigideira, deixa-se ficar em lume forte até ficarem douradas e crocantes.
No prato de servir, disponha a alface, por cima a beringela, o queijo, o manjericão e a pimenta.
Regue com um fio de azeite onde o queijo marinou.


Notas:

Escolha beringelas não muito grandes, maduras mas firmes.
Ao abrir se as sementes estiverem muito evidentes é sinal e que o fruto está passado e será amargo.
Se puder, corte as fatias de beringela na mandolina.

Ligeiramente adaptado do livro: “Receitas rápidas para saborear devagar” de Donna Hay
Veja também:
Salada de queijo de cabra.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Borboletas (farfalle) com camarão e mascapone

Este prato é fácil e rápido de fazer e no entanto delicioso, não julguem que estou a exagerar, é mesmo surpreendente a combinação do mascapone com a massa e o camarão.
Quando o servi durante o
3º jantar virtual fez-se silêncio para logo depois se fazer ouvir um coro de “Hummms….”
Façam e aproveitem para namorar.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

Para dois

8 Camarões grandes descascados e limpos
(Reserve as cascas e cabeças para fazer o caldo de cozedura da massa)
250g de massa borboleta (farfalle)
½ Chávena de mascapone
1 Pitada (do tamanho que o orçamento permitir) de açafrão reduzido a pó
1 c chá de azeite
1 c sopa de manteiga
Sal, pimenta, paprika ou pimenta de caena, alho em pó

Fiz assim:

Com as cascas do camarão prepare um caldo aromático, coe e reserve.
Tempere o camarão com sal, pimenta, e umas gotas de limão, e frite-o em manteiga.
Coloque a massa a cozer no caldo que preparou.
Entretanto, numa tigela grande, bata o queijo com o açafrão até ficar com uma cor ligeira. Tempere de sal, pimenta, paprika e alho em pó e mexa muito bem.
Deite na tigela a massa cozida al-dente, regue com um fio de azeite, e envolva muito bem no molho de queijo.
Sirva no prato com o camarão por cima.

Notas:

Em vez de colocar o picante no molho de queijo, poderá fritar uma malagueta picada juntamente com o camarão.
Usei farfalle "salmon nero di sépia".

Ligeiramente adaptado do livro: “Afrodite” de Isabel Allende
Veja também:
Paella.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Pannacotta de chocolate negro com fundo de expresso, especiarias e pêra

A sobremesa do menu feminino chegou carregada de sensualidade e aroma, de facto enquanto fazia o xarope de fundo o aroma do café forte e das especiarias invadiu a minha cozinha deixando o ambiente impregnado de exotismo. Uma maravilha!
Da receita original apenas usei o xarope e as peras, a pannacotta em si foi uma adaptação de uma outra que já por aqui passou e cujo o link vos deixo no final.
Cá em casa a sobremesa agradou a todos quantos participaram no jantar, a mim enfeitiçou-me…




Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

(para o xarope de fundo)

1/3 de chávena de expresso (ou café forte e aromático)
2 Cápsulas de cardamomo verde abertas
1 Pau de canela
1/3 de chávena de açúcar branco granulado fino (caster)

1 Pêra pequena, descascada, s/ sementes e cortada em laminas

2 c sopa água para hidratar a gelatina
2 c chá de gelatina neutra em pó
1/2 Chávena de açúcar mascavado escuro
85g de chocolate extra negro (min. 70% cacau)
2 c chá de cacau amargo
2 Chávena de natas

Fiz assim:

Leve a lume brando os ingredientes do xarope, vá mexendo até dissolver o açúcar.
Junte as lâminas de pêra, deixe cozinhar 10 ou 15 minutos até as peras estarem macias e o xarope engrossar um pouco.
Retire as especiarias.

Coloque as lâminas no fundo das formas ou ramequins, e por cima deite um pouco de xarope.
Deixe arrefecer completamente.

Hidrate a gelatina, mexa e reserve.
Num tacho leve ao lume as natas, o açúcar, e o cacau mexa até levantar fervura, reduza o lume e deixe borbulhar uns minutos.
Retire do lume, adicione o chocolate grosseiramente picado e mexa até este se fundir na mistura. Junte a gelatina hidratada e mexa bem para dissolver.
Leve ao lume novamente, e assim que começar a querer ferver, baixe o lume, deixe fervilhar uns minutos sempre a mexer.
Retire do lume, mexa e reserve até amornar.

Deite o creme sobre o fundo de peras, e reserve no frigorífico durante 4 a 6 horas, ou melhor ainda, de um dia para o outro.

Sirva nos ramequins, ou desenforme mergulhando as formas em água quente, e descolando com a ponta de uma faca virando depois sobre o prato de servir.

Notas:

O uso do açúcar mascavado escuro (de cor castanha) faz a diferença nesta receita. O seu sabor caramelizado liga na perfeição com o chocolate não o adoçando em demasia.

Adaptado de: Donna Hay magazine
Veja também:
Pannacotta de chocolate branco e maracujá.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Panquecas de courgete e ricotta

Este petisco foi feito para um brunch de Domingo, e foi um êxito tal que logo passado pouco tempo foi repetido.
Originais, completas e deliciosas, estas panquecas são uma opção ás tradicionais omeletas ou tortilhas, e com um acompanhamento de legumes ou leguminosas proporcionam uma refeição.
A ricotta faz com que fiquem bastante macias, uma agradável experiência sem dúvida.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

1 Chávena de farinha
2 Ovos
1 c sopa de manteiga derretida
1/3 Chávena de natas
Sal & pimenta
½ Chávena de ricotta
1 c sopa de orégãos
1 Courgete pequena ralada
Óleo vegetal para untar a chapa

Fiz assim:

Peneire a farinha para uma tigela, junte os ovos, a manteiga, as natas, o sal e a pimenta.
Misture muito bem com vara de arames ou batedeira para não ficar com grumos.
Adicione o ricotta, os orégãos e a courgete ralada.
Pincele uma chapa ou frigideira anti aderente com óleo e aqueça. Depois de quente passe para lume médio e deite uma concha de massa, cozinhe até aparecerem bolhas, vire com uma espátula e deixe alourar do outro lado.
Retire e sirva morno com uma salada de legumes cruz ou cozidos.

Notas:

Depois desta vez já voltei a fazer estas panquecas usando cenoura ralada e ligeiramente cozida no vapor. Ficou igualmente delicioso.

Ligeiramente adaptado do livro: Cozinha para quem não tem tempo” de Mafalda Pinto Leite.

Veja também:
mini frittatas de salmão fumado.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Tostas francesas

E que tal começar o novo ano como se começa um novo dia?!
Esta receita de pequeno-almoço é fácil e rápida, mas mesmo assim é mais usual aparecer na mesa de Domingo.
Ao publicar a maneira de confeccionar as tostas francesas estou a ter uma atitude egoista, pois pode ser que assim o pessoal cá de casa me comece a surpreender com um delicioso pequeno-almoço em vez de ser ao contrário, pois agora não há a desculpa: “mas eu não sei como se faz…”


Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

6 Fatias de pão de forma sem côdea
3 Ovos
2 c sopa de açúcar amarelo (mascavado claro)
1 c chá de extracto de baunilha
1 c chá de canela em pó
½ c chá de noz-moscada ralada
½ c chá de sal
½ dl de leite

Fiz assim:

Numa tigela bata os ovos com o leite.
Junte o açúcar, o extracto, as especiarias e o sal, e misture bem.
Aqueça uma chapa ou frigideira anti aderente no fogão.
Molhe as fatias de pão na mistura de ovos, e coloque na chapa bem quente.
Deixe a cobertura de ovos alourar e com uma espátula vire as tostas para alourar do outro lado.
Sirva quente ou morno com mel, açúcar e canela, xarope de bordo ou geleia de canela.

Notas:

Se a chapa ou a frigideira for anti aderente não há necessidade e usar gordura, mas se tiver de usar use óleo vegetal de sabor neutro, como girassol ou colza e use um pincel para que a película de gordura seja muito fina.

Veja também:
crepes e talassas.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Pudins cremosos de baunilha

No dia que comprei estas forminhas, estava uma senhora na loja que ao observar-me disse: “Ai que isso é tão chato de lavar!”, uma das amigas que estava comigo acrescentou: “Pois, e não pode ir à máquina.” Mas nesse momento nada me fazia recuar, pois na minha cabeça já estava a imagem de pudins ou bolinhos na medida certa de duas colheradas gulosas! Resultado: vieram comigo, e foram a forma ideal para estes pudins.
Cada vez que abro uma vagem de baunilha fico encantada com os milhões de sementinhas minúsculas pretas e tão deliciosamente aromáticas.
A receita original pede para a mistura ser coada ao ser colocada nas formas, mas eu salto sempre esse passo para ficar com as sobremesas “pintalgadas”.





Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.




Usei:

1 Vagem de baunilha
300ml de leite
200ml de natas frescas
115g de açúcar branco granulado fino
2 Ovos
4 Gemas

Para o caramelo:

115g de açúcar branco
50 ml de água
Manteiga para untar as formas

Fiz assim:

Unte 8 ramequins ou formas de pudim.
Prepare o caramelo, deixe amornar um pouco e distribua pelas formas de forma a cobrir o fundo.
Pré aqueça o forno a 180º e coloque dentro um tabuleiro com água.

Divida a vagem de baunilha ao meio e com a ponta da faca raspe as sementes.
Coloque a vagem e as sementes dentro de uma panela pequena com o leite e as natas, e leve ao lume até ferver. Retire do lume, tape e deixe em infusão.

Bata o açúcar com os ovos e as gemas até obter um creme fofo e esbranquiçado.
Retire a vagem do leite, e deite este em fio sobre as gemas batendo sempre com vara de arames.
Divida o creme pelas formas preparadas, coloque no tabuleiro com água (até 2/3 da altura das formas), e leve ao forno durante 45 minutos.
Deixe arrefecer completamente, e guarde no frigorífico de um dia para o outro.
Com a ponta de uma faca descole o pudim da forma e desenforme sobre os pratos de servir.


Notas:

Pode usar 500ml de leite gordo em vez da mistura leite/natas.
Se o fizer deixe em infusão até arrefecer e depois volte a amornar para juntar ao creme de ovos.
Cuidado ao manipular o açúcar caramelizado, pois a sua temperatura é altíssima.

E agora, quêm é que vai lavar a loiça?!
Adaptado da revista Delicious de Novembro de 2008
Veja também: Pudim de anis.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Cheesecake marmoreado

Um bolo de aniversário sofisticado foi o escolhido para a comemoração dos 14 anos da piolha. E como “filho de peixe sabe nadar” a aniversariante é também apaixonada pelo chocolate, não é chocodependente mas disfarça muito bem.
No original o bolo é apenas polvilhado com açúcar em pó, mas como se tratou de uma celebração decidi-me por um visual mais festivo a preto e branco.
O bolo deve ser feito de véspera, ou no caso de o querer decorar é melhor com dois dias de antecedência.
Delicioso, diferente e rico em texturas e sabores, assim é este bolo.





Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Usei:

275g de bolachas digestivas
85g de manteiga sem sal
750g de mascapone
200g de açúcar branco granulado fino
4 Ovos
45ml de rum escuro
30g de farinha
½ c chá de extracto de baunilha
175g de chocolate amargo
1 c chá de café expresso instantâneo


Fiz assim:

Moa as bolachas e misture com a manteiga. Pode usar o processador.
Forre o fundo de uma forma redonda de anel, (se a forma não vedar bem coloque uma folha de papel vegetal) usando para comprimir as costas de uma colher ou um cilindro de massas. Comprima bem e reserve no frigorífico durante pelo menos 30 minutos.

Pré aqueça o forno a 200º ou a 180º com ventilação.

Bata as gemas com o açúcar até obter um creme fofo, junte o mascapone e bata mais um pouco.
Divida esta mistura por duas taças.
Derreta o chocolate em banho-maria.
Numa das misturas junte a farinha, o rum e a baunilha.
Na outra tigela, junte o café dissolvido no licor e o chocolate morno, misture.
Bata as claras em castelo firme, e divida-as pelas duas misturas envolvendo delicadamente com uma espátula.
Coloque colheradas alternadas da massa de baunilha e chocolate sobre a base de bolacha, e no final faça movimentos circulares com a ponta de uma faca para provocar o marmoreado.
Leve ao forno durante 45m a 1 hora até ficar dourado mas ainda macio no centro.
Se necessário, perto do final cubra com folha de alumínio.
Desligue o forno, deixe a porta aberta e mantenha o bolo dentro até arrefecer. Depois disso guarde no frigorífico até servir.
Decore com açúcar em pó e cacau amargo, ou com ganache de chocolate negro e branco.

Notas:

A receita original (cheesecake tiramisu), tem uma base de amaretti e manteiga, penso que a base ficará igualmente boa usando palitos de champanhe, no entanto ao trocar por bolachas digestivas o resultado foi muito bom.
Para o creme de chocolate negro: 150g de chocolate amargo e 2dl de natas. Aquecer as natas em banho-maria, retirar do lume e juntar o chocolate picado. Mexer até fundir. Para as decorações com chocolate branco apenas o fundi em banho-maria.
Em redor do bolo colei raspas de chocolate depois de o ter coberto com o creme de chocolate preto.
Se não tiver saco de pasteleiro use um saco plástico e corte um dos cantos à medida pretendida.

Receita adaptada da revista Delicious de Novembro de 2008
Veja também: Brownies marmoreados de ricotta.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Frango com molho de nozes


Sou uma fã incondicional da dieta mediterrânica, por isso não resisto à tentação de levar para casa todos os livros e revistas de culinária Portuguesa, Espanhola, Italiana, Grega, e aí por diante, que se atravessam no meu caminho.
As nozes são o meu fruto seco preferido, fazem parte de quase todas as saladas de legumes crus que preparo, e por isso este molho saltou-me imediatamente à vista.
Um prato diferente, saudável, de fácil preparação e muito bom.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Usei:

1 Frango sem pele e cortado em pedaços
1 Limão
4 c sopa de azeite
100 ml de vinho branco seco
150 ml de caldo de galinha
1 Folha de louro
Sal & pimenta
100g de nozes
2 Dentes de alho
150 ml de iogurte grego
Salsa picada para servir

Fiz assim:

Esfregue o frango com o limão.
Aqueça o azeite no wok, junte os pedaços de frango e deixe alourar bem.
Regue com o vinho e deixe levantar fervura. Junte o caldo e o louro, tempere de sal e pimenta e deixe apurar em lume muito brando durante mais ou menos 30 minutos, ou até o frango ficar tenro e o caldo estar bastante reduzido. Vá mexendo ocasionalmente e se necessário junte uns pingos adicionais de caldo.

Entretanto, triture as nozes juntamente com o alho até obter uma pasta.
Transfira o frango para um refractário e mantenha-o quente.
Envolva o puré de nozes e o iogurte no pingo que ficou no wok e aqueça em lume brando mexendo durante uns minutos sem deixar ferver. Tempere de sal e pimenta, deite sobre o frango e guarneça com salsa picada.
Sirva bem quente.

Notas:

È importante retirar a pele ao frango para preparar este prato, caso contrário o sabor da gordura ficará muito evidenciado tornando o prato desagradável.
Fonte: “Cozinha grega” da Parragon

Veja também: Frango estufado sing-sing.