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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Tarte de abóbora


Um dia destes uma amiga apareceu-me á porta com uma abóbora monstruosa, a sério, era tão grande que não fui capaz de a cortar sozinha.
Parte dessa abóbora foi para esta tarte, outra parte vai sendo usada em sopas e mais de metade está congelada.
A opinião sobre a tarte não foi consensual, dos dois comilões aqui de casa um gostou e o outro nem por isso, resto eu para desempatar. Como sou um bom garfo e também uma boa colher e faca, eu cá gostei.

Usei:

Creme de abóbora:

50 ml de leite
2 c chá de farinha
175 ml de natas
425g de puré de abóbora
3 Ovos
65g de açúcar mascavado escuro
1 c sopa de açúcar granulado
1 c sopa de canela
¼ c chá de cravinho
¼ c chá de gengibre moído
½ c chá de sal fino
1 Pitada de pimenta preta
1 ½ c chá de brandy


Massa Areada Doce

200g de farinha
1 Pitada de sal
1 c chá de açúcar
100f de manteiga fria
1 Ovo
Umas gotas de extracto de baunilha

Fiz assim:

Massa:
Coloque os ingredientes da massa no processador de alimentos e pulse para combinar.
Quando a massa se aglomerar num dos lados, retire. Molde um disco grosseiro envolva em película e deixe repousar no frigorifico durante 1h.
Pré aqueça o forno a 180º.
Estenda a massa e forre uma forma de tarte. Pique o fundo e os lados com um garfo, cubra com folha de alumínio, coloque uns pesos dentro e leve ao forno durante 30 minutos, retire os pesos e a folha e deixe alourar.
Creme:
Dissolva a farinha no leite e leve ao lume até cobrir as costas de uma colher. Junte as natas e mexa até retomar fervura. Retire do lume e reserve.
Numa tigela bata os ovos com o puré. Reserve.
Misture os açúcares com as especiarias, e junte ao puré e aos ovos, junte também o brandy e as natas, misture bem.
Deite o creme na tarte e leve ao forno durante 45 minutos.
Deixe arrefecer completamente antes de cortar.

Notas:
Para fazer o creme de abóbora, corte a abóbora em fatias, retire as sementes e as fibras e leve ao forno até que amoleça.
Retire a polpa com uma colher e esmague, usando de preferência um esmagador manual ou o passe-vite. Use de imediato ou congele em doses individuais.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Batatinhas assadas

Quando se fazem assados, esta é uma óptima sugestão de acompanhamento e de aproveitamento do forno.
São batatas assadas não á nossa maneira mas sim á maneira inglesa.
A receita já apareceu tanto nos programas da Nigela como nos do Jamie Oliver, embora com um toque de tempero diferente elas são na sua essência a mesma receita.


Usei:

800g gramas de batatinhas
2 c sopa de banha de pato
1/3 Chávena de sêmola de trigo
Sal & pimenta
Alecrim a gosto

Fiz assim:

Corte as batatas a meio e coza-as de maneira a ficarem firmes. Escorra e reserve.
Aqueça a banha numa frigideira e salteie as batatas, polvilhe com a sêmola e tempere de sal e pimenta.
Leve ao forno aquecido a 180º durante + ou – 30 minutos.
A meio da cozedura polvilhe com o alecrim.

Notas:

O motivo pelo qual optei pela gordura de pato é porque esta é mais difícil queimar a altas temperaturas.
Se preferir pode substituir por manteiga ou azeite, e até usar outras ervas ou alho.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Couves de bruxelas com castanhas e bacon


Esta receita da Nigella deixou-me intrigada assim que a vi num dos programas dedicado ao Natal. Tamanho do tipo de letra
O uso das castanhas e do vinho doce pareceu-me ser uma mais-valia, é sabido que couves de Bruxelas é daquelas coisas que não agrada a toda a gente, mas eu garanto que em parte a culpa é da preparação, as couves se passam do ponto durante a cozedura ficam moles e muito desagradáveis. Se usar-mos as congeladas teremos de ter em consideração que o gelo já terá feito parte do trabalho, logo a cozedura deverá ser mais reduzida.
Fiz, comemos todos e agradou bastante, um ponto a favor das couves de Bruxelas, (ou da Nigella).

Usei:

½ Kg de couves de Bruxelas
1 c sopa de óleo
250g de bacon em cubos
2 c sopa de manteiga
200g de castanhas assadas (embaladas em vácuo)
½ chávena de vinho da Madeira
Pimenta preta moída na hora
1 ramo de salsa fresca picada grosseira

Fiz assim:

Coza as couves no vapor durante 5 minutos. Reserve.
Aqueça o óleo num wok ou frigideira funda e salteie o bacon sem o deixar secar.
Reduza um pouco o calor e junte a manteiga e as castanhas, pressione um pouco as castanhas para as partir grosseiramente, assim que as castanhas tenham aquecido, aumente o calor e junte o vinho da Madeira, deixe reduzir um pouco e junte as couves e parte da salsa, envolva bem e sirva com a restante salsa picada.

Notas:

Tal como aconselha a Nigella, se usar couves frescas faça um golpe em cruz no caule para que cozam de forma uniforme.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Minestrone à Marizé

Quando eu era pequena a minha mãe fazia uma sopa pela qual eu me perdia de amores, para mim era uma sopa em tudo diferente das outras pois não era passada, tinha o leve ácido do tomate, e o feijão verde e a cenoura em pedaços mais grossos que o normal, hoje sei que ao que a minha mãe chamava sopa juliana era nada mais que um minestrone.
Para os jantares de Inverno nada melhor que uma sopa fumegante e com corpo como esta.

Aqui fica então a minha versão da sopa da minha infância.


Usei:
2 Cabeças de nabo em cubos pequenos
2 Tomates sem pele e sem sementes, em cubos
1 Courgette em cubos
1 Alho francês em rodelas
2 Cenouras em cubos pequenos
1 Cebola pequena picada
1 Dente de alho picado
150g de Feijão verde cortado grosseiro
1 Fio de azeite
Sal & pimenta
1 c Chá de açúcar
1 Embalagem de tortelini de ricota e espinafres
Caldo de legumes ou água q.b.


Fiz assim:

Refogue ligeiramente a cebola no azeite, junte o alho e o tomate e deixe suar um pouco.
Adicione primeiro os legumes mais duros, (nabo e cenoura) e tape a panela até amolecer um pouco. Se necessário junte um pouco de liquido.
Adicione depois o alho francês, a courgette e o feijão verde e continue a estufar sempre adicionando o liquido aos poucos.
Tempere de sal e pimenta e junte o açúcar para cortar a acidez do tomate, vá adicionando caldo até os legumes estarem macios, perto do final da cozedura adicione o caldo necessário para cozer a massa, deixe retomar fervura, adicione a massa, e rectifique os temperos.

Notas:

Opte pelo tortelini fresco, pois a massa seca recheada tem um sabor muito industrial.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Costeletas no forno com legumes

Os assados são uma presença assídua na minha cozinha, ainda para mais com esta vaga de frio o calor do forno faz ainda mais da cozinha um lugar de aconchego.
Esta receita é daquelas que surgem do improviso e da necessidade de dar um destino a uma quantidade enorme de legumes, mas isso não a diminui, pelo contrário, gostei tanto do resultado que vai fazer parte do repertório a partir de agora.


Usei:

6 Costeletas do lombo
4 Cabeças de nabo pequenas
2 Courgettes
2 Cenouras
1 Alho francês
2 Hastes de tomilho
½ Chávena de polpa de tomate
1 Chávena de vinho
Sal & pimenta

Fiz assim:

Corte o alho francês em rodelas grossas e lave em água corrente. Escorra.
Descasque as cenouras e as cabeças de nabo e corte em cubos.
Lave as courgettes e corte em meias luas.
Disponha os legumes num recipiente de forno, salpique com o tomilho e regue com a polpa de tomate diluída no vinho. Tempere com um pouco de sal e pimenta, cubra com folha de alumínio e leve ao forno pré aquecido a 180º durante mais ou menos 40 minutos.
Retire do forno e coloque as costeletas “aninhadas” nos legumes, volte a colocar no forno, desta vez com o recipiente destapado e deixe ficar até a carne estar pronta.
(O tempo vai depender da grossura da carne).

Notas:

Se sobrarem legumes assados, coloque numa cocotte, abra uma cova no meio e coloque um ovo. Leve ao grill do forno até o ovo escalfar.
Sirva com pão torrado.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pataniscas de courgette


Courgette outra vez!
Pois é a rainha courgette está de volta, e desta vez em forma de pataniscas.
È muito vulgar quando vou ás compras parar na banca dos legumes e perante o que há, fazer mentalmente a lista de refeições e acompanhamentos, e assim comprar mais ou menos de maneira que não sobra. Mas há aquelas coisas que vão bem de qualquer maneira como é o caso dos espinafres, os pimentos e claro, a courgette e mesmo sem destino traçado á partida acabam por vir na cesta.

Usei:

2 Courgettes grandes
150g de farinha
1 c chá de fermento
1 c sopa de azeite
Sal & pimenta
2 ovos
150 ml de leite

Fiz assim:

Rale as courgetes o mais grosso possível.
Saltei na frigideira com um fio de azeite até amolecer. Coloque num passador e deixe a escorrer o excesso de liquido.
Peneire a farinha com o fermento e abra uma cova ao meio, deite os ovos, o azeite e o leite e envolva tudo num polme grosso.
Junte a courgette e tempere de sal e pimenta.
Frite colheradas em óleo bem quente, e deixe a escorrer sobre papel de cozinha.

Notas:

Se necessário, ajuste a consistência da massa com mais farinha ou leite.
O aspecto é o de um polme grosso mas que escorre da colher.

Adaptado de : " Sabores da Provença" da DK

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Risoto de abóbora manteiga

Esta receita não merecia ter ficado esquecida no meu arquivo digital, mas ficou.
A foto foi das que sobraram da antiga máquina fotográfica, (snif…), e só no dia da limpeza é que a encontrei.
Quando tenho legumes “assáveis” (não sei se esta palavra existe, mas devia), faço uma fornada e deixo-os a meio preparo para pratos futuros. Este risoto nasceu de uma dessas fornadas, e é uma delícia.



Usei:

½ Abóbora manteiga assada e reduzida a puré
1 Chávena de arroz de arbóreo
1 Cebola pequena
1 Fio de azeite
½ Chávena de vinho branco
folhas de sálvia a gosto
½ Chávena de parmesão ralado
Caldo de legumes que baste
Sal & pimenta

Fiz assim:

Coloque o azeite no tacho, e quando estiver quente deita as folhas de sálvia. Deixe-as fritar ligeiramente, retire e reserve.
Deite no mesmo azeite a cebola picada e deixe amolecer, junte o arroz e mexa até começar a ficar translúcido. Refresque com o vinho e mexa até absorver, a partir daqui vá deitando conchas de caldo quente e mexa com colher de pau, adicione a concha de caldo seguinte quando a anterior tiver sido absorvida. Repita até o arroz estar a meia cozedura.
Junte o puré de abóbora, tempere se sal e pimenta, (tenha em consideração que o queijo é salgado), e envolva, deite mais caldo até terminar a cozedura, o que demora mais ou menos 20 minutos. Junte o queijo ralado, envolva e sirva decorado com as folhas de sávia.

Notas:

Asso os legumes no forno envolvidos em folha de alumínio, ou em saco próprio para o efeito.
Podem ser assados desta forma: abóbora, beterraba, pimentos, cabeça de nabo, batata, cenoura, etc.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Bola de courgette e emental


Antes da receita que abre a nova temporada do Tachos de Ensaio, uma pieguice:
Muito, muito, mas mesmo muito obrigada pelas mensagens e telefonemas de encorajamento pelo regresso a este espaço. È mesmo muito gratificante saber que alguém está desse lado.
Ok, agora as comezainas:


Este cake, bola, ou bolo salgado é daqueles pitéus que sabem bem ter à disposição nas tardes mandrionas de fim-de-semana.
È um bolinho húmido como eu gosto, e como sempre digo: a courgette nunca me deixou ficar mal.
È óptimo acompanhado com uma salada, e é muito prático para almoços fora de casa.

Usei:

200g de farinha
1 c chá de fermento
3 ovos
50 ml de azeite
50 ml de óleo de girassol
1 courgette média (+ ou – 250g)
150g de queijo emental ralado
1 iogurte natural diluído num pouco de leite
1 c chá de orégãos secos
Sal & pimenta

Fiz assim:

Lave a courgette, rale-a no ralador grosso e esprema-a num passador para retirar o excesso de líquido.
Com uma vara de arames, bata os ovos com o azeite, o óleo e o iogurte. Tempare de sal e pimenta.
Junte a farinha peneirada com o fermento e misture bem de modo a não ficar com grumos.
Por fim, adicione a courgette, o queijo e os orégãos e misture com colher de pau.
Verta a massa numa forma de bolo inglês, e leve ao forno previamente aquecido a 180º durante aproximadamente 50 minutos.
Deixe arrefecer sobre uma grade antes de desenformar.

Notas:

Pode substituir os orégãos por outra erva da sua preferência, na receita original era indicado hortelã pimenta, mas nesta época do ano as minhas ervas estão na defensiva contra o clima.

Adaptado de : “Quiches, cakes & compagnie” da Marabout

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

4 por 6 Jardineira de lulas + Pudins de chocolate

Mais uma refeição dentro do contexto do 4 po6 6 que me surpreendeu pela facilidade, rapidez e sabor.
Esta jardineira de lulas é uma delicia e pelo facto de não lhe ser adicionado água na confecção faz com que fique com um caldo maravilhoso para ser acompanhado por umas fatias de pão saloio.
Para falar da sobremesa sou suspeita, pois como é do conhecimento geral sou “chocodependente” e por isso de mim só sairão elogios a estes pudins.
Está então na mesa o 4 por 6 desta semana!



Usei:

1Kg de lulas
150g de ervilhas
2 Cenouras
½ Chávena de polpa de tomate
100ml de vinho branco
1 Cebola
Sal & pimenta
Picante a gosto
Azeite q.b.

Fiz assim:

Corte o saco das lulas em rodelas e deixe os tentáculos inteiros.
Pique a cebola e amoleça-a no azeite quente.
Junte as cenouras em cubos, as ervilhas e a polpa de tomate, envolva e deixe suar um pouco.
Adicione as lulas, tempere de sal, pimenta e picante, mexa até as lulas ficarem opacas.
Regue com o vinho e deixe fervilhar até as lulas estarem macias.




Pudins de chocolate




Usei:

½ Chávena de leite
35g de manteiga derretida
1 Ovo ligeiramente batido
1 c chá de extracto de baunilha
½ Chávena de farinha peneirada
½ c chá de fermento peneirado
2 c sopa de cacau em pó peneirado
¼ Chávena de miolo de amêndoa moído
¾ Chávena de açúcar mascavado
1 ½ c sopa cacau peneirado
1 Chávena de água a ferver

Fiz assim:

Pré aqueça o forno a 180º, e prepare 4 ramequins untando-os ligeiramente.
Coloque o leite, a manteiga, o ovo e a baunilha numa tigela e mexa com uma vara de arames.
Junte a farinha, fermento, 2 c sopa de cacau, as amêndoas e ¼ chávena do açúcar, mexa até obter uma mistura lisa e distribua pelos ramequins.
Misture o restante açúcar com a 1 ½ c sopa de cacau e salpique sobre a massa dos pudins.
Distribua a água a ferver pelos 4 ramequins e leve ao forno durante 20 minutos.
Sirva morno ou frio.


Vamos a contas…


Dica de poupança:

Depois de usar uma vagem de baunilha, lave-a, seque-a e reutilize-a para preparar extracto colocando-a em frasco fechado e cobrindo-a de vodka.
Ou: Coloque-a num pote fechado com açúcar e assim terá sempre à mão açúcar baunilhado.

Sobremesa ligeiramente adaptada de: “Donna hay magazine” nº 45

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Tagliatelli de frango e ervilhas

Tenho-me divertido muito com o programa de televisão da Nigella, a mulher tem uma série de manias das quais eu também padeço, e embora me faça confusão ela estar sempre a tirar os cabelos da boca, a maioria dos seus cozinhados agradam-me.
Esta receita deixou-me água na boca quando passou no programa Nigella bites, mas senti falta do verde, por isso quando a recriei juntei-lhe ervilhas e ainda bem… ficou uma delícia!



Usei:

1 Frango para assar
½ Chávena de manteiga
Ervas frescas a gosto (tomilho, sálvia, salsa…)
Sumo de 1 limão
3 Dentes de alho
Sal
1 Pedaço de gengibre em rodelas
1 Embalagem de tagliatelli ou ninhos
1 Haste de alecrim (não muito grande)
1 Chávena de ervilhas
¼ Chávena de sultanas
Miolo de pinhão a gosto

Fiz assim:

No almofariz, esmague os alhos com sal e as ervas, junte depois a manteiga e o sumo de limão e misture bem até obter uma pasta.
Coloque o frango num recipiente de forno, (não muito grande para não evaporar o molho), e barre-o com a pasta. Por cima disponha as rodelas de gengibre e leve ao forno quente para assar. No início tape com folha de alumínio e volte a destapar a meio.
Retire o frango do forno e deixe a repousar um pouco.
Recolha todo o molho que se formou do assado, descarte o gengibre, e coloque num tacho pequeno, junte as sultanas e o alecrim picado. Reserve.
Torre ligeiramente os pinhões numa frigideira e reserve.
Coza as ervilhas no vapor ou em imersão, escorra e reserve.
Desfie o frango de forma grosseira usando as mãos.
Coza a massa em abundante água com sal seguindo as instruções da embalagem, ou até estar “al-dente”. Escorra rapidamente.
Aqueça o molho do assado.
Coloque na travessa parte da massa, do frango e das ervilhas e regue com metade do molho, repita e termine polvilhando com os pinhões.

Notas:

Para torrar frutos secos na frigideira não use qualquer tipo de gordura, e faça-o sobre lume forte agitando constantemente a frigideira.
Assim que os frutos adquirirem o tom dourado retire-os imediatamente da frigideira para não queimarem.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Creme de cogumelos

Mais um creme com cor e sabor de Inverno.
As sopas são o meu almoço preferido nesta estação do ano por isso há que variar e o creme de cogumelos ainda não tinha tido o seu merecido protagonismo neste blog.
Uma das coisas que mais me agrada nesta sopa é o facto de ser robusta sem ser pesada e acompanhada com umas fatias de pão torrado é uma delicia à qual eu não me nego.


Usei:

350g de cogumelos
(Usei: 150 brancos frescos, 150 portobello frescos e 50g porcini secos)
800ml de caldo de legumes
1 c sopa de farinha
1 Haste de tomilho
1 Chávena de leite
1 Cebola picada
Sal & pimenta
Azeite q.b.
1 Pitada de noz-moscada

Fiz assim:

Depois dos cogumelos limpos, e hidratados (se usar secos), corte-os em fatias.
Aqueça um fio de azeite e salteie os cogumelos temperando-os a meio com sal e pimenta, quando alourarem retire-os do lume e reserve.
Refogue ligeiramente a cebola, e adicione depois a farinha, mexa e adicione um pouco de caldo. Junte os cogumelos e 2/3 do caldo.
Reduza o lume e deixe fervilhar 10 minutos, junte as folhas de tomilho e a noz-moscada, rectifique o tempero e deixe ferver mais um pouco.
Triture com a varinha mágica, junte o leite e se necessário rectifique a consistência com mais um pouco de caldo, deixe aquecer e sirva polvilhado de tomilho.

Notas:

Para um sabor mais intenso, pode usar-se a água de hidratar os cogumelos, no entanto deve passar a mesma pelo passador, pois pode conter areia no fundo.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Rolinhos de frango com espinafres a ameixas

Resultam sempre num visual de impressionar, estes rolos podem ter no recheio aquilo que mais nos agrada ou nos apetece no momento.
Estes são com espinafres e ameixas, mas a versão cenoura e noz é também das minhas preferidas, é um prato óptimo para incentivar as crianças a comer os legumes pois é sabido que mais do que nós as crianças comem com os olhos.
Usei:

4 Peitos de frango
1 Molho de espinafres
1 Chávena de ameixas secas sem caroço
1 Cebola picada
1 Dente de alho picado
Sumo de 1 limão
Sal & pimenta
1 c chá de cominhos
1 c chá de orégãos
Melaço de romã q.b. (ou mel)
Azeite q.b.

Fiz assim:

Abra os peitos do frango e espalme-os com a parte lisa do martelo de cozinha.
Tempere de sal, pimenta e sumo de limão.
Aqueça o azeite numa frigideira e amoleça a cebola e o alho, junte os espinafres picados e as ameixas também picadas. Deixe reduzir um pouco, tempere de sal e pimenta e retire do lume.
Distribua o recheio sobre os bifes, enrole e prenda com palitos ou com cordel de cozinha.
Coloque os rolos num tabuleiro untado de azeite, polvilhe com os orégãos e com os cominhos e regue com o melaço de romã.
Leve ao forno até dourar, virando a meio.


Notas:

Ou:
Coloque os rolos na actifry sem a pá giratória, programe 20 minutos e volte a meio.
Adaptado da revista Olive

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sopa gratinada de cebola à francesa

Sem dúvida que no Inverno uma sopa quente é um bálsamo para o corpo e para o espírito, tudo parece mais leve depois de se tomar uma tigela de sopa fumegante.
Esta em particular é sempre uma sopa de Inverno, pelo menos cá em casa, deve ser por ser servida em tigela bem quente vindo direitinha do forno e com o queijo a borbulhar, apetece aquecer as mãos em volta da tigela enquanto se aspira o delicioso aroma…


Usei:

50g de manteiga
3 c sopa de azeite
650g de cebolas roxas
1 c chá de açúcar
sal & pimenta q.b.
1 + ½ c sopa de farinha
500 ml de caldo de legumes (o original pede caldo de carne)
4 c sopa de conhaque
Queijo gruyére para gratinar

(para os croûtons)

fatias de pão
1 dente de alho

Fiz assim:

Leve a manteiga e o azeite ao lume, quando estiver quente deite as cebolas cortadas em meias luas finas, o açúcar e um pouco de sal. Misture muito bem e assim que as cebolas amolecerem reduza o lume, tape o tacho e deixe as cebolas suarem durante 20 ou 30 minutos até ficarem douradas. De início mexa de vez em quando, depois só ocasionalmente até caramelizar as cebolas.
Polvilhe com a farinha e deixe cozer mais 2 minutos mexendo sempre.
Adicione o caldo a ferver, e deixe fervilhar 15 minutos.
Entretanto, torre as fatias de pão e esfregue ainda quentes com o alho.
Rectifique a consistência da sopa com mais caldo se necessário, junte o conhaque, tempere de pimenta e rectifique o sal.
Pré aqueça o forno a 200º.
Coloque fatias de pão no fundo das tigelas, coloque um pouco de sopa por cima e polvilhe com o queijo ralado.
Leve ao forno a gratinar.


Notas:

As cebolas podem ser caramelizadas em forno lento e em recipiente tapado.
Como esta operação pode ser feita em avanço, pode por isso aproveitar o forno enquanto prepara uma outra receita.
O Gruyére pode ser substituído por parmesão ou emental.

Fonte: “Cozinha francesa” da Parragon

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

4 por 6 - Salsichas enroladas com mel e mostarda + Puré de batata + Creme de legumes com juliana de couve





Foi impossível ficar indiferente a esta receita quando a vi num dos livros de Mafalda Pinto Leite.
O essencial da receita é o mesmo das
coxas de frango no forno com mel, bacon e soja, onde apenas as salsichas entram no lugar das coxas e a mostarda substitui o molho de soja.
Como eu gosto muito das coxas com mel, como o prato é tão simples de preparar, e é sabido que mostarda e mel se dão muito bem, deitei mãos à obra e vá de fazer contas para ver se a refeição encaixava no
4 por 6, e não é que resultou!?
Uma delicia rápida e económica!
Está então na mesa o menu de hoje.









Usei:

8oog de salsichas frescas
200g de bacon fatiado
25g de mostarda *
25g de mel *

* Ou mais, conforme o gosto pessoal

Fiz assim:

Pré aqueça o forno a 200º e forre um tabuleiro com papel vegetal.
Misture o mel com a mostarda até incorporar bem.
Enrole cada uma das salsichas numa fatia de bacon e coloque no tabuleiro.
Pincele com metade do preparado de mel e mostarda e coloque no forno durante 20 minutos.
Passado esse tempo, volte as salsichas e pincele com o restante molho e deixe no forno durante mais 10 minutos.









Puré de batata



Cozem-se as batatas em água temperada de sal. Escorrem-se e esmagam-se.
Volta ao lume e incorpora-se a manteiga e o leite, tempera-se com pimenta e noz-moscada a gosto.



Creme de legumes com juliana de couve



Corte a couve em juliana e reserve.
Coza os restantes legumes em água temperada de sal e com um fio de azeite até estarem macios.
Triture, os legumes e rectifique a consistência com mais ou menos caldo.
Retome a panela ao lume, junte a couve e deixe fervilhar até estar macia.




Vamos a contas:








Dica de poupança:

Há nas lojas de loiças e material de cozinha, umas bolas metálicas para cozinhar alimentos por imersão. (São normalmente usadas para cozinhar o arroz no cozido à portuguesa).
Ao preparar sopas como esta, pode com essa bola cozer a couve ao mesmo tempo dos outros legumes e assim poupar em tempo e energia.
Coza os legumes em mais água que o necessário, ficando assim com caldo de legumes pronto a usar em outras receitas.

Prato principal ligeiramente adaptado de: “Cozinha para quem quer poupar” de Mafalda Pinto Leite.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Creme de abóbora, mostarda e tomilho

Este creme foi um sucesso enorme, eram horas do lanche e estávamos com uma tigela fumegante das mãos de tão bem que nos soube.
A mostarda e o tomilho fazem de um simples creme algo sublime e surpreendente, foi sem duvida a melhor sopa dos últimos tempos, e que saudades que eu tinha de sopa…


Usei:

300g de abóbora descascada e em cubos
150g de batata descascada e em cubos
1 Cebola picada
700ml de água
2 c chá de sementes de mostarda amarela
1 Haste de tomilho (folhas)
Sal
Azeite q.b.

Fiz assim:

Aqueça um fio de azeite e refogue ligeiramente a cebola com o tomilho e a mostarda.
Junte a abóbora e a batata e deixe amolecer um pouco durante mais ou menos 5 minutos, vá juntando pingos de água de vez em quando.
Adicione a restante água e deixe fervilhar lentamente até estar os legumes estarem bem macios.
Triture e rectifique a consistência a seu gosto juntando para isso mais líquido.
Sirva bem quente polvilhado com tomilho e com uma colher de café de mostarda.

Notas:

Sirva este creme com iogurte batido com uma colher de mostarda.
Adaptado
daqui.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Conchas recheadas de batata doce sálvia e requeijão



Já recebi no correio o nº 47 da Donna Hay Magazine e ainda estou a explorar o número anterior, aquele que me encheu as medidas, lembram-se?
Esta entrada tanto pode ser servida no prato como em colheres de degustação ou até como canapés (finger food).
Gosto muito de batata-doce assada, quando era criança a minha avó assava as batatas-doces no forno do pão e eu delirava com aquele sabor, esta entrada trouxe-me essas boas recordações e a satisfação de um prato diferente e delicioso.






Usei:



18 Conchas
1 Batata-doce grande (+ ou – 200g)
Azeite q.b.
1 Requeijão de 200g
4 c sopa de leite
¾ Chávena de parmesão ralado na hora + um pouco para servir
1 Dente de alho esmagado
2 c sopa de raspa de limão
2 c sopa de sumo de limão
100g de manteiga
18 Folhas de sálvia



Fiz assim:



Descasque a batata-doce e corte-a em cubos.
Pincele um tabuleiro com azeite e coloque por cima a batata-doce. Leve ao forno quente até a batata ficar macia.
Leve ao lume as conchas em bastante água fervente com sal, assim que estiverem ao dente escorra e reserve.
Esmague a batata-doce com o requeijão, o leite, a raspa de limão, ½ chávena de parmesão e o alho.
Unte um recipiente de forno e com uma colher encha as conchas com a mistura de batata-doce e coloque uma folha de sálvia em cada uma delas.
Derreta a manteiga com o sumo de limão e regue as conchas, reservando um pouco para servir, salpique com mais um pouco de parmesão e leve ao forno a gratinar.
Sirva regado com molho de manteiga e salpicado com parmesão.


Notas:


Usei requeijão em vez de ricotta conforme pede a receita original.
Se preferir servir este prato como prato principal, cubra com molho bechamel para ficar mais húmido e substancial e sirva com uma salada de legumes crus.


Adaptado de “Donna Hay magazine” nº 46

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tarte de batata cebola e sálvia


Os pratos simples e com poucos ingredientes agradam-me bastante para as refeições do dia-a-dia, por isso quando vi esta tarte marquei logo a receita.
È uma tarte para ser comida fria, mas morna é muito boa também, o único problema é que ao cortar se desmancha, para isso terá de ser servida dentro do recipiente de forno.
Acompanhe com uma salada de legumes crus e um vinagrete bem aromático.






Usei:


2 Cebolas médias cortadas em laminas
100g de manteiga
800g de batatas em rodelas muito finas (com pele)
120g de queijo chedar ralado
1 Punhado de folhas de salvia
Sal & pimenta



Fiz assim:


Amoleça a cebola em metade da manteiga e tempere de sal e pimenta. Reserve.
Unte um pirex redondo, ou use uma forma de anel forrada com papel vegetal.
Pré aqueça o forno a 180º.
Forre o fundo do recipiente com uma camada de batata, sobreponha algumas rodelas para cobrir o fundo completamente.
Disponha depois um pouco da cebola amolecida e algumas folhas de salvia, mais ou menos 4, parte do queijo e regue com um pouco de manteiga derretida.
Repita as camadas até esgotar os ingredientes terminando com rodelas de batata.
Pincele com manteiga e cubra com folha de alumínio.
Leve ao forno durante 1 hora, destape e deixe alourar bem.
Retire do forno e deixe arrefecer.

Sirva com salada.



Notas:


Usei a mandoline para fatiar as cebolas e as batatas em laminas muito finas.
As melhores batatas para esta receita são as de pele vermelha.
Fonte: Revista “Olive” Junho de 2009.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Salada Capri



Conforme vos tinha prometido, esta é outra receita que costumo fazer com as bases frango e legumes assados, uma outra é a tarte de frango, basta para isso fazer um creme de ovos e natas ou leite e deitar sobre o frango e os legumes dispostos sobre uma base de massa da vossa preferência.
Decidi chamar-lhe salada Capri porque na última vez que estive fora de casa em formação costumava ir comer uma salada de massa em jeito de lanche ajantarado num restaurante com este nome.
Doidinha por massas como eu sou, delicio-me com este petisco.



Usei:



1 Peito de frango assado
1 + ½ Chávena de legumes assados
200g de penne
½ Chávena de azeitonas descaroçadas e cortadas ás rodelas
1 Chávena de bocconcini (mini mozzarella)
2 Dentes de alho (grandes) esmagados
Azeite a gosto
Orégãos secos para servir



Fiz assim:


Coza a massa em água a ferver temperada de sal até ficar ao dente ou siga as instruções da embalagem. Escorra, mantenha quente e reserve. Reserve também parte da água da cozedura.
Aqueça o azeite no wok e quando estiver quente deite o alho esmagado, use o esmagador e não a lâmina da faca.
Deixe fritar, junte depois o frango desfiado, os legumes e as azeitonas e salteie tudo muito bem. Adicione a massa e se necessário rectifique com um pouco de água da cozedura. Quando estiver bem quente junte a mozzarella e envolva. Retire do lume e sirva polvilhado de orégãos.



Notas:


Para um sabor mais acentuado e rústico use massa integral.
Uma boa ideia é, congelar um frango assado em doses individuais e já desfiado e livre de pele e ossos é, sem margem de dúvida, um bom desenrasca para 1001 receitas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Costoletas com salva laranja e cabeça de nabo


O projecto 4 por 6 tem sido um exercício com óptimas consequências na minha cozinha, entre o poupar e o variar, a introdução de outros sabores em ingredientes tão banais como por exemplo as costoletas e o nabo tem sido muito bem recebidos pelos comensais e muito gratificantes para a cozinheira.


Este menu dá as boas vindas ao Outono e aos dias frescos e de luz fraca, dias de Outono que me deixam muito bem disposta e cheia de vontade de “torturar” o fogão e o forno.


Vamos então ao menu do dia:








E para prato principal a carne que já vem com acompanhamento.




Bom apetite.











Usei:





1,2 Kg de costoletas do lombo
800g de cabeça de nabo (pequenas)
2 Laranjas (sumo e raspa)
1 Cebola picada
Azeite q.b.
Salva a gosto



Fiz assim:


Descasque o nabo, corte em quartos e ferva-os durante uns minutos em água a ferver temperada de sal. Reserve.

Leve ao lume o azeite, e quando estiver quente amoleça a cebola. Retire e coloque no fundo de um recipiente de forno.

Frite rapidamente as costoletas no mesmo azeite, tempere de sal e pimenta e junte o nabo.

Salpique com a raspa de limão, junte as folhas de salva e deixe absorver os sabores.

Coloque a carne e o nabo por cima da cebola.

Deite o sumo de laranja na frigideira quente e raspe os sucos da frigideira com uma espátula, deite este molho sobre a carne e leve ao forno quente durante 20 ou 30 minutos.





Vamos a contas:






Notas:


A salva veio do meu jardim, e ao fazer a pesquisa do preço para a incluir nas contas fiquei ainda mais feliz por a ter à disposição, o preço é realmente muito elevado.
A salva é uma planta perene e todo o ano tem folhas que podem ser usadas na cozinha.
Dá-se muito bem num vaso, gosta do nosso clima e a única coisa a ter em atenção é a geada.


Por lapso não inclui a cebola das costoletas nas contas por isso ao custo total deveremos considerar mais 0,5€.


Fonte: Suplemento da revista OLIVE de Outubro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Risotto de frango com legumes assados


São duas receitas base que nos proporcionam uma infinidade de pratos e das quais eu uso e abuso.
Gosto muito de assar alimentos usando um saco específico para o efeito, os alimentos ficam tenros e deliciosos, o caldo é aproveitado a 100%, não se corre o risco do assado secar e nunca se suja o forno. Se preferir pode retirar o frango (neste caso) do saco, separar o caldo e voltar a colocar a peça no forno para alourar.
O tempero também pode variar conforme o gosto pessoal e a disponibilidade no momento.
Nesta receita usei a carne junto dos ossos, na próxima semana apresentarei uma salada com a carne branca e os restantes legumes.






Usei:


½ Frango assado
2 Chávenas de legumes assados
Caldo do frango
1 Chávena de arroz arbóreo
½ Cebola picada
Azeite
1 Chávena de vinho branco
1 c sopa de manteiga
Sal a gosto



Fiz assim:


Asse o frango e os legumes em separado usando para o efeito um saco de forno para alimentos. (Esta etapa pode ser feita de véspera).
Retire o frango do saco, e coe todo o molho para um tacho, dilua com um pouco de água e mantenha quente.
Retire a pele e os ossos ao frango e desfie grosseiramente.
Leve ao lume o azeite e quando estiver quente coloque a cebola e deixe amolecer, junte o arroz e envolva bem até ficar translúcido.
Regue com o vinho e mexa até evaporar, vá adicionando conchas do caldo do assado e mexendo entre cada adição. Coloque o caldo após o anterior ter sido absorvido.
Antes da última adição junte o frango desfiado e os legumes, envolva delicadamente e antes de secar junte a manteiga, rectifique de sal e retire do lume.
Deixe repousar uns escassos minutos e sirva.



Notas:

Os sacos para cozinhar alimentos no forno, encontram-se nas grandes superfícies comerciais, na zona dos papeis de cozinha, (alumínio, vegetal, película…), e estão classificados como “sacos multi-usos” pois servem para guardar, congelar e cozinhar no forno e microondas.