sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Bolo de coco

Gosto de deitar por terra convicções do tipo: “não gosto disto, ou daquilo…”
Com o bolo de coco consegui mais uma vez que alguém que afirmava não gostar, “mordesse a língua”.
Este é um bolo simples, ideal para lanchar com um chá ou, como eu gosto, com um copo enorme de leite simples e frio.
Na minha opinião esta massa aguentava bem a chávena completa de leite, ou então iogurte natural batido, mas mesmo assim ficou muito bom e desapareceu num instantinho.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Usei:

3 Ovos
250g de açúcar
200g de manteiga
½ Chávena de leite
250g de farinha
100g de coco ralado
1 c chá de fermento

Calda (opcional)

1 Chávena de leite
½ Chávena de açúcar

Fiz assim:

Separe as gemas das claras, bata as claras em castelo e reserve.
Na tigela da batedeira coloque as gemas e o açúcar e bata em velocidade alta até ficar com uma mistura cremosa e esbranquiçada.
Junte a manteiga amolecida (não fundida) e o leite e bata mais um pouco.
Retire a tigela da batedeira, e junte o coco ralado e a farinha peneirada com o fermento.
Envolva até ficar com uma massa homogénea.
Por fim junte as claras em castelo e misture-as na massa de uma forma delicada usando de preferência uma espátula de borracha ou silicone.
Transfira a massa para uma forma de chaminé, devidamente untada e enfarinhada.
Coloque no forno pré aquecido a 180º durante mais ou menos 25 minutos, faça o teste do palito e se este sair seco, retire do forno.
Prepare a calda, levando os ingredientes ao lume brando durante mais ou menos 4 minutos e mexendo ocasionalmente.
Pique o bolo com um palito de madeira, e com ele ainda quente e dentro da forma, regue-o com a calda.
Deixe amornar e desenforme.

Notas:

Guarde o coco ralado no congelador, pois desta forma aguenta mais tempo sem rançar, o que em temperatura ambiente acontece passado pouco tempo.
Usei uma forma em silicone, logo o tempo de forno reduz um pouco, faça sempre o teste do palito antes de retirar o bolo.
Veja também:
bolo encharcado de laranja.
Adaptado de uma receita de uma embalagem antiga de açúcar.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Vermicelli de arroz com frango e pimentos

Mais um prato do 1º Y, este o preferido da “piolha”, para além de gostar muito de frango e massa, (seja ela qual for), adora comida de pauzinhos.
È um prato leve e rápido, e no entanto delicioso. O truque é ter os legumes preparados antes de começar a cozinhar, a partir daí tudo se desenvolve muito rapidamente e a refeição fica pronta em 20 minutos, ou menos. È ou não é o ideal para os dias de semana em que o tempo parece nunca chegar para nada?!




Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Usei:

200g de vermicelli de arroz
250g de bife de frango cortado em tiras finas
½ Pimento vermelho em tiras finas
½ Pimento verde em tiras finas
2 Cenouras em palitos finos
1 Cebola pequena picada
½ Couve chinesa cortada em juliana
1 cm de gengibre ralado
Amido de milho q.b.
2 c sopa de molho de soja
Óleo de amendoim q.b.
Sal a gosto

Fiz assim:

Coloque o vermicelli de molho em água quente, tape e deixe ficar até ficar macio.
Escorra, deite um fio fino de óleo de amendoim para evitar colar, envolva delicadamente e reserve.
Seque as tiras de frango com papel absorvente e pane-as no amido de milho, sacuda o excesso.
Aqueça um pouco de óleo no wok e deite o gengibre, deite primeiro a cebola e as cenouras e só depois os restantes legumes, salteie por instantes até amaciarem um pouco.
Retire as verduras do wok e coloque as tiras de frango, vá cozinhando a carne mexendo sempre até dourar, adicione as verduras novamente e regue com o molho de soja.
Adicione o vermicelli e envolva tudo muito bem.
Rectifique o sal e sirva imediatamente.

Notas:

A receita original pede vermicelli de soja no entanto o mesmo é difícil de encontrar mesmo em lojas de produtos asiáticos.
Para além de vermicelli pode também usar esparguete de arroz, à venda junto dos produtos dietéticos, nesse caso deve cozer a massa seguindo as instruções da embalagem.
Veja também:
salteado de vermicelli e caranguejo.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Maionese simples e 1001 variações

Embora de França para o mundo, o molho de mayonnaise, ao invés do que geralmente se julga, não é de origem francesa, mas sim espanhola. Tanto assim que, em várias localidades de Espanha, continua castiçamente a manter o seu nome de nascimento: salsa mahonesa, ou seja, molho mahonês ou de Mahon.
Segundo a tradição, parece que aí por volta de 1750 e tal, no começo da guerra dos 7 anos, Lous-François-Armand de Vignerod du Plessis, duque de Richelieu, governando pela França a ilha de Minorca, acabou por se aborrecer com o viver monótono da cidadezinha de Mahon, em total contraste com a vida intensa e galante que sempre levara em Paris, e ainda por cima por se enfastiar com a sensaboria de uma alimentação isenta dos requintes a que estava habituado.
Certo dia, num impulso irrefreável, intimou o cozinheiro, contra tremendas sanções, a apresentar-lhe nessa noite um molho diferente de tudo, uma coisa nova que lhe trouxesse um novo gosto pela vida. Deprimido, o cozinheiro vagueou pelas ruas de Mahon a contas com a sua triste sorte até que, por uma porta entreaberta, viu alguém a rodar compassadamente uma colher de pau dentro de uma tigela, para a qual um fio de azeite escorria sem parar, enquanto do fundo para as beiras crescia a pouco e pouco um creme louro e aveludado…
A satisfação que Louis-François-Armand de Vignerold experimentou nessa noite é bem nossa conhecida sempre que provamos uma maionese verdadeiramente bem feita.”



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Maionese simples
(Receita base para todas as maioneses)

2 Gemas de ovo
4 dl de azeite extra virgem, ou 2 de óleo e 2 de azeite
1 c chá de sumo de limão
1 c café de sal
1 c sopa de vinagre a ferver
1 c sobremesa de condimento de mostarda

Numa tigela de fundo côncavo, batem-se as gemas com a mostarda, o sal, e o limão, sem parar de bater incorpora-se o azeite, deixando-o cair num fio constante e finíssimo, que poderá engrossar-se à medida que se aproxima o fim da confecção.
Quando acabar deita-se o vinagre a ferver de uma só vez e mexe-se.
Pode usar-se colher ou vara de arames, eu pessoalmente só o consigo fazer com a colher como vi a minha mãe fazer centenas de vezes. Pode ainda usar-se o triturador eléctrico, mas nesse caso usam-se os ovos inteiros. A maionese fica mais leve mas menos aromática, em qualquer dos casos tanto os ovos como o azeite devem ser de qualidade excepcional.


Maionese de abacate

1 chávena de polpa de abacate
2 c sopa de natas
2 c sopa de maionese
Sal, paprika, pimenta e mostarda q.b.

Triture a polpa do abacate.
Junte os outros ingredientes e triture até obter um preparado homogéneo.

Maionese “alioli” (ou aïoli, ou molho alioli)

2,5 dl de azeite
2 Gemas de ovo
4 Dentes de alho espremidos (ou pisados no almofariz)
1 c chá de sumo de limão
1 c chá de água
Sal q.b.

Faz-se como a maionese simples, começando por bater as gemas com os alhos.
No fim, sem parar de bater junta-se o sumo de limão, sal e a água.


Maionese de anchovas

3 dl de maionese
2 c chá de anchovas em pasta
1 Alho esmagado
1 c Sopa de queijo parmesão ralado

Liga-se a pasta de anchovas à maionese, ao queijo e ao alho.

Maionese andaluza

½ l de maionese
1,5 dl de molho de tomate
2 Pimentos verdes assados e pelados

Liga-se a maionese com o molho de tomate bem frio e espesso e junta-se o pimento picado.

Maionese de atum (sauce tonnée)

125g de atum em conserva
6 Filetes de anchova
1 c sopa de alcaparras
2 Gemas de ovos cozidos
Azeite, salsa, limão e maionese q.b.

Pica-se o atum, as alcaparras ,as anchovas, as gemas e a salsa.
Pisa-se depois tudo no almofariz com o sumo de limão e azeite suficiente para amaciar.
Tritura-se ou passa-se no passe-vite e junta-se a maionese.

Maionese de bechamel

1 dl de maionese
2,5 dl de molho bechamel
1 Dente de alho esmagado

Misture o bechamel bem frio com a maionese e incorpore o alho bem esmagado e espremido.

Maionese campesina

Maionese q.b.
2 c chá de natas
2 c chá de mostarda
1 Molho de agriões (só as folhas)
1 Dente de alho espremido
Pimenta e sumo de limão q.b.

Escaldam-se as folhas de agrião, deixa-se arrefecer e trituram-se.
Juntam-se todos os ingredientes e bate-se bem.
Pode ser feito com espinafres cozidos.

Maionese carilada

Maionese
1 c sopa de vermute
Pó de caril a gosto

Incorpora-se o vermute na maionese, e por fim junta-se o pó de caril até atingir o aroma desejado.

Maionese de caviar

3 dl de maionese
2 c sopa de caviar
2 c sopa de cebola ralada
1 Tomate sem pele e sem sementes picado
2 Ovos cozidos e picados

Os ingredientes devem estar bem frios.
Mistura-se tudo e serve-se.

Maionese de conhaque

Maionese (metade da receita base)
3 c sopa de polpa de tomate
2 c chá de mostarda
1 c sopa de conhaque

Incorpora-se na maionese, a polpa de tomate, a mostarda e o conhaque e bate-se.

Maionese feia

Maionese q.b.
½ chouriço de sangue cozido
Pimenta
Raspas de noz-moscada
Cravinho moído
Cominhos
Piripiri
Mostarda

Esborracha-se o chouriço com um garfo, incorpora-se na maionese e tempera-se com os restantes ingredientes.

Maionese gelatinada

1 Chávena de maionese
3 Folhas de gelatina

Amolece-se a gelatina em água, leva-se ao microondas e dissolve-se.
Junta-se em fio à maionese e mexe-se bem
Usa-se antes de solidificar para cobrir pratos frios de carne, peixe ou saladas de legumes cozidos.

Maionese da horta

Maionese simples
Sal
Folhas de espinafre, de azedas, de agriões e de salsa a gosto

Cozem-se as verduras em água e sal destapadas para ficarem verdes, escorrem-se, trituram-se e espremem-se até perder toda a água.
Incorpora-se este puré na maionese.
Pode ser salpicada com ervas frescas picadas.

Maionese de laranja

Maionese simples
1 c sopa de polpa ou concentrado de tomate
1 c sopa de sumo de laranja
2 c chá de mostarda
Pimenta q.b.

Junta-se tudo à maionese pronta, de maneira a ficar um molho homogéneo.

Maionese de manteiga

150g de manteiga
2 Gemas de ovos
2 c sopa de azeite
Sal & pimenta
1 c chá de sumo de limão

Batem-se as gemas com o sal, a pimenta e o sumo de limão.
Incorpora-se primeiro o azeite em fio, e depois também em fio a manteiga fundida em banho-maria.

Maionese de mousse

Maionese simples
3 c sopa de natas
Sal & pimenta
Sumo de limão

Faz-se a maionese sem o vinagre.
Tempera-se de sal, sumo de limão e pimenta.
Antes de servir incorpora-se as natas batidas.

Maionese de pepino

Maionese simples
Metade de 1 pepino pequeno
Mostarda
Limão

Descasca-se e tiram-se as sementes ao pepino.
Pica-se muito finamente e junta-se à maionese.
Tempera-se de mostarda e limão.

Maionese picante

3 c sopa de polpa de tomate ou 2 de concentrado
2 c chá de mostarda
Maionese simples
Sumo de limão
Sal
Pimenta de caena a gosto

Adiciona-se o tomate e a mostarda à maionese, bate-se e tempera-se com os restantes ingredientes.

Maionese de queijo

100 g de Queijo de Azeitão ou outro muito mole
1 Gema de ovo pequena
1 c chá de sumo de limão
Sal & pimenta
Azeite q.b.

Bate-se a gema com uma pitada de sal, pimenta e o sumo de limão.
Incorpora-se o azeite em fio e depois o queijo ás colheradas pequenas.

Maionese quente

Maionese simples
4 c sopa de caldo de galinha ou carne
1 c chá de ceboli
Sumo de limão
Mostarda

Faz-se a maionese sem o vinagre, tempera-se com a mostarda e o sumo de limão.
Coloca-se o caldo ao lume com o cebolinho, assim que começar a querer ferver, junta-se à maionese lentamente, batendo sempre.
Leva-se ao lume em banho-maria, batendo sempre até engrossar.

Molho remoulade

Maionese simples
3 Pepinos de conserva (cornichons)
1 c sopa de alcaparras
1 c café de açúcar
1 Ramo de salsa
Mostarda
Sal

Picam-se os pepinos, as alcaparras e a salsa.
Espreme-se bem para retirar a água, e ligam-se à maionese temperada com sal, açúcar e mostarda a gosto.

Molho tártaro

Maionese simples
2 Gemas de ovos cozidos
2 rodelas de cebola moídas
2 c sobremesa de pepinos de conserva (cornichons) picados
2 c chá de alcaparras picadas
1 c café de estragão picado
Sal & pimenta

Desfeitas as gemas, temperam-se de sal e pimenta, incorporando-lhes a seguir a maionese e os restantes ingredientes.

Molho mil ilhas

Maionese simples
1 Ovo cozido e picado
1 Cebola pequena picada
1 Punhado de nozes picadas
1 c chá de paprica
4 c sopa de polpa de tomate
2 c chá de molho inglês
1 Raminho de salsa picada
12 Azeitonas recheadas

Bate-se a maionese com todos os outros ingredientes menos as azeitonas, que se juntam no final cortadas em rodelas finas.

Molho de uísque

1 + ¼ dl de molho bechamel
½ dl de maionese simples
3 c chá de polpa de tomate
1 c chá de uísque
Sumo de limão a gosto
Sal & pimenta

Misturam-se muito bem os dois molhos, junta-se a polpa de tomate e mexe-se para ligar, deita-se o uísque, volta a mexer-se e tempera-se de sal, pimenta e sumo de limão.



Notas:

Para ligar uma maionese que talhe, muda-se um pouco da mesma para outra tigela, bate-se com umas gotas de água e, batendo sempre, incorpora-se em fio todo o molho talhado, ou bate-se uma gema e incorpora-se também em fio à maionese talhada.
As pessoas que fazem reacções alérgicas a ovos crus devem usar gemas cozidas.

Curiosidades sobre ovos:

Os ovos devem ser conservados com a parte mais bicuda virada para baixo.
Quando guardados em temperatura ambiente, os ovos ao serem batidos ficam mais volumosos.
Quando guardados no frigorífico, torna-se mais fácil separar a gema da clara.
Um ovo pesa em média 50g, sendo que 35g é de gema e 15g de clara.
A gema é rica em lecitina, e a clara em albumina (proteína).
Mais informações sobre ovos aqui.
Receitas e introdução, em: “O livro de Pantagruel”

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Pão de finados

Quem visitar o México em Novembro, durante a celebração do dia de todos os santos, vai de certeza encontrar este pão, (Pão dos mortos).
È feito para celebrar a memória dos falecidos, que paradoxalmente não é um dia triste, mas antes de festa.
Todos visitam as campas dos seus familiares com piqueniques e vestindo roupas de cores vivas, levam velas, flores e este pão especial.
O pão pode ter formas variadas, mas frequentemente é branco, levedado com fermento e aromatizado com laranja e especiarias. Pode ser redondo ou circular e é muitas vezes decorado com pedaços de massa em forma de ossos, lágrimas ou ramos de flores.


Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

2 Estrelas de anis (para a calda)
4 c sopa de água (para a calda)

3 Chávenas de farinha
½ c chá de sal
4 c sopa de açúcar
75 ml de água
6 g de fermento de padeiro seco
2 Ovos pequenos
2 c sopa licor de laranja
50 ml de manteiga derretida

Fiz assim:

Leve as estrelas de anis ao lume com a água, deixe ferver até o volume reduzir para metade, cerca de 3 a 4 minutos. Retire o anis e deixe arrefecer.

Peneire a farinha, o sal e o açúcar para uma tigela, abra um orifício ao centro.
Dissolva o fermento na água morna e deite no centro da farinha.
Com as pontas dos dedos envolva um pouco da farinha circundante no fermento até ficar com uma massa mole, polvilhe um pouco de farinha por cima, tape com película aderente e deixe repousar em lugar abrigado durante 30 minutos, ou até começar a fazer bolhas.
Num recipiente à parte, bata os ovos, a calda, o licor e a manteiga derretida.
Junte este preparado à farinha e misture bem.
Transfira a massa para a bancada enfarinhada e amasse durante 5 ou 6 minutos, ou até a massa ficar macia e elástica.
Unte uma forma redonda com cerca de 22 cm, e coloque dentro a massa à qual deu a forma de bolacha.
Faça uma cruz no topo e cubra com película untada.
Deixe levedar de novo em local abrigado até dobrar de volume, cerca de 1 a 2 horas.
Pré aqueça o forno a 190º.
Retire a película que cobre o pão e leve ao forno durante 50 minutos.
Coloque sobre uma grade para arrefecer e polvilhe com açúcar.

Notas:

Versão máquina do pão:

Tenha os ovos à temperatura ambiente, e use sempre fermento desidratado.
Faça a calda de anis conforme se indica na receita.
Coloque primeiro os líquidos e depois os secos, sendo que a farinha deve criar uma barreira entre os líquidos e o fermento.
Escolha o programa de amassar e levedar se quiser cozer o pão em forma à sua escolha, ou então escolha o programa completo.


Peço desculpa pelo facto de alguns ingredientes estarem em chávenas e colheres e outros em mililitros e gramas, mas como fiz meia receita alguns ingredientes não davam conta certa ao converter para chávenas e vice versa.
Fonte: Manual do pão caseiro – Pães do continente americano

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Arroz à valenciana ou Paella

A fama deste prato típico de Valença e as suas várias interpretações e recriações, fez com que se junte a carne com o marisco, mas o certo é que ou é paella de marisco ou paella de carne, mas também é certo que eu gosto assim, gosto das misturas terra e mar!
Tenho uma paelleira que me foi oferecida pela minha mãe muito antes destas modernaças antiaderentes e de marcas carregadas de tradição, por isso é um pouco mais “chata” de usar, se não fosse por isso acho que pelo menos uma vez por mês comia paella!



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.



Usei:

400g de arroz
3 Sobre coxas de frango em pedaços
100g de bacon em cubos
50g de presunto em cubos
1 Chouriço de carne
200g de carne magra de porco (lombo) em cubos
200g de lulas em rodelas
Marisco a gosto (gambas, amêijoas, patas de sapateira)
1 Chávena de ervilhas
Azeite
2 Pimentos assados cortados em tiras
1 Cebola picada
1 Chávena de tomate sem pele e sementes picado
Salsa
Uma pitada de açafrão
1 Folha de louro
2 Dentes de alho picados
Sal & pimenta
Água q.b.

Fiz assim:

Fritam-se no azeite as carnes o bacon e o presunto mexendo até dourar.
Junta-se a cebola e o alho e continua a mexer-se até refogar um pouco, junte um pouco de água (mais ou menos meia chávena), e quando retomar fervura junte o chouriço em rodelas, o pimento, a salsa, o tomate, o louro, o açafrão, as lulas e as ervilhas.
Tempere de sal e pimenta e deixe suar um pouco em lume brando, se necessário junte mais umas colheres de sopa de água.
Quando o frango estiver tenro, junte os mariscos e mais um pouco de água quente, deixe ferver mais ou menos 5 minutos e deite o arroz.
Mexe-se ocasionalmente com colher de pau, e se necessário vai-se adicionando água.
Salpique com salsa picada e deixe repousar 10 minutos antes de servir.

Notas:

Pode dar-se uma fervura aos mariscos e aproveitar o caldo para preparar o arroz.
Usei arroz carolino, mas neste caso um arroz de grão mais longo também não fica mal.
Se as lulas forem muito duras coza-as previamente e adicione-as à paella ao mesmo tempo do marisco.
Esta publicação foi previamente agendada para que mesmo não estando deste lado, hoje especialmente por ser o meu aniversário, não podia deixar o Tachos sem uma receita de festa.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Pá de porco com laranja

A laranja é sem margem de dúvidas a minha fruta preferida, maravilhosa simples e em sumo e versátil em pratos doces e salgados. Da laranja tudo se pode usar.
Neste caso foi protagonista de uma marinada e transformou uma peça de carne banal num delicioso repasto.
Prato fácil, sem vigilância constante e a combinar com legumes salteados ou cozidos no vapor.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.

Usei:

Uma pá de porco sem osso
Um fio de azeite
1 Cálice de uísque

(marinada)

Sumo e raspa de 2 laranjas
2 c sopa de massa de pimentão
3 Dentes de alho
1 Haste de alecrim
Pimenta preta em grão
Sal

Fiz assim:

Num almofariz, pise os alhos com o sal e os grãos de pimenta até obter uma pasta.
Junte a massa de pimentão e a raspa de laranja, mexa até incorporar.
Dilua com o sumo das laranjas.
Coloque a carne num saco de congelação e envolva na marinada. Deixe repousar no frigorífico de um dia para o outro.
Pré aqueça o forno a 200º.
Retire a carne da marinada e seque-a com papel de absorvente.
Num tacho de fundo pesado, aqueça o azeite e sele a carne de ambos os lados.
Retire a carne e coloque num tabuleiro ou pirex.
Deite o uísque no tacho para diluir os sucos caramelizados.
Regue a carne com os sucos e parte da marinada e por cima coloque a haste de alecrim.
Leve ao forno, e vá regando com a restante marinada até a carne estar bem passada.

Notas:

Pode substituir o uísque por conhaque ou brandy.
Pode também fazer esta receita com lombo, embora fique mais seca devido a ser uma carne magra.
Acompanhe com:
cenourinhas especiais.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Mini crepes com coração gelado de Nutella

A “mestra” dos crepes aqui em casa é a “piolha”, por força das circunstâncias foi praticando e hoje é uma “expert”, no passado ano lectivo no dia dedicado ao francês, teve a seu cargo uma banca de crepes e fez sucesso, mas teve de levar a tralha toda de casa pois só com a frigideira antiaderente, a concha que tem a medida certa de massa e a espátula para virar os crepes é que o show fica completo.

Não é meu costume fazer publicidade gratuita, mas neste caso tenho de chamar as coisas pelo nome. Estou a referir-me ao Nutella, podem fazer este gelado com outro creme de cacau e avelãs mas na minha opinião Nutella é Nutella.



Versão de impressão e arquivo desta receita aqui.


Para os crepes

Ingredientes:

200g de farinha
5 dl de leite
2 Ovos
Uma pitada de sal


Preparação:

Bata os ovos com o leite, junte a farinha peneirada e o sal, e misture muito bem de maneira a não deixar grumos.
Tape e deixe repousar no frigorífico 30 minutos.
Pincele uma frigideira anti aderente com um pouco (muito pouco mesmo, use um pincel) de margarina liquida, e deixe aquecer.
Deite uma concha de massa na frigideira, espere até começar a formar bolhas e vire, espere mais um pouco e retire.
Mantenha os crepes quentes em prato aquecido.

Para o gelado de Nutella

Ingredientes:

380 ml de leite evaporado frio (mantenha no frigorifico até usar)
350g de Nutella (à temperatura ambiente)

Preparação:

Coloque o leite evaporado na taça da batedeira, e bata em velocidade alta até obter um liquido mais espesso e espumoso.
Junte o creme de chocolate e avelãs e bata até ficar homogéneo.
Transfira para formas de bombons e leve ao congelador de um dia para o outro.
Retire do congelador 15 minutos antes de servir.
Se usar uma outra forma, use uma de bolo inglês forre com pelicula, e no momento de servir desenforme e corte em fatias.
Este gelado mesmo na sorveteira ou batido enquanto congela, não se molda com a tipica colher de gelados, no entanto fica cremoso.

Aqui, a “piolha” em acção.
Conseguem ver onde está o crepe?


Notas:

Leite evaporado ou leite concentrado não açucarado é leite fresco cujos 60% da água foram removidos por evaporação. È depois homogeneizado, refrigerado, fortificado com vitamina D estabilizadores e esterilizado.
A versão inteira tem no mínimo 7,9% de matéria gorda.
O leite evaporado pode ser guardado à temperatura ambiente até ser aberto, depois disso deve ser passado para um recipiente de vidro, tapado e guardado no frigorífico, mas nunca mais de uma semana.
O leite condensado é feito da mesma maneira, mas com a adição de açúcar.
Substituição: Dissolver 7 c sopa de leite em pó numa chávena + 1 colher e meia de sopa de água, ou seja: 54g de leite em pó para 270 ml de água.
Guarde no frigorífico durante 12 horas.
Bata até dobrar de volume.
Fonte

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Marizé, Marizé... por onde andas?

Há uma diferença abismal entre um blog e um outro qualquer sítio na Internet.
Um blog tem por trás uma pessoa real que viveu e experimentou o que publica.
Mas o que é que acontece quando a pessoa por um motivo pessoal fica impedida de estar “virtualmente presente”?

Quando não se trata de um blog intimista mas sim de um blog temático, como a culinária, há leitores anónimos que habituados ao ritmo das publicações, continuam a vir à procura de sugestões, ideias, dicas e receitas e se o blog está estático num post que diz:
"Obrigada a ficar longe do Tachos e dos tachos", deixam de vir, perdem o hábito, sentem-se abandonados…

Mas também há os colegas; todos sabemos que os primeiros leitores de um blog são outros blogueiros, pessoas que nos lêem e comentam transmitindo-nos a sensação boa de que somos seguidos naquilo que fazemos.
Para esses as justificações das ausências fazem sentido, pois mesmo com o blog em modo de publicações agendadas, a nossa ausência faz-se sentir nos outros blogs.

Se vos tivesse dito que estive a recuperar de uma cirurgia a que fui submetida, tenho a certeza que todos vocês me teriam dado muita força e muito apoio, mas decidi não o fazer preferindo estar aqui e agora para vos dar boas noticias.

Estou de volta, “sã como um pêro” e já cozinhei!

No entanto…

Segunda-feira próxima vou viajar.
Irei para Londres visitar o meu irmão e com ele comemorar o meu aniversário.

Esta foi a prenda que dei a mim mesma este ano.
O Tachos de ensaio fica assim durante mais uma semana em “piloto automático”.
Voltarei a estar deste lado, ao vivo e a cores, a partir de 03 de Novembro.

Para todos vocês, colegas e anónimos, o carinho de uma blogueira agradecida pelas vossas visitas.